segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Dani, do Biquíni Cavadão: uma memória que resiste ao cinismo de Nikolas Ferreira

 A história do falastrão e cínico Nikolas Ferreira chamando Daniel Vorcaro de "Dani" me remete imediatamente a uma canção com esse nome, do Biquíni Cavadão. E, com ela, vem à tona a lembrança de uma aluna adolescente – espevitada e alegre, o que significa dizer uma pessoa agradável – que fez parte da oficina de dança moderna no início das atividades do Ponto de Cultura Ação Cultural, no Conjunto Jardim, periferia de Socorro, em Sergipe, nos meados da segundo década do ano 2000.

A música e o contexto da fala de Nikolas são diametralmente opostos. De um lado, a canção evoca afeto, leveza e a memória afetiva de uma jovem que ocupava o espaço cultural com sua energia e presença. De outro, o deputado abjeto, que se esconde sob uma fachada de moralista – um moralista sem moral – e usa o nome "Dani" como articifio de bajulação ou puxasaquismo.

Mas o que vale, no fim, é a memória da canção. E, quanto a esse deputado, a expectativa é que esse episódio colabore para mostrar a face de mais um canalha que, escondido atrás de um discurso moralista, revela-se exatamente pelo que é: sem vergonha, sem caráter, sem respeito. Que a música e a lembrança de quem fez da arte um caminho de vida sejam mais fortes do que o cinismo de quem usa a política como palco para a baixaria.


Com Fala Mansa


NIKOLAS CENSURA ICL, HOMOFOBIA RECREATIVA E LOUCURAS ELEITORAIS - ROLÊ-07/09/26



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