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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Tributo a Dorival Caymmi - Marcelo Bratke e Camerata Brasil participam do concerto

Fonte: Infonet

Musical será apresentado no Teatro Tobias Barreto (Foto: divulgação)
Aracaju receberá no dia 20 de fevereiro, o Tributo a Dorival Caymmi – do projeto Cinemúsica Brasil. O evento da série “Clássicos Brasileiros – Brasil: Música e Natureza” conta com a participação de Marcelo Bratke e Camerata Brasil.

O tributo acontece a partir das 20h, no Teatro Tobias Barreto. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados das 12h às 19h de terça a sexta-feira. Mais informações através dos telefones do teatro (79) 3179 1490 / 3179 1496 e dos contatos da produtora Lucimara Lima (79) 8164 8538 / 9606 1529.

Marcelo Bratke é aracajuano e pianista radicado em Londres. Ele tem se apresentado nas mais prestigiadas salas de concerto do mundo como o Carnegie Hall, o Festival de Salzburg, o Queen Elizabeth Hall, o Wigmore Hall e o Konzerthaus de Berlim. Cada vez mais envolvido em como a arte pode se engajar no desenvolvimento social, Bratke criou em 2007 a Camerata Brasil, uma orquestra formada pela fusão entre jovens músicos eruditos e populares vindos de áreas desprivilegiadas da sociedade brasileira.







A música de Dorival Caymmi

Sucessos do músico baiano em diferentes vozes, como "Marina", com Gilberto Gil, e "O vento", com Milton Nascimento

Dorival Caymmi faleceu no dia 16 de agosto de 2008. Onze dias depois, com saudade, como disse Herminio Bello de Carvalho, voltou para levar sua companheira de vida inteira, a ex-cantora Stella Maris, com quem viveu mais de 60 anos. Até esta despedida parece mais uma de suas canções. Certamente aquela que mais demorou – 94 anos –, mas também a que deu mais prazer.


A vida e a obra de Caymmi teriam tudo para não se encaixar nos moldes de sucesso dos dias de hoje, basta ver sua produção musical, que é numericamente pequena (101 composições). O tão falado "tempo de Caymmi" é outro, contrário à era da velocidade, da quantidade, da informação a todo o instante. Por essas e por outras, Caymmi é, sem querer, desafio a esta noção de modernidade e de êxito; torna-se uma utopia, capaz de estampar revistas de bem-estar. Cada música é o simples que comunica tudo a todos – para crianças e marmanjos, ricos e pobres, intelectuais de escritórios e anônimos. Mas o simples não é para qualquer um. Coisas de Caymmi que, pela janela, pescava e pintava o mundo, o mar, os sons e o silêncio. Afinal, a música não era somente pra ser cantada, mas vista.

Dorival conseguiu muito mais do que imaginava - que suas músicas se tornassem uma "Ciranda cirandinha". Ele próprio virou cantiga de roda, eterna, na boca do povo. E como cantou em "Saudade da Bahia", "pobre de quem acredita na glória e no dinheiro para ser feliz". É isso aí. Viva Dorival Caymmi!"

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