sábado, 7 de novembro de 2026

De baixo para cima para além do voto. Neri Silvestre pensa a cultura para além do voto em Lula

Essa coisa não ajuda nem atrapalha. Está tudo fragmentado, cheio de abismos. A gente não é só voto! A gente quer muito mais!

As políticas culturais devem amplificar nossas culturas, com todas as suas belezas, doçuras, paixões, memórias e tantas outras coisas lindas e luminosas. Claro que também existem as culturas da maldade, das desigualdades e das contradições humanas.

Por isso, precisamos de mais pessoas participando, estudando e construindo caminhos para melhorar a sociedade.

O controle social é fundamental para a democracia!

Aproveitando que temos candidatas e candidatos ao Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), vamos cobrar a implementação integral do Sistema Nacional de Cultura, nos estados e municípios.

Óia, sem mais!

Precisamos lembrar que nossos parlamentares devem construir leis que ampliem a governança democrática e tratem a cultura como algo cotidiano, essencial à vida, e não como um privilégio.

Como defendia Milton Santos, precisamos construir uma outra realidade de baixo para cima. E como demonstrou Célio Turino, com a criação do Programa Cultura Viva, é possível reconhecer a potência cultural que já existe nos territórios.

É hora de fortalecer os Fundos Municipais e Estaduais de Cultura, inclusive com recursos das emendas parlamentares!

Os movimentos culturais também precisam lutar para que parte desses recursos chegue diretamente às comunidades, fortalecendo as festas populares, as tradições, as expressões culturais e a gestão compartilhada com a população.

É preciso colocar parte dos recursos públicos nas mãos do povo, para que as próprias comunidades possam decidir sobre suas prioridades culturais.

E não estou falando apenas de artistas, produtores e gestores culturais. Estou falando de trabalhadores, mães, jovens, idosos, crianças e de todas as pessoas que têm outros afazeres além do chamado mundo cultural.

Porque a cultura é tudo isso. Está na vida cotidiana, nas relações humanas, nos territórios e nas formas de existir.

A cultura não pode ser apenas uma política para o povo. Precisa ser uma política construída e governada pelo povo!  mais participação

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