Uma conquista coletiva que reafirma o compromisso com o audiovisual sergipano
A mobilização popular em defesa da Sala Walmir Almeida — carinhosamente conhecido como Cinema do Centro — alcançou uma vitória histórica para a cultura de Aracaju. Após intensa pressão do público frequentador, artistas, cinéfilos e da sociedade civil organizada, foi anunciada a continuidade das atividades do espaço, sob a gestão da AVBR Produções, em parceria com a Secult Aju.
A Voz do Público que Não Se Calou
Desde o anúncio da possibilidade de paralisação das sessões, o público se organizou de forma espontânea e contundente. Nos comentários que inundaram as redes sociais, ficou evidente que o Cinema do Centro não é apenas uma sala de exibição, mas um verdadeiro patrimônio cultural da cidade.
"O cinema do centro é um espaço cultural necessário para Aracaju. O trabalho realizado pela @avbrproducoes não pode parar."
"Não pode acabar a única sala de cinema plural. Referência no nordeste."
"Um cinema alternativo, um dos únicos que nos possibilita o acesso a filmes fora do circuito comercial mundial. Podemos até não sermos muitos, mas precisamos que o cinema do centro sobreviva."
A comoção foi geral. Entre lágrimas, aplausos virtuais e manifestações de solidariedade, o recado foi claro: a cultura não pode ser interrompida.
Um Espaço de Resistência e Diversidade
A Sala Walmir Almeida consolidou-se como um espaço de encontro, acesso ao audiovisual e de uma programação que contempla diferentes públicos, indo muito além do circuito comercial. Sua relevância transcende as fronteiras de Aracaju, atraindo espectadores de cidades circunvizinhas que encontram no cinema um refúgio para a sétima arte em sua forma mais autêntica.
"O cinema Walmir Almeida é um verdadeiro oásis em pleno centro de Aracaju. É nele que nos refugiamos e mergulhamos no fascínio da 7ª arte que não é mostrada nas salas convencionais."
"Precisamos desse cinema! É um espaço de cultura, de encontros e de muita aprendizagem!"
A programação diversificada, que inclui desde documentários internacionalmente premiados até produções nacionais, como o filme "Gonzaguinha - Da maior liberdade", demonstra o compromisso do espaço com a democratização do acesso à cultura.
A Pressão Popular e a Resposta Institucional
A mobilização não se limitou às redes sociais. O público exigiu posicionamento da prefeita Emília Corrêa, do secretário de Cultura e dos órgãos competentes — Secult Aju e Funcaju. A cobrança foi direta e incisiva:
"A cidade clama por um posicionamento rápido e efetivo da @secultaju e @funcaju. Não esperaremos calados!"
"Existe cultura além do São João em Aracaju. E aí? Bora trabalhar?"
A resposta veio. Em comunicado oficial, foi anunciada a continuidade das atividades, com um apelo ao público:
"Por isso, necessitamos que o público compareça às sessões para que possamos honrar o compromisso com as distribuidoras dos filmes, com os colaboradores que trabalham para o funcionamento do cinema, garantindo a continuidade das atividades!"
A notícia foi recebida com euforia:
"Finalmente. Mais do que JUSTO!"
"Sábia decisão. Segue nossa sala de cinema! Viva a arte!"
"Vitória do cine vitória!"
"Que notícia boa demais, que alívio!"
"Vida longa ao Cinema do Centro!"
O reconhecimento aos envolvidos também foi destaque:
"Obrigada à todes, pelo apoio, que foi imprescindível para essa tomada de decisão coletiva, entre AVBR Produções e Secult Aju."
"Obrigado @secultaju. Viva o cinema de arte e independente. @avbrproducoes @cinemadocentro. Estamos juntos, nas poltronas e nas trincheiras."
"Agradecemos pelo espaço de diálogo que foi garantido à gestão, assim como ao público, que se manifestou de maneira clara nos últimos dias pela importância de manutenção ininterrupta junto ao @cinemadocentro, nossa melhor sala da cidade. Continuaremos unidos em prol da diversidade cinematográfica e do acesso a filmes que nos transformem."
Depois da Vitória: a Cultura Segue Viva, mas Precisa de Plateia
Mas talvez o comentário mais necessário para esta nova etapa tenha sido este:
"Manter o Cine Walmir Almeida (Cinema do Centro) de portas abertas foi uma conquista que precisa ser valorizada, mas não adianta nada lutar para não fechar e não ir lá. É preciso ocupar o espaço e frequentar de verdade. O cinema precisa pulsar, ser vivo, e quem dá essa vida somos nós. Ir ao cinema é também sobre conexão e sociabilidade. É sentar ao lado de quem você nunca viu e ser contagiado pela reação da plateia. Quem frequenta o Cinema do Centro não é um mero consumidor. Lógica de consumo a gente deixa para as redes multiplex que estão em todos os shoppings de Aracaju. Precisamos entender que nenhum cinema focado em exibir filmes fora do circuito dos grandes blockbusters sobrevive só com o dinheiro da bilheteria. Manter um espaço assim funcionando é um desafio imenso. Por isso, é fundamental que a Secretaria de Cultura de Aracaju entenda que não dá para operar um cinema público na mesma lógica de um cinema comercial. A missão de um equipamento público é exatamente oferecer uma programação diferente do que já temos nos shoppings. Se jogarem o cinema nessa lógica predatória do mercado, ele perde a alma e vira só mais uma sala qualquer na cidade."
A fala é um alerta e um convite. Outro comentário reforçou:
"O público precisa exigir mesmo. Se não ocupar, entra no esquecimento e no descaso."
E houve quem garantisse:
"Amém. Eu vou sempre que posso."
A vitória, portanto, não termina no anúncio: ela se confirma na presença diária, na compra do ingresso, na divulgação, na participação das sessões e na defesa permanente do espaço.
A dimensão coletiva da conquista também ficou evidente:
"A mobilização, quando em conjunto, faz tudo acontecer! Viva o cinema do centro. Ainda bem!"
"Parabéns para os que levaram as denúncias das arbitrariedades da ADM. Municipal em relação ao fechamento da sala cinematográfica, a prefeitura se sentiu emparedada e não tinha outra alternativa se não cumprir as reivindicações dos munícipes do audiovisual."
E, claro, o desejo de que a programação siga forte:
"agora pode vir o documentário do Gonzaguinha"
"Melhor cinema da cidade… lá assisti filmes inesquecíveis! E Rosângela é patrimônio nosso!"
"notícia que encanta!"
"Vida longa ao Cinema do Centro!"
O Papel da Sociedade Civil e da Imprensa Cultural
A vitória também foi resultado do trabalho incansável de veículos de comunicação comprometidos com a cultura, como o Blog da Cultura, que publica artigos e notícias em defesa do cinema de rua e do cineclubismo.
"O blog da cultura continuará cumprindo o papel de fortalecer o cineclubismo e o cinema de rua... "
O apoio de figuras públicas, como a advogada Glicia Salmeron, que verbalizou a indignação coletiva, foi fundamental para dar visibilidade à causa.
"Obrigado @gliciasalmeronadv por verbalizar a opinião de todos nós."
Uma Vitória que é de Todos
A continuidade do Cinema do Centro é uma conquista de toda a sociedade sergipana. É a prova de que a mobilização popular, quando organizada e determinada, pode reverter quadros adversos e garantir o direito à cultura.
"Toda a minha solidariedade aos colegas cinéfilos e a @avbrproducoes! O nosso espaço não pode acabar devido à valorização da cultura do audiovisual... VIDA LONGA AO CINEMA DO CENTRO!"
"O público cinéfilo e a sociedade civil sergipana exige a continuidade do Cinema do Centro. Não sossegaremos enquanto não for garantido pleno funcionamento do Cinema do Centro."
Agora, mais do que nunca, é fundamental que o público continue frequentando as sessões e apoiando as atividades do espaço. A vitória é apenas o começo de uma nova etapa: a consolidação do Cinema do Centro como um polo de cultura, resistência e democratização do audiovisual em Aracaju.
"Agora pode vir o documentário do Gonzaguinha!"
Gonzaguinha, da Maior Liberdade. Dir. Susana Lira. Documentário Musical. BR. 2026. 108 min. A12 Sessões: Qui, 17/09 às 18h; Sab, 19/09 às 16h30; Dom, 20/09 às 16h“Gonzaguinha, Da Maior Liberdade” é um filme que busca resgatar em letras, imagens e sons, a fúria e a poesia de um dos artistas mais importantes para a construção e a discussão popular de nossa história democrática: Luiz Gonzaga Jr.
Que esta vitória sirva de exemplo e inspiração para outras lutas culturais em todo o país. A cultura não pode ser interrompida. A cultura é resistência. A cultura é vitória.
E que a luta não pare por aqui:
"A biblioteca Clodomir Silva reabre quando? Uma vergonha o que estão fazendo com aquele espaço!"
Porque a cultura de Aracaju precisa de todos os seus equipamentos vivos.
Viva o Cinema do Centro! Viva a Cultura de Aracaju!
"No novo tempo, apesar dos castigos, estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos pra nos socorrer." — Ivan Lins



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