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domingo, 23 de março de 2014

‘Cidade Cinza’ é documentário de Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo no Cine Vitória

‘Cidade Cinza’ é documentário de Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo que mostra a iniciativa da prefeitura de São Paulo de aplicar uma nova política de limpeza urbana. Com isso, muros da maior cidade brasileira são pintados de cinza para apagar intervenções artísticas. Artistas como Os 
 Gemeos, Nunca e Nina, que tiveram importantes obras destruídas pela iniciativa, se juntam para repintar um muro de 700 metros. No Cine Vitória (localizado na antiga 24h).









O filme no facebook
https://www.facebook.com/cidadecinzafilme

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Documentário Cidade Cinza joga novas cores na arte de rua de São Paulo

Roberto Sadovski
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Em minha cabeça, grafite era uma coisa; pichação, outra. Pouco antes do começo da sessão de Cidade Cinza, o diretor Marcelo Mesquita (que trabalhou ao lado de Guilherme Valiengo) me puxou de lado e explicou que, no fim, tudo é igual e tudo é válido. “Mas como a arte e a sujeira podem ser a mesma coisa?”, cocei a cabeça. “A discussão não é sobre o que é arte”, ele disse. “Mas sobre como a voz de quem não tem voz, mesmo necessária, é apagada.” Pouco menos de duas horas depois, com Cidade Cinza flutuando nas ideias, eu voltei a pensar nas palavras de Mesquita. E, ao sair do cinema, enxerguei os muros grafitados (pichados?) ao redor e pensei em vozes, em cores. E no cinza que os cobre.
Cidade Cinza é um trabalho de sete anos. O que começou como o registro do trabalho de artistas de rua como Nunca e Osgemeos, que viram seus grafites por muros, paredes e pontes de São Paulo ganhar o mundo como arte legítima, evoluiu para o universo paralelo em que a prefeitura da cidade se esforça para cobrir de cinza os muros “sujos”. Não só mostra uma cidade que perde sua cor, mas também ampliando o debate sobre a quem pertence o espaço público e até que ponto o poder vigente – independente de partidarismo, já que, a cada troca de administração, a “operação limpeza” se mantém firme – vai de encontro com a voz das ruas.
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Nunca e Osgemeos, protagonistas da arte de rua de São Paulo

O que fica claro com as palavras dos protagonistas de Cidade Cinza é que, acima de tudo, o grafite (pichação?) é a expressão de quem não encontra espaço “formal” para dizer o que pensa sobre a própria cidade na qual habita. Com habilidade, o filme estabelece uma cronologia dos artistas, mostrando de forma clara seu desenvolvimento e suas influências, o reconhecimento de institutos de arte fora do Brasil, até chegar à encruzilhada atual. Sua defesa apaixonada de seu trabalho é esperada, porém justa: existe estilo, existe evolução e, principalmente, existe uma visão muito clara do que a turma reunida no documentário quer mostrar. Mas a contrapartida é ainda mais sensacional: ao acompanhar os representantes do poder público que fiscalizam São Paulo em busca de grafites (pichações?) para cobrir de cinza, chegamos a um mundo bizarro em que o funcionário da prefeitura assume papel de censor, “crítico de arte” e até curador, determinando com o polegar para cima ou para baixo, arvorado em seu pequeno poder, quais obras “merecem” ser mantidas e quais, determinadas “feias e sujas”, são levadas ao caminho do esquecimento. Triste e impressionante.
O ponto central de Cidade Cinza é um mural de 700 metros quadrados, na alça de acesso da avenida 23 de maio, que foi apagado pela administração pública em 2008. Com a atenção da mídia e o protesto da elite cultural paulistana, o prefeito de então, Gilberto Kassab, admitiu o “equívoco” (“Um equívoco de 700 metros quadrados?”, pergunta a certa altura o artista Nunca), e um novo mural foi pintado em conjunto. A “reinauguração”, com direito a muita demagogia e palavras vazias por parte dos donos do poder, que praticamente ignoram as palavras dos artistas ao posar para as câmeras da imprensa, é um dos momentos brilhantes captados pelas lentes de Cidade Cinza.
Afinal, é grafite ou pichação? Afinal, é sujeira ou arte? Afinal São Paulo é uma cidade que não compreende artistas desse porte ou é uma cidade cuja vocação é para a frieza do concreto?  Não há respostas. Mas Cidade Cinza consegue levantar a discussão. Particularmente, de cinza basta a chuva.
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O documentário "Cidade Cinza", de Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, acompanha a trajetória de grafiteiros brasileiros como OsGemeos, Nina e Nunca, que tiveram diversas obras pintadas de cinza pela prefeitura. O filme, que entra em cartaz nos cinemas graças a uma campanha de crowdfunding, tem música inédita do rapper Criolo na trilha-sonora.

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OUTRA
 Alcançamos 100mil visualizações do #CurtaMetragemCriolo em 48 horas e só temos a agradecer. Obrigado, família! 




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Um comentário:

devid john disse...

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