sábado, 4 de maio de 2024

Rio acima dos 40 graus e Rio Grande do Sul debaixo d'água. O que tem a dizer acerca disso? Papa Francisco, cientistas e pessoas de bom senso.

 

E O PAPA FRANCISCO TEM RAZÃO. UMA NOTA

E o Papa Francisco estava coberto de razão. Com a publicação da exortação: “Laudate Deum”, o Papa chegou a ser ridicularizado por uma extrema direita católica virulenta e delirante. Diziam os direitistas quando da publicação do documento papal: as preocupações ambientais do Papa não faz sentido e não seria o papel de uma liderança religiosa. Teria o Papa Francisco abandonado os temas dogmáticos e assumido de vez o seu "modernismo". A extrema direita católica caminha cada vez mais para o isolamento e para um comportamento de seita sectária.

O Papa Francisco estava (e continua) correto e antenado com os acontecimentos do mundo real. Ao publicar a "Laudate Deum" no dia 4 de outubro de 2023, dava continuidade as suas reflexões sobre as questões ambientais que assolam o mundo numa leitura teológico-política. Em 6 capítulos e 73 parágrafos, olhando para a COP28 em Dubai, o Papa pretendia fazer um apelo à corresponsabilidade diante da emergência das mudanças climáticas, porque o mundo "está desmoronando e talvez se aproximando de um ponto de ruptura" - profético?. É um dos "maiores desafios que a sociedade e a comunidade global enfrentam", "os efeitos das alterações climáticas recaem sobre as pessoas mais vulneráveis" - Parecia uma previsão do está ocorrendo no Estado do Rio Grande do Sul no Brasil nesta semana.

Volto a exortação papal para demonstrar sua atualidade e de como os opositores de Francisco na Igreja Católica estão completamente equivocados. Diferentemente dos extremados católicos, o Papa prefere avançar no mundo mundo moderno, dialogando com seus mais graves problemas e tomando uma posição profética diante da grave crise sócio-ambiental por que passa o mundo. O Papa tem plena consciência de duas coisas:

primeiro. Os sinais da mudança climática cada vez mais evidentes e destrutivos. É preciso que se diga. É preciso que estudemos esse incontornável fenômeno. É preciso que encontremos saídas ou a coisa tenderá a uma situação sem volta. Numa firmação categórica: Afirma: "é possível verificar que certas mudanças climáticas, induzidas pelo homem, aumentam significativamente a probabilidade de fenômenos extremos mais frequentes e mais intensos". E para aqueles/aquelas que minimizam por alguma razão ideológica, responde o Papa: "aquilo que agora estamos a assistir é uma aceleração insólita do aquecimento"... Provavelmente, dentro de poucos anos, muitas populações terão de deslocar as suas casas por causa destes fenômenos". O que já está ocorrendo.

Segundo. A culpa não é dos pobres. As classes dominantes deste mundo com sua ganância e política necrófila, destroem diariamente a "casa comum" e esmagam os mais vulneráveis. Citando Marx numa frase genial: "O capital onde chega toma as proporções de Deus, transforma tudo a sua imagem e semelhança". Com certeza o Papa concordaria com o filósofo alemão e com boa parte de seu "Manifesto comunista", para assombro dos reacionários católicos. Paciência. O Papa não se tornará "comunista" por isto.  É Francisco e não Marx que afirma hoje: "... que uma reduzida percentagem mais rica do planeta polui mais do que o 50% mais pobre. A África, que alberga mais da metade das pessoas mais pobres do mundo, é responsável apenas por uma mínima parte das emissões no passado". A maior responsabilidade ficará na conta dos grandes ricos deste planeta. 

O Papa Francisco não é perfeito, mesmo que seja considerado "infalível" pelo Vaticano I. Mas podemos afirma que este Papa Francisco é melhor do que sua Igreja, em média. O que é raro. Na história da Igreja, geralmente, os Papas são piores do que a base da Igreja. 

Romero Venâncio (UFS)

LAUDATE DEUM: NOVA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA AFIRMA QUE NATUREZA NÃO É UM MERO RECURSO A SERVIÇO DOS SERES HUMANOS 

Papa Francisco faz apelo e ultrapassa barreiras do catolicismo ao destinar exortação apostólica a ‘todas as pessoas de boa vontade sobre a crise climática’, aponta estudioso,

Leia AQUI 





Política neoliberal de Leite e Melo desmantelou proteção de Porto Alegre, aponta professor da UFRGS




Sobre a emergência climática e ambiental no RS
Prof. Dr. Rualdo Menegat, IG-UFRGS

Devemos reconhecer, em primeiro lugar, que não só há um apagão da infraestrutura do Estado do RS - que Leite e Melo privatizaram e que agora gerenciam de forma incompetente, estruturas como CEEE-Equatorial, Corsan, entre outras. Sartori e Leite desmontaram também a inteligência estratégica do Estado: Metroplan, FZB, FEE, SEMA e CIENTEC. 
Além disso e muito importante: há um apagão da natureza para mitigar os efeitos de eventos climáticos extremos, posto que a drenagem natural e os ciclos hídricos foram destroçados pelas políticas de uso intensivo do solo. Flexibilizaram leis para aumentar áreas de plantio de soja, desmontaram planos diretores para ampliar a especulação imobiliária em zona ribeirinhas, para implantar minas de carvão e para favorecer a especulação imobiliária. Sem inteligência social e com a infraestrutura natural destroçada, temos pela frente um longo caminho para adquirirmos condições de enfrentar a emergência climática e ambiental que estamos atravessando. Temos que ter em mente que isso é apenas um começo. Temos que agir estrategicamente se quisermos encorajar a sociedade a enfrentar os tempos que estão aí e os que advirão. 
A UFRGS é uma instituição fundamental para isso.  É a inteligência estratégica que sobrou em um Estado que está sendo desmontado peça por peça.  Sem inteligência social, a sociedade não só fica muito mais vulnerável frente aos impactos adversos dos  tempos severos, mas também fica refém da ação de forças externas, sobre as quais não tem controle, como o Exército e empresas privadas. Tudo conduz para a ideia que nada podemos fazer enquanto sociedade, cada vez mais submetida à inclemência da natureza e ao horror de políticas autocráticas e ignorantes. A Universidade é a esperança possível para desenvolver uma inteligência social que encoraje a sociedade a enfrentar a emergência climática-ambiental do século XXI.

"Vamos todos arregaçar mangas e colaborar, cada um do seu jeito. Salvando o Rio Grande do Sul, estamos salvando o Brasil", escreve Hildegard Angel
04 de maio de 2024, 13:47 h
Vamos ouvir com muita atenção o desabafo desse prefeito gaúcho, de um município da região de Nova Colônia, no encontro em Porto Alegre com o presidente Lula, os ministros, o governador.
Escutem também a resposta de Lula e como está determinado a ajudar a reerguer o Rio Grande do Sul. 
O RS é um país dentro do Brasil, maior que muitos países estrangeiros. Um estado diversificado e laborioso, construído pelo trabalho. Ele mistura conservadores e progressistas, arte regional e arte de vanguarda, sua economia é múltipla, vai dos calçados ao têxtil, dos alimentos ao vinho, do turismo ao agro exportador, da agricultura familiar ao aço. 
O Rio Grande do Sul é uma força, agora em confronto com a maior das forças, a da natureza. Estado que nos deu Mário Quintana, Moacyr Scliar, dois Verissimo - Érico e Luís Fernando, Raul Bopp. Nas artes plásticas, Iberê Camargo e dois Carlos - Scliar e Vergara. Elis Regina, José Lewgoy e Teixeirinha. O RS é muito mais que isso. É o empreendedorismo da família Silveira, de Gramado, com seu Kur do envelhecimento saudável. São os chocolates artesanais, o café colonial, os churrascos. O chimarrão. Os Centros de Tradição Gaúcha. Tantas coisas... 
Aí percebemos que só quando acontece uma tragédia de proporção catastrófica, as gentes, seduzidas por discursos políticos mitológicos e enganadores, percebem que precisam mesmo é ter um gestor de fato, experiente, informado e cumpridor da palavra, e não de um político de ocasião, político de promessas jamais cumpridas, político purpurina, feito só para brilhar e lacrar. 
Por isso meu conforto em saber que temos um líder de fato conduzindo o Brasil. Um comandante para tempo bom, céu de brigadeiro, para ventos e tempestades. Um Lula! 
Vamos todos arregaçar mangas e colaborar, cada um do seu jeito. Salvando o Rio Grande do Sul, estamos salvando o Brasil, cada um de nós. Pois novas tragédias climáticas virão, a ciência já avisou faz tempo. Teremos todos nosso quinhão desse apocalipse ambiental. Como já tivemos em Itaipava, Petrópolis, Mariana e Brumadinho, Sergipe, seja por ação imediata da ambição dos homens, seja pela ação lenta e gradual do mundo capitalista e consumista. 
Obrigada, presidente Lula!



"Na verdade mesmo! É viver amor integral. Amor por inteiro e não pela metade.  Não sendo assim. não há e nem haverá saída... O Papa Francisco já deu a visão. Rezemos, sejamos solidários como já é tradição da  nossa gente, e nos coloquemos em movimento para abrir os olhos e os ouvidos de quem está cego ou surdo pela metade e quem sabe, como um milagre,  abrir os olhos e ouvidos dos que estão cegos e surdos totalmente. Até para não repetir tragédias como essa, fazer a prevenção necessária e não esquecer como acontece com outras tragédias recentes. Quando passado o momento da comoção, pouco é feito para reduzir as causas e prevenir outras tragédias nas mesmas proporções." Zezito de Oliveira

 O SAL DA TERRA



 RS; Leite e o pedido por redes sociais




LEMBRAR PARA NÃO REPETIR





Lelê Teles: Negacionismo climático criando dilúvios
Ilustração: O Grito, de Munch, adaptado; feito com IA

Negacionismo climático

Por Lelê Teles*

“o ser, tao, vai vir amar”

o tao, você sabe, é o princípio do equilíbrio, é a ordem natural das coisas.

tao pai, tao filho.

mas as coisas estão fora de ordem, tá tudo de pernas pro ar.

é o tal do negacionismo climático agindo.

chove a cântaros no verão e o sol racha no inverno.

o sorveteiro, coitado, não sabe mais quando deve abrir sua bodega.

o urso polar naufraga num cubo de gelo se liquefazendo.

florestas ardem em chamas, animais indefesos carbonizam e viram cinzas, tempestades de areia banham cidades, furacões furiosos fulminam, el niño y la niña se agrandan, os rios, rasos ou secos, agonizam, a desertificação avança sobre os campos…

mas pro negacionista, enquanto tiver carvão e carne, tem churrasco.

tá de boas.

tá frio, ele bota um casaco, esquentou, ele liga o ar condicionado, choveu demais e as ruas alagaram, ele sai de jet ski.

o que vemos hoje no rio grande do sul é um efeito antrópico.

Apoie o VIOMUNDO
nunca se viu tanta precipitação pluvial desde noé.

e não é maquinação de deuses ou deusas, é a mão do negacionismo criando dilúvios.

e cada um que zarpe em sua arca, quem não tiver uma que braceje até cansar.

os ricos fogem do risco, a miséria nada.

tudo começou quando deixamos de dizer meu ambiente e passamos a falar meio ambiente.

a natureza passou a ser o que está lá fora.

o negacionista a observa da janela, com o rifle na mão, atirando contra tudo o que se move.

é caça e pesca esportiva.

pode importunar baleias, pode enjaular e engaiolar, pode-se construir aquários gigantes pra golfinhos divertirem crianças de cara rosada.

a árvore, a ave e o bicho viraram mercadoria.

o matuto é um jeca, o indígena é a eterna criança sem alma e sem razão.

o cara é o jeff bezos, aquele bilionário que mandou pro espaço uma caravela em formato de piroca.

as caravelas estão na origem da nossa desgraça ambiental.

desde que aqueles assassinos imundos aportaram nessas paragens nunca se matou e se desmatou tanto.

a cruz e a espada têm o mesmo formato.

uma matava a alma, a outra concluía o serviço.

e tudo virava lenha pra alimentar caldeiras.

o carvão botava o trem pra correr nos trilhos, e ele passou a correr cada vez mais rápido.

tudo se converteu em matéria prima pra alimentar a revolução industrial.

o capetalismo é o diabo com uma cruz numa mão e uma espada na outra.

ventando fogo das ventas pra queimar fauna e flora.

só a total descolonização do poder, do ser e do saber pode nos redimir.

o ser humano passa por um profundo processo de desumanização.

robotizaram instintos e sentimentos, e agora temem que os robôs se humanizem e nos aniquilem como máquinas velhas.

é preciso nos reumanizarmos.

o primeiro passo é aceitar o meio ambiente como meu ambiente.

e cuidar do mundo como quem cuida do lar.

o segundo passo é reunir os negacionistas em praça pública, sapatênis, copo stanley e dorso nu…

e colocar uns robozinhos para chicoteá-los muitas vezes e sem piedade.

shilápite, shilápite e shilápite.

palavra da salvação.

*Lelê Teles é jornalista, roteirista e mestre em Cinema e Narrativas Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).


Prédio no Centro será demolido parcialmente. Aracaju antiga vai desaparecendo e nossa auto estima e sentido de pertencimento vai indo abaixo. Quem ganha com isso?

RAS de SÁ - Habitué em eventos culturais em Aracaju, em especial música e cinema, além de vendedor de livros e revistas HQ, publicou no facebook a foto acima com o comentário abaixo em 01 de Setembro de 2023.

"Se não me engano, essa é a casa onde nasceu e cresceu Manoel Bonfim. Hoje abriga muitos ratos e baratas. Qualquer dia desaba. Infelizmente esse espaço qualquer dia vai desabar ou ser demolido para se tornar mais um estacionamento como aconteceu com outros casarões antigos do centro de Aracaju."

 Em resposta Carlos Pronzato confirma o que muitos em Aracaju desconhece e  acrescenta uma boa sugestão.

"Exatamente, é a casa natal de "um dos maiores intelectuais brasileiros" como disse Darcy Ribeiro. No nosso documentário PORQUE NAO SE FALA EM MANOEL BOMFIM (2018/40 minutos) fica evidente esta afirmação e também, através do testemunho da ex deputada Ana Lúcia, discorremos sobre o abandono desse patrimônio, que deveria ser tombado, reformado e ser centro cultural."



em 3 maio, 2024 17:25

Em cumprimento a uma determinação judicial, a Prefeitura de Aracaju realizará no domingo, 5, a partir das 7h, a demolição parcial da estrutura do prédio A. Fonseca, situado na avenida Rio Branco, no bairro Centro.

A ação ocorre em atendimento à sentença emitida pelo juiz de Direito Dr. Anderson Clei Santos Rochão, em audiência na última quinta-feira (2) na 3ª Vara Cível, no Fórum Gumersindo Bessa. Para tanto, diversos órgãos municipais foram mobilizados e atuarão com todo o aparato necessário à execução da eliminação dos riscos existentes na edificação.

A Defesa Civil atuará com a parte técnica para orientação da demolição controlada; a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) com o maquinário e equipes para auxiliar na demolição; a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) fará o recolhimento de restos de construção civil que venham a cair na via; e a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) atuará na reordenação do trânsito. A Energisa também foi acionada para desligar temporariamente o fornecimento de energia na localidade, visando a segurança da operação.

“Desde 2017 a Defesa Civil de Aracaju acompanha o processo judicial com relação ao prédio denominado A. Fonseca, localizado na avenida Rio Branco, no Centro da capital. Na audiência do último dia 2 de maio, com base nas exposições de relatórios apresentados pela Defesa Civil sobre o risco de colapso de parte da estrutura, o juiz da 3ª Vara Cível  determinou que fosse feito o colapso parcial da estrutura, para eliminação do risco em sua integralidade, cabendo ao proprietário arcar com os custos dessa execução de demolição parcial como também da restauração de toda a fachada do prédio, posteriormente”, explica o secretário municipal da Defesa Social e da Cidadania, tenente-coronel Silvio Prado.

O secretário acrescenta que os órgãos foram mobilizados para que a ação seja a mais rápida possível. “Tão logo seja concluída a demolição parcial o trânsito será liberado e a energia elétrica restabelecida. A data e horário da demolição foram definidos visando reduzir impactos ao trânsito como também ao comércio da localidade”, destaca.



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Aracaju,  cada vez menos a  cidade do houvera e mais do haverá. Neste segundo caso mais gentrificada, excludente, opaca,  com pouca memória histórica e consequentemente com frágil identidade cultural, sentido de pertencimento e coesão, com o clima mais quente e cara para os mais pobres.


O CD COMPLETO

Leia também:
Possibilidade de salvar o que ainda resta de prédios históricos  em Aracaju e em outras cidades brasileiras.

sábado, 20 de abril de 2024

Após o compartilhamento dessa postagem no whatsapp, recebemos as seguintes respostas:

"É tão triste vê nossa memória escorrer por entre os dedos. Saber que além de uma geração "zumbi" que os grandes empresários criam dia-a-dia, com os novos processos tecnológicos e a recarga ou domínio emocional pelo consumismo. "A burguesia literalmente fede"
Nicy Alves, escritora da memoria história e afetiva  Barra dos Coqueiros e um pouco de Aracaju também. Já que são municipios muito próximos separados pelas águas do Rio Sergipe e um pouco do mar de Atalaia. Escritora de memórias em versos e prosa. E amanta da museologia, com curso em fase de conclusão na UFS.

Já um artista visual lembra: "Albano Franco, ex-senador e ex-governador,  demoliu um casarão, esquina Rua Itabaiana com Barão de Maruim. Hoje é a Caixa Econômica."
Deixei como sugestão para ele e por aqui também: Vamos fazer uma lista colaborativa? Quem topar é só deixar escrito nos comentários.

Outro artista, neste caso realizador de audiovisual contribuiu,  lembrando a destruição que o SESC fez no mesmo endereço, onde era o antigo Cabaret Miramar, em outra quadra. SESC-SE que está sob a orientação do senador Laércio Oliveira que poderia fazer como fez o SESC em outros estados, que aproveita a fachada de prédios históricos e algumas estruturas internas, sem descaracterizá-los completamente..

E uma realizadora de audiovisual faz uma boa pergunta. Cadê o IPHAN?

Já outro: " Para mim Manoel Bonfim é um dos maiores intelectuais de Sergipe e merecia um museu com o nome dele nesse lugar ...."

Mais uma sugestão para a lista colaborativa:
Estação da Leste.. no Siqueira seria um puta Centro Cultural






sexta-feira, 3 de maio de 2024

Vamos ao cinema no centro de Aracaju meu bem? Enquanto seu lobo não tira o Vitória do local? Transe e Dorival Caymmi é a sugestão..

 

Cinema: Em carne viva

Transe aborda o fatídico 2018 – ano da vitória de Bolsonaro – a partir de um trisal de artistas, numa instigante mescla de realidade e ficção. Fora da bolha de classe média progressista, eles descobrem com espanto as fissuras, abismos e vertigens do Brasil real

Por José Geraldo Couto, no Blog do Cinema do IMS

Transe, de Carolina Jabor e Anne Pinheiro Guimarães, é um filme dilacerado e dilacerante. Trata, dizendo de modo sumário, de um grupo de jovens libertários de classe média surpreendidos pelo furacão Bolsonaro, visto e sentido como um bafo vindo das profundezas do inferno. Esse inferno, eles descobrem com espanto, é o próprio Brasil.

Ambientado inicialmente no período da campanha presidencial de 2018, o filme centra seu foco em três protagonistas que logo formam um trisal, ou algo parecido. Num pequeno apartamento carioca (em Santa Tereza?), convivem intimamente Luisa (Luisa Arraes), Johnny (Johnny Massaro) e Ravel (Ravel Andrade), ao que tudo indica músicos e artistas performáticos.


A situação, em princípio, lembra a de Os sonhadores (Bernardo Bertolucci, 2003), em que três jovens experimentam novas formas de amor e amizade num apartamento da Paris conflagrada pela rebelião de maio de 1968. Nos dois casos, o existencial e o político convivem e entram em atrito. Mas, se no filme de Bertolucci o trisal busca se distanciar da História com H maiúsculo, refugiando-se na arte, em Transe os protagonistas já começam mergulhados no coração da tormenta – a primeira cena se passa numa grande passeata do movimento “Ele não” – e suas intervenções artísticas são radicalmente políticas.

Documento e ficção

Um dos pontos fortes de Transe é, justamente, a inserção de seus personagens/atores em situações documentais: em comícios, shows, festas, cultos religiosos, na rua, em estações do metrô. Além disso, a narrativa é pontuada aqui e ali por reportagens televisivas, conversas com personagens “reais” (o pastor Henrique Vieira, o produtor e pensador da cultura digital Claudio Prado) e discursos acintosos e horripilantes do próprio Bolsonaro (felizmente só em áudio). A mistura de realidade e ficção é acentuada, ou complicada, pelo fato de os personagens terem o mesmo nome dos atores que os encarnam.

Nessa textura heterogênea, em que as relações íntimas se alternam e entrelaçam com a ação cultural e política, o foco principal é a perplexidade com que aqueles jovens tão plenos de energia e generosidade descobrem de repente o abismo do país em que vivem.

A sensação, fora da bolha de classe média progressista em que se sentem protegidos, referendados, é de vertigem e pavor. O transe do título se refere não apenas à hipnose coletiva que levou um obtuso defensor de torturadores à presidência, mas também ao susto de se descobrir repentinamente sem chão. Como na obra-prima de Glauber Rocha, é toda a terra que está em transe.


Fissuras e contradições

Mas, se o conflito essencial é entre, de um lado, a generosidade ingênua desses jovens que fazem dos próprios corpos instrumentos de libertação e, de outro, uma realidade político-ideológica opressora – entre poesia e fascismo, em suma –, o filme tem a honestidade de mostrar as fissuras e contradições no interior do próprio movimento progressista, em particular sua distância em relação ao cotidiano concreto dos negros e pobres que constituem a maioria da população.

“O Brasil é um país malvado”, disse certa vez num debate o exibidor Adhemar de Oliveira, frase que me parece lapidar. Transe busca retratar o espanto da descoberta desse país, o peso de acordar nele todos os dias – e o desejo renitente de transformá-lo em algo melhor. A aposta na poesia contra o horror está na última frase dita – ou melhor, cantada – no filme, o verso final de uma canção de Caetano Veloso: “Em outras palavras, sou muito romântico”.

Faltou dizer que todo o elenco é muito bom, mas Luisa Arraes é nada menos que fabulosa.




Dorival Caymmi

“Contra fel, moléstia, crime/ use Dorival Caymmi”, diz a letra de “Paratodos”, de Chico Buarque. Como antídoto ao Brasil perverso desvelado por Transe, o documentário Dorival Caymmi – Um homem de afetos, de Daniela Broitman, proporciona um mergulho no que este país tem de melhor, sua sofisticada e sublime cultura popular.

O principal trunfo do filme é uma conversa inédita com Caymmi na casa de um amigo, no Rio, nos anos 1990. Já octogenário, mas com muita vitalidade e memória afiada, o compositor fala sobre canções e amores, sua entrada no mundo do rádio, sua relação criativa com Carmen Miranda, etc.

Completam o filme depoimentos dos filhos de Caymmi (Nana, Dori e Danilo) e de seus discípulos (eu quase disse súditos) artísticos Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de registros de arquivo e belas imagens dos principais motivos de inspiração do compositor: pescadores no mar da Bahia, cerimônias de candomblé, ruas antigas de Salvador. Permeando tudo, as magníficas canções do retratado.

Ao tratar de tamanho artista, a diretora Daniela Broitman optou pela discrição e pela sobriedade. Não é um documentário que se pretenda inventivo ou inovador. Não se sobrepõe a seu tema, não inventa a roda nem “perfuma a flor”, para usar a expressão de João Cabral de Melo Neto. Simplesmente dá a ver e a ouvir a trajetória de um dos nossos maiores criadores.

“Bahia, onde o Brasil não acaba”, escreveu certa vez Arnaldo Jabor – coincidentemente, pai de Carolina Jabor, diretora de Transe. Podemos substituir Bahia por Caymmi (afinal, são sinônimos) e a frase continuará valendo.

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Lula reclama do ministro Márcio Macedo publicamente que o ato do 1º de Maio em SP foi mal convocado.


 Fica a recomendação para Lula, Macedo  e tantos “cabelos brancos” do PT, PC do B e etc.,  fazer a leitura do artigo de Frei Betto, os artigos resposta e a live abaixo. Isso pensando no médio e longo prazo.

https://acaoculturalse.blogspot.com/2024/04/pois-e-frei-betto-artigo-de-ruan-de.html

Já no curto prazo,  o ministro Márcio Macedo pode efetivar a sugestão proposta por Frei Betto a Lula no inicio desse terceiro mandato, tendo este indicado o ministro para dar encaminhamento prático a proposta do Frei.. 

​"Há muito a fazer para conscientizar, organizar e mobilizar o povo brasileiro. Recursos existem.  ​E há vontade política por parte de Lula e da Secretaria Geral da Presidência da República, monitorada pelo ministro Márcio Macedo.   ​Faltam apenas maior empenho, produção de material para os veículos de comunicação social e verba para que o governo disponha de uma rede de educadores populares de, no mínimo, 50 mil pessoas!"
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Participei neste 25 de Setembro de 2023, da entrevista com o ministro Márcio Macedo ( Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República). A entrevista comandada por Narcizo Machado foi ao ar pelo programa Jornal da Fan.

Transcrevo abaixo a pergunta que fiz, a qual pode ser ouvida no áudio abaixo, assim como a resposta do ministro. Também faço a réplica aqui no blog.

Posicione o cursor em 2:03:48 a 2:09:10

https://www.youtube.com/watch?v=hBA3WL8K6D4


Bom dia Narcizo, ministro Márcio Marcedo e os ouvintes do programa Jornal da Fan.

Frei Betto em entrevista a revista online da Universidade Vale dos Sinos no RS afirmou o seguinte:

“Há muito a fazer para conscientizar, organizar e mobilizar o povo brasileiro. Recursos existem. E há vontade politica por parte de Lula e da Secretária Geral da Presidência da República, monitorada pelo  ministro Márcio Macedo. Faltam apenas maior empenho, produção de material para os veículos de comunicação social e verba para que o governo disponha de uma rede de educadores populares de, no mínimo, 50 mil pessoas”

Diante disso, o que efetivamente está sendo feito pelo governo neste sentido? 

A réplica (Zezito de Oliveira)  - Além do ministério da educação, a proposta de Frei Betto´é interministerial, em especial, além do ministério da educação, o da cultura, direitos humanos, SECOM, meio ambiente....

Uma proposta para Frei Betto, Pedro Pontual, Renato Simôes e etc.,  encaminhar ao ministro chefe da secretaria geral da presidência da  república. 

 Promover uma reunião com os titulares  dos ministérios citados acima, entre outros, juntamente com assessoria técnica para apresentar conceitos básicos de Educação Popular, com Frei Betto, João Pedro Stédile, Moacir Gadotti, Mário Sérgio Cortella e ete...

Para ler sobre Educação Popular na Aracaju nos anos de 1980, cidade de residência do ministro Márcio Macedo, recomendo o primeiro volume da trilogia AMABA/Projeto Reculturarte, em especial o capitulo IX. O PDF pode ser baixado AQUI

Zezito de Oliveira - Editor do blog da Ação Cultural 

REPERCUSSÕES NA IMPRENSA EM SERGIPE NESSA MANHÃ CHUVOSA DE QUINTA-FEIRA.

Dizem, nos bastidores de Brasília, que Márcio Macedo é igual a gato, tem sete vidas.

No dia de hoje, 01 de maio, visivelmente chateado com o  esvaziamento de um evento ocorrido em São Paulo, em alusão ao primeiro de maio, o Presidente Lula, chamou o Ministro a atenção, popular deu um carão. No reservado? Não. Em público! 

Reclamou do número de pessoas, da desorganização, da falta da interlocução do Ministério com os movimentos sociais e mandou o recado: "não pense que isso vai ficar assim". 

O ministro continuou sorridente como quem acabara de receber um elogio. Já o presidente Lula tomou um problema pra si, incendeando-o. Entendedores, entenderão.

Nas terras de Serigy, as imagens do chamamento público, chegaram igual tsunami. A patrulha da direita, descansada do dia chuvoso, despejou o fel nas redes sociais em cima do Presidente. Já os primos da esquerda, em especial os achegados mais próximos a MM, correram para justificar o fato. Carregaram nas tintas. Quase dizem ser culpa do bom velhinho. Não ajudam em nada, viu? 

Márcio  entra em mais uma crise sem ter um alguém próximo para puxar-lhes as orelhas. Melhor as orelhas, que o tapete, professor! Mas o bom mesmo, era não ter acontecido o problema. Um professor universitário, amigo próximo, sentenciou: era só se cercar de menos puxa-sacos e mais técnicos. Simples assim.

O povo de Rogério Carvalho entrou numa vibe silenciosa sobre o acontecido. Nos bastidores, porém, o foguetório espiritual foi mais animado que a abertura do São João de Caruaru.

Saudades de um colunismo social no meu estado. Na sua ausência, meus sais de endro para terminar o dia.

👩🏻 Jornalista Gleice Queiroz


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Jornalista Narcizo Machado no Instagram https://www.instagram.com/p/C6cHDequwHC/

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O comentário sobre o assunto na live do Instituto Cultiva e outros assuntos da conjuntura.





1º DE MAIO
Confira a íntegra do discurso do presidente Lula no Dia dos Trabalhadores
Presidente participa do ato unificado com as principais centrais sindicais e destaca as conquistas para a classe trabalhadora neste terceiro mandato

Diálogo com pessoa participativa com relação as postagens do blog.

 Difícil... Um momento que poderia ser mais um ato histórico, acabou sendo um fiasco!! E, pior, servindo pra grande mídia e seus asseclas bolsonaristas fazerem a festa. 
Pelo que vejo, Frei Beto segue sendo ignorado em suas sugestões. Lula tem toda razão de dar o pito! 🙁

Respondi:
E mostra que os movimentos sociais, inclusive o sindical, perdeu a força de mobilização. A situação do ministro só vem piorar, há que saber lidar com novos movimentos sociais, novas lideranças. Há que se ter sensibilidade e  preparo para lidar com essa nova realidade, por isso o ministro não consegue entregar mais...
No PT quem tem essa visão é Gilberto Carvalho. 

Disse a pessoa que abriu a discussão como tréplica
 Foi exatamente essa frase que ouvi do Alex Solnik, da TV 247, Zezito, que "o ato só mostrou que "o movimento sindical perdeu a força de mobilização". E, sim, já é uma segunda mancada do Márcio. Como você bem diz, pra lidar com os novos há que se ter preparo. 
O próprio Solnik, que é jornalista, residindo em São Paulo, falou que não foi bem divulgado, que ele já soube do ato de última hora. Aí é barra! Precisamos avançar mais!! De fato, construir "novas lideranças, novos movimentos" pra recuperar terreno.

Zezito de Oliveira  - Editor 






No 01 de Maio. Campos Neto vê pleno emprego como "ameaça" à economia & "EM LUGAR NENHUM DO MUNDO O BC COMBATE PUBLICAMENTE O GOVERNO COMO AQUI NO BRASI

 Presidente do Banco Central disse que mercado de trabalho aquecido pode gerar inflação

01 de maio de 2024, 04:53 h

247 – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, expressou preocupação com a sinalização de pleno emprego no mercado de trabalho brasileiro, durante uma entrevista à CNN Brasil. Segundo ele, embora seja uma surpresa positiva, há temores sobre o potencial impacto inflacionário dessa situação.

Segundo reportagem do Valor, Campos Neto destacou que quando as empresas enfrentam dificuldades para contratar e são obrigadas a aumentar os salários para manter o nível de produção, isso pode desencadear um processo inflacionário. Ele ressaltou que o setor de serviços, especialmente os que demandam muita mão de obra, é o ponto focal de atenção do Banco Central.


A taxa de desemprego divulgada pelo IBGE para o primeiro trimestre deste ano, a menor desde 2014, reforçou essa preocupação. O presidente do BC observou que sinais de pressão inflacionária já começaram a aparecer em alguns setores, embora recentemente tenham diminuído.

Como pensam os inimigos do povo e do Brasil. Lembrando Cazuza "Os meus inimigos estão no poder". Mesmo com alguns amigos também, como Lula. Podemos com o nosso voto, aumentar o tamanho de uns e diminuir o tamanho de outros. Pensemos melhor nesse 01 de Maio sobre nossas escolhas.

Campos Neto deveria cair, mas permanece.. Ou balançou mas não caiu, aqui lembrando um bordão de humor antigo, isso porque está garantido pelos votos do centrão e da extrema-direita. Embora foram os neoliberais raiz que pariram esse monstro.. E sem os outros setores da economia atingir e sustentar o pleno emprego como é que o campo de trabalho para artistas, técnicos, produtores irá aumentar? Logo,  não adianta votar em nossos inimigos e depois ficar reclamando que a LPG e a PNAB  não avançam em nossos municípios e estados.. É preciso levar em consideração o pano de fundo politico - ideológico dessa situação...

Pronto! Completamos a mensagem de 01 de Maio desse blog. Espero que nossos amigos candidatos se manifestem de forma semelhante.  Mais empregos qualificados e com melhores salários. A economia da cultura pode ajudar.

Zezito de Oliveira

editor do blog da cultura

Além disso, Campos Neto abordou a mudança da meta de resultado primário para 2025 e seu impacto na curva de juros, afirmando que essa alteração afetou as expectativas do mercado. Ele reconheceu que o mercado já previa dificuldades do governo em cumprir as metas anteriores e que a mudança só aumentou essa preocupação.

Quanto à política monetária americana, o presidente do BC previu que as taxas de juros nos Estados Unidos permanecerão elevadas por um período prolongado, o que terá repercussões em outros países. Embora tenha enfatizado que não há uma relação mecânica entre as taxas de juros dos EUA e do Brasil, ele admitiu que a política monetária americana afeta as decisões no Brasil.

Assista abaixo o vídeo...

"EM LUGAR NENHUM DO MUNDO O BC COMBATE 
PUBLICAMENTE O GOVERNO COMO AQUI NO BRASIL"


ATO DO DIA DO TRABALHADOR EM SÃO PAULO



Durante sua participação no 1º de maio unificado das centrais sindicais em São Paulo nesta quarta-feira, o Lula chamou o deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) ao palanque e defendeu sua pré-candidatura à prefeitura paulistana.