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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Como o Brasil pode dar certo? Oportunizando voz e vez as meninas junto com os meninos e empoderando-os artisticamente e com conhecimentos para a transformação.

CINE REALIDADE NA INTERNET. 1ª Sessão

Filme acompanha os desafios de nove meninas de cinco regiões do país

Curta-documentário 'Essa é a Minha Vez!', feito pela ONG Plan International Brasil, discute o empoderamento de jovens, além de questões de violência, desigualdade, preconceito e exclusão
por Xandra Stefanel, especial para RBA publicado 07/02/2016 20:14
Reprodução Plan Brasil
Meninas
Filme apresenta nove meninas diferentes, com sonhos, planos, perspectivas e um desejo de mudança que as une

Por trás dos sorrisos reluzentes de nove garotas vindas das cinco regiões do país, há muitas preocupações com o futuro, com suas famílias e comunidades. O mini-documentário Essa é a Minha Vez! reuniu nove meninas que relatam suas experiências e os vários desafios que passaram e ainda passam em suas vidas: questões de violência, racismo, preconceito, desigualdade de gênero e pobreza.
Além de suas dificuldades, elas também contam como estão se tornando protagonistas de suas próprias histórias e como influenciam suas comunidades com ações que combatem o preconceito, seja ele de gênero, cor ou de situação social. “Falar, contar, dividir é tomar as rédeas da história. Quem não tem voz acaba por não existir. São nove meninas. Nove meninas com sonhos, planos, perspectivas. Nove meninas de diferentes lugares do Brasil. Nove meninas diferentes, mas com um desejo de mudança que as une. Nove meninas com voz”, narra o documentário.
O filme é resultado das ações do projeto This Is My Moment (Essa é a minha vez), da ONG Plan International Brasil. A iniciativa, que teve início em 2015, visa ao envolvimento e à visibilidade do papel das meninas no contexto dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, firmados na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no final do ano. Além do Brasil, participaram do projeto outros três países: Paquistão, Quênia e Filipinas.
Aqui, foram promovidos encontros locais entre vinte meninas de 14 a 19 anos nas cinco regiões do país, nos estados do Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará e Brasília. Desses eventos, foram escolhidas duas jovens de cada região que participaram de um encontro na capital, onde foram escolhidas duas participantes para representar o país na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Luiza e Irlane, ambas de 17 anos, se encontraram com outras garotas do mundo todo para pedir que os líderes mundiais coloquem os direitos das meninas na agenda de desenvolvimento pós-2015.
Com entrevistas das jovens e dos organizadores do projeto, o filme compõe um emocionante retrato que prova que existem muitas meninas em todos os cantos do país pensando e agindo para o crescimento do empoderamento das mulheres desde cedo. “Eu acho que a gente tem de conversar bastante sobre o tema, explicar sobre a igualdade de gênero, que a gente pode ter os direitos iguais, os mesmos que eles, e eles têm de fazer as mesmas coisas que a gente. Eu acho que é uma questão de bastante diálogo e tentar que aquilo entre na cabeça das pessoas (…). Eu sou a protagonista da minha história, com as minhas escolhas. (…) Eu quero ter e voz. E quero poder falar e ser ouvida. Então é o meu momento agora”, afirma Irlane, do município maranhense de Codó.





Observatório lança documentário para dizer não à redução da maioridade penal

O filme “É disso que eu tô falando” retrata alternativas construídas por organizações da sociedade civil para lidar com a questão da criminalidade na adolescência
Do Observatório
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O debate aconteceu no Fórum Social Temático, em Porto Alegre (Foto: Cristiana Engelmann)
Potencial: essa foi a palavra chave do debate de lançamento do documentário “É disso que eu tô falando”, novo projeto especial do Observatório da Sociedade Civil. Buscando argumentar contra a proposta de redução da maioridade penal, o filme traz as alternativas práticas construídas por Organizações da Sociedade Civil (OSCs) para lidar com a questão da criminalidade na adolescência. O ponto em comum entre todas é o reconhecimento e o fomento às potencialidades de cada jovem, por meio de ações culturais e educacionais.
O lançamento aconteceu na quinta-feira, dia 21/01, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e fez parte da programação do Fórum Social Temático 2016: FSM 15 Anos Porto Alegre. Compuseram a mesa de debate Nicolau Soares, coordenador do Observatório da Sociedade Civil; Edgar Bueno e Sócrates Magno Torres, diretor e roteirista do documentário, respectivamente; e Doroty Martos, membro do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 e representante do Cineclube Socioambiental.
“Quando começamos a pensar esse projeto, percebemos que existia bastante gente com materiais e vídeos denunciando os problemas da redução da maioridade penal. Então, decidimos mostrar o outro lado disso. Além de repudiar a redução, mostrar o que a gente queria que acontecesse. Estamos falando de coisas que funcionam, práticas que não têm a ver com punição, mas com uma forma mais humana de tratar a questão”, contou Nicolau Soares, coordenador do Observatório.
“Queríamos mostrar que, se o ECA for cumprido, não precisamos falar em redução. Esse recorte, essas instituições, são a ponta do iceberg. Existem muitas outras entidades que fazem trabalhos maravilhosos e que poderiam entrar nesse documentário”, concorda Edgar Bueno.
“Nós queríamos algo que fosse propositivo. Além disso, não queríamos fazer a mesma coisa que outros coletivos já fizeram contra a redução, e também fazer algo que não converse só com a gente. A gente queria um documentário que sensibilizasse as pessoas a quem falta informação”, avaliou Sócrates Magno Torres, que também é educador e tem grande experiência no trabalho com meninos/as em conflito com a lei.
“O fio condutor desse documentário veio de leituras de Paulo Freire e Ortega y Gasset, que é a questão de diferir as pessoas socialmente através de sua possibilidade ou não de lançar-se num projeto de vida. Olhando os projetos e a realidade das periferias, perguntamos se o que está faltando é legislação ou estas oportunidades efetivas”, completou o roteirista.
Mostrar o potencial
O lançamento teve um momento emocionante com o depoimento de Doroty Martos. Convidada para dar sua visão sobre o documentário, a ativista contou que viveu em Sapopemba e participou de projetos e militância junto ao CEDECA, uma das OSCs retratadas no documentário.
“Aquilo é tão real que nessa sala tem alguém real que poderia ter sido vítima da redução, porque também me vi em momentos no fio da navalha. Mas estou aqui hoje por pertencer a um lugar que tem uma produção cultural brilhante, com instituições fortes”, contou. “Hoje de manhã estava na mesma mesa que o Boaventura [de Souza Santos, sociológo português]. Tem noção do que é isso para uma menina que poderia estar ali, nesses projetos?”, emocionou-se.
Para ela, o trabalho das organizações e o discurso positivo são caminhos para desconstruir os argumentos favoráveis à redução da maioridade penal. “Nosso discurso deve seguir esse lado, de não mostrar a dor – porque eu também vivi muita dor, perdi muito amigo -, mas mostrar o potencial, o lado forte. É isso que nos dará argumento convincente para dizer não à redução, porque esses lugares têm uma riqueza brutal, uma produção de conhecimento, de troca de saber, de arte e cultura pulsante, vigorosa, que não pode ser encarcerada.”
É disso que eu tô falando
O documentário reúne depoimentos de membros de seis OSCs que atuam com jovens em conflito com a lei e discutem a respeito da redução da maioridade penal. As organizações Casa do Zezinho, Coletivo Pombas Urbanas, Instituto Daniel Comboni, Projeto Memórias Construídas e Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) de Sapopemba e Anistia Internacional mostram projetos que já estão em prática, com resultados positivos, e que poderiam ser reproduzidos em escala pelo Poder Público.
As falas demonstram como a proposta de encaminhar adolescentes de 16 e 17 anos para o sistema penitenciário não ataca os reais problemas da violência brasileira, além de aumentar a criminalização dos/as jovens, em especial negros/as, pobres e moradores/as de periferias. O documentário tem apoio do Instituto C&A e estará disponível em breve nos canais do Observatório na internet.



Vídeos Popular – 30 anos depois: ABCD Jovens 1/2 

 

 Gravada na região do ABC, esta série traz elementos e questões que afetam jovens de inúmeras regiões urbanas: diferentes identidades, linguagens e culturas, a inserção no mundo do trabalho e a discussão de temas que consideram importantes. Composta por 03 programas, esta série contou com a participação direta dos jovens na definição da forma de se apresentar, na documentação os aspectos que quiseram destacar, além de contar suas ideias, pontos de vista e historia de vida.
Depoimentos da Nanci Barbosa e Leonardo Duarte.


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O roteiro nasceu da necessidade de se criar uma voz que se rebatesse as vozes  massacrantes e da  impiedosa mídia policial que tanto estigmatiza o bairro,  a comunidade em que a escola está inserida. Foi muito importante para os alunos encontrar uma voz surgida das suas vozes, criando assim uma polifonia onde cada um se reafirma como protagonista dessa estória, uma nova estória agora contada por eles. O espírito de colaboração e acordo de idéias foi essencial nesse processo.

Para assistir/ouvir depois de ler os posts acima.




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