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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Play list.. "Hoje é o dia de Santos Reis!"



Acréscimo do texto abaixo, realizado em 06 de janeiro de 2018
A importância de um governo comprometido até a alma com o seu povo é o apoio e incentivo a manifestações culturais como essa. Fonte de vitalidade em termos de saúde mental e fisica (1), identidade, sentido de pertencimento e coesão, além do potencial de geração de riqueza econômica também.

Governos que precisam Inclusive promover a apropriação do conhecimento da cultura popular rural , por parte das novas gerações na forma de práticas e vivências. 

Pensemos nisso, na hora do voto.
E que pode servir como fonte de inspiração para novas criações, inclusive com a ironia fina da canção antológica gravada por Tim Maia.
(1) "Eles chegam tocando sanfona e violão
Os pandeiros de fita carregam sempre na mão
Eles vão levando, levando o que pode
Se deixar com eles, eles levam até os bode
É os bode da gente, é os bode méé
É os bode da gente, é os bode méé"

Acréscimo abaixo (letra da canção), link Santos Reis com oração  e canção "Nas lonjuras dessa terra",  realizado em 06 de janeiro de 2018
Hoje é o dia do Santo Reis
Anda meio esquecido
Mas é o dia da festa do Santo Reis
Hoje é o dia do Santo Reis
Anda meio esquecido
Mas é o dia da festa do Santo Reis
Eles chegam tocando sanfona e violão
Os pandeiros de fita carregam sempre na mão
Eles vão levando, levando o que pode
Se deixar com eles, eles levam até os bode
É os bode da gente, é os bode méé
É os bode da gente, é os bode méé
Hoje é o dia do Santo Reis hum
Hoje é o dia do Santo Reis, hoje é o dia
Hoje é o dia do Santo Reis, é o dia da festa
Compositores: Marcio Leonardo Sossio

Dia dos Santos Reis com oração





















A Lenda do quarto Rei Mago (compartilhada do amigo Geovane Corrêa) - J. Ricardo Oliveira
Existe uma lenda que, sem ser parte da Revelação nos ensina o que Deus espera de nós:
Diz-se que havia um quarto Rei mago (Artaban), que também viu a estrela que brilhava sobre Belém e decidiu segui-la.
Como presente levava para oferecer à criança um baú cheio de pérolas preciosas. No entanto, em seu caminho foi encontrando várias pessoas necessitadas que pediam sua ajuda.
O Sábio as assistia com alegria e diligência, e foi deixando uma pérola com cada uma daquelas pessoas. Mas isso, entretanto, foi atrasando sua chegada e esvaziando o seu cofre. Ele encontrou muitos pobres, doentes, presos e miseráveis e não poderia deixá-los abandonados. Ele ficou com eles o tempo suficiente para aliviar-lhes os seus sofrimentos e, em seguida, retomou a marcha, mas foi novamente interrompido por outros desvalidos. Aconteceu que, quando ele finalmente chegou em Belém, os outros reis magos já tinham ido e a criança tinha fugido com seus pais para o Egito porque o rei Herodes queria matá-lo.
O sábio resolveu procurá-lo, mas já não tinha a estrela que o guiou antes.
Ele procurou e procurou e procurou ... e dizem que passou mais de 30 anos viajando pelo mundo, procurando a criança e ajudando os necessitados. Até que um dia chegou a Jerusalém apenas quando a multidão enfurecida exigiu a morte de um homem pobre. Olhando para ele, ele reconheceu algo familiar em seus olhos. Entre dor, sangue e sofrimento, eu podia ver em seus olhos o brilho da estrela. Aquele miserável que estava sendo executado era o menino que havia procurado por tanto tempo!
O seu coração encheu-se de tristeza, ele já estava velho e cansado pelo tempo. Embora ainda mantivesse uma pérola em sua bolsa, já era tarde demais para oferecê-la para a criança que agora se tornara um homem, pendurado em uma cruz. Ele tinha falhado em sua missão ...
E sem mais nenhum lugar para ir, ele ficou em Jerusalém para aguardar a chegada de sua morte.
Havia se passado três dias e uma luz ainda mais brilhante do que a estrela, encheu seu quarto. Era o Ressuscitado que vinha encontrá-lo!
O Rei Mago, ajoelhando-se diante dEle, pegou a única pérola que restava guardada e estendeu a mão fazendo uma reverência. Jesus tomou-a ternamente e disse:
"Você não falhou. Pelo contrário, pois em toda a sua vida, quando Eu estava nu, me vestistes; estava com fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Eu estava na prisão, e me visitastes. Era Eu que estava em todos os pobres que você assistiu em seu caminho, lhe sou muito grato por tantos presentes de amor, agora você vai ficar comigo para sempre, pois o Céu é a sua recompensa!

Folia de Reis na wikipédia

Canções
Em algumas regiões, as canções de Reis são por vezes ininteligíveis, dado o caos sonoro produzido. Isto ocorre, quase sempre, porque o ritmo ganhou, ao longo do tempo, contornos de origens africanas com fortes batidas e com um clímax de entonação vocal. Contudo, um componente permanece imutável: a canção de chegada, onde o líder (ou capitão) pede permissão ao dono da casa para entrar, e a canção da despedida, onde a folia agradece as doações e a acolhida, e se despede.[5]

No Sul de Minas, um grupo de Folia de Reis é composta da bandeira ou estandarte que é decorado com figuras alusivas ao Menino Jesus, ou mesmo com palavras relativas à data. Outro componente importante é o bastião que se veste de modo característico, mascarado e sempre porta uma espada, este tem a função de folião propriamente dito, levando alegria por onde a folia passa, e como que abrindo caminho para a passagem da folia que de certa forma representa os próprios Reis Magos. O bastião tem também a função de citar textos bíblicos e recitar poesias alusivas. Na sequência o grupo de vozes se organiza em mestre, ajudante, contrato, tipe, retipe, contratipe, tala, ou finório. Na verdade esses nomes se referem a uma organização das vozes em tons e contratons, durante a cantoria, o que leva a formação de um coro muito agradável aos ouvidos. O mestre, por sua vez, tem o papel especial de iniciar o canto, que é feito em versos e de improviso, agradecendo os donativos da casa visitada. Os outros componentes, então, repetem os versos, cada qual em sua voz, na cadência definida pelo mestre, acompanhados pelos instrumentos que tocam.

Referências




  • Festas Religiosas: A materialidade da fé - Vera Irene - Universidade Federal do Paraná, acessado em 28 de agosto de 2015

  • Mestre de Caixa e Viola - Jair Morais Pessoa - UNICAMP; Universidade Federal de Goiás, acessado em 28 de agosto de 2015

  • A CULTURA NA ESTEIRA DO TEMPO; Maria Aparecia de Morais Silva — Unesp, acessado em 28 de agosto de 2015

  • Aprendendo com os mais Velhos e ensinando para os mais Jovens - Larissa Geórgia Bráulio Moura; Sheila Maria Doura - Universidade Federal de Viçosa


    1. A Folia de Reis no distrito de Milagres, Município de Monte Santo de Minas-MG - Graziela Maria de Carvalho - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS - acessado em 28 de agosto de 2015




    Ouça também:


    Play list da Rádio Cultura Brasil - Brasis - O Som da Gente: Folias de Um Natal Brasileiro

     terça-feira, 29 de dezembro de 2015

    Acréscimo abaixo realizado em 06 de janeiro de 2018 

    Quem gostou das canções acima, também gostará de ouvir o programa BRASIS da Rádio Cultura Brasil. Confira as diversas edições do programa no site da rádio Cultura Brasil

    O "Santos" Reis que leva muito das prefeituras e que deixa muito pouco para as cidades. Uma alegria passageira,  artificial e vazia de sentido.

    Reflexão do Evangelho: Jesus é luz para todos

    Mt 2



    Confira a reflexão do evangelho para o próximo domingo, dia de 7 de janeiro de 2018. O é de autoria de Ildo Bohn Gass, e medita sobre Mt 2,1-12.
    Boa leitura!

    Magos do Oriente

    O relato da visita dos Magos do Oriente faz parte do Evangelho da Infância de Jesus segundo Mateus (capítulos 1 e 2). Mais do que informar dados biográficos, essas narrativas querem fazer uma profunda reflexão teológica para compreender a vida de Jesus e servir de luz na caminhada das comunidadesdaquele tempo e ainda hoje. Aproximemo-nos do texto em três momentos.
    1. Jesus atualiza a memória profética

    Numa perspectiva, percebemos a comunidade de Mateus mostrando que em Jesus se cumpre a esperança de seu povo na vinda o libertador. Por isso, já situara sua origem humana (1,1-17) e divina (1,18-25), conforme tinha dito o profeta Isaías (1,22-23; Isaías 7,14).

    Em nosso relato, mais elementos vêm confirmar essa perspectiva da esperança profética. Vejamos!

    A estrela esperada, que sairia da linhagem do pai Jacó (Números 24,17), é Jesus de Nazaré, descendente de Davi, outra estrela da estirpe de Jacó. Jesus é a estrela que tem a verdadeira luz para todos os povos. Ele é o “sol da justiça”, esperado pelo profeta Malaquias (3,20). Davi é da tribo de Judá e Belém é sua aldeia de origem. Por isso, os autores deste relato fazem memória da esperança do profeta Miqueias (5,1-3). Ele não acreditava mais nas autoridades de Jerusalém, a capital, mas em um governante que viria desde a periferia, como Davi, quando era um pobre pastor de ovelhas antes de se tornar rei em Hebron e, depois, também em Jerusalém.
    É como hoje, quando os mais pobres confiam nas lideranças que saem do seu meio e que dão o melhor de suas vidas para garantir os direitos fundamentais do povo, como trabalho digno, moradia, saúde e educação.
    Outro aspecto dessa memória da esperança do povo é o fato de lembrar vários textos que anunciam a vinda do rei justo para todos os povos, enquanto do Oriente e do Ocidente eles viriam trazendo-lhe presentes (Salmo 72,10-15; Isaías 49,23; 60,5-6). Os presentes anunciam que Jesus é rei (ouro) divino (incenso), que veio trazer libertação para muitos. Por isso, é uma ameaça para outros, que ficam alarmados (Mateus 2,3) e o matam (a mirra era usada nos sepultamentos – cf. João 19,39-40). Ainda hoje, “o rei Herodes” e “os chefes dos sacerdotes com seus escribas” perseguem e criminalizam, seja através da mídia, do parlamento ou da lei nos tribunais, as lideranças que nascem do meio do povo e permanecem a seu lado

    2. A estrela do rei que vem da periferia

    Em outra perspectiva, convém identificar as figuras de Herodes, dos sumos sacerdotes e dos escribas do povo.
    Em 37 a.C., Herodes Magno foi proclamado, por Roma, rei sobre toda a Palestina com o título de rei sócio e amigo do povo romano. Esse título nos mostra que Herodes representava, de fato, os interesses do imperador na região e cobrava os impostos para o império. Era tarefa sua reprimir toda e qualquer resistência popular. De fato, era um poder dependente e subserviente aos interesses do império colonialista. Herodes, o Grande, morreu no ano 4 a.C.
    Os sumos sacerdotes eram o grupo dos sacerdotes ricos e, junto com os escribas, representavam o poder religioso judaico. Os escribas, também conhecidos por legistas ou doutores da lei, eram os intérpretes das Escrituras. Isso lhes dava prestígio e influência em meio ao povo. Junto com os grandes sacerdotes e os anciãos (representantes dos bem situados economicamente), os escribas faziam parte do Sinédrio ou Grande Conselho.
    O Sinédrio era a autoridade máxima dos judeus e foi nele que se decidiu entregar Jesus aos romanos (João 11,45-54). Da mesma forma como Herodes, também os sumos sacerdotes, chefes do Sinédrio, eram poder dependente de Roma, uma vez que, no tempo de Jesus, eram nomeados pelos interventores romanos, os procuradores.
    É importante que tenhamos clareza sobre isso, a fim de entender o que a comunidade de Mateus nos quis dizer em nosso texto. Não é por acaso que Herodes (poder político) e cidadãos de Jerusalém vissem seus privilégios ameaçados com o novo projeto de vida trazido por Jesus, o rei justo que nasce pobre no meio do povo, em uma casa da periférica aldeia de Belém. É por isso que Herodes busca, através da mentira, enganar os magos a fim de colocar em prática seu plano perverso de matar o Messias (Mateus 2,8.13). E também não é por acaso que grandes sacerdotes e escribas (autoridades religiosas) se aliem ao poder político na identificação do lugar onde devia nascer Jesus, pois percebiam que, há séculos, sua religião oficial deixara de brilhar como luz profética na defesa da vida, do amor e da liberdade.
    Os magos nos convidam a abrirmos nosso olhar e nossas mentes, a fim de não deixar-nos enganar pelas mentiras dos poderosos através da mídia e, como eles, buscar caminhos alternativos para garantir a vida do rei que vem do meio do povo.
    Agora, Jesus é a estrela da justiça que brilha para a vida de todos os povos. Sua luz não é perceptível em Jerusalém, o centro do poder religioso judaico e dependente dos interesses romanos. Por isso, ali a sua estrela não é visível aos magos. Sua luz vem da periferia, de Belém, que significa “casa do pão”. O encontro com o Deus Emanuel acontece lá onde está quem não tem vez nem voz nos centros de poder, acontece na periferia. E mais.
    É significativo Jesus nascer na “casa do pão”. É que “pão repartido” é o coração de sua boa-nova. Cotidianamente, promove a partilha do pão ao redor da mesa ou em regiões desérticas. Não é por acaso que colocou o pedido pelo pão no centro dos assuntos preferências de suas conversas com o Pai. E nos pediu que os mesmos assuntos fossem também o conteúdo básico de nossa busca de intimidade com o Pai (Mateus 6,9-13; Lucas 11,2-4). Por fim, deixa-nos o gesto da partilha do pão como o maior sinal de sua presença entre nós (Mateus 26,26-29).

    3. Nos magos, os povos acolhem o messias

    evangelho segundo Mateus é o único a relatar a vinda dos sábios do Oriente. Aqui, oriente não é somente um lugar determinado, como o antigo Irã, onde os sacerdotes eram conhecidos por magos. Mas, sobretudo, é uma referência ao lado em que nasce o sol, símbolo da luz e da vida, tal como o anjo que vem do nascente e anuncia a marca do Deus vivo em todos os seus servos (Apocalipse 7,2-3). Nos magos, os povos acolhem o messias, que se manifesta a todas as nações. E, hoje, poderíamos dizer que é nos migrantes que vêm do oriente e do ocidente que acolhemos o Emanuel, a presença de Deus entre nós.
    A este texto do evangelho da infância, foram acrescentadas, pela tradição, inúmeras lendas. Um delas afirma que os magos teriam vindo da Pérsia, por ser uma cultura versada na astrologia. Outra fixa o número de magos. Seriam três. Esse número é deduzido da quantidade de presentes dados ao menino, como gesto de solidariedade para com a criança pobre que não nasce em berço de ouro. No entanto, o texto não afirma quantos eram os magos.
    O texto também não diz que eles eram reis. Aliás, o rei a serviço do império era quem buscava perseguir, caluniar e matar a criança recém-nascida (Mateus 2,1.13). Esta, nascida no meio do povo e que foge da fome, era, na verdade, o verdadeiro rei libertador (Mateus 2,2).
    As informações sobre os magos enquanto “reis”, com “nomes” e “cores” são inseguras. Alguns atribuem a São Leão Magno (papa de 440 a 461) o título de “reis” para os magos. De um lado, isso se deve à influência do cântico de Isaías 60, no qual se espera que todos os reis reconheçam a glória de Deus em Jerusalém. De outro, deve-se ao contexto de aliança entre a Igreja e os reis de Roma, numa época em que não somente o Império estava sendo cristianizado, mas também o Cristianismo fora cooptado pelos poderes imperiais.
    Foi a partir dessa aliança que reis e sumos sacerdotes passaram a andar juntos a fim de legitimar, em nome da cruz de Jesus, as conquistas alcançadas pela espada romana. Nesse contexto, nada mais natural do que transformar os magos em reis. Em outras palavras: é possível ser parte do império que oprime e fazer de conta que se é de Jesus, cuja missão é ser uma boa notícia para os pobres (Lucas 4,18-19).
    No século VII, os magos teriam recebido “nomes” populares: Baltazar, Melchior e Gaspar. E, no século XV, lhes teriam sido atribuídas as “cores”: Melquior representaria as etnias brancas, Gaspar as amarelas e Baltazar as negras, a fim de simbolizar o conjunto da humanidade que acolhe e reconhece a manifestação do Messias.
    Que nesta festa da epifania, se manifeste, na frágil criança de Belém, a ternura do Emanuel, Deus conosco que liberta de todas as formas de violência e de exclusão.
    Fonte: Texto fornecido pelo autor Ildo Bohn Gass, biblista, assessor e Secretário de Formação do Centro de Estudos Bíblicos.

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