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"Ela alimenta nossas almas", disse o ex-presidente, durante encontro com artistas
27 de setembro de 2022, 05:37 h Atualizado em 27 de setembro de 2022, 05:45
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(Foto: Ricardo Stuckert)
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Agência Brasil – O candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta segunda-feira (26) de um ato com artistas, intelectuais e representantes de movimentos sociais, em São Paulo. O evento, realizado no auditório do Anhembi, estava lotado e reuniu cerca de 2 mil convidados, segundo os organizadores.
Transmitido ao vivo pelas redes sociais, a "Super Live Brasil da Esperança"abre a última semana de campanha do ex-presidente neste 1º turno. Lula tenta voltar ao comando do país para um terceiro mandato. Artistas de diferentes áreas, como música, cinema e televisão, além de intelectuais e influenciadores digitais se revezaram para dar depoimentos presenciais e virtuais de apoio ao candidato.
Ao fim do evento, Lula fez um discurso abordando diversos pontos. Sobre cultura, o presidente disse que a área será tratada com prioridade, com a recriação do Ministério da Cultura.
Neoliberais normalizam o fascismo. Esquerda renuncia ao discurso antissistema. Os Fratelli ganham por se afastarem do governo – que agora comandarão… Futuro está muito mais incerto do que pensam os que creem no “fim da História”. (acrescentado a esse post em 27/09/2022)
PRIMEIRO ELES TOMARAM ROMA - Como a extrema direita conquistou a Itália após a Operação Mãos Limpas.
Há pouca explicação detalhando por que deu tudo errado na Itália nas últimas três décadas. O crescimento econômico estagnou, a infraestrutura desmoronou e os jovens desempregados não têm mais futuro. Esses problemas são reflexos da política que dominou o país, dos escândalos de Silvio Berlusconi à ascensão da extrema direita.
Muitos comentaristas culpam o mal-estar da Itália por males culturais – apontando para a corrupção da vida pública ou um atraso supostamente endêmico. Nessa leitura, a Itália não convergiu com as reformas neoliberais montadas por outros países europeus, ficando atrás do resto do mundo. Primeiro eles tomaram Roma oferece uma perspectiva diferente: a Itália não está deixando de acompanhar seus pares internacionais, mas está mais adiantada no mesmo caminho de declínio neoliberal que os demais países estão seguindo. Na década de 1980, a Itália ostentava o Partido Comunista mais forte do Ocidente; hoje, a solidariedade social está em colapso, os trabalhadores sentem-se cada vez mais atomizados e as instituições democráticas tornam-se cada vez mais obsoletas.
Estudando a ascensão de forças como o Lega de Matteo Salvini, este livro mostra como a extrema direita se valeu de uma fraudulenta operação judicial e um poço profundo de desespero social, ignorado pelo centro liberal. A história recente da Itália é um aviso do futuro – e o colapso da vida pública corre o risco de se espalhar por todo Ocidente.
SOBRE O AUTOR David Broder é escritor e tradutor morando atualmente em Roma. É editor da revista Jacobin e escreve regularmente sobre política italiana para publicações como a Internazionale.
“Neste livro bem pesquisado e bem escrito, David Broder mostra como a ascensão da Lega e de seu atual líder Matteo Salvini emergiu após décadas de estagnação econômica, desespero social e niilismo político na sociedade italiana. E como o fracasso abjeto da esquerda italiana em representar os interesses dos trabalhadores contribuiu para o sucesso da extrema direita.” – Paulo Gerbaudo
“Disseca habilmente as tendências políticas e sociais que explicam o renascimento da Lega Nord desde 2013.” – Tony Barber, Financial Times
“David Broder desvenda o mistério de como uma das democracias mais estáveis da Europa, ostentando direitos trabalhistas soberbos e uma próspera economia manufatureira, tornou-se um caso perdido quase da noite para o dia – atormentado por instabilidade política, pobreza e emigração em massa.” – Robert Maisey, Tribune
“Nenhum outro livro oferece uma análise tão clara e concisa do quanto a Itália mudou para pior neste mundo neoliberal.” – Chris Bambery, Brave New Europe
“David Broder nos prestou um grande serviço com este relato sucinto da democracia neoliberal italiana. Se vemos o que aconteceu na Itália como excepcional, não apenas não entendemos o que aconteceu, mas também não recebemos o aviso de que o que acontece lá pode acontecer aqui. Fomos avisados”. – Chris Bambery, Counterfire
Leia também:
Não há substituto para os partidos de massa da classe trabalhadora
Robert Michels desenvolveu sua “lei de ferro da oligarquia” depois de ver a burocratização do movimento socialista no seu início. Suas advertências são relevantes hoje – mas o caminho para a transformação social ainda passa pela construção de partidos políticos que consigam mobilizar as massa da classe trabalhadora.
Livro “O alfaiate de Ulm”.
Artigo de Valter Pomar comenta a obra “O alfaiate de Ulm”, de Lucio Magri, que, segundo ele, “pode ser lido com muito proveito por quem tem interesse em compreender os dilemas da classe trabalhadora, da esquerda brasileira e especialmente do Partido dos Trabalhadores”.
1- Brasil e Itália - Países com forte predominância do catolicismo. Possivelmente os dois países mais católicos do ocidente.
2- Operação Lava Jato inspirada na Operação Mãos Limpas. Coincidência interessante.. Moro é descendente de italianos.. Bolsonaro ídem.
3- A Itália contava no pós guerra com o maior partido comunista do ocidente.. O Brasil conta com o maior partido socialista do ocidente no pós queda muro de Berlim...
4- Um percentual expressivo de pais fundadores da esquerda brasileira são de origem italiana. (anarquistas, socialistas e comunistas).
Uma festa de música, testemunhos, alegria e emoção: assim foi o encontro do Papa com os jovens da "Economia de Francisco", que se reuniram esta semana em Assis para repensar uma nova economia mundial. Antes de pronunciar seu discurso, o Pontífice ouviu o testemunho de oito jovens de várias proveniências que ilustraram projetos concretos inspirados pela iniciativa.
Bianca Fraccalvieri – Vatican News
É possível mudar, transformar uma economia que mata numa economia da vida. Esta foi a principal mensagem que o Papa Francisco ofereceu aos jovens reunidos em Assis para o evento “Economia de Francisco”.
Três anos se passaram desde a convocação do Papa até a sua realização e hoje a juventude mundial se encontra a viver e crescer num período desafiador entre crise ambiental, pandemia e guerras. Os jovens herdaram grandes riquezas, mas ao mesmo tempo um planeta degradado e privado de paz. Neste cenário, os jovens são chamados a se tornarem artesãos e construtores da casa comum. As finanças são etéreas, é preciso redescobrir as raízes humanas da economia, exortou Francisco.
“Uma nova economia, inspirada em Francisco de Assis, hoje pode e deve ser uma economia amiga da terra e uma economia de paz. Trata-se de transformar uma economia que mata numa economia da vida, em todas as suas dimensões.”
E os jovens têm este potencial transformador, afirmou o Papa. Mas advertiu para que não sejam como os estudantes das Faculdades de Economia, com a cara fechada, mas sim criativos e otimistas. Este entusiasmo deve ser aplicado imediatamente para uma conversão ecológica. Uma economia humana pede uma nova visão do meio ambiente. Nos últimos dois séculos, acrescentou Francisco, a terra foi saqueada para aumentar o nosso bem estar, mas não o bem estar de todos. “É este o tempo de uma nova coragem para abandonar as fontes fósseis de energia, de acelerar o desenvolvimento de fontes com impacto zero ou positivo.”
Mas para mudar é preciso estar disposto a fazer sacrifícios. Passar de um estilo de vida insustentável para um estilo sustentável significa transformar as dimensões social, relacional e espiritual. “É necessária uma mudança rápida e firme. E o digo seriamente. Conto com vocês! Por favor, não nos deixem tranquilos e deem-nos o exemplo”, exortou o Papa, pedindo coragem e uma "pitada" de heroismo. E citou a experiência de um jovem que recusou emprego quando descobriu que seria operário numa fábrica de armas.
A poluição da desigualdade
Quando tentamos salvar o planeta, não podemos ignorar o homem e a mulher que sofrem. O grito da terra e o grito dos pobres é o mesmo. A poluição que mata não é somente aquela provocada pelo dióxido de carbono, mas também a desigualdade polui o nosso planeta. As calamidades ambientais não podem cancelar as calamidades da injustiça social e da injustiça política.
Fazer economia inspirando-se em Francisco de Assis significa comprometer-se em colocar os pobres em primeiro lugar. Sem o amor pelos pobres e por toda pessoa vulnerável, não há “Economia de Francisco”. Enquanto o sistema produzir descartados e atuarmos segundo este sistema, seremos cúmplices de uma economia que mata. São Francisco não ensina somente a amar os pobres, mas também a pobreza. O capitalismo quer ajudar os pobres, mas não os estima. Não devemos amar a miséria, explicou o Papa. Pelo contrário, devemos combatê-la. Mas o Evangelho diz que sem estimar os pobres não se combate nenhuma miséria.
Este estilo de vida insustentável acomete também as relações humanas, a começar pela família, incapaz de acolher e cuidar de novas vidas. O resultado é o inverno demográfico, onde se prefere ter relações afetivas com cães e gatos. E as mulheres são as primeiras a serem penalizadas por terem que optar entre filhos e carreira. O consumismo atual procura preencher o vazio das relações humanas com mercadorias sempre mais sofisticadas – "as solidões são um negócio do nosso tempo!" -, mas assim gera uma penúria de felicidade.
O capital espiritual
O capitalismo gera ainda uma insustentabilidade espiritual. A técnica nos ensina o “que” fazer e “como” fazer, mas não ensina o “porquê”. A falta de sentido torna os jovens frágeis e incapazes de elaborar sofrimentos e frustrações, o que faz do capital espiritual um motor imprescindível para a mudança.
O Pontífice fez estas reflexões para deixar aos jovens três indicações de percurso: olhar o mundo com os olhos dos mais pobres, investir em criar trabalho digno para todos e concretude para que todas as ideias se transformem em ação.
O Papa concluiu com uma oração:
Pai, pedimos seu perdão por ferir gravemente a terra, por não respeitar as culturas indígenas, por não estimar e amar os mais pobres, por criar riqueza sem comunhão. Deus vivo, que por seu Espírito inspirou os corações, os braços e as mentes destes jovens e os colocou em direção a uma terra prometida, olha com bondade para sua generosidade, seu amor, sua disposição para passar a vida por um grande ideal. Abençoe-os em seus esforços, seus estudos, seus sonhos; acompanhe-os em suas dificuldades e sofrimentos, ajude-os a transformá-los em virtude e sabedoria. Apoiá-los em seus desejos de bondade e vida, sustentá-los em suas decepções diante de maus exemplos, não desanimar e continuar em seu caminho. Senhor, cujo Filho unigênito se tornou carpinteiro, dá-lhes a alegria de transformar o mundo com amor, inteligência e mãos. Amém.
O Papa Francisco, em Assis, assinou com os jovens um Pacto no qual se comprometem a gastar suas vidas para que a economia de hoje e de amanhã se torne uma Economia do Evangelho.
Durante um evento realizado em Assis, na Itália, o candidato a deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) encontrou o Papa Francisco. Na ocasião, o ex-senador entregou seu livro "Renda Básica de Cidadania" e contou sobre a criação da renda básica no Brasil, de sua autoria. O projeto foi responsável por estabelecer uma quantia que deve ser paga em dinheiro a cada cidadão. Em tom brincalhão, Papa Francisco perguntou: "Você trouxe o livro, mas não trouxe a cachaça?". Suplicy não foi o único brasileiro a ter um momento com o pontífice. A também candidata a deputada estadual, Carina Vitral (PCdoB) também estava presente no evento. Segundo ela, após acenar para o Papa vestida em uma camiseta de Lula, ele sorriu e a convidou para o palco onde tiraram uma foto.
Visita Pastoral a Assis 24 de setembro de 2022 Papa Francisco
O meu ❤️ como o de milhões de brasileiros no Brasil e em outros países está em estado de poesia com o Lula... Aqui lembrando uma belíssima canção do genial Chico César...
Esta canção fala de um estado pessoal de felicidade, mas que pode ser transposto para o contexto social, politico e cultural que pretende-se inaugurar com a vitória de Lula e uma forte bancada progressista...Evidente que a felicidade pessoal não depende somente disso, mas poderá receber uma forte contribuição, um forte impulso.... https://www.youtube.com/watch?v=s2IAZHAsoLI
Márcia Pacheco Chaves escreveu em seu mural no facebook..
Clássicos da MPB para essa semana….
“Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais” (Anunciação - Alceu Valença)
“O Sol, há de brilhar mais uma vez” (Juizo Final - Nelson Cavaquinho)
“Estamos meu bem por um triz, pro dia nascer feliz.” (Cazuza)
“Vamos precisar de todo mundo, para banir do mundo a opressão.” (O Sal da Terra - Beto Guedes)
“Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.” (Apesar de Você - Chico Buarque)
“Amanhã, mesmo que uns não queiram, será de outros que esperam, ver o dia raiar.” (Amanhã - Guilherme Arantes)
“Virá, impávido que nem Muhammad Ali. Virá que eu vi! Apaixonadamente como Peri. Virá que eu vi!” (Caetano Veloso)
“Nossa sorte nessa guerra: eles são muitos, mas não podem voar.” (Pavão Misterioso - Ednardo)
“Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo. Que uma nova mudança em breve vai acontecer.” (Velha Roupa Colorida - Belchior)
“É hoje o dia da alegria e a tristeza
Nem pode pensar em chegar.” (É Hoje - Didi e Mestrinho)
“Do nada, um Bode vindo lá do interior. Destino pobre, nordestino sonhador. Vazou da fome, retirante ao Deus dará. Soprou as chamas do Dragão do Mar”(Salvador da Pátria - Anibal, Cláudio Russo, Jurandir, Moacyr Luz, Zezé)
“Diga não pra qualquer controle. Diga não pra qualquer descaso. Diga não pra quem não te ouve. Diga não!” (Diga Não - Leoni)
“Lula lá, brilha uma estrela, Lula lá, cresce a esperança, Lula lá, o Brasil criança, Na alegria de se abraçar. (Lula Lá - Hilton Acioli)
Mas eu só quero é ser feliz, feliz, feliz, feliz, feliz
Onde eu nasci, han
E poder me orgulhar
E ter a consciência que o pobre tem seu lugar
Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer
Com tanta violência eu sinto medo de viver
Pois moro na favela e sou muito desrespeitado
A tristeza e alegria aqui caminham lado a lado
Eu faço uma oração para uma santa protetora
Mas sou interrompido à tiros de metralhadora
Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela
O pobre é humilhado, esculachado na favela
Já não aguento mais essa onda de violência
Só peço a autoridade um pouco mais de competência
Eu só quero é ser feliz
Andar tranquilamente na favela onde eu nasci, han
E poder me orgulhar
E ter a consciência que o pobre tem seu lugar
Mas eu só quero é ser feliz, feliz, feliz, feliz, feliz
Onde eu nasci, é
E poder me orgulhar
E ter a consciência que o pobre tem seu lugar
Diversão hoje em dia não podemos nem pensar
Pois até lá nos bailes, eles vem nos humilhar
Fica lá na praça que era tudo tão normal
Agora virou moda a violência no local
Pessoas inocentes que não tem nada a ver
Estão perdendo hoje o seu direito de viver
Nunca vi cartão postal que se destaque uma favela
Só vejo paisagem muito linda e muito bela
Quem vai pro exterior da favela sente saudade
O gringo vem aqui e não conhece a realidade
Vai pra zona sul pra conhecer água de côco
E o pobre na favela vive passando sufoco
Trocaram a presidência, uma nova esperança
Sofri na tempestade, agora eu quero abonança
O povo tem a força, precisa descobrir
Se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui
Eu só quero é ser feliz
Andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é
E poder me orgulhar
E ter a consciência que o pobre tem seu lugar, eu
Eu só quero é ser feliz, feliz, feliz, feliz, feliz
Onde eu nasci, han
E poder me orgulhar, é
O pobre tem o seu lugar
Diversão hoje em dia, nem pensar
Pois até lá nos bailes, eles vem nos humilhar
Fica lá na praça que era tudo tão normal
Agora virou moda a violência no local
Pessoas inocentes que não tem nada a ver
Estão perdendo hoje o seu direito de viver
Nunca vi cartão postal que se destaque uma favela
Só vejo paisagem muito linda e muito bela
Quem vai pro exterior da favela sente saudade
O gringo vem aqui e não conhece a realidade
Vai pra zona sul pra conhecer água de côco
E o pobre na favela, passando sufoco
Trocada a presidência, uma nova esperança
Sofri na tempestade, agora eu quero abonança
O povo tem a força, só precisa descobrir
Se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui
Muita gente percebe... Ainda bem......
Pesquisa qualitativa considera que ação de Kelmon contra Lula no debate da Globo(29/09/2022) foi ataque de um impostor.
Padre Kelmon, sacerdote fake, recebeu instruções de Bolsonaro (tem um vídeo mostrando)
Deputado André Janones prometeu apresentar legislação para impedir farsas em futuros debates
Essa situação me faz lembrar uma canção que me consolou nos tempos em que os golpistas estavam subindo.
“ Não se incomode
O que a gente pode, pode
O que a gente não pode explodirá
A força é bruta
E a fonte da força é neutra
E de repente a gente poderá
Realce, realce
Quanto mais purpurina melhor
Realce, realce
Com a cor-do-veludo, com amor
Com tudo de real teor de beleza,”
https://www.youtube.com/watch?v=ou7SjXTjPXs
Amanhã, 02 de Outubro de 2022
Amanhã, mesmo que uns não queiram, será de outros que esperam ver o dia raiar.
"Segundo o pensador italiano Norberto Bobbio a esquerda orienta-se por um sentimento igualitário e a direita aceita a desigualdade como natural. Embora no Brasil seja praticamente impossível perceber a diferença através dos discursos e propaganda em época de campanha eleitoral."
Na opinião deste humilde blogueiro o debate surpreendeu.. Como afirmei na seção de comentários no canal da Rede Fan no youtube.
" Parabéns pela iniciativa Narcizo Machado , assim como a todos (as) os (as) integrantes da equipe. Apesar de particularmente preferir a sabatina, quando é bem organizado e bem mediado, vale a pena assistir a um debate..."
Em termos de repercussão foi motivo de comentários negativos a ausência do candidato do PSD - Fábio Mitidieri. A esse propósito leia AQUI
Fora do clima de guerra de torcida percebo uma nova/direita que vem com muita força para cima..Sergipe já teve a era de predomínio relativo da esquerda/centro esquerda, com Déda e Jackson Barreto e a era do predomínio do centro/centro direita com Jackson /Belivaldo,
Esta eleição de 2022, ou traz de volta a esquerda/centro esquerda com Rogério/Valadares/Jackson, ou a direita "popular" ou "populista" representada pela candidatura de Valmir/Irmãos Amorim/Emilia Correia, ou a direita renovada e tecnicista, representada pelo candidato Alessandro , o qual representa o pensamento lavajatista e as fundações empresariais como a Renova BR e outras...Detalhe, as ligações do candidato Alessandro com o lavajatismo não aparece porque Moro, Dallagnol e Cia.., estão "mais sujos do que pau de galinheiro", como diriam nosso avós ou ficaram marcados pela expressão "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!"
A impressão que tive: São três candidatos preparados, embora Valmir de Francisquinho me pareça um pouco perdido entre o sonho e a realidade...Penso ser uma bomba de frustrações pós eleito, candidato que joga com expectativas muito altas sem bases consistentes de argumentos mais sólidos e factíveis, inclusive por conta dos politicos "raposas véias" que o cerca...A seu favor tem uma maneira de se expressar que se comunica facilmente com uma população despolitizada por anos de inclusão pelo consumo nos governos petistas, descuidado dos aspectos da inclusão cidadã, em especial via educação popular, ação cultural e comunicação independente ou alternativa...
Quanto a Alessandro e Rogério, argumentam com conhecimentos mais aprofundados e sustentado nos bons manuais da gestão pública..
A impressão que tenho é que uma previsão que fizemos em 2006 pode chegar a Sergipe, o retorno pleno da nova/velha direita, a menos que a onda Lula seja capaz de evitar..
No texto Outro Brasil? Somente com Participação e Arte, afirmei caso o PT e as esquerdas não se renovassem, a nova/velha direita poderia voltar plenamente ao poder e com força. Digo plenamente, porque a direita, de fato, nunca esteve completamente fora dos governos, por isso a afirmação que fiz acima do predomínio relativo da presença da esquerda no imaginário social e nos governos.
Os anos se passaram, o PT em Sergipe perdeu um dos principais líderes, Marcelo Déda, vitimado por um câncer em 2012, o governo Dilma percebeu tardiamente em 2013, pós jornadas de junho, a necessidade de melhorar e ampliar os mecanismos de participação popular. A cultura não foi capaz de seguir a trajetória ascendente e virtuosa dos dois governos Lula, a comunicação não avançou em termos de democratizaçãoe o golpe se consumou em 2016...
Fantástico! Extraordinário! A fala recorrente de Lula sobre a Cultura.. Lula está completamente apaixonado pelo Brasil e pelo povo brasileiro....Encontro de Lula com ex-candidatos à Presidência da República.
Quando Lula coloca a Cultura no centro do seu projeto de nação, ele sinaliza para uma questão bastante apontada pelos mais renomados analistas politicos. "A derrota do Bolsonaro não representa o fim do bolsonarismo, o qual tende a continuar nos assombrando por anos afora. " Daí porque Cultura não é colocada por Lula limitada apenas ao aspecto do ENTRETENIMENTO, da estética e de identidade. Lula inclui a Cultura como estratégia de fortalecimento da consciência cidadã de pertencimento e coesão, assim como percebe o seu potencial de gerar riqueza econômica de forma descentralizada e desconcentradora de renda..
Poucos lideres politicos, mesmo de esquerda tem esta compreensão. Espero que o debate público nessa perspectiva da Cultura como vetor de desenvolvimento possa ganhar muitos adeptos junto as lideranças dos estados e dos municipios. Pensando os impactos que um grande e qualificado investimento em Cultura pode ter nas áreas da educação, saúde, segurança pública, moradia, alimentação, meio ambiente e etc...
Com isso, poderemos avançar algumas casas em nosso jogo de dados contra o bolsofascismo e o neoliberalismo.
LEIA MAIS:
A PRESENÇA DA CULTURA NO PROGRAMA DA PRIMEIRA CANDIDATURA DE LULA EM 2002.
Esta foi a manchete que escolhi para publicar o MEME acima. Quem quiser enviar outras pode fazer que eu publico abaixo do mesmo. Quem também quiser ajudar de outra maneira, pode enviar um texto analisando esta situação dentro da série histórica de grandes eventos culturais de massa em Sergipe Del Rey, patrocinado pelo Governo de Sergipe, Prefeitura de Aracaju e as demais.
PARA OS LEGISLADORES
Será que é o caso de alguns legisladores começarem a discutir esse assunto na Assembléia Legislativa e nas Câmaras de Vereadores para obrigar a contrato de artistas locais mediante uma cota mínima, por exemplo. Além de outras medidas que possam ajudar a reduzir esse processo de colonização cultural interna? Bem como discutir outras medidas para atenuar os efeitos negativos desse tipo de escolha na programação dos grandes eventos de massa em Sergipe Del Rey, há muitos anos....
Óbviamente não trata-se de fechar fronteiras, isso não tem cabimento, mas é importante garantir uma reserva minima de mercado, entre outras medidas....