CANAL DA AÇÃO CULTURAL

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domingo, 26 de abril de 2015

Lei Cultura Viva, a Economia Solidária e a Educação.

 Economia Viva! Não existe "crise" na cultura. Da adversidade e da singularidade vivemos, a microeconomia dos fazedores de cultura tem que ser mapeada e articulada em redes, pois se trata de um capital simbólico bilionário e que pode ser monetizado para os próprios fazedores e não commodities da Indústria cultural. Debate de ontem com o Núcleo Estratégico do MiniC: A indústria cultural é muito importante e precisa ser incentivada, mas a cultura brasileira vai muito além. Os pequenos agentes culturais são a regra, e não a exceção", destacou Ivana Bentes, durante reunião do Núcleo Estratégico do MinC. "Os pequenos, inclusive os que estão na informalidade, não são os primos pobres da cultura. Juntos, eles têm uma produção bastante significativa. É preciso olhar pela sobrevivência desses grupos, sobretudo em tempos de crise.

Lei Cultura Viva incentivará microeconomia da cultura

Ivana Bentes, da SCDC: ""A indústria cultural é muito importante e precisa ser incentivada, mas a cultura brasileira vai muito além. Os pequenos agentes culturais são a regra, e não a exceção". (Foto: Janine Moraes)
1.4.2015 -

 

A Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), que entrará em vigor no próximo dia 8 de abril, será um grande estímulo para os fazedores de cultura de pequeno porte. A avaliação é da secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC), Ivana Bentes. Dois instrumentos criados pela PNCV serão essenciais nessa tarefa – a autodeclaração dos Pontos de Cultura e o Termo de Compromisso Cultural (TCC), que substituirá os convênios nas parcerias entre Estado e Pontos de Cultura que receberem recursos.

 

"A indústria cultural é muito importante e precisa ser incentivada, mas a cultura brasileira vai muito além. Os pequenos agentes culturais são a regra, e não a exceção", destacou Ivana Bentes, durante reunião do Núcleo Estratégico do MinC. "Os pequenos, inclusive os que estão na informalidade, não são os primos pobres da cultura. Juntos, eles têm uma produção bastante significativa. É preciso olhar pela sobrevivência desses grupos, sobretudo em tempos de crise."

 

A secretária ressaltou que a autodeclaração dos Pontos de Cultura permitirá o mapeamento desses pequenos agentes culturais. "Ao se declararem, os artistas, os coletivos, as instituições passarão a fazer parte do Cadastro Nacional dos Pontos e Pontões de Cultura. Desse modo, passaremos a ter dados para mensurar essa microeconomia gerada por eles", explicou Ivana. "Passaremos, então, a ter uma massa de ativos culturais que vão querer participar da política pública, das Teias. Haverá um hiperestímulo para a participação social. Até o debate sobre a atual falta de recursos pode ser feita entre o Estado e a sociedade civil."

 

Ivana Bentes destacou também a importância do Termo de Compromisso Cultural. "É uma resposta do Estado brasileiro a uma demanda histórica dos Pontos e dos fazedores de cultura. O termo vem simplificar a prestação de contas, desburocratizar e descriminalizar muitas instituições com dificuldades na prestação de contas", afirmou. "É importante mudar a cultura jurídica deste país, ou essa cultura jurídica nos mata. A hiperformalização não funciona para esse grupo de pequenos fazedores culturais."

 

Assessoria da Comunicação 

Ministério da Cultura
Foi bonito o Lançamento da Lei Cultura Viva! É essencial dar visibilidade para a economia da cultura. É a economia da vida, afetiva e solidária. O modelo atual da política é economicista, mas a gente precisa colocar a cultura na centralidade da gestão econômica. Os Pontos de Cultura são base de uma potência simbólica da cultura e de outros modelos e valores que conecta o comunitarismo com as novas redes urbanas. A lei é fruto de uma intensa trajetória. É tudo nosso!

Bom dia Brasilia! Educação sem Cultura é adestramento. Na posse de Renato Janine Ribeiro o novo Ministro da Educação do Brasil! A escola fordista está em crise, existem processos de formação em fluxo e abertos, nos territórios e nas redes , e milhões de brasileiros para serem incluídos na educação formal. Num mundo em que a sociedade toda forma é hora de experimentar novas dinâmicas e metodologias de formação. Não adianta incluir no consumo e na escola fordista se não disputarmos um outro modo de viver e estar no mundo ! Almada com o novo Ministério! Escola são redes e não paredes !
— em Palácio do Planalto - Presidência da República


Estamos juntos! Com Renato Janine Ribeiro no Ministério da Educação se abre o diálogo com a Cultura de uma forma mais estruturante Bom ouvir sua fala arejada, lúcida e critica no meio de uma crise de imaginação política
— com Renato Janine Ribeiro.



Os pontos de cultura são cada vez mais realidade, mas os cineastas ainda não perceberam que gigantesco público os pontos guardam para seus filmes, estes que em 2/3 dos casos não atingem 10 mil pessoas (média dos 3 últimos informes anuais ANCINE). Nos 5600 pontos de cultura e cineclubes espalhados pelo Brasil é possível trazer 10 milhões de NOVOS espectadores para os 100 filmes BRASILEIROS que hoje atingem 10 mil ou um pouco mais. Os que atingem 10 mil, o top da lista dos 2/3 passarão a EM MÉDIA serem vistos por 110 mil (10 mil ingressos pagos em dinheiro, e 100 mil ingressos de amor ao cinema). Com apenas uma sessão semanal com 36 pessoas na plateia, ou duas com 18 pessoas. Qualquer ponto de cultura ou cineclube consegue isso fácil. MAS este CIRCUITO ALTERNATIVO DE EXIBIÇÃO só será realidade quando a Secretaria do Audiovisual (Pola Ribeiro), a Secretaria de Cidadania e Divesidade Cultural (Ivana Bentes), a Ancine Manoel Rangel) agirem coordenadamente para viabilizar o SISTEMA, incentivar as salas alternativas E-cinema hoje para virarem D-cinema e oferecerem mais sessões, assim como reconhecer os ingressos não-pagos como cifras de lucro econômico nos bancos de dados Cinema Brasileiro. Chega de produzir cem filmes por ano que não são vistos. Filmes são feitos para serem vistos. É melhor um filme brasileiro ter 10 mil espectadores e faturar 120 mil na bilheteria, ou faturar os mesmos 120 mil na bilheteria e ter 110 mil espectadores (11 vezes mais)?
Mais sobre isso no link http://cinemabrasil.org.br/vale.html de 2013, quando o abaixo-assinado com cerca de 500 entidades e personalidades foi protocolado junto ao Manoel da ANCINE, a então ministra Marta Suplicy, e os então respectivamente Secretários Leopoldo Nunes e Márcia Helena Gonçalves Rollemberg. O mote era o vale-cultura que foi criado sem a salvaguarda de ser para filmes de países que assinaram a Convenção da Diversidade Cultural da UNESCO, e do jeito que estava (continua estando) tem um POTENCIAL de enviar 3 BILHÕES por ano para os cofres de Hollywood. O momento é excelente, a ABD e o CBC estão retomando esta discussão, e com o apoio de todos, vamos conseguir. Abraços.

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