informações sobre ações culturais de base comunitária, cultura periférica, contracultura, educação pública, educação popular, comunicação alternativa, teologia da libertação, memória histórica e economia solidária, assim como noticias e estudos referentes a análise de politica e gestão cultural, conjuntura, indústria cultural, direitos humanos, ecologia integral e etc., visando ao aumento de atividades que produzam geração de riqueza simbólica, afetiva e material = felicidade"
Um filme delicado, belo e provocativo do pensar sobre o que é ser adolescente e jovem em uma sociedade e uma escola dividida majoritariamente entre dois projetos autoritários e desumanizadores, um não tão aparente assim, o projeto dos donos do mercado , o projeto neoliberal, e o outro, o projeto autoritário e proto fascista das escolas cívico-militares.
Um filme que busca descobrir caminhos através da escuta e do diálogo, partindo da realidade existencial e cotidiana de adolescentes e jovens que estão na escola pública e que convivem em outros ambientes, mas sem necessariamente abordar diretamente esses dois projetos “tensos” de escola e de sociedade , em que estudantes professores e demais trabalhadores da educação estão “imprensados”. Os dois projetos podem ser trazidos como pano de fundo nas conversas pós exibição do filme. Como também pode trazer o desafio de quem pensa e atua no debate e nas lutas políticas, mas que desconsidera dimensão existencial, cotidiana e cultural das pessoas que estão sendo jogadas de um lado para o outro e também umas contra as outras
O diálogo, a escuta, a atenção - sem a pressão de nota, do tempo dos cinquenta minutos, da chamada, sem ser em ambientes quentes e mal iluminados, cheio de gente e em lugares às vezes apertados.
Um filme que reforça o que disse o escritor russo Dostoiewski
“A beleza salvará o mundo”. Beleza aqui não apenas como algo estético, mas como a arte do encontro, a arte do bem viver...
DIRETOR DE NUNCA ME SONHARAM = Cacau Rhoden, diretor e roteirista nascido em Curitiba, iniciou sua carreira na indústria do entretenimento aos 15 anos, na década de 1990. Começou trabalhando em produções de televisão, filmes publicitários e cinema. Antes de assumir a direção de seus próprios filmes, ele acumulou experiência como assistente de direção, colaborando com renomados diretores em produções nacionais e internacionais. Dirigiu os curtas-metragens “A Cega” (1994), “Infinitamente Maio” (2001), “Meninos de Areia” (2005), “Gotas” (2005), “Who? Walls and Bridges” (2015) e “Food, Funk and Favela” (2023). Seu primeiro longa-metragem, “Tarja Branca – A Revolução que Faltava” (2014), conquistou o prêmio de melhor documentário no Festival de Toronto. Entre os trabalhos mais recentes estão o longa “Nunca Me Sonharam” (2017), premiado como Melhor Documentário no Festival de Los Angeles e exibido na sede da ONU, em Nova York; e a série documental “Corações & Mentes – escolas que transformam” (2020), exibida no canal GNT, ambos produzidos pela Maria Farinha Filmes. Em outubro de 2023, estreou seu último longa-metragem, “Quantos dias. Quantas noites.”, no Festival do Rio.
Carine Ferreira
3 anos atrás
Não, não é como um documentário qualquer. Eu comecei a ver por causa de um relatório para aula de sociologia mas não foi por isso que continuei. Como adolescente, sei ( e já vivi ) alguns dos desafios específicos da minha faixa-etária e gostei de ver isso sendo retratado de modo tão singelo, bonito e ao mesmo tempo, tornando simples algo complexo. Se pudesse voltaria no tempo e veria esse documentário no segundo em que foi lançado.
Obrigada a todos os que participaram de Nunca Me Sonharam, obrMais
39 pessoas acharam isso útil.
Mônica Wille (Caxias do Sul RS)
11 meses atrás
Fazia tempo que queria assistir esse documentário. Era exatamente o que eu esperava. Eu sei que a nossa realidade, da educação pública, não é fácil, há muitas adversidades, mas como mostra o documentário precisamos fazer todo o possível juntos.
10 pessoas acharam isso útil.
Merian Marangon
4 anos atrás
Assiste ao filme ontem (04/09/20) na Rede Minas TV. Sensacional!!! Apesar da dura realidade do ensino público em várias regiões do Brasil, profissionais da educação seguem estimulando os alunos à reflexão, participação e crescimento pessoal e coletivo.
13 pessoas acharam isso útil.
Paty M Dias História
2 anos atrás
Excelente documentário, apresenta de uma forma real a realidade das escolas públicas do Brasil. A Luta, os sonhos e muita determinação por oportunidade e uma educação cidadão e humana.
4 pessoas acharam isso útil.
Filipe Quintans
3 anos atrás
É um documentário fundamental para o Brasil. Roteiro, fotografia e montagem primorosos. Me peguei emocionado como há muito não ficava com um filme brasileiro.
4 pessoas acharam isso útil.
monica pamplona
11 meses atrás
Excelente documentário, apresenta de uma forma real a realidade das escolas públicas do Brasil. Parabéns.
2 pessoas acharam isso útil.
Genival Conrado
11 meses atrás
Um filme muito bacana e pedagógico que traz uma reflexão sobre a educação, escola e os/as estudantes.
Uma pessoa achou isso útil.
João Pedro
3 anos atrás
Sensacional!!! Mostra muito bem a realidade do Brasil!
2 pessoas acharam isso útil.
Alexandre Garé
11 meses atrás
Um documentário que mostra a realidade que os jovens estudantes do sistema público estão enfrentando, suas dificuldades de aprendizado e a falência do sistema educacional brasileiro.
Uma pessoa achou isso útil.
Matheus Mello Ferreira
3 anos atrás
maravilhoso, a delicadeza de mostrar os fatos sobre a educação, demonstra as grandes falhas sobre o Estado
2 pessoas acharam isso útil.
Ana Karoline Melo
3 anos atrás
Todos os interessados pela temática da educação DEVEM assistir. Necessário!!!
Uma pessoa achou isso útil.
Denise Pinudo
um ano atrás
A realidade exposta em sua totalidade real
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Sarah Rodrigues da Silva
11 meses atrás
Retrata puramente a realidade.
Esta avaliação foi útil para você?
Carine Ferreira
3 anos atrás
Não, não é como um documentário qualquer. Eu comecei a ver por causa de um relatório para aula de sociologia mas não foi por isso que continuei. Como adolescente, sei ( e já vivi ) alguns dos desafios específicos da minha faixa-etária e gostei de ver isso sendo retratado de modo tão singelo, bonito e ao mesmo tempo, tornando simples algo complexo. Se pudesse voltaria no tempo e veria esse documentário no segundo em que foi lançado.
Obrigada a todos os que participaram de Nunca Me Sonharam, obrMais
39 pessoas acharam isso útil.
Mônica Wille (Caxias do Sul RS)
11 meses atrás
Fazia tempo que queria assistir esse documentário. Era exatamente o que eu esperava. Eu sei que a nossa realidade, da educação pública, não é fácil, há muitas adversidades, mas como mostra o documentário precisamos fazer todo o possível juntos.
10 pessoas acharam isso útil.
Merian Marangon
4 anos atrás
Assiste ao filme ontem (04/09/20) na Rede Minas TV. Sensacional!!! Apesar da dura realidade do ensino público em várias regiões do Brasil, profissionais da educação seguem estimulando os alunos à reflexão, participação e crescimento pessoal e coletivo.
13 pessoas acharam isso útil.
Paty M Dias História
2 anos atrás
Excelente documentário, apresenta de uma forma real a realidade das escolas públicas do Brasil. A Luta, os sonhos e muita determinação por oportunidade e uma educação cidadão e humana.
4 pessoas acharam isso útil.
Filipe Quintans
3 anos atrás
É um documentário fundamental para o Brasil. Roteiro, fotografia e montagem primorosos. Me peguei emocionado como há muito não ficava com um filme brasileiro.
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monica pamplona
11 meses atrás
Excelente documentário, apresenta de uma forma real a realidade das escolas públicas do Brasil. Parabéns.
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Genival Conrado
11 meses atrás
Um filme muito bacana e pedagógico que traz uma reflexão sobre a educação, escola e os/as estudantes.
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João Pedro
3 anos atrás
Sensacional!!! Mostra muito bem a realidade do Brasil!
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Alexandre Garé
11 meses atrás
Um documentário que mostra a realidade que os jovens estudantes do sistema público estão enfrentando, suas dificuldades de aprendizado e a falência do sistema educacional brasileiro.
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Matheus Mello Ferreira
3 anos atrás
maravilhoso, a delicadeza de mostrar os fatos sobre a educação, demonstra as grandes falhas sobre o Estado
2 pessoas acharam isso útil.
Ana Karoline Melo
3 anos atrás
Todos os interessados pela temática da educação DEVEM assistir. Necessário!!!
Boulos tá batendo um bolão ou um boulão nesta campanha do segundo
turno para prefeito de SP. Mesmo que não vença essa disputa, e não será fácil, mas com alguma possibilidade, e mesmo perdendo, deixará um
marco e lições para a esquerda em busca de novos caminhos...
Novos caminhos que podem buscar inspiração a outros
percorridos lá atrás. A campanha como Boulos está fazendo nos joga de volta aos anos 1980.
E foi nessa década que São Miguel Paulista se tornou uma das grandes referências no trabalho de
base com educação popular , ação cultural, promoção humana e mobilização social,
realizado pelas CEBs e outros organismos e pastorais da igreja católica em São
Paulo.
Este trabalho foi realizado pela decidida opção e apoio de Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Angélico Sândalo
Bernardino, respectivamente arcebispo de São Paulo e bispo auxiliar de São Miguel naqueles
anos..
Boulos nas ruas e nas redes atualiza o modo de fazer mobilização social
dos anos 1980.
A recomendação é, as lideranças
de esquerda com poder de decisão estejam atentas ao necessário trabalho de
base, para que campanhas como esta de
Boulos possam ser viabilizadas e sustentadas.
E não há muito tempo para esse despertar e decisão...
Como sempre, não é por falta de aviso.
Será, só imaginação? Será, que vamos conseguir vencer? Ou, nos
perderemos entre monstros da nossa própria criação ou da nossa própria omissão?
ELEIÇÕES 2024
A caravana que levou o menino Guilherme a encontrar Boulos na periferia de São Paulo
Estratégia para virar voto 24 horas por dia na reta final da campanha levou o filho de Marcos e Ivete Boulos a reencontrar o menino que, olhando nos olhos da miséria, decidiu dedicar a vida na luta contra a injustiça social.
REACT: A SABATINA DE BOULOS COM PABLO MARÇAL | Direto das Eleições com JORGE CHALOUB
GUILHERME BOULOS AMASSA MARÇAL EM SABATINA | PLANTÃO
Eliara Santana.
BOULOS, MARÇAL E A SABATINA
Assisti à sabatina que Pablo Marçal propôs a Guilherme Boulos (Psol) e Ricardo Nunes (MDB), que disputam o segundo turno para a Prefeitura de São Paulo. O nome da sabatina foi “Entrevista de emprego – quem será o próximo prefeito de São Paulo?”, bastante sugestivo. Achei muito boa, mas não quero atentar aqui para os detalhes em si do evento. Quero focar nas repercussões para refletir sobre alguns aspectos. Algumas análises em tom de crítica tiveram bastante repercussão no campo progressista. Com bastante ênfase, elas afirmam que Boulos foi um inocente útil, foi usado, que Marçal é um gênio e usou o evento para se promover.
Gosto muito dos especialistas porque eles falam sobre tudo: desde o que Lula deve ou não fazer no Planalto, até o que se deve fazer em relação ao genocídio perpetrado por Israel na Palestina, passando pelas lamentações sobre a Venezuela e, claro, ditando as músicas que devemos ouvir para reforçar que temos gosto musical e os livros que devemos destacar as capas para mostrar que somos todos intelectuais. Enfim, gostaria muito de ter essa expertise toda, mas não tenho. Então, farei somente alguns comentários simples sobre a sabatina, que foi realizada às vésperas do último debate na TV Globo e às vésperas da votação.
A “Entrevista de emprego” de Marçal com Boulos foi acompanhada ao vivo por 500 mil pessoas. Até o momento em que escrevo, sábado pela manhã, já teve quase 400 mil visualizações. Marçal falou em “respeito ao espaço democrático” salientando que o espaço estava aberto aos dois candidatos que avançaram ao segundo turno, mas que Nunes não havia topado participar.
É claro que a sabatina foi uma jogada excelente de Pablo Marçal para se manter em foco na mídia, nos corações e mentes e, sobretudo, para já adiantar a construção de um personagem palatável – mais ao centro, mais comedido, mais alinhado a prerrogativas democráticas – para 2026. Marçal é um personagem nefasto da cena política? Sim, é. Até aí, concordo com os especialistas.
Mas, no quesito “Boulos inocente útil”, discordo bastante. O candidato do Psol não chegou a disputar o segundo turno para a prefeitura da maior capital do país e uma das maiores do mundo por ser inocente, tolo, bobinho, enganável. Boulos tem uma trajetória de militância e de luta combativa, é uma pessoa séria e inteligente, tem uma ótima entrada no ambiente digital, não é um idiota. Cometeu erros, como todo humano comete. Mas teve inclusive a humildade de dizer que estava errado ao apoiar a Lava Jato contra o PT, lá nos idos de 2014/15/16 e o impeachment contra a Dilma, no começo. Aliás, seria muito bom que vários e várias que hoje estão aí nos holofotes como grandes porta-vozes do pensamento de esquerda tivessem também essa humildade e assumissem seus erros do passado – mas isso é tema para outro post. Sigamos.
A sabatina serviu para Marçal como serviu para Boulos – inclusive como resposta para um vídeo eivado de ressentimentos do ex-comunista Aldo Rebelo criticando o candidato do Psol. Portanto, eu acho, mas não sou especialista, que parte do pensamento crítico progressista precisa parar com essa dicotomia infrutífera do bem contra o mal – me espanta que critiquem os evangélicos por acreditarem nesse tipo de coisa –, de achar que o lado de lá está repleto de demônios e que do lado de cá só há anjos inocentes. Estamos falando em ambiente político, em estratégia política, em disputa, em DIÁLOGO COM O ELEITOR. E para além disso, vivemos em um mundo midiático – que extrapola muito a noção de saber atuar nas redes sociais. A mídia nos constitui como seres sociais, gostemos ou não. A comunicação jamais voltará a ser feita por sinais de fumaça e ligações do Orelhão. Respeito profundamente quem sente saudades de outros tempos, mas creio que precisamos olhar a realidade saindo um pouco do nosso lugar de conforto. É assim que a gente consegue ver o que está acontecendo.
A sabatina de Marçal com Boulos foi acompanhada ao vivo por meio milhão de telespectadores simultâneos. Boulos deu palco para Marçal, como dizem os especialistas. Mas também ganhou palco para dialogar e expor suas ideias. É uma questão de medir custos e benefícios – desde ontem, esse foi o grande fato da campanha. Para esse tantão de gente que acompanhou ao vivo, Boulos disse, por exemplo, que ao final de seu possível governo, ninguém estará sem moradia em São Paulo; disse que mulheres que sofrem violência terão prioridade em programas habitacionais e deu também outros recados bem direcionados: falou, por exemplo, que a Prefeitura não pode aparecer para os empreendedores apenas quando quer cobrar os boletos. Respondeu a provocações, fez outras, estava bem calmo e explicativo. Respostas curtas, fala breve sem raiva. Conseguiu dar recados.
Como disse, não sou especialista em nada. Mas espero, do fundo do meu coração vermelho, que os grupos de inteligência do campo progressista, da esquerda, estejam desde ontem assistindo e escrutinando a sabatina e assistindo de novo e parando o vídeo e anotando partes; vasculhando as redes de Marçal, procurando entender quem foi o público que assistiu ao evento, essas quinhentas mil almas, o que comem, do que se alimentam. Torço pra isso. A esperança é a última que morre.
P.S: Desculpem esse texto gigante num sábado!
Nunes e Boulos trocam acusações em debate sobre corrupção e extremismo e exploram Bolsonaro e Lula.
Lula
Advogado de Nunes vota em Boulos? Quem é o comediante que bombou nos intervalos do debate da Globo
Ator do Porta dos Fundos com extenso currículo no mundo das artes, Rafa Pimenta amenizou o clima tenso do debate com esquetes nas redes em que interpretava o advogado do "prefeitão top" nas redes. Assista aos vídeos.
O presente artigo relata como foi implementado o cineclube na Escola Júlia Teles, localizada no Conjunto Jardim, município de Nossa Senhora do Socorro, por meio de parceria com o Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, o qual teve como objetivo proporcionar diálogo entre os jovens ligados às oficinas dos ponto de cultura e os de outras realidade semelhantes, moradores de outros territórios, por meio do suporte fílmico. Apresentar o trabalho realizado pelo Cineclube Realidade é colaborar para inspirar novas iniciativas com propósitos semelhantes ou ampliá-las, bem como apontar possibilidades para a experiência democrática e inclusiva do audiovisual; e aqui, no caso específico do cineclube, permitir aos seus participantes uma saída dos limites condicionantes do território e das condições econômicas e socioculturais por meio do audiovisual.
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Um autodidata, um colecionador de relíquias, nos bastidores do audiovisual de Sergipe.
José Evangelista dos Santos (VANGE) nasceu em Penedo – Alagoas, há 60 anos. Vindo com a família para Sergipe ainda criança, completando agora 40 anos de profissão no audiovisual em Aracaju. Começou como contratado do SESC em serviços gerais, para dar cobertura ao meu pai que ali trabalhava na época e já se sentia cansado. Foi quando o SESC teve interesse em que eu aprendesse trabalhar em outras áreas. Então Assistente Social do SESC, responsável pela programação cultural na época, Ana Virgínia Araújo o convidou para trabalhar com sonorização, atendendo atividades do SESC na hora do almoço e final de semana no SESC do Siqueira campos, sábado e domingo para os comerciários. Fiquei um tempo na limpeza e passava duas horas no áudio, meu chefe era seu Mendes. No horário do intervalo de meio dia ia aprender.
Aprendi sobre o áudio. Foi então que surgiu o VHS o audiovisual e o SESC Nacional deu uma câmera ao SESC de Sergipe. Uma câmera acoplada com o cabo e o videocassete. Tinha cabo de 3 m e de 10 m. Ligado na energia. Nada de bateria ainda. Era uma câmera Sharp. Na rua ligava no poste ou numa loja, pedindo a alguém. Depois veio a outra câmera mais moderna, que o SESC adquiriu aqui em Aracaju, com a minha indicação e eu fiz um treinamento pra trabalhar com ela. Depois fiz cursos no SESC de Petrópolis, Paraíba, Salvador e São Paulo, por volta de 1984. Comecei então a trabalhar fazendo as primeiras gravações com o “Domingão do SESC” que era na unidade do Siqueira Campos. Daí em diante tudo do SESC era gravado.
Muita coisa hoje faz rir pela simplicidade e precariedade, mas foi tudo gravado. Depois o SESC passou e desenvolver projetos de apoio a grupos de teatro de Sergipe e então gravei espetáculos de 3 grupos. Imbuaça, Mamulengo de Cheiroso e o Grupo Teatral Mambembe. Saí do SESC e fui trabalhar na TASVIDEO e depois em 2010 montei minha Produtora. Hoje vivo desse trabalho e multiplico os conhecimentos formando outras pessoas nessa área, no serviço de publicidade.
O SESC apoiou o Grupo Teatral Mambembe de Sergipe, no ano de 1986 e me incumbiu de gravar a peça do Grupo “Quem Matou Zefinha?” na filmagem foi utilizada apenas uma câmera muito boa, uma Camcord da Sharp. Precária para o uso profissional na época, mas que para o trabalho de amador e de registro dava muito bem. Ela era usada no ombro e também em tripé. Durante a filmagem muitas imagens foram capturadas no ombro, sobre um praticável, que dava imagens aéreas e no tripé também. A gente fazia capturas panorâmicas, aéreas, Podia fazer movimentos para ter a melhor cena, facilitando a compreensão da peça para quem assistisse a gravação. Acompanhando e dando a melhor visibilidade para o público. Aquele zoom, eu usava a câmera num tripé pois se botasse a câmera no ombro, como estava distante da cena se botasse no ombro a imagem podia ficar balançando muito então pra dar estabilidade era melhor usar o tripé. Para que a imagem ficasse fixa e de boa qualidade. O zoom dessa câmera para a época era muito moderna. Era uma câmara 8X. Mas não tinha o zoom manual. Era zoom automático. Você controla o zoom na câmera, tem uma velocidade. Do mínimo ao máximo. Apertando, pressionando o botão vai acelerando, controla no dedo aperta o botão ele vai acelerando como se fosse um motor pra pegar a rotação. Você pode fazer ele rápido. Se pressionar com força, o zoom é mais rápido. Uma pressão do dedo mais leve, o zoom é mais lento.
Iniciei meus trabalhos em VHS e depois passei a utilizar outra câmera Sharp, que para fazer uma gravação tinha de levar junto com a câmera, além dos cabos, o aparelho de vídeo-cassete. A edição era muito louca. Com 2 vídeos cassete, com a fita gravada em um vídeo e a fita virgem em outro vídeo. Era uma edição caseira. Mas eram muitas limitações. Vejam que para fazer os cortes era muito complicado. Pois tinha de apertar o botão dando um espaço de contra até 9 para o equipamento começar a gravar a cena. Isso todas as vezes que fazia um corte. Isso era um macete. Eram algumas tentativas para dar certo o corte. Foi difícil, mas foi prazeroso. A legenda era feita em cartaz. E subia com a câmera pra simular uma rolagem na tela.
A minha equipe era apenas duas pessoas eu e José Lino Souza. Ele ficava encarregado mais da parte sonora. Mas gravava também. O nosso setor era de som e vídeo. Quando era acompanhamento de filmagem ele ficava com o som e eu ficava com o vídeo. Tenho hoje os equipamentos de quando eu comecei a minha carreira, minha trajetória. Tenho pra mim que o que a gente compra pra ganhar dinheiro não deve se desfazer, vender. Se já está obsoleto, deixe guardado. Apenas me desfiz de pouca coisa, visando adquirir outros mais atuais. Mantenho o equipamento deixar ele morrer por ele mesmo. Tenho muitos aí que tá funcionando ainda. O mais antigo é o VHSC, tenho, VHS, Hi8. Guardo suportes e mídias.
Eu fazia tudo com apenas uma câmera, um tripé uma bateria e a fita. Hoje para fazer um trabalho similar levo um caminhão de equipamentos, e no mínimo 5 pessoas pra fazer um trabalho como esse. Mas hoje uma equipe costuma ter 4 cinegrafistas, 4câmeras, um produtor, 3 assistentes, um motoristas, um iluminador com 3 assistentes que têm também mais 3 assistentes, isso para um filme comercial.
Tenho câmeras, fitas e aparelhos de vídeo. As mídias procuro guardar sempre em lugar livre do mofo. Em caixas de isopor. Tenho um armário apropriado que é uma pequena estufa. Os equipamentos eu procuro sempre de 3 em 3 meses fazer uma limpeza. Dar aquele banho de óleo WD, limpo cabeças de vídeo, aprendi limpar com papel ofício que não solta resíduos nem fiapos. Mas tem um couro, um tecido apropriado. Mas mantenho com o papel. Tenho um acervo formado não por carcaças mas equipamentos vivos que ainda funcionam. Funcionam as câmeras, e os aparelhos de reprodução. Guardar é preservar, dar manutenção, não é guardar num armário. Se tivesse uma instituição eu confiaria meu acervo sim. Meu sonho era um dia fazer um museu com meus equipamentos. Quando um dia fui fazer uma matéria na TV Aperipê vi que lá havia um grande acervo de equipamentos da emissora. Me interessei elo assunto e veio o desejo de fazer um museu com minhas relíquias, onde eu seja o curador, pegando equipamentos de outros produtores, mantendo o equipamento vivo. Não sei se os equipamentos da Aperipê ainda existem. Mas esse é um assunto de grande interesse.
Eu parei os estudos quando conclui o meu segundo grau. Não priorizei o estudo, mas valorizei em minha vida o aprendizado. Só 10 anos após de me iniciar como autodidata no audiovisual é que chegou na Universidade Federal de Sergipe – UFS o Curso de Radialismo e Televisão.
Eu aprendi fazendo. Eu sou cinegrafista, sou editor, faço eletricidade e faço hidráulica. O Cinema eu comecei também pelo SESC. Aprendi projetar em 16mm no CULTART da UFS com Djaldino Mota Moreno. Vivo o universo da prática do audiovisual. Através do SESC fiz treinamento com muita gente de fora de Sergipe, a exemplo do Roteirista e Crítico de Cinema Rubens Ewald Filho (1945-2019).
Não continuei com o cinema por não dar retorno de sustentação. Cinema dá troféu, mas aqui não dá dinheiro. Meus troféus são meus equipamentos. Escolhi a publicidade porque a prestação de serviço nesta área sempre foi mais promissor, dá pra sustentar a família.
Aprendi e busco acompanhar o avanço da tecnologia. Aprendi estudar as novas tecnologias e me adaptar aos avanços dos equipamentos. Saí do VHS fui para o MniDV, estudei o equipamento e o formato, comprei equipamento e me procurei me adequar a ele, fui pra o HD, a mesma coisa. Do HD fui para o FULL-HD e ainda continuamos. Hoje a gente tem o 4k e 6k então estou trabalhando com o 6K. O equipamento é praticamente o mesmo, mas com maior qualidade. Estou fazendo do FULL HD até o 6k.E as câmeras têm mais funções. Exige conhecimento técnico e muito estudo. Faço produção e outras funções. Faço transmissões ao vivo. O uso da internet trouxe mais qualidade àsu transmissões. Hoje faço captação, edição e transmissão. Agora estou trabalhando com uma Câmera Blackmagic Poket 6K-Pro. Estamos indo para a 8K, em breve terei também. Sigo fazendo mídia e criando novos profissionais.
O evangelho deste domingo ensina que a verdadeira grandeza vem do serviço e não da busca por poder. Jesus critica os discípulos por seu desejo de privilégios e enfatiza que, entre eles, não deve haver competição, mas diaconia. Leia a reflexão:
Nesse domingo, mais uma lição de Jesus na contramão do poder dominante (Marcos, 10, 35-45).
Tiago e João, egoístas e vaidosos, já querem garantir "lugar de honra" no Céu, do ladinho do trono divino.
Essa ambição apequenada gera discórdia e raiva entre os demais discípulos.
Os dois levam uma bronca do Mestre: "vocês não sabem o que estão pedindo!"(v. 38).
E ouvem a advertência de que a glória eterna de sentar-se ao lado de Deus não pode ser privilégio, benesse, honraria, "apadrinhamento".
Reconhecimento - que naturalmente todos buscamos - pressupõe esforço, entrega, aceitação do cálice do inevitável sofrimento. Não há luz sem cruz!
Por fim, um chamamento de Jesus que é uma revolução sobre o modo de agir na sociedade. O Mestre repudia a forma como os governantes do mundo exercem sua autoridade: com prepotência e arrogância, para dominar e oprimir, para servir-se e embriagar-se do poder e das mordomias.
Orienta postura diametralmente oposta: "quem quiser ser grande, o primeiro, torne-se o maior servidor" (v. 47).
Uma exortação à humildade e à simplicidade - raras, ontem e hoje, tanto entre os agentes públicos como entre os "vips" privados.
Foi sobre isso que Noel Rosa (1910-1937) alertou em sua " Filosofia": "quanto a você, da aristocracia,/ que tem dinheiro mas não compra a alegria/ há de viver eternamente/ sendo escravo dessa gente/ que cultiva a hipocrisia".
Papa Francisco não faz por menos: "o valor de uma pessoa não depende do papel que ela desempenha, do sucesso que faz, do dinheiro no banco. Não, não, não depende disso! A grandeza e o êxito, aos olhos de Deus, têm uma medida diferente: o serviço. O valor não está no que se tem, mas no que se dá! Quer se sobressair? Sirva. Esse é o caminho" (no "Angelus" de 19/9/21).
Servir é ser, é ir e doar-se, agora, já. Vamos nessa?
Homilia do Pe. Julio Lancellotti no 29º Domingo do Tempo Comum - 20/10/2024
Mudar o mundo não pelo poder e sim pelo serviço
XXIX Domingo comum: Mc 10, 35- 45.
Transformar o mundo pela doação da vida e não pelo poder
Irmão Marcelo Barros
Neste XXIX domingo do tempo comum, no ano B, o evangelho proposto pelo lecionário é Marcos 10, 35 a 45. Imediatamente antes, nos versículos 32 a 34, Marcos tinha descrito que ao sair da Galileia e subir para Jerusalém, a capital do país e centro religioso do Judaísmo, Jesus advertiu aos discípulos e discípulas, preparando-os para o que ele iria enfrentar em Jerusalém. Esse terceiro anúncio, descrito por Marcos, é mais concreto e detalhado do que os dois anteriores. Agora, Jesus diz claramente que ele e seus discípulos vão a Jerusalém e descreve como se antecipasse tudo o que iria acontecer ali. No entanto, de fato, apesar desses três anúncios, os discípulos continuaram incapazes de compreender o projeto de Jesus. No evangelho de Marcos, os discípulos têm grande dificuldade de compreender o ensinamento e a práxis de Jesus. As pessoas marginalizadas compreendem melhor.
Na situação em que viviam e de acordo com as promessas de Deus na Bíblia, os discípulos e discípulas de Jesus mantinham a esperança de que o Messias traria para o povo a libertação concreta do jugo romano que colonizava a Palestina. Aquilo que Jesus anunciou era o contrário. Soava como fracasso e aniquilamento não só pessoal, mas do projeto de libertação. De fato, para os discípulos que escutavam aquelas palavras, elas soavam como se Jesus estivesse dizendo que Deus queria que ele sofresse a rejeição, fosse condenado e morto na cruz. Portanto, os oprimidos continuariam oprimidos e a organização do mundo continuaria cada vez mais injusta.
Como pedir aos pobres que se conformem com a injustiça que os condena a uma subvida? Como dizer aos milhões de pessoas famintas que o máximo que podemos fazer por elas é passar fome junto com elas? Como convencer aos torturados e a todas as vítimas das injustiças no mundo que aceitem ser perdedores e perdedoras?
Mais tarde, no decorrer da história, pastores das Igrejas se tornaram ricos, ou ao menos, garantiram suas vidas e suas seguranças e aí sim aceitaram com facilidade o anúncio da cruz porque a interpretaram de forma espiritualista e intimista. Para muita gente na Igreja, tomar a cruz passou a significar a renúncia moral ao orgulho, a aceitação das provações que a vida acarreta e um caminho espiritual de mortificação interior. É claro que, para Jesus, não era isso. Mesmo ele tinha dificuldade de compreender, mas o que tinha claro era que não cumpriria a sua missão como um revolucionário que luta pelo poder, mas sim como alguém que propõe uma mudança de civilização e acredita transformar o mundo a partir da solidariedade e da justiça amorosa.
Na segunda parte do evangelho de hoje, Tiago e João, dois dos discípulos mais íntimos pedem para ser seus primeiros-ministros, quando ele, Jesus, instaurasse o reino divino em Israel. “Queremos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda” (no banquete do reino, ou para tomar o lugar de Moisés e Elias que eles tinham visto com o Cristo no alto do monte?). Jesus não os acusa de presunção nem de atrevimento. Só diz que o reino tem outra lógica.
Mesmo Jesus não consegue falar a linguagem de quem só entende a cultura do poder. Por isso, simplesmente responde que não cabe a ele decidir os lugares de honra. E se lamenta: "Vocês não sabem o que estão pedindo". Para demonstrar isso, usa duas imagens: a da taça de vinho e a do batismo. Duas imagens para aludir à sua morte na cruz que era a pena reservada pelo Império Romano aos escravizados e subversivos. Os discípulos não entenderam nada e Jesus retoma o que já havia dito antes: "Se alguém quiser ser o primeiro, o chefe dos outros, tem de se tornar o último de todos, o servo de todos" (Mc 9, 35).
Ao escutar, hoje, essas palavras, compreendemos que a cruz de Jesus já tinha começado bem antes dele ir para Jerusalém e ser preso. por estar subvertendo o sistema opressor. Para ele era um sofrimento imenso perceber o total fracasso de sua proposta junto ao grupo mais chegado.
Jesus não podia imaginar que a Igreja Católica e outras Igrejas criariam a estrutura hierárquica de poder sagrado que vigora até hoje e em nome dele. Provavelmente, Jesus nos diria o que dizia Pedro Casaldáliga: “As minhas causas são mais importantes do que a minha vida”. Assim sendo, ver que a sua proposta do reino de Deus vindo a partir do serviço e da cruz não era aceita nem pelos mais íntimos foi mais duro do que todos os golpes sofridos por parte dos soldados romanos.
Atualmente, a proposta de sinodalidade, feita pelo papa Francisco está enfrentando muitos obstáculos por parte de bispos, padres e grupos católicos tradicionalistas. Mesmo muitos que se dizem favoráveis, aceitam a sinodalidade desde que a partir do poder da hierarquia. Seria como se aceitassem o círculo, desde que quadrado.
Que possamos nos despojar de toda ambição de poder e aceitar viver a sinodalidade, ou seja, o caminhar juntos e juntas, através de nossas vidas. Assim, testemunharemos a circularidade das relações como nova forma das Igrejas serem e do próprio mundo novo que desejamos. Sejamos no nosso modo de conviver, agir e lutar as mudanças que queremos. Enfim, o evangelho de hoje nos diz que a libertação e a salvação acontece pela doação de vida, ou seja, pelo testemunho de amorosidade, de ética e de luta pela superação de todas as injustiças.