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domingo, 28 de junho de 2015

Sarau Virtual Noites de São João, Noites de Junho



A primeira publicação desse post aconteceu em um domingo, 28 de junho de 2015. Desde então, em junho de 2016 e em junho de 2017, nova edição é realizada com atualizações  e pequenas modificações








Alfredo Volpi nasceu na cidade de Lucca (italia) em 14 de abril de 1896 e faleceu em São Paulo (Brasil) em 28 de maio de 1988. Participou da segunda geração do modernismo. Fez um grande sucesso pintando bandeirinhas de São João. Nos anos 50 seguiu o campo do abstracionismo.


"São João, São João!
Acende a fogueira no meu coração!"
- Alberto Ribeiro, composição do início do século XX.
São lindas as festas populares que evocam os santos juninos, Antônio, João e Pedro. Têm um sabor do Brasil rural, profundo, que tira da terra, mesmo tão mal dividida, seus frutos mais preciosos.
O dia de São João louva João Batista, o precursor, que denunciava os poderosos do seu tempo ("Raça de víboras! Escribas e fariseus hipócritas"). Seu símbolo maior é o da fogueira. Da chama que nos conduz, para o amor, a dois, à Justiça, ao calor da luta por um mundo melhor.
Viva São João!!!

 Chico Alencar - Professor de História, Escritor e Deputado Federal  (Psol -RJ)


A seleção musical desse post,  vai do tradicional ao contemporâneo, a exceção das músicas que dizem se referir a este ciclo, mas com uma acentuada marca de apelo sexual e palavrões, com pouca diferença para quem as ouve em qualquer época, local ou condição.

 

As músicas da banda Cavalo de Pau e outras do chamado forró eletrônico, sinalizam o inicio desse momento, meados da década de 1980 para cá,  marcado por um distanciamento dos aspectos da crônica do cotidiano ou da crônica histórico-cultural,  como fazem as canções de  Gonzaga e de outros compositores afins. 

 

Desde então, uma grande quantidade de canções  consumidas por um grande público, sobretudo ligados as faixas etárias mais jovens,   passam a tratar  quase exclusivamente,  de temas mais românticos e no caso destas primeiras, do Cavalo de Pau, Mastruz com Leite e etc., com uma dose de lirismo e ternura,  até pueril, com menos intensidade nestes tempos que correm, quando conhecer uma pessoa e ir para a cama, pode acontecer em um flash de tempo. 

 

Certamente por este inicio de século XXI, ser um tempo de pouco lirismo e ternura nestas questões do amor de eros, ou  tempos de "amores liquidos",  na feliz  expressão cunhada pelo sociólogo polonês, Zygmunt Bauman. 

 

Quem descreveu muito bem em forma de canção, foi o genial  Gilberto Gil. "A pegadora e o livre atirador "

 

 Há canções nesta seleção , somente para ouvir, outras para ouvir e dançar, Já outras não tem muito coisa em comum com o ciclo junino,  mas fazem citação de forma indireta a respeito de questões que tem a ver com estas de noites de São João, tempos de aflorar desejos e paixões. Pela qualidade merecem ser ouvidas. É o caso de Flor da Idade, de Chico Buarque  e Último Desejo de Noel Rosa.

 

Outras sugestões são sempre bem vindas e poderão ser acrescentadas, é só fazer o envio através dos comentários no blog, no face ou pelo twitter.

 

A proposta do Sarau virtual  é bom que seja também  presencial. A  sugestão indicada tanto na forma virtual, como presencial  pode ser replicada  por meios de veículos de comunicação, escolas, grupos/coletivos culturais ou sociais, orgãos públicos e etc. 

 

O coletivo Ação Cultural, em parceria com outros coletivos, individuos e  organizações,  bem que pode realizar algo assim no ano de 2016, incluindo (3) videos, quadrilha improvisada e roda de danças circulares temática.

 

É bom para quem neste  mês de junho, tem se manifestado com relação a decadência da programação dos festejos juninos, notadamente no caso do Forrocaju,  em Aracaju, o qual cada vez mais incorpora o padrão empresarial das atuais  "festas do interior ". 

 

Sobre a perda da poesia, do sentido brincante e comunitário,   das noites de São João ou dos festejos juninos,  é surpreendente  o mestre Luis Gonzaga no idos da década de 1950  já afirmar isso,  por meio de algumas canções como algumas das que constam nesta seleção.

 

Consequência da urbanização acelerada e desordenada que acontece no Brasil desde a década de 1950, aliada aos aspectos negativos da concentração dos meios de produção e difusão cultural, nas mãos de pequenos grupos econômicos aliados a grupos politicos da direita oligárquica. O nordeste, um dos locais de resistência da tradição cultural do ciclo junino passa  também a sentir um maior impacto negativo, com o o atual ciclo de desenvolvimento e globalização por que vem passando a região. 

 

Um grande paradoxo! Como se verifica no Brasil há muitos anos, em que tradição cultural e desenvolvimento econômico e tecnológico  não conseguem caminhar muito bem, como bem nos mostra o filme bye bye Brasil.

 

  No ano de 2016 a primeira realização de um Sarau presencial, inspirado em algumas indicações desse post e principalmente no projeto Caravana Luiz Gonzaga Vai à Escola.

 COLÉGIO SERGIPANO MOSTRA COMO É POSSIVEL CONHECER O NORDESTE ATRAVÉS DO CANCIONEIRO DE LUIZ GONZAGA.


  Zezito de Oliveira - Educador, pesquisador e produtor cultural.









LEMBRANÇAS DOS TEMPOS DO SÃO JOÃO ANTIGO NA OBRA DE LUIZ GONZAGA

 São João Antigo
Já faz algum tempo, estamos sendo bombardeados por uma infinidade de músicas, se é que podemos assim chamá-las, que a cada ano surgem neste período que antecede as festividades juninas. Na sua quase totalidade, são músicas apelativas, com letras insinuantes e de duplo sentido, totalmente descompromissadas com o verdadeiro espírito da festa de São João. São músicas que em nada retratam os costumes ou a cultura do nosso povo, mas tão -somente visam à lucratividade. Ao que me parece, um objetivo já alcançado, haja vista o crescente número de cantores e adeptos deste gênero. Por serem músicas passageiras, de breve duração, podemos até classificá--las como mais um artigo de consumo para uma determinada faixa da população. Como não apresentam qualquer sustentação poética, estas músicas não conseguem resistir à ação demolidora do tempo, residindo neste fato a grande diferença entre estas e aquelas músicas mais antigas.
Dificilmente encontramos hoje músicas que cantem o São João na sua forma mais autêntica, como ainda é festejado no interior. O São João de quadrilhas e brincadeiras ao redor da fogueira, com balões e foguetões, onde as pessoas fazem pedidos a São João e se divertem com as adivinhações. O São João de fartura, com milho verde, canjica, pé-de--moleque, licor e aluá.
As marchinhas, os forrós baiões com motivação junina são hoje raríssimas exceções. Os atuais cantores da música nordestina parecem desinteressados na preservação deste estilo ou encontram-se já corrompidos pela lucratividade que o pornoforró lhes proporciona. Naturalmente que há exceções ao que foi exposto acima como exemplos, podemos citar os sanfoneiros Dominguinhos e Luiz Gonzaga, dois pernambucanos de fibra e que sempre souberam se manter fiéis ao compromisso de cantar os valores e a cultura da terra nordestina.
Diante deste quadro, nos parece muito confortante o fato de ainda podermos ouvir músicas que são verdadeiros clássicos da música junina. São obras que não envelheceram, não obstante tenham sido gravadas há quase 40 anos, e que ainda continuam trazendo alegrias e recordações até mesmo para o público mais jovem. Se não ouvimos com mais freqüência estas músicas, é porque os esquemas de divulgação não permitem. Quem não conhece, por exemplo, São João na Roça (A fogueira tá queimando/em homenagem a São João/ O forro já começô ô...), marchinha junina composta por Luiz Gonzaga em parceria com o poeta pernambucano Zé Dantas, em 1952, e cantada até os dias de hoje; Noites Brasileiras (Ai que saudade que eu sinto/das noites de São João/das noites tão brasileiras, das fogueiras/sob o luar do sertão...), também de autoria de Zé Dantas e Luiz Gonzaga, gravada pela primeira vez em 1954; São João antigo (Era festa de alegria/São João/ tinha tanta poesia/São João/tinha mais animação...), outra marcha junina composta por Zé Dantas e Luiz Gonzaga no ano de 1957; São João no Arraiá (Ô Iaiá vem vê/Ô Iaiá vem cá/vem vê coisa bonita/São João no arraiá ..), composição de Zé Dantas gravada por Luiz Gonzaga em 1960; Olha pro Céu (Olha pro céu meu amor/vê como ele está lindo/ olha pra aquele balão multicor...), de José Fernandes e Luiz Gonzaga, gravada em 1951.
Estes são apenas alguns exemplos de músicas juninas que se transformaram em imortais sucessos e que, indiferentes à ação do tempo, continuam vivas ainda hoje. Com isso, vemos que a música que tem base poética, de único sentido e voltada para os valores da terra, não tem vida limitada. Para ela, sempre haverá espaço.
Observamos hoje, com tristeza, que a descaracterização do São João não está apenas na música, mas, também, na maneira como vem sendo comemorado. O que se vê hoje nas grandes cidades não passa de uma grosseira imitação.
É necessário que haja uma conscientização ainda maior no sentido de preservar esta que é uma das nossas mais tradicionais festas populares. Por tudo isso é que procuro refúgio no intetior, seguindo o conselho de Zé Dantas e Luiz Gonzaga.em São João Antigo, para ter a certeza de que não mudei, nem tão pouco o São João. Quem mudou foi a cidade.


SÃO JOÃO ANTIGO – (Zé Dantas & Luiz Gonzaga), 1957

Era festa da alegria
São João
tinha tanta poesia
São João
tinha mais animação
mais amor, mais emoção
eu não sei se eu mudei
ou mudou o São João

Vou passar o mês de junho
nas ribeiras do sertão
onde dizem que a fogueira
ainda aquece o coração
pra dizer com alegria
mas, morrendo de saudade
não mudei, nem São João
quem mudou foi a cidade


SÃO JOÃO NO ARRAIÁ – (Zé Dantas), 1960

Ô Iaiá vem vê
ô Iaiá vem cá
vem vê coisa bonita
São João no arraiá

Vem vê quanta fogueira
no terreiro embandeirado.
foguetes e balões
sob o céu todo estrelado
namoro à moda antiga
com suspiros ao luar
vem vê coisa bonita
São João no arraiá

Cachaça em Pernambuco
renda só no Ceará
café só em São Paulo
açaí só no Pará
no clube o ano novo
bom na rua é carnavá
natá só presta em casa
São João no arraiá.


SÃO JOÃO NA ROÇA - (Zé Dantas & Luiz Gonzaga), 1952

A fogueira tá queimando
em homenagem a São João
o forró já começô ô
vamo gente
rapá pé nesse salão
dança Joaquim com Zabé
Luiz com Yayá
dança Janjão com Raqué
e eu com Sinhá
traz a cachaça Mané
eu quero vê
quero vê paia avuá.


OLHA PRO CÉU – (José Fernandes & Luiz Gonzaga), 1951

Olha pro céu, meu amor
vê como ele está lindo
olha pra aquele balão multicor
como no céu vai sumindo
foi numa noite, igual a esta
que tu me deste o coração
o céu estava, assim em festa
porque era noite de São João
havia balão no ar
xote, baião no salão
e no terreiro o teu olhar
que incendiou meu coração.


Marcos Barreto de Melo

Salvador, junho de 2003

 fonte: http://www.revivendomusicas.com.br/reportagens.asp?id=81


Quem já passou o dia 24 de junho em outros locais que não seja o nordeste do Brasil, conseguirá entender muito bem o "espirito" da saudade expresso através dessa canção. Quem nunca passou pode imaginar como deva ser.



    











Clássicos do ciclo junino em Sergipe







SELEÇÃO DE PRIMEIROS SUCESSOS DO "FORRÓ ELETRÔNICO".





A mesma música acima na versão original em estúdio.




A música acima é para quem já tem um xodó. A música abaixo é para quem está a procura..

 

Conheça o Projeto São João Literário

As memórias de Festas Juninas presentes na literatura
18. 06. 2013


Literatura

-Fonte:  http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/51909


Por Maria Fernanda Moraes

 


Dizem que um escritor alcança a universalidade quando consegue vincular seus regionalismos, modos populares específicos de certos lugares, circunstâncias biográficas e lembranças da infância e, ao mesmo tempo, dar a eles um caráter universalizante.

 

Não é à toa que um dos nossos festejos populares mais famosos, a Festa Junina, figura nos enredos de grandes escritores e ocupa perfeitamente essa lacuna da universalidade. Isso porque, apesar de já ser conhecida e arraigada na tradição brasileira, a Festa Junina tem origem nas antigas celebrações pagãs de povos da Ásia e Europa. Foi trazida ao Brasil pelos portugueses e adaptada à nossa cultura, que passou a celebrar Santo Antônio, São João e São Pedro.

 

Assim, é comum que todos tenham alguma lembrança dessa festividade: das músicas, das comidas, das brincadeiras, enfim, de qualquer uma dessas tradições que se tornam pratos cheios para os escritores. O crítico literário Davi Arrigucci Jr. vai mais fundo e diz que a presença dessas lembranças das festas juninas na literatura são fortes por serem “imagens que fazem parte de uma matéria extremamente pessoal e íntima, mas ao mesmo tempo também histórica, dependente de um desígnio programático bastante acentuado, no sentido da recuperação do passado histórico e da tradição popular, como uma forma de tomada de consciência da realidade brasileira em todas as suas dimensões”.  

 

Para ilustrar, separamos alguns versos de escritores que trazem a temática em suas obras ou fazem referência a essa tradição:

 

MANUEL BANDEIRA


O poema “Profundamente”, do livro Estrela da Vida Inteira, narra explicitamente as lembranças do poeta numa noite de São João. Além do saudosismo da infância, a composição já apresenta os ideais modernistas de Bandeira.

 

“Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas (...)”

 


Já o poema "Na Rua do Sabão", publicado na década de 1920, no livro Ritmo Dissoluto, fala do tradicional balão. Não é exatamente a imagem explícita da festa junina, mas sim a metonímia dela. A partir de um refrão popular, de domínio público, que se repete ao longo do poema, Bandeira leva os leitores à Rua do Sabão e reaviva nessa memória coletiva uma das recordações mais vivas da infância.

 

“Cai cai balão
Cai cai balão
Na Rua do Sabão!

 

O que me custou arranjar aquele balãozinho de papel!
Quem fez foi o filho da lavadeira.
Um que trabalha na composição do jornal e tosse muito.
Comprou o papel de seda, cortou-o com amor, compôs
os gomos oblongos...
Depois ajustou o morrão de pez ao bocal de arame (...)”

 

CYRO DOS ANJOS


O escritor, que vem de uma tradição junina forte nas Minas Gerais, também apresenta uma grande referência à festa em um capítulo de seu livro O Amanuense Belmiro. Extremamente lírico, o capítulo "Um São João que vai longe" traz o sujeito adulto se lembrando dessa festa que marcou tanto a memória do interior do Brasil:

 

“Quando vi a fogueira, passei ao largo, com medo de que os meninos me atirassem bombinhas. Mas, mesmo de longe, pude apreciar esse São Joãoalegre e buliçoso, cheio de balões e de vozes gratas da infância.Apesar da literatura que se faz pelo Natal e pelo São João, esses dias continuam inundados de uma poesia própria, que resiste a todas as agressões dos principiantes das letras. Permanecem com sua força evocativa e voltam com aquela pontualidade inexorável para vir lembrar-nos que estamos envelhecendo irremediavelmente.”

 

GRACILIANO RAMOS


O escritor nascido em Alagoas traz para sua literatura reminiscências das festas juninas mais tradicionais do país, no sertão nordestino. Em São Bernardo, um de seus romances mais conhecidos, que narra a ascensão do latifundiário Paulo Honório, Graciliano descreve no capítulo 7 uma festa junina:

 

“Nas noites de São João, uma fogueira enorme iluminava a casa de seu Ribeiro. Havia fogueiras diante das outras casas, mas a fogueira do major tinha muitas carradas de lenha. As moças e os rapazes andavam em redor dela, de braço dado. Assava-se milho verde nas brasas e davam-se tiros medonhos de bacamarte. O major possuía um bacamarte, mas o bacamarte só desenferrujava nos festejos de São João.”



CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

 

Vale ainda lembrar que um dos poemas mais famosos de Drummond – “Quadrilha” – leva o nome da típica dança realizada nos festejos juninos. Apesar de o enredo do poema não explicitar a temática, o ritmo segue o mesmo dessa tradição junina, possibilitando uma analogia com a troca de pares que acontece em dado momento da quadrilha:

 

“João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.”

 

ALBERTO CAEIRO


E, por último, mas não menos importante, uma menção honrosa aos portugueses, que trouxeram a tradição da festa junina ao Brasil. O poema “Noite de São João”, de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa:

 

“Noite de São João para além do muro do meu quintal.
Do lado de cá, eu sem noite de São João.
Porque há São João onde o festejam.
Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite,
Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos.
E um grito casual de quem não sabe que eu existo.”

 





  Um presente, para quem chegou até aqui..




  Uma sugestão que chega em maio de  2016 para ampliar a playlist. Mais sugestões serão colocadas abaixo.

 

Acima, uma sugestão que chega neste ano de 2017.
"Vamos beber que amar tá difícil? Amor líquido: forró, anestesia e saudade de Dominguinhos a Safadão."
Aldo Rezende de Melo
Psicólogo
O que chega em 2018

 

 

 

 

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