domingo, 5 de outubro de 2025

Pontos de Cultura: quase 10 mil histórias que precisam ser contadas Eles não são apenas iniciativas locais, mas a prova de que o Brasil é capaz de inventar políticas culturais que inspiram o mundo.

Publicado na Revista Fórum

Por Marcela Canéro

 Pontos e Pontões de Cultura são mais de 9.500 histórias que o Brasil ainda não conhece em toda a sua potência. Estão presentes em todos os estados, transformam vidas e territórios, e já foram reconhecidos como uma das maiores revoluções nas políticas culturais do mundo. Ainda assim, não são amplamente conhecidos: muitas vezes permanecem restritos às comunidades onde atuam, sem que sua força e alcance sejam percebidos pelo conjunto da sociedade. Essa falta de visibilidade revela uma lacuna na comunicação e na memória coletiva, porque se trata de uma experiência única, de base comunitária, que preserva tradições, fortalece identidades e projeta o Brasil como referência internacional em políticas culturais.

Quando Gilberto Gil esteve à frente do Ministério da Cultura, em 2004, a política foi criada e implementada. Foi ele quem criou o conceito “do in antropológico”, uma massagem no corpo social brasileiro capaz de ativar energias adormecidas e revitalizar a vida cultural onde ela pulsa de forma mais autêntica. Essa imagem traduz bem o espírito da política: reconhecer e apoiar aquilo que já existia nos territórios, dando condições para que se fortalecesse e se multiplicasse. É essa energia que os Pontos de Cultura mobilizam até hoje, que preserva memórias, dá continuidade às tradições e abre caminhos para a invenção do futuro.

Passadas duas décadas, a necessidade de despertar, manter e ativar essa memória é ainda mais urgente. Os tempos mudaram, e com eles mudaram também os meios de comunicação. Hoje, a circulação das narrativas precisa dialogar com as linguagens digitais, com a hiperconectividade em rede e com uma nova forma de viver e compartilhar informações. É nesse ponto que se revela o tamanho do desafio: como falar à geração que cresceu em um ambiente de comunicação e informação totalmente diferente?

Essa distância ficou clara em uma experiência pessoal. Recentemente, ao conversar com meu filho e um grupo de adolescentes, percebi que eles nunca tinham ouvido falar em Ponto de Cultura. O mesmo acontece com amigos próximos, com acesso à informação, hiperconectados, mas que também desconhecem a potência dessa política pública. Essa constatação mostra que o problema não é a falta de relevância, mas a ausência de difusão da informação: sem comunicação estruturada, histórias que deveriam inspirar o país inteiro acabam restritas.

Exemplos não faltam. Em comunidades quilombolas, os Pontos de Cultura foram responsáveis por manter vivas tradições como a capoeira angola, o jongo e o maracatu. Entre povos indígenas, fortaleceram a produção de artesanato, a preservação de línguas e a transmissão de saberes para as novas gerações. Em periferias urbanas, abriram espaço para jovens no teatro, na dança, na música, no hip-hop, criando alternativas de vida onde antes havia apenas exclusão.

Roque Antonio Gonzalez Menoret, 71 anos, responsável pelo Ponto de Cultura Resgate da Cerâmica Guarani, em Paraty, é fazedor de cultura há quase três décadas. Ele resume essa importância: “A associação existe há 27 anos, e desde 2010 é Ponto de Cultura. Nosso trabalho é manter viva a arte tradicional guarani, transmitindo os saberes para estudantes e professores do município. Até 2016 realizamos o evento anual Ymaguare Mitos, que ajudou a fortalecer a memória e a visibilidade da cultura indígena na região.”

Quando perguntado sobre a comunicação do Ponto, Roque foi direto: “No momento sou eu quem cuida. Quando temos um projeto, precisamos contratar alguém para gerar conteúdo. Precisamos de alguém que trabalhe com isso, mas só conseguimos quando temos projetos aprovados.Temos muitas atividades que passam despercebidas porque não temos estrutura para comunicar melhor.” O depoimento de Roque revela como a falta de apoio estruturado em comunicação limita a difusão das ações culturais, mostrando na prática que garantir o direito à comunicação é condição para efetivar o direito à cultura.

A experiência brasileira com a Política Nacional Cultura Viva e com os Pontos de Cultura é hoje fonte de inspiração para políticas públicas em diversos países. Argentina, Colômbia, Peru, México, Costa Rica e Espanha já desenvolveram programas inspirados nesse modelo brasileiro, que mostrou ser possível democratizar a cultura a partir da valorização do que já existe nos territórios. Trata-se de um legado que projeta a cultura brasileira como vanguarda de políticas públicas criativas, de base comunitária e enraizadas na vida cotidiana.

Mas para difundir e expandir esse legado nos novos tempos, é essencial fortalecer a comunicação. Não basta registrar ou divulgar pontualmente: é preciso construir redes digitais de cultura, capazes de conectar comunidades, compartilhar produções e criar visibilidade permanente. Como lembra Néstor García Canclini: “As comunidades se constroem também em redes digitais, em circuitos de intercâmbio que não substituem o território, mas o estendem, reativam e criam novas formas de convivência.” Essa visão é central para compreender o momento atual: os Pontos de Cultura têm como desafio ampliar sua presença nas mídias digitais, criando comunidades digitais de cultura.

Fortalecer a comunicação, portanto, é criar condições para que cada Ponto de Cultura produza e difunda suas próprias narrativas, participe de plataformas colaborativas, ocupe mídias digitais e se conecte em rede. É apoiar a produção audiovisual comunitária, formar comunicadores populares, estimular parcerias entre coletivos e veículos de mídia, e garantir conectividade e infraestrutura para que essa voz coletiva circule. Trata-se de transformar a comunicação em estratégia de crescimento e difusão, ampliando o alcance das vozes que já produzem cultura em cada canto do país.

Por isso, como jornalista cultural, faço aqui um apelo inclusive aos colegas de profissão: precisamos olhar com mais atenção para os Pontos e Pontões de Cultura. Eles não são apenas iniciativas locais, mas a prova de que o Brasil é capaz de inventar políticas culturais que inspiram o mundo. São guardiões da memória, da identidade e da cultura brasileira. E só terão sua grandeza reconhecida quando suas histórias circularem em rede, criando uma memória coletiva viva, compartilhada e presente.


Sou um Católico Civil, por Paulo Baía

 Publicado na revista digital "prosa e arte".

Sou um católico civil. Carrego em mim a doçura franciscana, o silêncio beneditino, a disciplina jesuíta e a lucidez sociológica de Durkheim. Não sou um devoto das certezas, mas um peregrino do sagrado que habita o mundo: aquele sagrado que não se enclausura em templos, nem se prostra diante de ídolos ideológicos. Em mim não há dogma petrificado, mas uma fé em permanente construção, alimentada pela beleza da justiça, pela esperança da fraternidade e pela chama viva da comunhão entre os diferentes. Meu altar é o espaço público, onde se partilham o pão, a palavra e o futuro.

Religião Brasileira - Tarsila do Amaral

Na escola dos franciscanos, aprendi que tudo é irmão: o sol, o pobre, a árvore, o tempo, a lágrima. O evangelho de Francisco me ensinou a descalçar os pés diante da terra e a sorrir diante do desamparo. Na sua pobreza, descobri a dignidade do simples. E ali compreendi que há mais fé num gesto de ternura do que em mil discursos inflamados. O mundo, tão ferido, clama por essa espiritualidade desarmada, onde a humildade não é fraqueza, mas resistência profunda contra a arrogância dos que se julgam donos de Deus.

Com os beneditinos, entendi que o sagrado pulsa no cotidiano. O trabalho, o cuidado, o silêncio, o ritmo: tudo pode ser oração. A vida comunitária, com suas regras, não aprisiona; liberta. Há uma pedagogia da constância, um evangelho da rotina, uma beleza no gesto repetido com amor. Ser beneditino é fazer do tempo um sacramento, do ofício um serviço, da escuta uma ética. A liturgia da existência não está nas grandes comoções, mas na delicadeza com que se arruma a mesa, se rega uma planta ou se acolhe um estranho.

.Dos jesuítas, herdei a inquietação intelectual e o rigor do discernimento. Nada deve ser aceito sem reflexão. Fé e razão, para mim, são irmãs de sangue. A espiritualidade inaciana é minha bússola: rezar com os pés no chão, pensar com o coração, amar com inteligência. Não temo as dúvidas; elas são as perguntas de Deus em mim. O mundo é vasto e complexo demais para ser capturado por slogans ou versículos soltos. Meu cristianismo é inquieto, peregrino, habitado por perguntas que não cessam. É nesse movimento que respiro.

Durkheim me revelou que toda sociedade precisa de um laço simbólico, de uma moral comum, de uma religião civil que não seja opressora, mas agregadora. Sou católico civil porque acredito que a pátria não é um ídolo, mas um projeto de convivência. A bandeira é um tecido, mas também um pacto. O hino é uma melodia, mas também um chamado. Ser cidadão é um ato litúrgico. Votar, ensinar, cuidar, escutar: são ritos de pertencimento. E, como católico civil, não quero um Estado confessional, mas um Estado que abrace a dignidade sagrada de todos os corpos, credos e causas.

.Frequentar templos, mosteiros, igrejas, missas, atos litúrgicos e festejos populares é, para mim, um bálsamo, uma alegria recatada. Não vou em busca de milagres espetaculosos, nem de absolvições instantâneas; vou em busca de silêncio, de canto, de comunhão. Há algo de profundamente humano em acender uma vela, ajoelhar-se ao lado de estranhos, ouvir um sino ao entardecer. Esses lugares sagrados são casas de alma, abrigos da existência, respiros de eternidade no tempo. Entrar num templo é como voltar ao ventre da linguagem, onde o mundo ainda faz sentido porque é cantado, rezado e partilhado.

Não há templo mais sublime que a rua, onde o povo caminha em busca de sentido. Não há sacramento mais profundo que o gesto ético de quem defende a vida. Não há comunhão mais radical que a escuta sincera entre adversários. Ser católico civil é habitar esse espaço onde fé, ética e política se entrelaçam sem se confundir. Onde o nome de Deus não é arma, mas abrigo. Onde a religião não coloniza o outro, mas o reconhece como filho do mesmo mistério.

.Sou um católico civil. Levo nos olhos o espanto da fé que não se acomoda, no peito a esperança de uma sociedade reconciliada, nas mãos o compromisso de transformar o mundo sem negá-lo. Minha religião é um ato de amor ao comum. Meu Deus não está acima: está entre. Não busco o céu como fuga, mas como horizonte. Porque acredito, profundamente, que ser humano é o mais alto sacramento da terra.

.Paulo Baía em 15 de junho de 2025 em Cabo Frio/RJ.

—————

* Paulo Baía é sociólogo, cientista político e professor aposentado do Departamento de Sociologia da UFRJ. Suburbano de Marechal Hermes, é torcedor apaixonado do Flamengo e portelense de coração. Com formação em Ciências Sociais, mestrado em Ciência Política e doutorado em Ciências Sociais, construiu uma trajetória acadêmica marcada pelo estudo da violência urbana, do poder local, das exclusões sociais e das sociabilidades periféricas. Atuou como gestor público nos governos estadual e federal, e atualmente é pesquisador associado ao LAPPCOM e ao NECVU, ambos da UFRJ. É analista político e social, colunista do site Agenda do Poder e de diversos meios de comunicação, onde comenta a conjuntura brasileira com olhar crítico e comprometido com os direitos humanos, a democracia e os saberes populares. Leitor compulsivo e cronista do cotidiano, escreve com frequência sobre as experiências urbanas e humanas que marcam a vida nas cidades.



Coração Civil - CantaVento e Convidados






Fomos enganados! Os EUA nunca foram suficientemente democráticos como apregoavam e agora menos ainda.

 Rodrigo Tavares

Professor catedrático convidado na NOVA School of Business and Economics, em Portugal. Nomeado Young Global Leader pelo Fórum Econômico Mundial, em 2017.

(Folha de SP)

Reconhecer que a mais antiga democracia do mundo já não é uma democracia plena é uma derrota difícil de admitir, e que leva tempo a ser reconhecida. Primeiro é preciso capinar e arar o terreno, com alertas de políticos e de analistas. Em seguida surgem as confirmações estatísticas nos índices comparativos de democracia, que registram a erosão institucional. Só então virão os reconhecimentos oficiais por parte de países ou organismos internacionais.

A primeira fase está concluída. São dezenas os relatórios técnicos e as declarações públicas de reconhecidos especialistas alertando para a degradação da democracia americana, como as do historiador do Holocausto Christopher R. Browning, da socióloga Kim Lane Scheppele ou do professor de Direito David Pozen. Na lista estão também os cientistas políticos Brian Klaas, Rory Truex, Daniel Stockemer e Steven Levitsky e o economista Joseph Stiglitz, entre dezenas de acadêmicos. Em 2025, a Civicus (uma aliança de ONGs que promovem o fortalecimento da sociedade civil) incluiu os EUA na sua "Lista de Observação" devido a um rápido declínio nas liberdades cívicas e a LASA (Latin American Studies Association) expressou profunda preocupação com a "deterioração da democracia, do Estado de direito e do respeito aos direitos humanos" nos EUA.

Em vez de "democrático", descrevem o regime atual nos EUA como "autocrata" ou "autoritário competitivo". Ainda há competição real entre partidos e as eleições continuam a existir, mas o sistema permite manipular resultados em benefício próprio, fragilizando adversários e utilizando o aparato estatal de forma ilegítima ou antidemocrática, sem mecanismos eficazes de contenção.

Argumenta-se que a recusa de Donald Trump em reconhecer resultados eleitorais e a criminalização sistemática de seus opositores abriram um precedente para que parte significativa da elite política passasse a questionar a legitimidade das urnas. O movimento MAGA transformou essa desconfiança em plataforma política permanente, mobilizando milhões de eleitores em torno da ideia de que instituições centrais —tribunais, Congresso, imprensa, universidades— seriam inimigos internos.

Paralelamente, o gerrymandering partidário (manipulação dos limites dos distritos eleitorais para favorecer um partido político), a crescente influência de super PACs no financiamento político, o processo de escolha hiperpartidário dos juízes da Suprema Corte, a expansão contínua do poder executivo e a disseminação de desinformação em escala industrial, amplificada pelas redes sociais, são sinais de grave degradação institucional.

A segunda fase também está encerrada. Na maioria dos índices comparativos internacionais, os EUA deixaram de ser uma democracia plena. Em abril de 2025, o Bright Line Watch atribuiu à democracia americana apenas 49 pontos em uma escala de 0 a 100, a primeira vez abaixo do ponto médio. Segundo o Democracy Index da Economist Intelligence Unit, os EUA caíram para patamares de "democracia imperfeita", um movimento sem precedentes.

O IDEA Democracy Tracker mostra que, nos últimos seis meses, os EUA apresentaram tendência negativa em categorias como Estado de direito, representação, participação e direitos indicando deterioração em freios institucionais, independência judicial e restrições ao uso do Poder Executivo. Em sua última atualização em março de 2025, o projeto V-Dem da Universidade de Gotemburgo, alertou que os índices de democracia nos EUA registraram uma deterioração substancial e estatisticamente significativa. Naquele momento, Staffan Lindberg, o diretor do V-Dem —a maior base de dados sobre regimes políticos do mundo, medindo cerca de 600 atributos da democracia— afirmou que, mantida a tendência atual, em até seis meses os EUA (ou seja, setembro) deixarão de poder ser classificados estatisticamente como uma democracia.

Resta apenas o terceiro passo: o reconhecimento formal. Mas quem, na comunidade internacional, irá afirmar de forma inequívoca que os Estados Unidos já são uma autocracia? Organismos como a ONU ou a OEA (Organização dos Estados Americanos) dificilmente o farão, receosos de retaliações financeiras. Se a declaração partir de adversários estratégicos como China, Rússia, Irã ou Venezuela, será recebida com sarcasmo. Países do Sul Global tendem a evitar pronunciamentos sobre a política interna de outros Estados. Já a União Europeia tem tradição de adotar discursos claros sobre retrocessos democráticos, mas dificilmente enfrentará Washington num momento de intensa negociação comercial e geopolítica.

Forma-se, assim, uma teia de interesses não democráticos que impede a comunidade internacional de nomear os EUA como uma não-democracia. No conto "A Roupa Nova do Imperador" (1837), de Hans Christian Andersen, os súditos permaneceram em silêncio por medo, interesse ou conformismo. Quem será, desta vez, a criança que grita que o rei está nu?

A apresentação de um texto de Hebert Marcuse pelo professor Romero Venâncio (UFS), em uma de suas  lives no Instagram, já apontava para o declínio da democracia nos EUA, ainda  na década de 1970.  Marcuse sabia do que estava falando porque viveu a experiência da ascensão do nazismo na Alemanha....

LIVE. CONTRA-REVOLUÇÃO E FASCISMO. SOBRE UM TEXTO DE HERBERT MARCUSE


JORNALISTA CONSERVADOR FAZ ANÁLISE CRUEL DO COLAPSO DOS EUA





Governo Trump declara cidades dos EUA como zona de guerra

Secretária de Segurança Interna e líderes republicanos reforçam discurso de militarização enquanto pesquisas apontam rejeição da maioria dos americanos

sábado, 4 de outubro de 2025

Aula histórica da Escola Neyde Mesquita localizada no Conjunto Eduardo Gomes na sede da cidade mãe de Sergipe.

Valeu a pena pela importância que a formação cultural tem em quem acredita em uma educação humanista e que prepare as pessoas para serem sujeitos do seu próprio destino , pessoas que encontrem um sentido ou direção para  lhes guiar, e não robôs teleguiados, pessoas desalienadas, sem ficar presa aos  vícios do passado ou destes tempos de grande presença da tecnologia em nosso meio, para o bem e para o mal,  pessoas longes da dependência afetiva e emocional, pessoas que tenham o método cientifico como um valor importante, significando uma forma de vacina ou antidoto  contra o negacionismo e as fakenews .

Para navegar pelo mapa acima e conhecer outras fontes de informação sobre cultura e turismo em São Cristóvão. Aqui

E com apoio da IA deepseek, trazemos o texto  abaixo, a fim  de  reforçar quem  está no caminho certo porque investe no reforço do repertório cultural de crianças, adolescentes e jovens. 

A direção e coordenação pedagógica da escola o reconhecimento por acreditar nesse caminho, assim como outros membros da equipe administrativa pelo apoio.

Aos alunos que estiveram no horário combinado e com comportamento adequado a visita, importante ressaltar que foram selecionados pelo bom desempenho nas matérias de História e Geografia, tanto pelas notas, como por participação e comportamento.

Aos pais de alunos por toda a colaboração prestada no sentido inclusive de que chegassem no horário combinado.. 

Os professores que puderam acompanhar o grupo de alunos neste sábado, além deste que escreve.

A Prefeitura de São Cristóvão pelo cessão do ônibus.

A administração dos museus de São Cristóvão, Histórico e Arte Sacra, pela acolhida e competência dos guias internos.

Ao guia interno da Igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos pela acolhida..

Ao Mestre Jorge pela entusiasmada recepção aos professores e alunos em sua casa, como sempre se colocando a disposição para nos contar a sua história de noventa  anos de vida, dos quais sessenta vivido em São Cristóvão e com grande amor e dedicação a cidade e à cultura. Um senhor de noventa anos com uma invejável alegria e espirito juvenil, mesmo com os limites da saúde, no tempo. O quanto a arte e a cultura na vida do Mestre Jorge contribuiu para isso.


A ida ao FASC, para rever e reforçar o conhecimento sobre o acervo dos museus e sobre os prédios e monumentos da cidade,  foi recomendado por mais de uma vez aos alunos e seus familiares  durante a visita guiada.

Aqui você encontra toda a programação da edição 2025

Abaixo uma visão de futuro acerca da potencialidade do FASC  para favorecer o desenvolvimento integral de São Cristóvão e de Sergipe, utilizando a cultura como vetor, ou seja,  a cultura como argamassa que possa potencializar o desenvolvimento da educação, da saúde, do meio ambiente, da segurança pública, da geração de empregos e renda e etc..

"Esta é a excelente e diversificada programação musical do FASC 2025. Na torcida que a programação das artes cênicas, do audiovisual, da literatura, das artes visuais e do hip-hop seja tão boa e robusta  quanto a programação musical, inclusive através das atrações e dos cachês oferecidos, em especial para os artistas da terra ou prata da casa. Na torcida para que a área da formação e qualificação cultural (oficinas, seminários,  rodas de conversa, saraus e etc.) venha com muita força como faz o SESC São Paulo, SESC Rio de Janeiro e etc., inclusive na Virada Cultural SP. Na torcida para que a programação do FASC seja fortalecida por meio dos polos,  descentralizando e democratizando o acesso  para atingir a população das zonas periféricas como Rosa Elze e Eduardo Gomes. Na torcida para que seja realizada articulação da Politica Nacional de Cultura Aldir Blanc com as escolas de São Cristóvão, a fim de favorecer mais atividades cultural nas escolas por meio de verba federal. Na torcida para que seja construído  pelo menos um  CEU das artes na atual gestão do Prefeito Júlio Nascimento."

Zezito de Oliveira
O texto acima foi escrito antes de conferirmos  a programação geral. O que significa dizer,  a torcida continua e quem sabe depois dela possamos contar com mais jogadores para entrar em campo a fim de disputar o jogo da democratização da cultura rumo a democracia cultural. 
Para entender a diferença e complementariedade entre as duas expressões. Clique aqui

Como visitas a museus pode impactar o processo ensino aprendizagem?

A visita a museus é uma ferramenta pedagógica poderosa que impacta profundamente o processo de ensino e aprendizagem, transcendendo os limites da sala de aula. Seu potencial vai muito além de um simples passeio, tornando-se uma experiência transformadora.

Aqui está uma análise detalhada de como essa prática pode impactar o processo educacional:

1. Aprendizagem Multissensorial e Concreta

Do Abstrato ao Concreto: Conceitos que antes eram apenas imagens em livros ou palavras do professor ganham vida. Um estudante que lê sobre um fóssil de dinossauro e depois vê um esqueleto montado de 10 metros de altura tem uma compreensão completamente diferente de escala, forma e existência.

Engajamento dos Sentidos: Ver as pinceladas de uma obra de arte, ouvir os sons de uma instalação, ou tocar uma réplica de um artefato histórico cria conexões neurais mais fortes e memoráveis do que a aprendizagem passiva.

2. Desenvolvimento do Pensamento Crítico e da Curiosidade

Estímulo a Perguntas: O ambiente do museu é intrinsicamente inquisitivo. Os alunos são naturalmente levados a fazer perguntas: "Como isso foi feito?", "Por que isso é importante?", "O que isso significa?".

Análise e Interpretação: Diante de um objeto ou obra, os alunos não são meros receptores de informação. Eles são desafiados a observar detalhes, contextualizar e construir seus próprios significados, desenvolvendo habilidades de análise e interpretação.

3. Interdisciplinaridade na Prática

Conexões entre Disciplinas: Uma visita a um museu de arte pode envolver História (contexto da obra), Sociologia (representações sociais), Matemática (proporção e perspectiva) e Literatura (temas e narrativas). Um museu de ciências pode conectar Física, Química, Biologia e Meio Ambiente de forma integrada.

Visão Holística: O aluno percebe que o conhecimento não é fragmentado em caixinhas, mas um todo interconectado.

4. Fortalecimento da Identidade e da Consciência Cidadã

Museus Históricos e de Cultura: Permitem que os alunos se reconheçam como parte de uma história coletiva, compreendendo suas raízes e a diversidade cultural. Isso promove empatia, respeito e um senso de pertencimento.

Museus de Ciência e Meio Ambiente: Despertam a consciência para questões globais, como sustentabilidade e inovação tecnológica, formando cidadãos mais informados e responsáveis.

5. Estímulo à Criatividade e à Imaginação

Inspiração: Ver a criatividade humana materializada em obras de arte, invenções ou descobertas científicas serve como um poderoso estímulo para a imaginação dos alunos.

Aplicação Prática: Muitos museus oferecem oficinas onde os alunos podem colocar a "mão na massa", criando suas próprias obras ou experimentos, o que solidifica o aprendizado de forma lúdica e criativa.

6. Aprendizagem Significativa e Memorização

Experiência Emocional: A aprendizagem associada a uma experiência emocional (como o espelho diante de um quadro famoso) é muito mais duradoura. A memória episódica (de eventos) é fortemente ativada, facilitando a recordação dos conceitos aprendidos.

Contextualização: A informação deixa de ser um fim em si mesma e passa a fazer parte de uma narrativa, de uma experiência, tornando-se "significativa".

7. Desenvolvimento de Habilidades Sociais

Trabalho em Equipe: Discussões em grupo sobre as exposições, compartilhamento de descobertas e a própria dinâmica da visita incentivam a comunicação e a colaboração.

Comportamento em Espaços Públicos: Aprender a circular e a se comportar em um ambiente cultural é uma lição valiosa de cidadania.

Para Maximizar o Impacto: O Papel do Educador

O sucesso da visita não depende apenas do museu, mas também do preparo do professor:

Pré-Visita: Contextualizar o tema em sala de aula, levantar questões prévias e gerar expectativa.

Durante a Visita: Ter um objetivo claro (um roteiro, uma "caça ao tesouro", um foco de observação) para evitar que a visita se torne uma simples caminhada sem rumo.

Pós-Visita: Debater as experiências, relacionar com o conteúdo curricular e propor atividades que consolidem o aprendizado (produção de textos, trabalhos artísticos, seminários).

Conclusão

A visita a museus transforma o processo de ensino e aprendizagem de uma transmissão passiva de conhecimento para uma construção ativa de significado. Ela humaniza o aprendizado, conecta os alunos com o mundo real e desperta uma curiosidade intelectual que pode durar a vida toda. Não é um "tempo perdido" fora da escola, mas um investimento crucial na formação de indivíduos mais críticos, criativos e culturalmente conscientes.

Em resumo, o museu deixa de ser um depósito de coisas velhas e se torna uma sala de aula viva, onde o passado, o presente e o futuro dialogam de maneira inspiradora.

Leia também:

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Por que é dificil realizar ação cultural como metodologia pedagógica transversal de forma continua e permanente na escola pública?

Conhecendo Museus - Ep. 49: MUSEU HISTÓRICO DE SERGIPE




Semana que vem publico outra postagem com fotos e relatos dos alunos sobre a visita guiada. ZdO

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Como foi a reunião da comissão estadual provisória da Rede Sergipe de Pontos de Cultura com a equipe técnica da SECULT-SE em 02 de Outubro de 2025?

 Transcrição resumida com auxilio de IA da reunião com a comissão estadual  provisória da Rede de Pontos de Cultura de Sergipe e equipe da SECULT  sobre a gestão de políticas e recursos culturais no estado, com foco nas dificuldades, nas mudanças organizacionais e nas futuras iniciativas.

A reunião foi realizada na sede da SECULT-SE, localizada  à Av. Murilo Dantas, 881 - Farolândia.


Tema Principal: 

1 - A reunião discute a reestruturação e aprimoramento da gestão das políticas culturais e do uso de recursos federais como Politica Nacional de Cultura Aldir Blanc (PNAB) e Politica Nacional Cultura Viva (PNCV)  no estado, enfrentando desafios como burocracia, falta de engajamento e a necessidade de maior transparência e eficácia na aplicação dos fundos. O objetivo é tornar a cultura protagonista no desenvolvimento social e econômico do estado.

2 - Organização da Teia dos Pontos e Pontões de Cultura, estadual e nacional.

"A Teia dos Pontos de Cultura é um encontro nacional ou estadual dos Pontos de Cultura, que são iniciativas comunitárias de cultura viva espalhadas pelo Brasil. Seu objetivo é fortalecer a atuação da rede, promover a articulação entre os pontos, promover a troca de saberes e experiências, e discutir e consolidar a Política Nacional de Cultura Viva. Os eventos da Teia contam com mostras artísticas, debates, oficinas e seminários temáticos, e são um espaço para a participação da sociedade civil e a celebração da diversidade cultural do país.

Pontos Chave e Argumentos:

1. Previsão do Recurso na PNAB para Teia:

o Houve um atraso na realocação de recursos através do Plano Aplicação Recursos (PAR), mas a solicitação  já foi feita ao Ministério da Cultura (MINC) e a plataforma será reaberta. Outros estados também enfrentam essa questão. 

o O custeio para a Teia dos Pontos de Cultura e Fórum Estadual dos Pontos de Cultura  na PNAB (Política Nacional de Cultura Aldir Blanc) dispõe  de previsão   de cerca de 300 mil reais na PNAB  Sergipe, a ser destinados através do PAR

2. Repasses e Gestão de Recursos:

o Necessidade de mudar o contexto atual, onde os recursos não se traduzem em produção cultural visível ou impacto na população.

3. Reorganização da Secretaria de Cultura (Secult) e FUNCAP:

o A Secult assume a coordenação da PNAB e a formulação da política cultural.

o A equipe de cultura está sendo integrada à Secult para otimizar o trabalho.

o Ícaro e Celiene são os novos pontos de contato da Secult para PNAB, Cultura Viva e outros processos.

o A FUNCAP permanece responsável pelos trâmites legais, jurídicos e pagamentos.

o O secretário Valadares Filho (Secult) é vice-presidente do Fórum de Secretários, facilitando a comunicação com o Ministério da Cultura.


4. Desafios dos Editais e Burocracia:

o Os editais são excessivamente longos e complexos (68-70 páginas).

o Problemas com critérios de bonificação (cotas para negros, LGBTQIA+, pessoas com deficiência, mulheres) que, em excesso ou mal aplicados, despriorizam projetos de qualidade e excluem instituições com trabalho relevante.

o Exemplos de falhas: Pontos de Cultura certificados sendo preteridos, fraude em declarações de cotas (PCD), ausência de critérios de acessibilidade em eventos.

o A falta de conhecimento de politica e gestão cultural  por parte de muitos secretários municipais leva à má aplicação dos recursos.

5. Iniciativas e Soluções Propostas:

o Simplificação de Editais: Buscar editais mais simplificados, diretos e com foco em "indutores" (incentivos para projetos que impactam setores específicos como sistema prisional, postos de saúde, escolas, equipamentos culturais públicos e etc..

o Novo "Mapa Cultural": Lançamento de uma plataforma mais transparente e inclusiva, que pré-valida informações de identidade e deficiência, facilitando a inscrição e acompanhamento dos projetos, entre outros aprimoramentos.

o "Cultura nas Escolas": Resgate do projeto para oferecer atividades culturais nas escolas, com a gestão dos recursos pela Secult para facilitar contratações.

o Projeto "Viva SE": Lançamento em 24 de outubro de um projeto estadual de R$180 milhões, que visa posicionar a cultura como protagonista do desenvolvimento, com novas estruturas (Pinacoteca, Museus, Memoriais) e um modelo de governança que envolva o terceiro setor.

o Formação e Capacitação: Necessidade de capacitar técnicos e gestores municipais da área da cultura e da educação para valorizar a cultura,  e aplicar os recursos de forma eficaz no caso dos primeiros,  e  realizar parcerias com iniciativas culturais apoiadas pela PNAB, no caso das escolas .

o Maior Comunicação: Fortalecer a comunicação da SECULT e da PNAB com a sociedade civil e artistas,  sobre as políticas e projetos em andamento, inclusive através de seminários e encontros.

6. Próximos Eventos e Pautas:

o Reunião Geral em 11 de Outubro no Centro de Criatividade: Um encontro presencial com os pontos de cultura contemplados nos editais da FUNCAP e novos agentes para apresentar as diretrizes da Secult, a nova equipe, e discutir os próximos passos para o Fórum e a Teia.

o Fórum e Teia em Novembro: O Ministério solicitou que o evento estadual  aconteça em novembro. Discutiu-se a possibilidade de condensar o fórum e a teia em um único dia ou um dia e meio devido a desafios logísticos e de participação do interior.

o Seminário de Economia Criativa organizado pelo Governo do Estado: Em novembro, com a participação de Cláudia Leitão, secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura. Mais informações sobre a convidada: aqui

7. Visão e Impacto:

o A cultura é vista como uma ferramenta de combate à "guerra cultural" da extrema direita  e uma forma de desenvolvimento social, identitário e individual.

o Os "Pontos de Cultura" são considerados o maior projeto de política pública, pois alcançam locais onde o governo não chega.

o A necessidade de os artistas se verem como profissionais e contribuintes, não apenas como beneficiários.

o É fundamental aprimorar a capacidade de fiscalização e garantia de acessibilidade em todos os eventos e espaços culturais.

Quais são os principais desafios enfrentados na gestão dos pontos de cultura e na execução dos editais referenciados na reunião? (detalhamento)

Os principais desafios enfrentados na gestão dos pontos de cultura e na execução dos editais, conforme indicado na reunião, incluem:

Editais Complexos e Mal Estruturados: Os editais são longos (60-70 páginas) e cheios de informações, dificultando a adaptação das diretrizes federais às realidades locais.

Critérios de Bonificação e Indutores Problemáticos: Há um excesso de bonificações baseadas em identidades (negro, LGBTQI, deficiente, mulher), que desconsideram o trabalho e o impacto real dos projetos, levando à exclusão de iniciativas importantes. O conceito de "indutor" é mal aplicado, focando em características pessoais em vez do alcance e impacto social do projeto.

Falta de Reconhecimento e Mapeamento dos Pontos de Cultura Existentes: Instituições e projetos certificados e com histórico relevante ficam de fora dos editais devido à falta de categorias específicas para eles ou por critérios inadequados.

Baixo Engajamento e Conhecimento dos Artistas: Muitos artistas não têm as informações ou a formação necessária para lidar com a gestão pública e os processos de fomento por meio de edital, resultando em projetos de baixa qualidade ou no desperdicio de recursos.

Problemas de Acessibilidade: Faltam ações e planejamento para garantir a acessibilidade em eventos e espaços culturais para pessoas com deficiência.

Boicote e Falta de Diálogo Intersetorial: Órgãos estaduais e sociais por vezes negam parcerias ou boicotam iniciativas culturais, impedindo a colaboração e o alcance dos projetos.

Má Gestão Municipal dos Recursos: Muitos municípios têm recursos insuficientes ou secretários sem conhecimento de gestão cultural, fazendo com que os editais sejam mal formulados  por empresas prejudicando a utilização do dinheiro de forma eficaz. 

Falta de Transparência e Comunicação: Há uma percepção de falta de transparência na gestão cultural e na disseminação de informações sobre os programas para a população e os fazedores de cultura. O problema inclui as outras secretarias e orgãos governamentais como destacado em matéria no site da agência Mangue Jornalismo, citada na reunião. aqui


8. Questões pendentes para serem construídas de forma compartilhada.

3,3 – QUAL A DATA, LOCAL E O TEMPO DESTINADO A TEIA ESTADUAL?  NOVEMBRO, MAS SEM DATA DEFINIDA. O TEMPO DE DURAÇÁO ENTRE 1 E 3 DIAS. A PROPOSTA MÉDIA - UM DIA E MEIO. SENDO UM DIA, PELO MENOS UM TURNO PARA A PROGRAMAÇÃO DE DISCUSSÃO PROPOSTA PELA COMISSÃO PROVISÓRIA ESTADUAL BASEADA NO TEMA GERAL E EIXOS PROPOSTOS PELO REGIMENTO NACIONAL E ESCOLHA DOS DELEGADOS PARA O FÓRUM NACIONAL DOS PONTOS DE CULTURA. SENDO QUE A MESA DE DISCUSSÃO PODE SER PARTE DA PROGRAMAÇÁO DA TEIA ESTADUAL.

Governança e Cultura Viva: Alisson Couto - Alemão (com experiência no setor público e na sociedade civil).  

o    Justiça Climática : Givanildo Santana.

o    Política e Cultura Viva (10 anos e perspectivas futuras): Zezito de Oliveira.

o    Quarto tema: Trabalhadores da Cultura – Virgínia Lúcia  (sugerido por Isabela, será sondada a disponibilidade).

A PROPOSTA DE PROGRAMAÇÁO DA TEIA POR PARTE DA EQUIPE DA SECULT NÃO FOI APRESENTADA NA REUNIÃO.

A PROVISÃO DE RECURSOS PARA ALIMENTAÇÃO ESTÁ GARANTIDO , ASSIM COMO TRANSPORTE DE AGENTES CULTURAIS DE PONTOS DE CULTURA DO INTERIOR,  QUE FICA A CARGO DAS  GESTÕES  MUNICIPAIS. EM CASO DE DIFICULDADE INFORMAR A SECULT

3.4 – QUAL A PROGRAMAÇÃO PROPOSTA PELA FUNCAP/SECULT PARA A TEIA ESTADUAL  ? PROGRAMAÇÃO DE UM ENCONTRO PREPARATÓRIO DA TEIA 2026 NO DIA 11 DE OUTUBRO NO CENTRO DE CRIATIVIDADE,  NO PERIODO DA MANHÃ - PAUTA: APRESENTAÇÃO DOS PONTOS DE CULTURA APOIADOS NOS EDITAIS DA PNAB/FUNCAP,APRESENTAÇÃO DO PROCESSO DE RETOMADA DA REDE SERGIPE DE PONTOS DE CULTURA RUMO A TEIA 2026,  APRESENTAÇÃO DA EQUIPE DA SECULT, APRESENTAÇÃO  DA POLITICA PÚBLICA DE CULTURA DO GOVERNO ESTADUAL, INCLUINDO O VIVA-SE E O  MAPA CULTURAL REPAGINADO.  

Participantes da reunião

Comissão Provisória Estadual da Rede Sergipe de Pontos de Cultura

Zezito de Oliveira - Ação Cultural

Isabela Santana - Pescando Memórias

Givanildo Santana - Pescando Memórias

Claudemir Curuminho -b Barracão Cultural  Mãe Maria

Messias Cordeiro - Pontão de Cultura Albertina Brasil

Antonio carlos /Cia Loucurarte

Osmário Campos - Ponto de Cultura Luz do Sol

José Alves - Asderac

SECULT/FUNCAP

Neu Fontes

Alisson Couto

Celiene

Ícaro

Mari Xavier 


Programação musical do FASC 2025

 

Nessa quinta-feira, 2, sergipanos e turistas tomaram conhecimento da programação oficial do 40º Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc). O lançamento no periodo da manhã, foi realizado na Casa Verde Villa Gastrô, localizada no Centro Histórico do município. O evento contou  com a presença do prefeito Júlio Nascimento e do governador Fábio Mitidieri.

Realizado entre os dias 20 e 23 de novembro, o Fasc reafirma a tradição do maior festival cultural de Sergipe e um dos mais importantes do Nordeste. Com 53 anos de história, o evento se consolidou como um espaço de encontro entre diferentes manifestações artísticas, além de gerar impacto social e econômico para a Cidade Mãe de Sergipe. Neste ano, o festival traz como tema ‘Na Cultura a Gente se Encontra’.

O Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) é apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e realizado pela Prefeitura de São Cristóvão, através da Fundação Municipal de Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac) e do Encontro Sancristovense de Cultura Popular e Outras Artes (Escoa); e pelo Governo do Estado de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap). O evento conta ainda com o patrocínio da Celi e o apoio da SE Sistema Engenharia.

Sobre o Fasc

Criado na década de 1970, o Festival de Artes de São Cristóvão é um dos mais representativos do cenário cultural nordestino, reunindo artistas locais e nacionais em diversas linguagens. Após ser interrompido em 2005, o evento foi retomado em 2017, resgatando sua proposta original e fortalecendo a cena cultural da cidade.

Com polos espalhados pelo Centro Histórico e por bairros de São Cristóvão, o Fasc oferece ao público uma programação diversa, com música, teatro, dança, literatura, artes visuais, cinema e outras expressões culturais, reafirmando a identidade da quarta cidade mais antiga do Brasil.

Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Cristóvão

Esta é a excelente e diversificada programação musical do FASC 2025. Na torcida que a programação das artes cênicas, do audiovisual, da literatura, das artes visuais e do hip-hop seja tão boa e robusta  quanto a programação musical, inclusive através das atrações e dos cachês oferecidos, em especial para os artistas da terra ou prata da casa. Na torcida para que a área da formação e qualificação cultural (oficinas, seminários,  rodas de conversa, saraus e etc.) venha com muita força como faz o SESC São Paulo, SESC Rio de Janeiro e etc., inclusive na Virada Cultural SP. Na torcida para que a programação do FASC seja fortalecida por meio dos polos,  descentralizando e democratizando o acesso  para atingir a população das zonas periféricas como Rosa Elze e Eduardo Gomes. Na torcida para que seja realizada articulação da Politica Nacional de Cultura Aldir Blanc com as escolas de São Cristóvão, a fim de favorecer mais atividades cultural nas escolas por meio de verba federal. Na torcida para que seja construído  pelo menos um  CEU das artes na atual gestão do Prefeito Júlio Nascimento.

Zezito de Oliveira
O texto acima foi escrito antes de conferirmos  a programação geral. O que significa dizer,  a torcida continua e quem sabe depois dela possamos contar com mais jogadores para entrar em campo a fim de disputar o jogo da democratização da cultura rumo a democracia cultural. 
Para entender a diferença e complementariedade entre as duas expressões. Clique aqui
Programação geral do FASC AQUI
O que é o CEU das Artes?

Inicialmente chamado de Praças do PAC e, posteriormente, de Praças dos Esportes e da Cultura (PEC), o Programa foi rebatizado de Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) em 2013. Também já foi conhecido popularmente como “Praças”, “PECs” ou “Praças do CEU” até que, em 2023, com a Portaria MinC Nº 54, de 18 de agosto de 2023, volta a ser chamado de CEUs das Artes. É caracterizado como um equipamento público estatal instalado em áreas de vulnerabilidade social, que integra atividades socioculturais, socioassistenciais, recreativas, esportivas, de formação e de qualificação.

CEU Jundiaí - SP

O CEU das Artes funciona como um espaço público que promove cultura e lazer, oferecendo diversas atividades gratuitas como oficinas de arte e esportes, biblioteca, cineteatro e quadras poliesportivas. A ideia é integrar a comunidade, oferecendo programas de formação, qualificação profissional, serviços sociais e inclusão digital, incentivando o envolvimento comunitário na programação e gestão do local. 

CEU Mogi das Cruzes - SP

O que o CEU das Artes oferece:
Cultura: Espaços como biblioteca, salas para oficinas de diversas áreas (música, dança, artes plásticas, etc.) e atividades culturais como exposições e eventos. 
Esportes: Quadras poliesportivas, pista de skate e caminhada, e aulas de diferentes modalidades como ginástica, basquete e capoeira. 
Formação e qualificação: Oferece oficinas e atividades que visam a formação de habilidades, conhecimentos e técnicas, inclusive para o mercado de trabalho. 
Lazer e social: Conta com brinquedos e um cineteatro, além de serviços socioassistenciais e ações de prevenção à violência e inclusão digital. 
Como a comunidade participa: 
Envolvimento: A comunidade local é a principal participante, e seu envolvimento na tomada de decisões sobre o funcionamento e programação do CEU é incentivado.
Gestão compartilhada: A proposta é construir um sistema de gestão compartilhada, onde o poder público e as lideranças locais trabalham juntos para definir o funcionamento e as atividades do centro.
Espaço aberto: O CEU das Artes é um espaço aberto, acessível e integrado ao público, o que aumenta o sentimento de apropriação e cuidado por parte da comunidade.


Grande dia para a justiça tributária no Brasil. 01 de Outubro de 2025

 Célio Turino

ESQUERDA: Isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e redução no Imposto para quem ganha até R$ 7.350,00, com aumento de Imposto para quem ganha mais de R$ 50 mil;

DIREITA: Congelamento na tabela do Imposto de Renda durante os quatro anos do governo Bolsonaro, arr9chand9 a renda dos mais pobres e obrigando até quem ganhava menos de dois salários mínimos, incluindo aposentados, a pagar Imposto de Renda e Isenção de Impostos para os mais Ricos, deixando de tributar lucros, dividendos e altas rendas.



Manobra bolsonarista derrotada | Isenção do IR: vitória de LULA | Ex-assessor de Moraes detido




Isenção do IR: Adiamento da votação acabou ajudando o governo | Toledo e Thais Bilenky





Reinaldo: Votação do IR evidencia que progressistas não podem ser vítimas da armadilha do legalismo










E a
E AGORA? COMO MANTER O POVO MOBILIZADO NAS RUAS!