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sábado, 21 de junho de 2014

Demandas culturais em conversas de convescote - Sobre as obras de recuperação do Cacique Chá em Aracaju.




Fui ao lançamento do livro “Crônicas do Ateliê” sobre obra de Antonio da Cruz na abertura da exposição “Narrativas Imagéticas” do fotógrafo Nailson Moura, na velha e querida “Álvaro Santos” Fiz bem. Lá encontrei Mário Britto que me deu notícias das obras de recuperação do Cacique Chá, via Emsetur, e me tranquilizou sobre o destino daquele espaço. assegurando-me de que estava discutindo com a cúpula do Turismo o que fazer dali após restauração. Sua ideia é que ele abrigue um memorial dedicado ao sergipano Jénner Augusto, a história do próprio Cacique Chá e um salão para eventos culturais. È um bom proveito.

Concordo plenamente que se dê uso prático àquele queridíssimo espaço, fazendo-o novamente útil à cultura e à sociedade sergipana. Sendo um imóvel de propriedade da Secretaria do Turismo, será muito proveitoso incluí-lo no roteiro turístico do centro de Aracaju, integrando-o a um possível Corredor Cultural que reúna, de modo coordenado, o Museu da Gente Sergipana, a Ponte do Imperador, o Palácio Museu Olimpio Campos, a Catedral, o Centro de Turismo, os futuros Memorial Zé Peixe e a Alfândega, e daí, seguindo até os Mercados Públicos através do Beco dos Cocos, que já deveria estar tombado e transformado em Rua das Artes Alternativas com oficinas, restaurantes e ateliers de artistas plásticos locais. Esse Corredor Cultural Daria a Aracaju uma opção turistica diferenciadada da opção "praia" tão comum às capitais nordestinas e estaria, principalmente com a criação da Rua das Artes, incentivando a economia local da cultura.

Então, enquanto nós, os agentes e produtores da área cultural, ainda não sabemos qual a destinação que a Prefeitura dará à antiga Alfândega, até porque nem nesta nem na anterior gestão municipal fomos consultados, a presença de Mário Britto na discussão sobre o destino do Cacique Chá, é animadora.


Amaral Cavalcante – 27/maio/2014

Reforçando a opinião do Jornalista e Poeta Amaral Cavalcante 

 Perfeito, Amaral, algo na linha do Recife antigo, do Pelourinho, só que com nossa cultura, nossa arte, nossa história. E seria intressante também no Beco dos Cocos uma placa falando da história dos cabarés da área, onde existia uma vida artística que reunia músicos, dançarinos, shows diários e foi a vida noturna da cidade durante décadas. (Clara Angelica Porto)

Fundamental manter um conjunto de atividades com programação cultural permanente e com atrações que traga públicos de várias idades e identificados com um padrão cultural cult, alternativo, independente ou fora dos padrões comerciais, sem ser necessariamente fechados em guetos estéticos. Legal conversar com os coletivos e organizações culturais, formar um conselho consultivo. Manter um serviço tipo Pub, acessivel a estudantes e assalariados, também será legal.. (Zezito de Oliveira)

CACIQUE CHÁ 

 Fonte: http://aracajuantigga.blogspot.com.br/2012/04/cacique-cha.html

Bar e Restaurante Cacique Chá
Foto: Arquivo Público Municipal da Cidade de Aracaju.




Painéis pintados por Jenner Augusto - Cacique Chá Foto: Jornal Gazeta de Sergipe nr. 5.956 - 18/02/1978.




Cacique Chá - Área externa.
Foto: Jornal Gazeta de Sergipe nr. 5.956 - 18/02/1978.




Cacique Chá - Área externa.
Foto: Jornal Gazeta de Sergipe nr. 5.956 - 18/02/1978.





Conjunto Musical Cacique Chá
MELINS, Murillo. Aracaju romântica que vi e vivi. 3 ed. Aracaju: Unit, 2007.


Boite Cacique - Casais dançando
MELINS, Murillo. Aracaju romântica que vi e vivi. 3 ed. Aracaju: Unit, 2007.




O Cacique Chá, localizado na esquina da Praça Olimpio Campos com a Rua Itabaianinha, foi bar, restaurante e boite, tendo iniciado as suas atividades em 1950, tendo a Luna Orquestra como atração principal na inauguração da luxuosa boite.
O fotógrafo Artur Costa foi o seu primeiro proprietário. Em 1953, por motivo de saúde, o Sr. Artur o vendeu para o Empresário Manoel Felizardo Nascimento, que alteou o nome de fantasia para Bar e Restaurante Cacique Chá. Em 1955 foi vendido à Firma Amaral & Freitas.
Segundo o Memorialista Murillo Melins, o Cacique foi a primeira boite familiar de Aracaju. Era o ponto de encontro da High Society, nos sábados à noite.
Murillo Melins ainda nos informa:
“Os ingressos às mesas, com quatro assentos, eram confeccionados em cartão postal, com fotografias em miniaturas dos pontos turísticos de nossa Cidade, informando data da festa, preço da mesa e atrações a serem apresentadas.
O traje passeio completo era obrigatório para os homens, já as senhoras e senhoritas, esmeravam-se em comparecer com seus melhores e caros vestidos.”
Vários artistas famosos se apresentaram no Cacique Chá, dentre eles, Gregório Barros, o Rei do Bolero, o mexicano Pedro Vargas, Lucho Catita, o Pianista Roberto Inglês, Terezinha Morango (Miss Brasil), Nelson Gonçalves, Ivon Cury, Ângela Maria e Maiza Matarazzo.
O conjunto musical formado por Zelner Ximenes, Henrique, Osvaldo, Marcelo, Antonio Teles, Paulo Emílio e Antônio, animavam as noites de festa do Cacique Chá.
Também foi ponto de encontro de literatos, que religiosamente todas as tardes ali se reuniam.
Depois de anos fechado o Cacique Chá está sendo reformado e os belos painéis de Jenner Augusto que lá existem, estão sendo restaurados.


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