247 – Cristian Romero, da Argentina, e Borja Iglesias, da Espanha, protagonizaram momentos de distanciamento em relação a Donald Trump durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo de 2026. O argentino não cumprimentou o presidente dos Estados Unidos, enquanto o espanhol fez um contato rápido e seguiu pelo palco quase sem olhar para o político.
As atitudes ocorreram após a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Trump participou da entrega das medalhas ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e também esteve presente no momento em que o capitão Rodri recebeu a taça.
Romero passou pela fila de autoridades sem falar ou apertar a mão de Trump. O comportamento do zagueiro argentino chamou atenção porque os demais integrantes das duas seleções cumprimentaram o presidente norte-americano durante a passagem pelo pódio.
A reação de Borja Iglesias foi diferente, mas também demonstrou desconforto. Ao receber a medalha de campeão mundial, o atacante espanhol apertou rapidamente a mão de Trump, evitou prolongar o contato visual e seguiu imediatamente para encontrar os companheiros.
O jogador já havia antecipado que não desejava permanecer muito tempo diante do presidente dos Estados Unidos. Questionado antes da decisão sobre como reagiria ao encontro, Iglesias respondeu:
“Não quero que me mandem à prisão (risos). Espero que passe muito rápido e eu me esqueça.”
Conhecido por manifestações políticas públicas, o atacante espanhol já havia criticado Trump. Em maio, durante uma participação no programa espanhol “La Revuelta”, Iglesias afirmou que era contrário ao político norte-americano porque “gosta das pessoas que lutam pelo progresso e pela defesa dos valores fundamentais”.
Na véspera da final, o jogador também usou as redes sociais para classificar como “vergonha” os preços cobrados pelos ingressos da decisão. Algumas entradas chegaram a ser oferecidas no mercado de revenda por valores equivalentes a R$ 47 mil.
Trump foi recebido com vaias vindas de diferentes setores do estádio quando entrou no gramado para a cerimônia. Também houve aplausos, mas a manifestação contrária ao presidente foi ouvida durante sua caminhada até o palco.
A participação de Trump não terminou com a entrega das medalhas. Depois de ajudar Infantino a entregar o troféu a Rodri, o presidente permaneceu no centro do pódio enquanto os jogadores espanhóis se preparavam para levantar a taça.
Com isso, Trump apareceu ao lado da seleção campeã em uma das imagens mais simbólicas da competição: o primeiro momento em que o troféu foi erguido. Sua presença na entrega havia sido anunciada previamente por Infantino, mas a permanência no palco durante o início da comemoração ultrapassou a função inicialmente prevista.
A atuação de Trump em assuntos relacionados ao torneio já havia provocado controvérsia durante a Copa. Uma ligação do presidente norte-americano para Infantino foi apontada como parte da mobilização que antecedeu a suspensão da punição ao atacante Folarin Balogun, expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina.
Após o Comitê Disciplinar da Fifa permitir que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final, Trump comemorou a decisão nas redes sociais:
“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça.
Na premiação da final, Romero adotou a atitude mais direta ao passar sem cumprimentar Trump. Borja Iglesias, por sua vez, manteve apenas o contato protocolar que havia indicado antes da partida, encerrando rapidamente o encontro com o presidente norte-americano.
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