domingo, 26 de maio de 2024

Por causa do amor ao caminho autêntico do evangelho proposto por Jesus de Nazaré e atualizado pelo chamado do Papa Francisco, grupo da direita católica agride o representante do Conselho do Laicato de Aracaju na posse do novo arcebispo.

 Um Leigo/Liderança do CONAL - Conselho do Laicato da Arquidiocese de Aracaju foi agredido verbalmente por um grupo da direita católica ontem; 25 de maio,  na catedral, na posse do novo arcebispo de Aracaju... e depois veio um abaixo assinado virtual contrário ao CONAL-Aracaju. 

O discurso dele representando o CONAL incomodou demais por citar o Papa Francisco e falar em opção pelos pobres. Situação cada vez mais difícil na Igreja!!!

Este grupo da direita católica afirma que o CONAL-SE "utilizou-se de citações totalmente fora de contexto do Papa Francisco" , para, segundo eles "proferir um discurso de ódio contra o clero da referida arquidiocese de Aracaju."

Nenhuma pessoa ou entidade assina formalmente o abaixo-assinado,  o grupo se esconde na frase: CONAL NAO ME REPRESENTA.

Confira no video abaixo a fala do representante do CONAL-SE a partir de 2:50:40

POSSE CANÔNICA DE DOM JOSAFÁ MENEZES - ARQUIDIOCESE DE ARACAJU -CULTURA TV AO VIVO


Por outro lado,  não deixem também de assistir a brilhante e comovente fala proferida pelo Padre Anderson Gomes,  representando o clero de Aracaju naquilo que este tem de melhor. 2:32:50

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

PRONUNCIAMENTO DE APOIO AO CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL NA ARQUIDIOCESE DE ARACAJU

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Quero expressar meu apoio total ao presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil na Arquidiocese de Aracaju. Estamos juntos contra o clericalismo que ainda existe na igreja (usando "igreja" com "i" minúsculo para destacar a igualdade e combater o poder e o domínio, sinais do machismo, pois a capelinha do povoado tem a mesma dignidade que a catedral de Roma), tanto entre padres quanto entre leigos.

Eu exerci o ministério sacerdotal por um tempo, mas hoje estou casado, depois de receber a dispensa do Papa. Sinto a importância de combater o machismo em todas as formas. Na minha vida, tanto na família quanto na igreja, vi e vivi as consequências do machismo. Esse problema está enraizado nas nossas instituições e na nossa cultura. Hoje, luto para que essa atitude não afete minha relação com minha esposa, minhas enteadas e todas as mulheres ao meu redor. Cresci em uma cultura machista e essa luta é diária e pessoal.

O machismo muitas vezes anda junto com o clericalismo, pois ambos criam estruturas de poder que oprimem e distorcem a verdadeira essência do Evangelho. O Papa Francisco já falou muito sobre os problemas do clericalismo, dizendo que ele desfigura a igreja e escraviza o povo de Deus. O clericalismo cria uma atitude autoritária, longe dos ensinamentos de Jesus Cristo, e é nosso dever combater isso para restaurar a dignidade e a verdadeira essência da nossa comunidade eclesial. Como Simone de Beauvoir disse: "O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos."

Também é importante lembrar que muitas vezes os próprios leigos acabam se beneficiando do clericalismo. Mesmo sendo vistos como a parte mais fraca, alguns leigos mantêm essa estrutura de poder porque se acomodam. Essa visão clericalista não compromete, não engaja, e não incentiva a participação ativa dos leigos. Isso deixa a igreja inerte, onde o clero mantém o poder e os leigos permanecem passivos. Precisamos despertar para o fato de que, se o sacerdócio é serviço, a vida do batizado também deve ser. Tanto o clero quanto os leigos devem ser motivados pelo Espírito, que age através do sacramento do batismo.

O presidente do CONAL fez bem em aproveitar a posse do bispo, diante de toda a igreja reunida, para reforçar a importância de não sermos cúmplices dessas práticas opressoras, convidando toda a igreja a lutar contra elas. Foi o momento certo para fazer essa reivindicação, inspirado pelo que vemos em outras áreas, como no meio jurídico e nas forças policiais, onde a transparência e a mobilização popular são essenciais para combater injustiças.

Como batizados, nossa missão, como Povo de Deus, é trabalhar por uma igreja que seja realmente inclusiva, acolhedora e guiada pelo Evangelho. Precisamos promover uma igreja que não só pregue o amor e a justiça, mas que também viva esses valores em todas as suas ações e relações. Uma igreja onde todos, independentemente da posição hierárquica, tenham voz e possam contribuir para a construção do Reino de Deus.

Reafirmo meu compromisso com uma igreja sinodal, onde o diálogo, a participação e a igualdade de dignidade entre todos são princípios fundamentais. Devemos lutar contra qualquer forma de abuso e discriminação, promovendo uma comunidade que acolha e valorize cada pessoa.

Além disso, é importante lembrar que o Espírito Santo está sempre conosco, atualizando a presença de Cristo na igreja. Como o teólogo Yves Congar nos ensina, é o Espírito Santo que nos guia e renova nossa comunidade de fé. Patriarca Atenágoras também destaca que "sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o Evangelho uma letra morta, a igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos." O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua igreja e garante a ela a vida e a eficácia da missão. Precisamos estar abertos a ouvir o que o Espírito diz, pois Ele nos traz de volta ao verdadeiro caminho do Evangelho.

Assim, me uno ao presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil na Arquidiocese de Aracaju para declarar nosso compromisso conjunto na luta contra o clericalismo e o machismo. É nosso dever, como seguidores de Cristo, garantir que nossa igreja reflita verdadeiramente o amor, a justiça e a compaixão que são centrais à nossa fé.


Fraternalmente,


                             Geofredes Alves de Oliveira



EM NOME DO PAI/MÃE, DO FILHO/A, DO ESPÍRITO SANTO! Chico Alencar, Pe. Júlio Lancelloti e Marcelo Barros.

Chico Alencar 

"Santíssima Trindade" - Cláudio Pastro (1948-2016)

(Breve reflexão para cristãos ou não)

Hoje, em milhares de comunidades de fé, é celebrada a Santíssima Trindade (Mt, 28, 16-20).

Essa benção - "Em nome do Pai..." - é conhecidíssima. Já a Trindade, três pessoas em uma só, ainda tem muito de mistério. 

No Brasil há inúmeros lugares e templos denominados "Trindade". Mas quantos de seus moradores ou frequentadores sabem do que se trata?

Quando eu era adolescente, estranhava o modo como meu primo Fernando, seminarista, começava as cartas que me enviava: "Salve Deus uno e trino em nossos corações".

Fernando deixou o seminário e até esta vida. Deus me deu a possibilidade de ainda continuar a caminhada e, creio, entender um pouco esse mistério.

O Deus cristão é plural. Tem Criador, Criatura e Espírito Vivificador - o que dá elo, alma e liga a tudo.

O cristianismo é uma religião encarnada: Deus se fez gente como a gente em Jesus de Nazaré, através da humilde família de Maria e José.

Somos seres à procura de nós mesmos, da essência integradora que nos pacifica.

Somos, na dispersão do mundo, bem mais que três: "sou trezentos, trezentos e cinquenta, mas um dia afinal toparei comigo", disse Mário de Andrade (1893-1945).

Antes dele, o inquieto alemão Friedrich Nietzche (1844-1900) já afirmara: "eu sou vários! Há multidões em mim. Na mesa da minha alma sentam-se muitos e eu sou todos eles: um velho, uma criança, um sábio, um tolo...".

Celebrar a Santíssima Trindade é reconhecer o dom unificador do Divino, que abençoa a unidade... na diversidade.

É entender que nosso próprio Deus não se basta. É muitas vezes um "Deus escondido" (a fé é uma aposta no escuro), mas também uma relação, uma negação da solidão e da autossuficiência.

Nós, suas criaturas, somos assim também: muitos em um só, tantas vezes desentendidos de nós mesmos, e sempre interdependentes.

Somos seduzidos pelo egoísmo narcísico que a sociedade capitalista estimula, mas infelizes e neuróticos, ansiosos, quando nos percebemos prisioneiros do ego exacerbado.

Trindade: nosso Deus é um Deus que vai além de si. É conosco, é o Um que  precisa do Outro. Não para uma relação de hierarquia, de mando, mas de amor . O Espírito Santo - a ruah divina, o sopro, o fogo - é amorosidade, harmonia, integração.

Conta Mateus, encerrando seu evangelho, que Jesus Ressuscitado indica um monte na Galileia para encontrar seus discípulos. Pede elevação.

Lá, iluminado, dá a missão, que se estende a nós: ir ao mundo, às gentes, e ensinar um novo jeito de viver, na fraternidade e na justiça, em comunhão com toda a Criação. 

"Eis que estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo". É tão bom sentir essa companhia!


Reflexão da Festa da Santíssima Trindade – (Ano B Mt 28, 16-20) por Ir. Marcelo Barros, OSB
O Mistério Divino – Amor, Diversidade e Inclusão

Depois de haver celebrado o tempo pascal, um domingo depois de Pentecostes, desde a Idade Média, a Igreja de tradição latina celebra a festa da Santíssima Trindade. Foi uma festa criada para que a Igreja pudesse reafirmar que crê em Deus como Trindade una e santa.

Devemos ser livres e capazes de expressar a nossa fé a partir de nossas culturas e da nossa realidade. Não precisamos ficar presos a elaborações teológicas que vieram do Cristianismo ligado ao antigo Império Romano, na época em que os Concílios eram convocados por imperadores e os dogmas eram formulados nos palácios.

O Mistério Divino é Amor Inefável e não pode ser descrito em palavras humanas. Na Idade Média, o Mestre Eckhart, grande místico do Ocidente, afirmava: “Tudo o que você faz e pensa sobre Deus, é mais você do que Ele. Se você absolutiza fórmulas que usa para falar de Deus, está blasfemando. De fato, o que Deus é, nem todos os mestres de Paris conseguem dizer. Se eu tivesse um Deus que pudesse ser compreendido por mim, não gostaria nunca de reconhecê-lo como meu Deus. Por isso, cale-se e não especule sobre Ele. Não lhe ponha roupas de atributos e propriedades. Aceite-o ‘sem ser propriedade sua’.”

Independentemente do dogma cristão, várias expressões religiosas adoram Deus como mistério de unidade e, ao mesmo tempo, de diversidade.

Mãe Stella, Yalorixá do Candomblé, comparava o mistério divino com a água. Quimicamente, a água é uma só (H₂O), mas na realidade se diversifica. A água do rio não é a mesma do mar. A água do copo não é a mesma da chuva. De acordo com a tradição judaica, toda criatura tem em si como fagulhas da Divindade que, ao criar, espalhou fagulhas por todos os seres do universo. Os seres vivos não são divinos, mas são divinizados como obras do amor divino. Entre todos os seres vivos, o ser humano tem por vocação ser imagem e semelhança de Deus, porque somos chamados à comunhão e ao amor, dimensões do próprio ser de Deus.

Os evangelhos mostram Jesus como filho amado de Deus que nos revela o Mistério Divino como Pai que nos dá o seu sopro de vida. Em nós, o seu Espírito, energia maternal de Vida, nos move a transformar este mundo.

O texto do evangelho lido hoje nas comunidades (Mateus 28, 16-20) é o final do relato de Mateus e contém três elementos importantes: 1º - uma revelação nova, 2º - o envio em missão e 3º - uma promessa. 

Os onze discípulos voltam para a Galileia, a região de onde tinham vindo. Era o mundo dos mais pobres, onde a missão de Jesus tinha começado. No monte da Galileia, Jesus fez o seu primeiro discurso e nos deu as bem-aventuranças. Agora, é ali que o Ressuscitado se revelará. É para lá que envia os primeiros discípulos e a todos nós. O texto de Mateus fala dos onze. No entanto, no capítulo anterior, referiu-se às mulheres que seguiam Jesus até a cruz. No início desse capítulo 28, o Anjo da ressurreição se manifesta a elas e o próprio Jesus as envia aos discípulos para irem à Galileia. Certamente, essas amigas e discípulas de Jesus foram junto com os apóstolos. O evangelho diz que, apesar de terem ido ao monte ao encontro do Cristo Ressuscitado, os discípulos duvidavam. Duvidavam de quê? De quem? Se duvidavam, por que, então, foram? Mesmo na dúvida, permaneceram juntos e foram até a Galileia ao monte indicado por Jesus.

Com suas dúvidas, provavelmente aquele pequeno grupo representava a comunidade de Mateus nos anos 80 d.C., dividida com muitas dúvidas e fragilidade. Esses discípulos podem também ser figura de cada um(a) de nós e de nossas comunidades. Nós também vivemos esta experiência de crer e, ao mesmo tempo, duvidar. Jesus não se detém sobre as dúvidas dos discípulos ou sobre as nossas indecisões. A fé não se opõe às dúvidas, mas sim à nossa indiferença e à frieza. Dúvidas, a gente pode ter. O importante é que o evangelho chama a comunidade para voltar às bases e escutar de novo Jesus ressuscitado.

1. Jesus lhes faz a revelação: “Toda autoridade (exousia) me foi dada (pelo Pai)”. O termo grego é diferente de poder (doxa). Autoridade é algo mais interno e inerente à pessoa. Um médico tem autoridade em matéria de saúde. Um militar tem poder. Uma mãe tem autoridade. É em função da autoridade que vem o chamado ao compromisso: “Então, se é assim, vão...”.

2. O envio em missão: Quem de nós escutou essa palavra de compromisso? No mundo atual, emprego compromete profissionalmente. Entretanto, no plano social e espiritual, muitas pessoas participam de grupos. Pertencem a coletivos... Dão o seu nome, mas quase sempre as pessoas dizem: “Sou do grupo na medida do possível, ou seja, quando quero ou quando sinto necessidade”... O tipo de envio que Jesus deu aos discípulos exige compromisso. “Vão fazer discípulos e discípulas em todas as nações...”. Há quem entenda isso como missão religiosa. É importante repetir: Jesus não fundou religião. Nem o projeto divino é Igreja. A Igreja tem sentido se se colocar como instrumento desse projeto maior: o reinado divino no mundo. Isso significa tornar o mundo uma terra de amor compassivo, justiça solidária, libertação de todos(as) e cuidado universal.

Quando Jesus fala em batizar, as pessoas logo imaginam a pia de água benta ou o rio onde padre ou pastor batiza. O termo grego batizar significa mergulhar. Jesus está propondo mais do que um rito. Jesus manda discípulos e discípulas mergulharem as pessoas de todas as nações e culturas no projeto do reino de Deus que Ele tinha ensinado e trazido para o mundo. Não tem sentido o fundamentalismo litúrgico, conforme o qual, se o celebrante do batismo não disser as palavras exatas, Deus deixa de considerar aquela pessoa que está sendo batizada como seu filho querido ou filha querida. Afirmar isso seria falar mal de Deus que é só Amor e Bondade.

O importante é o compromisso que decorre do batismo: “Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho mandado”. O evangelho de João que ouvimos nestes domingos anteriores nos dizia: “O que lhes mando é que se amem uns aos outros, como eu amo vocês”. Este é o envio e aí vem a promessa.

3 . A promessa: “Estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos”.
Logo no início do evangelho de Mateus, José recebe a mensagem do Anjo do Senhor que lhe diz: “O menino que vai nascer se chamará Emanuel, que significa Deus conosco”. Agora, lemos que a última frase do mesmo evangelho é a promessa de Jesus: “Estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”. Através do Espírito, estou em vocês. Em toda a Bíblia, Deus nunca aceitou se definir. Desde o Êxodo, sempre se apresentou como “Quem eu serei com vocês mostrará a vocês quem sou Eu”. É essa presença amorosa que temos de viver para nós e testemunhar ao mundo.


sexta-feira, 24 de maio de 2024

De Porto Alegre a Porto Triste - O Neoliberalismo e o Neofascismo Matam! Agora, sair do baixo astral é fugir de Porto Alegre. Tchau! Bem diferente do que cantou Kleiton e Kledir

 Engenheiros: prefeito de Porto Alegre não tomou medidas que evitariam segunda enchente

Para especialistas, seria possível reduzir bastante o tamanho do problema que voltou a afetar a capital gaúcha

https://iclnoticias.com.br/prefeito-de-porto-alegre-nao-tomou-medida/


A enchente voltou e o prefeito Sebastião Melo errou mais uma vez. Em 23/05/2024

Chuva volta a provocar alagamentos em Porto Alegre; água sobe de bueiros e afeta novas regiões da cidade

Cemaden registrou chuva superior a 100 milímetros em 15 horas na cidade. Prefeitura afirma que lodo na rede de esgoto pluvial impediu escoamento e provocou transborde nas ruas.

https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2024/05/23/dia-de-chuva-provoca-novos-alagamentos-em-porto-alegre-aulas-sao-suspensas-na-capital.ghtml

Um pedido de impeachment do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), foi protocolado na Câmara de Vereadores na tarde desta quinta-feira (23). Assinado por Brunno Mattos da Silva, secretário-geral da União das Associações de Moradores de Porto Alegre (Uampa), o documento se baseia “na negligência da Prefeitura no cuidado das Estações de Bombeamento e do sistema de condução urbana da cidade, e que causaram o maior desastre ambiental e climático da história de Porto Alegre”. 


DEU PRA TI 

VÍDEO - Mourão dá justificativa inacreditável para não ir ao RS: "não vejo isso como minha função"
Senador bolsonarista foge de responsabilidade em resposta assustadora sobre enchentes no Rio Grande do Sul

Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta sexta-feira (24), o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) respondeu às críticas sobre sua ausência no Rio Grande do Sul de maneira assustadora.

Mourão têm sido duramente criticado por sua ausência no estado durante a maior tragédia climática da história do Brasil. 

Para se justificar, ele disse que está muito idoso para enfrentar as enchentes e que não é função do senador prestar apoio aos seus eleitores durante a catástrofe deste tipo.

"Vamos lembrar sempre que eu sou um homem de 70 anos de idade, né? Quantos homens de 70 anos de idade estão no meio da água aí? Vocês disserem, tem alguém da minha idade salvando gente, né? Mas eu não vejo isso como minha função. Eu estarei tendo um desvio de função. É a minha visão", disse.


Veja o vídeo: AQUI



Estado Minimo. Destruição Máxima.
 



#bemviver Por que a CF 2024 e a Fratelli Tutti são necessárias? E a Finlândia como um país que se aproxima do ideal da CF2024 e da Fratelli Tutti

 CARTA ENCÍCLICA

FRATELLI TUTTI
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE A FRATERNIDADE
E A AMIZADE SOCIAL

A repórter Camila Morais respondeu ao Rio Grande do Norte para conhecer o início dessa iniciativa. Na reportagem, será mostrado o surgimento da campanha na região, que passa por transformações sociais. E também com a chegada das Irmãs Vigárias, que são as Missionárias de Jesus Crucificado, na cidade de Nísia Floresta, onde a cultura da solidariedade foi colocada em prática. O programa também vai se relacionar como a influência de Dom Eugênio Sales, que era bispo de Natal na época, e Dom Hélder Câmara, então secretário geral da CNBB, expandindo a experiência bem sucedida da campanha nacionalmente. A equipe de jornalismo da TV Aparecida ainda passa para Minas Gerais para destacar os projetos que são financiados pelo Fundo Nacional de Solidariedade, que é fruto da coleta feita no Domingo de Ramos em todas as paróquias do Brasil. Depois, a reportagem leva os telespectadores para uma incursão de seis décadas pela história dos temas da Campanha da Fraternidade, a produção de hinos e a influência nos debates na sociedade, até mesmo com a criação de algumas leis. E por fim, a produção vai explicar a proposta da Campanha da Fraternidade de 2024, que teve início na quarta-feira de cinzas e tem como tema "Fraternidade e Amizade Social" e o lema "Vós sois todos irmãos e irmãs" (Mt 23, 8).





Por que a Alemanha está tratando a solidão como uma ameaça existencial ao país l Podcast

Uma pesquisa feita na Alemanha mostra que jovens que se sentem sozinhos são mais propensos a acreditar em teorias da conspiração, atitudes autoritárias, aprovação da quebra de regras políticas e da violência. 



No quesito felicidade, a Finlândia é heptacampeã. Em 2024, recebeu pela sétima vez o título de país mais feliz do mundo, de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade. Neste episódio, uma conversa com a brasileira Nadja Kari, que vive na Finlândia há 6 anos e conta os motivos por trás de toda essa satisfação. 




quinta-feira, 23 de maio de 2024

Prefeitura de Aracaju quer flexibilizar legislação ambiental para autorizar devastação em Áreas de Preservação Permanentes. Base do prefeito na Câmara pressiona por urgência em votação

 

Um polêmico Projeto de Lei do prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), que propõe flexibilizar a legislação ambiental de Aracaju, tramita em regime de urgência na Câmara de Vereadores, provocando a reação dos parlamentares da oposição e chamando a atenção de ambientalistas.

De interesse das construtoras, o PL 124/2024 autoriza a devastação de árvores e vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanente (APPs) em caso de atividades de “utilidade pública e interesse social”. Além disso, retira da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA) a atribuição de autorizar intervenções humanas nesses locais.

Entre as atividades consideradas de utilidade pública estão a abertura de estradas em APPs para acesso a propriedades privadas, a supressão de nascentes, a construção de reservatórios de água nas áreas protegidas, além da permissão para exploração de areia, argila e cascalho.

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 As cenas da tragédia ambiental no Rio Grande do Sul têm comovido e sensibilizado o apoio da sociedade sergipana. No entanto, em artigo, Ricardo Mascarello, arquiteto e urbanista e conselheiro federal por Sergipe do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/Brasil) alerta para a falta de ação do governo do estado e das prefeituras para evitar as enchentes em grandes proporções.

Para o urbanista, autoridades municipais e estaduais seguem uma política e econômica neoliberal privilegiando a iniciativa privada em detrimento da vida e do meio ambiente. ˜Precisamos aqui aprender e apreender com nossos irmãos rio-grandenses e parar de seguir centrado nos interesses econômicos de pequenos grupos, “feudos” e oligarquias!˜ 

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‘A arte neste momento pode ser um afeto, um abraço, um respiro e um pouco de alegria para a população que perdeu tudo’

 Centena de voluntários tem levado atividades culturais aos abrigos nas regiões atingidas pelas enchentes no estado

Brasil de Fato Porto Alegre |
 

quarta-feira, 22 de maio de 2024

A Aracaju governada há décadas por prefeitos progressistas ou de centro-esquerda perdeu a guerra cultural para a direita neoliberal aliada aos neofascistas?

 

O artigo acima serve para quem participou no turno da manhã da reunião técnica de planejamento para aplicação dos recursos da Politica Nacional de Cultura Aldir Blanc (PNAB) em Aracaju cntender o  pano de fundo da  aspereza na minha fala em alguns momentos. 

O fato é que em Aracaju e em Sergipe a maioria dos  nossos líderes do campo progressista foram incapazes de entender o potencial da cultura para enfrentar primeiro o neoliberalismo, e mais recentemente, a partir do golpe de 2016, o neofascismo. A forma como o debate de hoje pela manhã foi encaminhado confirma a minha visão. E aqui não tem nenhuma crítica a quem conduziu a reunião, muito pelo contrário. Uma pena! 

Falo isso porque já fazia ação cultural na década de 1980 e 1990 pensando nisso, e não imaginava o quão necessário era ter a compreensão que tive e tenho. Mas o fato é que a maioria de nossas lideranças do campo progressista falharam e continuam  falhando. Daí não dá só para considerar que o desastre cognitivo-ético-estético   que estamos assistindo  seja apenas responsabilidade tão somente do campo neoliberal e neofascista.  

Por uma questão de justiça, lembro a compreensão que o presidente Lula tem sobre o papel da cultura. Ou da necessidade de uma revolução cultural permanente para enfrentar a guerra cultural da extrema direita.  Lula, Boulos e quem mais? No campo local, Ana Lúcia, Iran Barbosa, Sônia Meire, Linda Brasil, Ângela Melo (in memorian) e  quem mais? 

Quanto aos sindicatos, o dos bancários já foi relativamente melhor. O Sintese (professores estaduais da rede pública)  entre altos e baixos, bem poderia realizar um debate sobre política cultural no contexto da luta de classes destes tempos que rugem  para aprimorar algumas iniciativas ou criar outras para melhor posicionar o sindicato no contexto das lutas políticas atuais, inclusive no campo cultural. Tem outro sindicato que pode ser citado? O Sindipema (professores da rede pública municipal)  talvez, mas também não parece compreender suficientemente a discussão da cultura como teoria politica, bem como a necessidade de uma maior articulação com os fazedores de cultura da cidade. A Adufs  (professores da rede federal) pode ser citado?

 O MST em Sergipe não conseguiu e nem consegue deixar uma marca na ação cultural e inserção no debate público das políticas culturais, como acontece em outros estados, o que inclusive tem reflexo na atuação parlamentar dos seus líderes eleitos em Sergipe. 

Quanto às organizações da sociedade civil, embora não seja o  objeto principal da sua atuação, o CJDBC, consegue se sair bem quando se propõe, aqui me refiro em especial a formação técnico-politica. A AMABA e o CESEP infelizmente foram extintas. Foram pioneiros na formação, articulação e mobilização do campo da ação cultural de base comunitária nos anos 1980 e 1990.

Zezito de Oliveira


Uma live recente do professor Romero Venâncio, docente na UFS ) e colaborador da Ação Cultural e de diversos coletivos e organizações populares também nos ajuda a entender o pano de fundo das minhas palavras acima.

Além do artigo abaixo...

Zezito de Oliveira

domingo, 19 de maio de 2024

A segunda parte do artigo de opinião acima será publicado até o final de semana.