A inteligência artificial poderá levar à extinção da humanidade até 2030.
O alerta, lançado por investigadores da Anthropic, está a provocar várias reações nos Estados Unidos, com congressistas de diferentes quadrantes políticos a exigirem maior controlo sobre o desenvolvimento da tecnologia.
O republicano Ted Cruz, senador pelo Texas, classificou a inteligência artificial como um “risco catastrófico” e revelou ter ficado particularmente preocupado com as declarações de Jacob Coxon, investigador da Anthropic, que apresentou a demissão na quarta-feira por considerar que a empresa, juntamente com a OpenAI onde trabalhou anteriormente, “não está a agir com responsabilidade” e está “a jogar com as nossas vidas”.
O senador Bernie Sanders defendeu uma pausa no desenvolvimento da inteligência artificial até existirem regras claras de segurança. A decisão surge depois de um investigador da Anthropic ter feito uma revelação surpreendente.
A estas vozes juntou-se o Papa Leão XIV. Na sua encíclica Magnifica Humanitas, publicada em 15 de maio de 2026, o Pontífice afirma que a humanidade enfrenta uma situação urgente porque a velocidade do desenvolvimento da IA está muito à frente da criação de normas, salvaguardas e instituições capazes de governá-la. Ele pede, inclusive, que às vezes se adote um ritmo mais lento de implementação da IA e que haja mecanismos robustos de supervisão.
O Papa alertou ainda que a inteligência artificial “precisa ser desarmada” das lógicas que a transformam em instrumento de “domínio, exclusão e morte”. Na encíclica, defendeu que a tecnologia deve servir à dignidade humana e ao bem comum, e não a uma elite tecnológica sem controle. Comparou o desenvolvimento descontrolado da IA à Torre de Babel bíblica, alertando para o risco de construir um sistema tecnológico que “domina e desumaniza”, e criticou que o controle da IA não deve permanecer nas mãos de “poucos”. Reafirmou que “o futuro não é da máquina, é do ser humano” e que a IA só será verdadeiramente boa se for guiada pelo amor, pela ética e pela busca do bem comum.
Mais recentemente, em 28 de agosto de 2026, durante uma audiência com o Instituto Internacional de Ciências Administrativas, Leão XIV voltou a alertar que a velocidade da inovação levanta a questão de se seremos capazes de controlar as máquinas no futuro e do risco de a humanidade se tornar vítima das próprias invenções. Um dos problemas mais graves de hoje, disse, é o fato de decisões concernentes à vida humana estarem sendo confiadas a máquinas. Defendeu um marco ético para orientar as tecnologias digitais e alertou que essas tecnologias estão cada vez mais concentradas nas mãos de grandes atores econômicos, enquanto os governos lutam para exercer supervisão efetiva.
A posição do Pontífice alinha-se com as preocupações manifestadas por Sanders e Cruz, reforçando o coro de vozes que exigem maior prudência e regulação no desenvolvimento da inteligência artificial.
Cientista diz que IA pode matar todos os humanos: como isso aconteceria?
`Produzido com base em publicação da CNN Portugal e complementado com pesquisa sobre as declaração do Papa Leão XIV com utilizaçao de IA
- Risco Inaceitável: Práticas como sistemas de pontuação social estatal e manipulação cognitiva que explore vulnerabilidades humanas estão completamente banidas.
- Transparência Radical: Ferramentas populares (como o ChatGPT) e geradores de conteúdo sintético são obrigados a rotular claramente qualquer deepfake ou interação automatizada, garantindo que o usuário saiba que está lidando com uma máquina.
- Controle e Sanções: Desenvolvedores de modelos de uso geral devem abrir suas documentações técnicas e respeitar direitos autorais. O descumprimento das regras pode gerar multas pesadas de até 7% do faturamento global da empresa.
- Proteção de Identidade e Deepfakes: É estritamente proibido criar clones virtuais (rostos ou vozes) de pessoas reais sem consentimento expresso, transferindo a responsabilidade jurídica por desinformação diretamente para os criadores das plataformas.
- O Caso das IAs de Afeto: Para combater a dependência psicológica e impactos na natalidade, o país regulamentou os "namorados virtuais". Essas IAs de companhia são obrigadas a disparar alertas de realidade e interromper conversas longas para evitar o vício emocional do usuário.
- Rastreamento Digital: Desde o início de 2026, qualquer conteúdo gerado por IA deve conter marcas d'água visíveis e metadados ocultos. Transmissões ao vivo que utilizam avatares virtuais devem exibir um aviso contínuo na tela.
- Segurança Nacional : Os algoritmos chineses passam por auditorias severas antes de serem liberados ao público.
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