segunda-feira, 20 de julho de 2026

Quais foram os jogadores da Argentina e Espanha que evitaram Donald Trump

 






247 – Cristian Romero, da Argentina, e Borja Iglesias, da Espanha, protagonizaram momentos de distanciamento em relação a Donald Trump durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo de 2026. O argentino não cumprimentou o presidente dos Estados Unidos, enquanto o espanhol fez um contato rápido e seguiu pelo palco quase sem olhar para o político.

As atitudes ocorreram após a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Trump participou da entrega das medalhas ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e também esteve presente no momento em que o capitão Rodri recebeu a taça.

Romero passou pela fila de autoridades sem falar ou apertar a mão de Trump. O comportamento do zagueiro argentino chamou atenção porque os demais integrantes das duas seleções cumprimentaram o presidente norte-americano durante a passagem pelo pódio.

A reação de Borja Iglesias foi diferente, mas também demonstrou desconforto. Ao receber a medalha de campeão mundial, o atacante espanhol apertou rapidamente a mão de Trump, evitou prolongar o contato visual e seguiu imediatamente para encontrar os companheiros.

O jogador já havia antecipado que não desejava permanecer muito tempo diante do presidente dos Estados Unidos. Questionado antes da decisão sobre como reagiria ao encontro, Iglesias respondeu:

“Não quero que me mandem à prisão (risos). Espero que passe muito rápido e eu me esqueça.”

Conhecido por manifestações políticas públicas, o atacante espanhol já havia criticado Trump. Em maio, durante uma participação no programa espanhol “La Revuelta”, Iglesias afirmou que era contrário ao político norte-americano porque “gosta das pessoas que lutam pelo progresso e pela defesa dos valores fundamentais”.

Na véspera da final, o jogador também usou as redes sociais para classificar como “vergonha” os preços cobrados pelos ingressos da decisão. Algumas entradas chegaram a ser oferecidas no mercado de revenda por valores equivalentes a R$ 47 mil.

Trump foi recebido com vaias vindas de diferentes setores do estádio quando entrou no gramado para a cerimônia. Também houve aplausos, mas a manifestação contrária ao presidente foi ouvida durante sua caminhada até o palco.

A participação de Trump não terminou com a entrega das medalhas. Depois de ajudar Infantino a entregar o troféu a Rodri, o presidente permaneceu no centro do pódio enquanto os jogadores espanhóis se preparavam para levantar a taça.

Com isso, Trump apareceu ao lado da seleção campeã em uma das imagens mais simbólicas da competição: o primeiro momento em que o troféu foi erguido. Sua presença na entrega havia sido anunciada previamente por Infantino, mas a permanência no palco durante o início da comemoração ultrapassou a função inicialmente prevista.

A atuação de Trump em assuntos relacionados ao torneio já havia provocado controvérsia durante a Copa. Uma ligação do presidente norte-americano para Infantino foi apontada como parte da mobilização que antecedeu a suspensão da punição ao atacante Folarin Balogun, expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina.

Após o Comitê Disciplinar da Fifa permitir que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final, Trump comemorou a decisão nas redes sociais:

“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça.

Na premiação da final, Romero adotou a atitude mais direta ao passar sem cumprimentar Trump. Borja Iglesias, por sua vez, manteve apenas o contato protocolar que havia indicado antes da partida, encerrando rapidamente o encontro com o presidente norte-americano.

Por que Lamine Yamal nos faz repensar nossos ídolos?

Lamine Yamal não chama atenção apenas pelo talento.

Filho de imigrantes, criado em um bairro popular e alvo de racismo, xenofobia e islamofobia ele transforma suas origens, sua família e seus posicionamentos em parte de sua identidade pública. 

Neste vídeo, sua trajetória nos ajuda a repensar o que esperamos dos nossos ídolos, dentro e fora de campo.



Artistas palestinos pintaram um mural agradecendo a Lamine Yamal, aproveitando a classificação da Espanha para a final da Copa do Mundo. 
🇵🇸

A obra é inspirada na foto que viralizou, na qual Yamal aparece com a bandeira da Palestina após o título da LaLiga com o Barcelona. “Gracias, Yamal. Estamos com quem ama a Palestina”, diz a legenda da publicação oficial com crianças que posaram em frente à arte.

A homenagem também é um agradecimento à própria postura do governo espanhol, que desde 2025 adotou medidas contra Israel, como embargo de armas e reforço da ajuda humanitária, classificando a “guerra” em Gaza como genocídio

Fonte: AFSC/Phoenix 

Vitória de Lamine Yamal é também da Palestina
Meses antes do Mundial, um gesto de solidariedade à Palestina transformou o jogador em símbolo para milhares de palestinos

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Leão XIV desejou que a Copa do Mundo fosse uma "escola de fraternidade".

Fora dos gramados, porém, jogadores como Lamine Yamal, Kylian Mbappé e Vinicius Jr. tornaram-se alvo de ataques racistas, xenófobos e islamofóbicos nas redes sociais.

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Trump é vaiado e ignorado por Yamal na final da Copa do Mundo



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