domingo, 21 de junho de 2015

Juca Ferreira ao 247: direita quer que o Brasil retroceda à Idade Média

Wilson Dias/Agência Brasil:
A onda conservadora bateu no teto e a sociedade brasileira já começa a reagir. Quem aposta nisso é o ministro da Cultura, Juca Ferreira. Em entrevista exclusiva ao 247, ele aponta o início de um processo de "tomada de consciência" por parte da elite pensante; "A movimentação não é apenas contra o PT e contra o governo É contra as conquistas que foram afiançadas a todos os brasileiros", diz ele; o ministro afirma, ainda, que as bancadas "da bala, da bola, da bíblia e do boi" não representam a tradição nacional; na entrevista, ele enfrentou temas polêmicos; disse, por exemplo, que Cristo aprovaria o gesto da transexual Viviany Beleboni, que se manifestou numa cruz, na última Parada LGBT; afirmou ainda que irá enfrentar as grandes corporações de tecnologia, como o Google, na luta para preservar os direitos autorais; por fim, disse ainda que a Lei Rouanet, "ovo da serpente do neoliberalismo", tem que acabar

21 de Junho de 2015 às 06:00

Playlist - Contra a intolerância religiosa - canções brasileiras de matriz afro.


Há diversas formas de prevenir/combater a intolerância religiosa. O nosso  cancioneiro popular fornece uma bom acervo de canções. A escola e os meios de comunicação são locus importantes para enfrentarmos o problema por meio dessa estratégia

Abaixo, algumas músicas ligadas a matriz afro brasileira que podem nos ajudar. Quem quiser/tiver outras sugestões pode enviar através dos comentários.



No endereço abaixo, uma série de músicas com temática religiosa de matriz africana.

http://afroreligiaonampb.blogspot.com.br/

Aqui a sequência das músicas acima  em playlist no youtube.
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por Yvonne Maggie

Menina apedrejada: fanatismo e intolerância religiosa no Rio de Janeiro

http://g1.globo.com/pop-arte/blog/yvonne-maggie/post/menina-apedrejada-fanatismo-e-intolerancia-religiosa-no-rio-de-janeiro.html

Assista no link acima gravação em video relacionada ao assunto.

Avó faz campanha pela tolerância religiosa, após agressão a neta

  RESUMO DO ARTIGO: Agressão contra a menina Kayllane Campos, de 11 anos, na saída de uma cerimônia de candomblé, seria impensável até pouco tempo no Brasil, onde casos de fanatismo e intolerância eram pontuais, de acordo com a colunista. Yvonne lembra, entretanto, que já houve perseguição e violência do Estado contra religiões de matriz africana. Especialista no tema, ela aponta marcos dessa perseguição que são visíveis até hoje. Por isso, aponta ela, a reação ao sectarismo precisa ser forte para evitar cenários como os que têm feito estragos em locais como Síria, Somália e Myanmar. LEIA A ÍNTEGRA ABAIXO:

“Achei que ia morrer. Eu sei que vai ser difícil. Toda vez que fecho o olho eu vejo tudo de novo. Isso vai ser difícil de tirar da memória”, afirmou Kayllane Campos, uma menina de onze anos, ferida no domingo dia 14 de junho, quando saía de uma cerimônia de candomblé em um subúrbio carioca, com sua avó e outros participantes, todos vestidos com as roupas brancas de santo.

Dois jovens agrediram o grupo atirando pedras, e brandindo a Bíblia gritavam: “É o diabo, vai para o inferno, Jesus está voltando”. Uma das pedras atingiu Kayllane na cabeça e lhe deixou um grande corte que sangrou muito. Os dois agressores fugiram de ônibus.

A menina disse à Globo News que o caso não abalara sua fé. A avó que a acompanhava na entrevista informou que é mãe-de-santo há mais de trinta anos, conhecida como Mãe Kátia de Lufan. O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20 da lei 7.716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional).

Fatos tristes como este estão acontecendo em muitos lugares do mundo de forma assustadoramente violenta e cruel, como na Síria, Somália e Myanmar. No Brasil, isso parecia ser impensável.

A história das religiões afro-brasileiras – atualmente também nomeadas religiões de matriz africana – foi marcada pela violência por parte do Estado, especialmente com o advento da República. O primeiro código penal republicano, de 1891, criminalizou e proibiu, em seu artigo 157, “Praticar o espiritismo, a magia e seus sortilégios, usar de talismãs e cartomancias para despertar sentimentos de ódio e amor, inculcar cura de moléstias curáveis ou incuráveis, enfim para fascinar e subjugar a credulidade pública.”

Os pais e mães-de-santo, e seus fiéis, eram presos e alguns até mortos nas investidas da polícia amparadas por este artigo. Estudei essa história no meu livro "Medo do feitiço" no qual analisei muitos processos judiciais e inquéritos policiais contra os que praticavam “o espiritismo, a magia e seus sortilégios...”.
Os legisladores acreditavam nos poderes da magia e a lei exigia a perseguição aos acusados de feitiçaria. Durante esta época o campo das religiões afro-brasileiras  foi sendo construído e, como diziam os juízes, “foi separado o joio do trigo”. Ou seja, os “charlatães” e “feiticeiros” foram punidos e os “verdadeiros religiosos” puderam seguir seu curso.
O Estado imiscuiu-se, dessa forma, nos assuntos da magia e interveio no combate aos feiticeiros regulando acusações e criando juízos especiais. A partir da mudança no Código Penal, em 1942, os casos de repressão foram escasseando, mas até hoje o curandeirismo é considerado ilegal.

Nas palavras do cronista João do Rio, em seu magnífico As religiões do Rio, 1904: “Vivemos na dependência do feitiço... somos nós que lhe asseguramos a existência com o carinho de um negociante por uma amante atriz...” . Ou seja, a repressão ao feitiço se fazia na lógica da feitiçaria e as pessoas buscavam às escondidas os médiuns. A relação entre a sociedade mais ampla e os terreiros era como a “de um negociante por uma amante atriz”, uma relação de fascínio, prazer, perigo e pecado. A crença atingia pessoas de todas as classes.

No Brasil, o fanatismo e a intolerância costumavam ser casos pontuais. Há histórias emblemáticas como a perseguição ao Xangô de Alagoas em 1912, estudado por Ulisses Rafael no seu livro "Xangô rezado baixo". Entretanto, alguém que se ache no direito de agredir e ferir outra pessoa por não professar a mesma fé, chame a crença alheia de coisa do diabo, do capiroto e, em nome de Jesus, erga a Bíblia contra “infiéis”, era quase impensável, mas desgraçadamente tem sido frequente nos últimos anos.

Fanatismo, intolerância e violência caminham juntos, embora, para nossa surpresa, Kayllane Campos tenha dito que, até então, nunca sofrera preconceito. Segundo a avó, a menina era iniciada há quatro meses e durante o período de feitura do santo, de iniciação, havia frequentado a escola sem ser alvo de nenhum tipo de discriminação, nem mesmo bullying, apesar de ir vestida de branco e com os colares rituais.

Mãe Kátia disse já ter sofrido e presenciado outros casos de perseguição, agressões verbais e até mesmo físicas, mas, desse modo, contra uma criança, nunca. Em Vila da Penha onde fica o seu barracão, outra casa de culto foi invadida e destruída por pessoas que ela acredita não serem evangélicas, pois “são pessoas fanáticas, loucas, que não têm Deus no coração.”

Nas palavras da mãe-de-santo, os casos de agressão que se repetem contra os praticantes das religiões afro-brasileiras por fanáticos que não aceitam a religião dos outros, ferem profundamente o sentimento brasileiro de sincretismo, de convívio entre as crenças. E ela tem fortes razões para crer que isso seja verdade. Embora sua neta seja iniciada no santo, sua filha, que mora ao lado com outros filhos também do candomblé, converteu-se ao protestantismo.

Segundo o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, o fanatismo religioso é um ato de barbárie.

Esses ventos que sopram para insuflar o ódio aos que usam branco, o branco da paz, como diz mãe Kátia, mas também o branco do candomblé, da umbanda e de outras religiões de origem africana podem produzir efeitos trágicos.

Para combater a intolerância religiosa Mãe Kátia está iniciando uma campanha na qual diz: “Eu visto branco, o branco da paz porque sou candomblecista e você?”

A reação à intolerância religiosa do grupo agredido e da menina ferida pela pedrada que poderia tê-la matado foi de convite à paz, de chamamento à não violência. Esta resposta ao sectarismo é um alento de esperança. Uma esperança de que não se repita aqui a loucura das guerras e dos ódios religiosos que tão mal têm feito em outras paragens!
 
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Tinha o povo de santo, tinha batista, católico, luterano, ateu e muçulmano. Tinha esta manhã, no Largo do Bicão, na Vila da Penha, uma multidão contra a intolerância religiosa, contra a 'afrofobia' - essa sim, estupidamente forte no Brasil.
Eu estava lá em nome da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, da qual sou titular. Nisso há unanimidade - ao menos de boca pra fora - no Congresso Nacional: o repúdio à agressão sofrida por Kayllane Campos, a menina do candomblé agredida por uns canalhas no domingo passado, que lhe atiraram pedras aos gritos de "vocês vão queimar no inferno, macumbeiros do demônio!".
Lembrei que a Constituição garante no Art. 5, inciso VI, que "é inviolável a liberdade de consciência e crença", e que a Lei 7716, de 1989, prevê cadeia para quem comete crimes de intolerância religiosa. Os agressores de Kayllane precisam ser identificados e detidos, urgentemente!
A Vila da Penha cantou, orou, dançou ao som de atabaques, invocou orixás e santos. Caminhou, com o branco da Paz. Confirmou que a melhor religião é aquela que não se considera melhor que nenhuma outra. E que o Brasil, para ser democrático de verdade, precisa respeitar sua própria diversidade, e o direito de crença e não crença.
Caminhemos. Os fascistas e energúmenos não passarão!

sábado, 20 de junho de 2015

Quanto vale o show… da Virada Cultural. Com complemento sobre a realidade local de Sergipe e sérias denúncias envolvendo a contratação de bandas e notas frias em todo o estado.

Cachês da Virada Cultural 2015 não são fabulosos e ilustram reflexo da popularidade de certos gêneros e da entressafra de outros

O rock perde de lavada: enquanto a calejada dupla sertaneja Cezar e Paulinho (autora do bordão “chique no úrtimo”) ganha R$ 50 mil pelo show na Virada Cultural, o grupo gaúcho Cachorro Grande amealha R$ 15 mil e a banda de metal Korzus levanta R$ 13 mil.
É um ordenamento natural de mercado, se for observada a recentíssima pesquisa da J.Leiva/Datafolha sobre as preferências culturais dos paulistas, um amplo levantamento dos gostos populares. O sertanejo é o gênero preferido para 45% dos paulistanos (e 53% dos paulistas), enquanto a MPB tem 24% e o rock 21%.
Abaixo, um pequeno levantamento feito pelo blog acerca dos cachês pagos pela Prefeitura de São Paulo para os artistas que se apresentarão neste final de semana – o cachê da maior estrela, Caetano Veloso, ainda não foi publicado, mas ele cobrou R$ 90 mil na sua mais recente apresentação para o poder público.
As chamadas “lendas vivas” conseguem cachês melhores, como Erasmo Carlos, Golden Boys e Jerry Adriani. Mas não é uma fábula, em minha opinião – chegaram a pagar R$ 700 mil para Seu Jorge cantar no Réveillon do Rio de Janeiro, e R$ 120 mil para Maria Rita. E é preciso notar que muitos dos cachês aqui incluem a apresentação de uma banda inteira, não somente do artista mencionado.
Alceu Valença R$ 70 mil
Anita Tijoux R$ 58 mil
Erasmo Carlos R$ 55 mil
Cezar e Paulinho R$ 50 mil
Diana Pequeno R$ 45 mil
Ira! R$ 38 mil
Fafá de Belém R$ 38 mil
Teatro Oficina R$ 30 mil
Golden Boys R$ 30 mil
Odair José R$ 25 mil
Eduardo Dussek R$ 25 mil
Língua de Trapo R$ 18 mil
Alaíde Costa R$ 16 mil
Curumin R$ 15 mil
Cachorro Grande R$ 15 mil
Korzus R$ 13 mil
Badi Assad R$ 11 mil
Eudoxia de Barros R$ 6 mil

Para saber mais sobre a Virada Cultural 2015

http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2015/#

 http://farofafa.cartacapital.com.br/2015/06/19/a-virada-e-importante-mas-insuficiente/

http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2015/06/20/virada-cultural-e-antropofagica-desde-seu-nascimento.htm

Plateia aguarda show da Virada Cultural do ano passado - Foto: Jotabê Medeiros

Junho de 2015. Realizada em Aracaju a oficina de danças circulares mais bonita da cidade.

Fotos Maíra Ramos (Ponto de Cultura Juventude e Cidadania)


 Queridas(os) dançantes.
Foi muito especial estar e dançar com vocês na bela roda que formamos. Agradeço a disponibilidade e a energia de cada um(a) que animou essa vivência compartilhada.  Àlvaro Pantoja



Sublime!!!

A Oficina de Danças Circulares dos Povos superou minhas expectativas (ainda que elas tenham sido sempre positivas!) e renovou meu espírito para essa tão prazerosa atividade. Sou grato a todos pela maravilhosa oportunidade de estar entre pessoas tão alegres, agradáveis, e tendo como facilitador um amigo tão talentoso e dedicado. Foi uma experiência vivificante, singular, e que certamente nos possibilitará novos belos encontros, novas partilhas e aprendizados nesse sempre dinâmico círculo de alegria, paz e meditação! - Maxivel Ferreira




Aprendi que As danças circulares não é apenas dançar. É um auto conhecimento, pois nela integramos rítmo, concentração, postura, leveza, harmonia entre os passos com todos os outros integrantes. Como também, o prazer de aprender novos conhecimentos. Para mim, significou um passo a mais dentro do curso de Dança Cigana, que também é a nível de auto conhecimento ao qual só acrescentou. E o mais importante pra mim, foi perceber o quanto essa dança vai me ajudar nos meus bloqueios pessoais. Tipo: saber acompanhar o grupo, quando este for para o lado esquerdo ou direito. Esta coordenação é o meu grande nó. Então para mim significa trabalhar este bloqueio através de algo prazeroso. Me dando maior estabilidade dentro dos meus conflitos. Para mim foi dez. E pretendo continuar.
  Lúcia

Contando com a maior quantidade de pessoas em uma oficina de danças promovida pela Ação Cultural, desde quando começamos a organizá-las no ano de 2004, esta 7ª edição realizada nesse inicio de junho de 2015 foi bastante satisfatória.
Para isso, foi muito importante as pessoas que colaboraram nos bastidores em forma de mutirão, a partir de uma visão de economia solidária, a qual combinou  trabalho voluntário e trabalho remunerado do focalizador, com base no conceito de ganha-ganha e preço justo.  Outra despesas também aconteceram com base nisso, como foi o caso das diárias da comunidade Bom Pastor e do taxista que ficou a disposição da equipe de produção e etc. Em razão disso se tornou possivel alcançarmos um pequeno superávit financeiro, ao contrário das duas últimas edições anteriores.
Nossos sinceros e entusiasmados agradecimentos a todas (os)  que colaboraram para o êxito da iniciativa. 
Zezito de Oliveira


Neste final de semana participei de uma gostosa oficina de danças circulares que aconteceu aqui em Aracaju, na comunidade católica Bom Pastor, no bairro Santos Dumont.
Foi uma delícia fazer essa oficina num cenário de muito verde, muitas flores, borboletas e beija-flores em plena Semana do Meio Ambiente! Nada mais apropriado!
Recomendo a quem puder participar de rodas de danças circulares, pois além de serem gostosas e não exigirem nenhum conhecimento prévio de dança (são danças coletivas que se dança em círculo), são terapêuticas.
A nossa roda está aberta a eventuais interessados. Vamos tentar voltar a nos encontrar regularmente para dançar! Sugiro visitarem a página Nós na Roda! Luis Joacy Matos

 Fotos abaixo - Luis Joacy



Uma canção coreografada para rodas de danças circulares e focalizada na oficina..


Uma canção mensagem para fortalecer o caminho e apresentado na oficina.
Kaira





Compositor: Toumani Diabaté - Letra Adicional: Arnaldo Antunes




A música muda você
Você muda mais alguém
Alguém muda outro alguém
Que muda você também

Você muda a cada momento
A música muda o tempo
Você é um instrumento
A música muda você

Pra melhor, pra melhor, pra melhor

A música muda o corpo
E a dança ajuda a mudança
A música de um outro
Desfaz a sua distância

O mundo muda você
Os outros te mudam muito
Você muda pra crescer
A música muda o mundo

Pra melhor, pra melhor, pra melhor

A música muda o vento
O pé também muda o chão
Assim como o pensamento
Muda sua sensação

A música muda tudo
E tudo muda você
Você é você porque muda
A música ajuda a ser

Bem melhor