quinta-feira, 26 de maio de 2022

O que é que pode fazer o homem comum neste presente instante ? Em tempos de chacina banalizada e tortura e assassinato semelhante aos tempos da Gestapo de Hitler.

Arte de Cristiano Siqueira, ilustrador (divulgada na Internet)

 O que é que pode fazer o homem comum

neste presente instante senão sangrar?
Tentar inaugurar a vida comovida,
inteiramente livre e triunfante?
O que é que eu posso fazer com a minha
juventude - quando a máxima saúde hoje
é pretender usar a voz?
O que é que eu posso fazer - um simples
cantador das coisas do porão? (Deus fez
os cães da rua pra morder vocês que sob a
luz da lua, os tratam como gente - é
claro! - a pontapés.)
Era uma vez um homem e seu tempo...
(Botas de sangue nas roupas de Lorca).
Olho de frente a cara do presente e sei
que vou ouvir a mesma história porca.
Não há motivo para festa: ora esta! Eu
não sei rir a toa!
Fique você com a mente positiva que eu
quero a voz ativa (ela é que é uma boa!)
pois sou uma pessoa.
Esta é minha canoa: eu nela embarco.
Eu sou pessoa!
(A palavra "pessoa" hoje não soa bem -
pouco me importa!)
Não! Você não me impediu de ser feliz!
Nunca jamais bateu a porta em meu nariz!
Ninguém é gente!
Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca
houve!
Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos!
Não sou da nação dos condenados!
Não sou do sertão dos ofendidos!
Você sabe bem:
Conheço o meu lugar!


1 - Descobrir e/ou afirmar o nome do homem assassinado na abordagem da PRF em Umbaúba (SE), Genivaldo de Jesus Santos, e chamar gente para um ato de protesto e denúncia dentro da universidade, como fez a ADUFS.

2- Quem é de Sergipe problematizar o papel da imprensa local com relação ao caso, via redes sociais.

3- Quem for parlamentar do campo progressista, não precisa ser só do PT ou do PSOL, publicar nota de repúdio exigindo apuração isenta do caso e punição aos envolvidos, além de colocar a estrutura do mandato a disposição da (s) familia (s) do (s) morto (s), assim como dos coletivos e organizações que defendem pautas antiracistas e contra o genocidio do povo negro..

4- Quem for padre, pastor ou liderança religiosa de outras religiões não cristãs contextualizar o fato de Sergipe e o mais recente do Rio de Janeiro dentro da conjuntura politica atual, confrontando com o que afirma Jesus Cristo nos Evangelhos, especialmente no caso dos cristãos.

5- Quem for jornalista ou blogueiro convidar estudiosos/especialistas sobre violência policial contra as populações vulneráveis para tratar do assunto, apresentando causas, consequências e propostas de superação, a curto, médio e longo prazo. Ou no caso dos blogs mais humildes como esse, replicar a produção positiva dos maiores. Vale também neste caso, para quem compartilha via redes virtuais.

A CÂMARA DE GÁS DA PRF




Acima, sugestão de leitores desse post..

6 - Se engajar na campanha Lula Presidente e de candidatos progressistas as assembléias e governos estaduais, assim como congresso.

7 - Quem for artista fazer como muitos estão fazendo nos momentos de apresentações para o grande público, além de participar de atos politicos culturais a favor dos direitos humanos e dos outros seres vivos, inclusive da Mãe Terra, assim como produzir obras de arte que dialoguem com o momento atual, colocando o dedo nas feridas, como fez recentemente João Gordo..

O Padre Reginaldo Veloso grande religioso e irmão/companheiro de Dom Hélder Camara, e que nos deixou na semana passada,  assim como um grande artista, animador cultural e formulador de uma exitosa politica educultural em Pernambuco, compôs a canção abaixo remetendo a Chacina de Vigário Geral, a qual aconteceu na década de 1990 no Rio de Janeiro. São muitos exemplos como esse, da arte e dos artistas  incidindo/impactando a cena social e politica da nação.

https://www.youtube.com/watch?v=V1Mr0GzPyXQ

acrescentado em 27/05/2022

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Quero respirar Do seu lar saiu para labutar Logo foi parado, jogado ao chão Com requintes de perversidade Que não se faz nem com um cão Foi amarado e humilhado Seus olhos fecharam na escuridão Sem pena ou piedade Foi jogado na escuridão Na frente da comunidade Empurrado para o camburão Lembrando Auschwitz A câmara de gás entra em ação. A história se repete Na minha cabeça veio a lembrança De tempos bem longínquos. Me faltou a esperança Vendo tudo se repetindo Contra nossa segurança Estão banalizando a morte Todo dia uma tragédia Tem gente que apoia Para o governo faz a média Para dá de bacana A da vida alheia faz comédia É morte na favela É morte no asfalto Nossas vidas não valem nada E tirada de assalto E o que mais se ouve É risadas no planalto Genivaldo, é mais uma vida Que sem piedade foi ceifada Sem respeitar seus direitos Sua voz foi calada Pela farda verde e amarela Acabou sua jornada. A câmara de gás retornou Nos moldes do século 21 Com mais perversidade Com plateia comum A volta de Auschwitz Vai matar todos um a um. A cidade de umbaúba É só tristeza e lamentação Perdeu mais um filho Sem nenhuma razão Foi tirada a sua vida Dentro de um camburão Sem puder respirar Para Deus pedia ajuda Sem entender o porque Sua vida foi desnuda Por homens cruéis Sem ter ninguém que acuda. Tem gente que acha normal Não tem compaixão Em ver o sofrimento alheio E um irmão no caixão Você é bem igual a eles Falta amor no coração. Emanuel Rocha Poeta popular

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