informações sobre ações culturais de base comunitária, cultura periférica, contracultura, educação pública, educação popular, comunicação alternativa, teologia da libertação, memória histórica e economia solidária, assim como noticias e estudos referentes a análise de politica e gestão cultural, conjuntura, indústria cultural, direitos humanos, ecologia integral e etc., visando ao aumento de atividades que produzam geração de riqueza simbólica, afetiva e material = felicidade"
Estudei durante alguns anos para uma pesquisa sobre “A extrema direita católica nas redes digitais”. O recorte era dentro do catolicismo praticado no Brasil e selecionei alguns grupos e o tal do “Youtuber”. Tinha um foco e uma finalidade. Procurei entender esse “personagem novo” dentro da Igreja Católica no Brasil (estudei um pouco os católicos digitais e tradicionalistas dos EUA por conta da influência no catolicismo brasileiro), por conta do impacto que vinham tendo nas redes e já chegando a paróquias e dioceses. Com uma notória crise do que se chamou de “esquerda católica” (Michael Lowy e outros), esse tipo de católico que já vinha tendo repercussão desde o crescimento vertiginoso da Renovação Carismática Católica (o livro do sociólogo Reginaldo Prandi e os estudos de Brenda Carranza deram conta desse fenômeno, inicialmente)
Historicamente, existiu uma figura chamada: o “católico de IBGE”. Esse ser nunca foi um problema na Igreja Católica. Fez o básico na Igreja: batizado; catequese/catecismo; crisma, casamento e alguma missas… Os chamados “católicos efetivos” e que tinham atuação na paróquia, também não eram problema, o que ocorria (ou ocorre) muitas vezes é conflito com o pároco local por conta de autoritarismo clerical e outras divergências bem paroquiais.
A questão que estudo hoje é de outra natureza: temos hoje um “novo tipo” de católico. Que vem das redes digitais (vejo isto no Brasil e EUA, em particular). Uma pessoa que se tornou essa coisa bizarra chamada “influencer” e que tem uma militância católica de rede digital. Em média, tradicionalista e conservador (anticomunista) e que já vem tendo influência nas paroquias e dioceses. Tenho estudado essa figura católica. Ultimamente e tardiamente, vem surgindo o “católico de esquerda” nas redes digitais, mas ainda de pouco impacto na Igreja (outra história!)...
O livro-coletânea organizado João Décio Passos e Wagner Lopes pela editora Paulus e o outro livro-coletânea organizado por Ney de Souza pela editora CRV, já nos colocam um ótimo material sobre essa extrema direita católica atual, suas origens e sua atuação dentro e fora das redes digitais.Ao mesmo tempo, essas pesquisas viram um alerta sobre o que significa essa gente dentro e fora do catolicismo no Brasil. Nos últimos anos de eleição para presidente fica nítido a atuação deles e o que defendem nas redes digitais. Um fato: têm estratégias e não se trata de amadores ou de uma apenas intermitente. Não se trata mais da velha TFP e seu cruzado Plínio Carrêa de Oliveira. Tempos são outros, desiguais e combinados.
PAULUSCast 80: A Salvação da Pátria Amada
A quem interessar possa. Um convite:
LIVE. RELIGIÃO & SOCIEDADE
PORQUE A IGREJA CATÓLICA NÃO DEVERIA SUBESTIMAR A EXTREMA DIREITA CATÓLICA ATUAL. NOTAS
“Eis o tempo de conversão e o dia da salvação” 2 Coríntios 6,1-2. Clamamos para que o senhor Padre Francisco de Assis se converta à pregação do verdadeiro Evangelho; aquele que combate a desinformação e rejeita a cultura do ódio, outrora praticada pelos fariseus que Jesus tanto criticou e que foram responsáveis por sua morte. Até para fazer jus ao nome que recebeu na pia batismal “onde houver ódio que eu leve o amor” Apelamos também aos senhores bispos, em especial a Dom Josafá, arcebispo de Aracaju, para que promovam orientações pastorais contra o mal da desinformação, enfrentando-o como um desafio urgente. A Igreja necessita sempre de líderes com discernimento cristão para que não se cumpra o que diz Mateus 15,14: 'são cegos guiando cegos. Ora, se um cego guia outro cego, ambos cairão no barranco'." E num caso como esse arrastam toda a nação, como aconteceu em 2018 e quase se repetiu nos atentados do 08 de janeiro de 2023, com a tentativa de golpe contra o estado democrático de direito e possível assassinato do presidente da república recém eleito, assim como do seu vice e do presidente do STF à época.
Zezito de Oliveira
A reportagem abaixo, traz mais informações a respeito:
Papa: na Quaresma, abster-se de palavras que ferem o próximo
"Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão" é o título da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026. O Pontífice convida os fiéis a um "jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro".
Bianca Fraccalvieri - Vatican News
Um jejum de palavras ofensivas: este é o convite do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”.
Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito.
Escutar
Este ano, o Papa destaca, em primeiro lugar, a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”.
Escutar a Palavra na liturgia, escreve o Pontífice, nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade. “Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta.”
Jejuar
Se a Quaresma é um tempo de escuta, prossegue o Papa, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.
No entanto, adverte o Santo Padre, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação.
Leão XIV então convida os fiéis a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo.
“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.”
Em vez disso, o Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”
Juntos
O Pontífice conclui recordando que a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum.
“As nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento.”
O Papa encerra sua mensagem exortando os fiéis a pedirem a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos.
“Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.”
"Todos estão convidados a repetir este texto ou elaborar um novo. Ainda que muitos padres da arquidiocese pensem como o Pe. Francisco de Assis, é importante registrar que há fiéis na igreja particular de Aracaju atentos e vigilantes. Ressalta-se que o direito à liberdade de expressão deve ser garantido, contudo, o direito de distorcer fatos e desinformar, não."
Acima, exemplo de padre com boa e necessária formação integral.. Não sabemos o nome e nem a diocese. Quem souber pode nos trazer. por gentileza...
Papa: na Quaresma, abster-se de palavras que ferem o próximo
"Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão" é o título da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026. O Pontífice convida os fiéis a um "jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro".
Bianca Fraccalvieri - Vatican News
Um jejum de palavras ofensivas: este é o convite do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”.
Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito.
Escutar
Este ano, o Papa destaca, em primeiro lugar, a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”.
Escutar a Palavra na liturgia, escreve o Pontífice, nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade. “Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta.”
Jejuar
Se a Quaresma é um tempo de escuta, prossegue o Papa, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.
No entanto, adverte o Santo Padre, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação.
Leão XIV então convida os fiéis a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo.
“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.”
Em vez disso, o Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”
Juntos
O Pontífice conclui recordando que a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum.
“As nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento.”
O Papa encerra sua mensagem exortando os fiéis a pedirem a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos.
“Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.”
A Quaresma não pode ser reduzida a práticas devocionais de indivíduos piedosos. Isso é expressão de uma tradição eclesial em crise.
Cardeal Dom Jaime Spengler
“Não há penitência melhor do que aquela que Deus coloca em nosso caminho.”
Dom Helder Camara nos ensina que a verdadeira penitência não é a que escolhemos para inflar nosso ego espiritual, mas aquela que Deus permite: a paciência com o próximo, a aceitação das nossas limitações e a mão estendida na dificuldade real. Que o nosso deserto seja de encontro, não de orgulho.
O Núcleo Interdisciplinar de Cinema e Educação (NICE/UFS) convida professoras e professores da educação básica e do ensino superior para participarem da II Mostra Travessias: Cinema–Educação em Sergipe , que acontece nos dias 25 e 26 de fevereiro , a partir das 14h , na Biblioteca Central da UFS , com entrada gratuita. Inscrições Via Sigaa .
Realizada pelo Núcleo Interdisciplinar de Cinema e Educação, a Mostra reúne produções audiovisuais desenvolvidas em contextos educativos sergipanos e promove debates com realizadores, fortalecendo o cinema como prática pedagógica, direito cultural e ferramenta de produção de conhecimento.
Um dos momentos centrais da programação será o 1º Fórum de Debates da Rede Kino em Sergipe , articulação local da Rede Kino, rede latino-americana dedicada às relações entre educação, cinema e audiovisual. O Fórum reunirá representantes da universidade, da educação básica e do poder público para discutir políticas públicas de cinema e educação, com a conferência “Políticas públicas de Cinema, Educação e Direitos Humanos”.
A participação de educadoras e educadores é fundamental para fortalecer o diálogo sobre o lugar do audiovisual nas escolas e nas políticas educacionais do estado.
O escritor e teólogo Frei Betto elogiou, nesta terça-feira(17), a iniciativa das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo que homenagearam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em São Paulo, a Acadêmicos do Tatuapé levou à avenida a luta pela terra e o MST. No Rio, a Acadêmicos de Niterói homenageou Lula.
“São movimentos que merecem todas as homenagens, porque têm atuado em prol do bem-estar do povo brasileiro”, afirmou, ressaltando a importância do ano eleitoral para a renovação do Congresso com representantes “comprometidos com os oprimidos”.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa É de manhã, noticiário matutino da Rádio Brasil de Fato. Na conversa, o religioso também falou sobre a Quaresma e reforçou que o momento é de solidariedade ao povo cubano, que, segundo ele, enfrenta uma “grave crise humanitária”, aprofundada pelo bloqueio dos Estados Unidos.
“Cuba sofre há mais de 65 anos um terrível bloqueio criminalmente imposto pela Casa Branca”, afirmou.
A edição deste ano da tradicional campanha de Quaresma de Frei Betto, promovida há 30 anos, será dedicada às doações ao povo cubano. O religioso reforça a mobilização liderada pelo MST. Ele relatou que uma remessa de medicamentos já foi enviada ao país e ratificou o pedido de contribuições para novas compras em grande escala.
Ao comentar a situação energética da ilha, Betto explicou que Cuba depende basicamente de petróleo importado e enfrenta dificuldades com sanções e restrições internacionais. “Tem havido muitos apagões nas cidades de Cuba, com grande prejuízo ao transporte, à coleta de lixo, ao funcionamento dos hospitais e escolas”, disse. Para ele, a solidariedade é necessária “primeiro por razões humanitárias, mesmo”, mas também pelo que considera conquistas sociais do país nas áreas de alimentação, saúde e educação.
No campo religioso, Frei Betto explicou o sentido da Quaresma como tempo de penitência e solidariedade concreta. “O que se trata é de um gesto solidário, e onde o corpo humano mais dói é no bolso”, afirmou, ao defender doações para a compra de medicamentos.
Ele também comentou sobre a edição deste ano da Campanha da Fraternidade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que terá como foco a moradia digna. “O Brasil tem um déficit de quase 20 milhões de moradias”, alertou, defendendo políticas que garantam “trabalho, teto e terra”, em referência ao ensinamento do Papa Francisco.
O programa É de manhã vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 07h, pela Rádio Brasil de Fato, pelo site e também pelo canal do BdF no YouTube.
Como doar para a campanha de solidariedade a Cuba
Caixa Econômica Federal
Chave PIX: Chave PIX: 11.586.301/0001-65
Outras informações: cultivar@institutocultivar.org.br
Índice reúne informações públicas e aponta diferenças estruturais no setor cultural entre as unidades da federação
Por: Raony Salvador - Publicado: 18/02/2026 - às 19h00 - Atualizado: 18/02/2026 - às 18h10
Um estudo acadêmico elaborado por pesquisadores vinculados à Universidade Federal do Ceará (UFC), no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior (PPAC), propôs a criação de um Índice de Cultura (ICult) para medir o desempenho cultural dos estados brasileiros. O levantamento foi concluído em 2023 e utiliza dados oficiais disponíveis nas bases do IBGE e da Secretaria do Tesouro Nacional.
O índice consolida informações variadas e oferece um retrato comparativo do ambiente cultural nas unidades da federação.
A construção do indicador considera quatro grandes critérios: instrumento político, financiamento público, mercado cultural e infraestrutura de cultura.
No eixo de instrumento político são avaliados aspectos como existência de legislação de patrimônio cultural e funcionamento de conselhos de preservação.
Em financiamento público entram variáveis como despesa estadual com cultura, apoio financeiro e não financeiro a atividades culturais e volume de projetos fomentados.
O mercado cultural é mensurado por indicadores como consumo das famílias com bens e serviços culturais e participação do setor cultural no total de ocupações.
Já a infraestrutura considera a oferta de equipamentos culturais — bibliotecas, arquivos, museus, teatros, centros culturais e espaços de entretenimento — ajustados proporcionalmente à população.
Top 5 do índice cultural
Com base nesses critérios, os cinco estados mais bem posicionados no ranking são:
Distrito Federal — 0,613
São Paulo — 0,592
Rio de Janeiro — 0,564
Amazonas — 0,481
Rio Grande do Sul — 0,450
O Distrito Federal lidera o ranking, com destaque nas dimensões de financiamento e mercado. São Paulo e Rio de Janeiro aparecem na sequência, impulsionados pelo dinamismo do setor cultural e pelo volume de recursos aplicados. O Amazonas surge como principal destaque da região Norte, enquanto o Rio Grande do Sul mantém desempenho consistente no conjunto dos indicadores.
Desigualdades regionais
Na faixa intermediária estão Ceará (0,398), Goiás (0,352) e Rio Grande do Norte (0,337). Minas Gerais e Piauí registram índice de 0,300, seguidos por Santa Catarina (0,290) e Pernambuco (0,250).
Na parte inferior aparecem Alagoas (0,105) e Roraima (0,112), além de Tocantins (0,154) e Amapá (0,164).
O estudo evidencia diferenças significativas entre estados na estrutura institucional da cultura, no volume de financiamento, no dinamismo do mercado e na oferta de equipamentos culturais. O índice permite visualizar a distribuição desigual do ambiente cultural no país e oferece base comparativa para análises sobre desenvolvimento regional e políticas públicas.
Esta carta é para você, que não se satisfaz apenas com a luta do dia a dia e deseja viver algo inesperado e novo. Se você permanece na busca de algo mais profundo e radical, está no caminho da Mística profética e pascal. Nessas linhas, convido você a nos juntarmos para aprofundá-la mais neste tempo de Quaresma- Páscoa.
“Eis o tempo de conversão, eis o dia da salvação”.
Canto dos Mártires da Terra - Autor: Ze Vicente - intérprete: Astúlio Nunes
Nas Igrejas cristãs, até o século IV ou V, a Quaresma era o tempo da intensificação do catecumenato batismal. Neste tempo, irmãos e irmãs, adultos ou adolescentes da comunidade, preparavam-se para receber os sacramentos da iniciação cristã (Batismo e Eucaristia) na Vigília Pascal. E toda a comunidade envolvia-se nesse processo.
Na noite da Páscoa, a comunidade renovava os compromissos batismais e a alegria da sua missão. Para fazer isso de forma profunda, durante a Quaresma, intensificavam-se os encontros comunitários. E cada um, cada uma procurava viver um processo de aprofundamento pessoal, como tempo de retiro individual. O objetivo era aprofundar as motivações da nossa missão batismal no mundo e como podemos deixar-nos conduzir mais pelo Espírito de Deus.
Infelizmente, ao tornar-se Cristandade de massa, a Igreja abandonou a prática comunitária do Catecumenato. Há algumas décadas, depois do Concílio Vaticano II, criou-se na Espanha e espalhou-se pelo mundo o Movimento do Neocatecumenato. A proposta é de retomar a espiritualidade pascal do Catecumenato e atualizá-lo para hoje. No entanto, lamentavelmente, organizou-se ainda no modelo de uma Igreja- Cristandade clerical, que parece legitimar políticas autoritárias de direita.
Quanto a nós, para mantermos aceso dentro de nós esse fogo do amor e da radicalidade profética da fé, precisamos do encantamento próprio da celebração anual da Páscoa. Ela é como símbolo de toda a nossa vida que quer passar como vigília, da escuridão da noite ao novo dia da luz e da ressurreição.
Em mosteiros e em algumas comunidades eclesiais, mantém-se um costume: no começo da Quaresma, cada pessoa escreve uma palavra de compromisso que se propõe a viver de novo e mais profundo, a partir desse processo quaresmal. Nesse espírito, convido você a fazer nesses dias um propósito novo de vida pascal.
Todos/as nós ainda temos em nossa vida, aspectos que são como regiões escuras, nas quais parece que a luz do evangelho ainda não chegou. Tente identificar ao menos alguma dessas zonas escuras e acenda sobre ela a luz da opção evangélica. Deus aceita você como é. Aceite-se também mais profundamente e saiba que seus irmãos e irmãs colocam-se com você nesse caminho da conversão pascal. Verifique que aspectos de sua vida ainda são dominados pelo individualismo e procure ver como passar à sensibilidade e à opção comunitária.
Para fortalecer-se nesse caminho do Cristo, não imagine que você já sabe, ou que não precisa mais de aprofundamento. Não se acomode. Confie na força sempre renovadora do Evangelho e diariamente aceite beber dessa fonte que lhe dará alegria e força de renovação interior e comunitária.
Nesse Brasil ainda dominado por ameaças da extrema-direita classista e racista, principalmente nesse ano de eleições, Deus chama todos e todas nós a abrirmos caminhos de esperança.
A Campanha da Fraternidade desse ano sobre Fraternidade e Moradia pede de nós abrirmos nossas casas e nossas vidas, para, cada vez mais, serem lares de acolhida. Também comprometemo-nos em nos solidarizar com a imensa população de gente na rua e sem casa.
Medite e conclua se você concorda em assumirmos juntos esses três compromissos:
1º - Partilhar o gosto de viver com as pessoas que estão à nossa volta (há muita gente que está perdendo o gosto de viver).
2º - Comprometer-se com o Diálogo como missão (Diálogo da fé, diálogo intergeracional, diálogo político).
3 – Construir em torno de nós o Bem-viver e o Bem-conviver no cuidado com a mãe Terra e uns(umas) com os outros/as.
Nestes dias, meditei um texto de Santo Agostinho que, no século IV, comentava o salmo 36 e ensinava: “A tua oração mais profunda depende do teu desejo. Teu desejo é a tua oração. Se o desejo que tens do projeto divino é contínuo, também a tua oração é contínua. Não foi em vão que o apóstolo Paulo disse: Orai sem cessar (1Ts 5,17). Mesmo que estejas trabalhando e fazendo qualquer coisa, se desejas a intimidade com Deus e a sintonia com o seu projeto, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar”.
Deixo você com esse pensamento e peço que responda a essa minha carta de carinho e amor, não tanto a mim, mas a você mesmo, você mesma e para a comunidade ou grupo do qual você participa e que tem direito a esperar mais de você.
Deus abençoe a você e a todos as pessoas de sua família e do seu convívio mais próximo. Seu irmão Marcelo Barros
(*) É monge beneditino e teólogo de Pernambuco conhecido por sua defesa dos pobres e pelo diálogo inter-religioso. Ordenado por Dom Hélder Câmara, ele atuou na resistência à ditadura e se tornou referência na Teologia da Libertação e da Terra, colaborando com movimentos sociais como o MST.
LATINHA, LOUVOR E DESINFORMAÇÃO: O SURTO MORAL QUE NASCEU NO WHATSAPP DA DIREITA EVANGÉLICA
Por João Guató no Pasquim Cuiabano
A bateria mal tinha esfriado na avenida de Niterói e parte do meio evangélico já estava em plantão permanente nas redes sociais. O que se viu nos últimos dias foi a fabricação acelerada de narrativas sobre o desfile da escola de samba da cidade. Não se tratava apenas de discordância política, mas da construção deliberada de versões que não resistem a uma consulta básica aos fatos.
Circulou com força a afirmação de que a escola “é do Lula” e teria recebido um milhão de reais por favorecimento. A tese é sedutora para quem precisa de vilão pronto. O problema é que ela ignora como funcionam as políticas culturais no Brasil. Escolas de samba recebem recursos por meio de editais e subvenções municipais e estaduais, mecanismos que existem há décadas e seguem regras públicas. Não há vínculo societário com o presidente da República, nem linha orçamentária secreta batizada de “amizade presidencial”. O carnaval não nasceu em gabinete. Ele é financiado por políticas públicas estruturadas muito antes do atual governo.
Outra narrativa que ganhou corpo foi a acusação de crime eleitoral. Segundo os disseminadores da tese, o desfile configuraria ilícito envolvendo o presidente. A acusação, no entanto, carece de elemento jurídico mínimo. Crime eleitoral exige tipificação legal, prova concreta e demonstração de uso indevido de estrutura pública ou pedido explícito de voto. Alegoria artística não se enquadra automaticamente nessas categorias. Transformar metáfora carnavalesca em delito é exercício criativo, não interpretação jurídica. O Direito Eleitoral não funciona por indignação estética.
A terceira frente de indignação tratou a alegoria das latas de conserva como ataque à fé cristã.
A imagem foi interpretada como ofensa religiosa. A concepção artística, porém, apontava para crítica simbólica ao neoconservadorismo político e à hipocrisia pública, não a dogmas ou figuras centrais do cristianismo. Carnaval trabalha com alegoria, exagero e ironia. Confundir crítica ideológica com perseguição religiosa é estratégia conhecida de mobilização emocional.
Há uma diferença clara entre defender convicções e espalhar desinformação. O que se observou foi a circulação de conteúdos sem checagem, convertidos em correntes e trends, inclusive com latinhas estampando fotos de família como se o gesto performasse devoção. Fé não depende de boato para se sustentar. O próprio Jesus Cristo construiu sua mensagem denunciando hipocrisia, não fabricando versões convenientes.
A divergência política é legítima. A crítica artística também. O que fragiliza qualquer debate é a escolha consciente pela mentira como ferramenta de mobilização. Quando a defesa da verdade se apoia em inverdades, o argumento já nasce comprometido. E o testemunho que se diz proteger acaba sendo a primeira vítima.
Minha Campanha de Quaresma, promovida há mais de 30 anos, é dedicada este ano ao heroico povo cubano, que enfrenta grandes dificuldades econômicas, devido ao criminoso bloqueio imposto pelo governo imperialista dos EUA, agravado atualmente por Trump. Cuba necessita urgente de todo tipo de medicamentos.
Essa carência contrasta com o fato de ter um dos índices mais elevados de médicos por habitante: 9,4/1.000. E todo o sistema de saúde é gratuito. Como se sabe, há décadas, por solidariedade, Cuba envia médicos a inúmeros países, sobretudo os mais pobres. Durante a pandemia de Covid chegou a atender também pedido da Itália.
Nós, brasileiros, somos gratos ao Programa Mais Médicos, que durante cinco anos (de agosto de 2013 a novembro de 2018), trouxe ao nosso país mais de 20 mil profissionais da saúde cubanos, que atuaram nas regiões empobrecidas do Brasil.
O Instituto Cultivar, que apoia iniciativas do MST, tem promovido campanhas de arrecadação de recursos para a compra de remédios àquela Ilha soberana e independente. Assim, proponho que, neste ano, nossa Campanha seja direcionada ao povo cubano via Instituto Cultivar.
Para caracterizar que sua contribuição é motivada pela Campanha de Quaresma 2026, qualquer depósito deve trazer, na casa dos centavos, 01. Ex: R$ 10,01.
Sua doação, ainda que de R$ 1, pode ser feita via PIX ao Instituto Cultivar:
Mario Vitor & Regina Zappa - Frei Betto: SOS Cuba 17.2.26
LIVE FILOSOFIA DA RELIGIÃO
FIDEL CASTRO, FREI BETTO & A RELIGIÃO
Romero Venâncio (UFS)
17/2. Segunda. Às 20h
No Instagram romerojunior4503
Nesta terça de carnaval seguimos com nossas lives de reflexão a partir do nosso “auto-retiro” caseiro. Neste dia 17/2 vamos voltar ao livro: “Fidel e a Religião”. Publicado originalmente em 1985, o livro foi um marco na reflexão sobre religião e mundo socialista. O livro é o resultado de uma longa conversa de Frei Betto com Fidel Castro, num depoimento que durou 23 horas no total.
Foi a primeira vez que um Chefe de Estado de um país socialista concedeu uma entrevista exclusiva a respeito deste tema sempre atual. Nas últimas décadas, a questão religiosa ganhou especial interesse, principalmente na América Latina.
Frei Betto: 40 anos de “Fidel e a religião”
Livro-entrevista com Fidel Castro mudou relação entre socialismo e religião não só em Cuba, mas também na URSS, China, Tchecoslováquia, Polônia e Alemanha. AQUI
CARTA ABERTA AO MUNDO: DE CUBA, UMA MULHER COMUM DENUNCIA O CRIME QUE NÃO QUEREM VER
A toda a humanidade, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:
Me chamo como o de milhões. Não tenho um sobrenome famoso nem ocupo um cargo importante. Sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com o coração partido e as mãos trêmulas, porque o que meu povo está vivenciando hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e a sangue frio, executado a partir de Washington.
E o mundo olha para o outro lado.
DENUNCIA EM NOME DOS MEUS AVÓS:
Denuncio o fato de que, em Cuba, idosos estão morrendo prematuramente porque o bloqueio impede a chegada de medicamentos para problemas cardíacos, hipertensão e diabetes. Não se trata de falta de recursos. É uma proibição deliberada. Empresas que querem vender para Cuba são multadas, perseguidas e ameaçadas. Seus governos calam. E enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.
DENUNCIA EM NOME DOS MEUS FILHOS:
Eu denuncio o fato de que incubadoras em Cuba tiveram que ser fechadas por falta de combustível. Que recém-nascidos estejam lutando por suas vidas enquanto o governo dos Estados Unidos decide quais países podem nos vender petróleo e quais não podem. Que mães cubanas tenham visto a vida de seus filhos em perigo porque uma ordem assinada em um escritório em Washington vale mais do que o choro de um bebê a 145 quilômetros de sua costa.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que defendem a infância com tanta veemência? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?
DENUNCIA PELA FOME INTENCIONAL:
Eu denuncio o bloqueio como fome programada. Não é que haja falta de comida sem motivo. É que nos impedem de comprá-la. É que os navios que transportam alimentos são perseguidos. É que as transações bancárias são bloqueadas. É que as empresas que nos vendem grãos, frango e leite são punidas.
A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos Estados Unidos, refinada ao longo de 60 anos, atualizada por cada administração, intensificada por Donald Trump e executada de forma insana por Marco Rubio.
Eles chamam isso de "pressão econômica". Eu chamo de terrorismo com fome.
DENUNCIA POR MEUS MÉDICOS:
Denuncio o fato de que nossos médicos, os mesmos que salvaram vidas durante a pandemia enquanto o mundo inteiro entrava em colapso, agora não têm acesso a seringas, anestesia e equipamentos de raio-X. Não porque não saibamos como produzi-los. Não porque nos falte talento. Mas porque o bloqueio nos impede de acessar suprimentos, peças de reposição e tecnologia.
Nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem nenhuma ajuda. Contra todas as probabilidades. Contra bloqueios e mentiras. E, no entanto, o império nos pune por termos conseguido isso.
AO MUNDO EU DIGO:
Cuba não está pedindo esmolas.
Cuba não está pedindo soldados.
Cuba não está pedindo que vocês nos amem.
Cuba exige justiça. Nada mais. Nada menos.
Peço que parem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo se nome: UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE.
Peço que não se deixem enganar pela história do "diálogo" e da "democracia" enquanto apertam o nó em volta dos nossos pescoços.
Não queremos caridade. Queremos que nos DEIXEM VIVER.
Aos governos cúmplices que permanecem em silêncio:
a história os responsabilizará.
Para a mídia que mente:
A verdade sempre encontra brechas.
Aos algozes que assinam as sanções:
O povo cubano não esquece e não perdoa.
Aoa que ainda têm humanidade em seus corações:
Olhem para Cuba. Olhem para o que estão fazendo com ela. E perguntem-se: De que lado da história eu quero estar?
Dessa pequena ilha, com um povo gigante, uma mulher cubana comum que se recusa a desistir.
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Não me importa se você tem 10 amigos ou 10.000 seguidores.
Não me importa se seu perfil é público ou privado.
Não me importa se você nunca compartilha nada.
Mas isto é diferente.
Esta não é uma foto de pôr do sol.
Não é fofoca de celebridades.
Não é apenas mais um artigo de opinião.
Isto é um GRITO. E os gritos não se guardam. Eles são OUVIDOS. Eles são REPETIDOS. Eles SE TORNAM UMA MULTIDÃO.
Hoje não estou pedindo um "curtir".
Estou pedindo que vocês usem seus polegares para algo mais importante do que simplesmente rolar a tela.
COMPARTILHAR.
Para que o mundo saiba que em Cuba não há crise.
Há um CRIME.
Para que as mães em outros países saibam que aqui há bebês sofrendo em incubadoras desligadas pelo bloqueio.
Para que os avós em outros países saibam que aqui há idosos morrendo à espera de medicamentos que Washington não permite a entrada.
Para que governos cúmplices sintam vergonha.
Para que veículos de mídia mentirosos não tenham escapatória.
Para que os algozes saibam que NÃO NOS CALAMOS.
Uma pessoa compartilhando isso não muda o mundo.
Milhares, milhões, SIM.
Não guarde essa mensagem só para você.
Não seja cúmplice do silêncio.
FAÇA COM QUE ESTA DENUNCIA CHEGUE MAIS LONGE DO QUE O BLOQUEIO.
COMPARTILHE.
AGORA.
#CubaDenunciaAoMundo
#OBloqueioMata
#CriançasSemIncubadoras
#IdososSemRemédios
#FomeIntencional
#CrimeContraAHumanidade
#CubaVive
#COMPARTILHEporCuba
#QueOMundoNosOuça
#DenúnciaQueDói
#CubaGrita #
OBloqueioÉUmCrime
#ViralizeAVerdade
#PátriaOuMorte
#Venceremos
Ikay Romay
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