domingo, 6 de setembro de 2026

DJ, Política e Periferia: Por que uma Escola de DJ nos Pontos de Cultura?

 Reflexões a partir da setlist da DJ Percilia e experiências reais de formação, resistência e ocupação do espaço urbano

Ouvindo a setlist da DJ Percilia – uma DJ que admiro pela presença e pela seleção musical – fiquei pensando com meus botões: será que não rola algo assim nos nossos atos políticos de sindicatos, partidos e movimentos? Por que em sua maioria é de uma chatice que dói. 

E se contratar um bom DJ nem sempre é possível, por que não pensar em uma escola de DJ?

Essa ideia já me veio antes, junto com os companheiros do projeto Rap Identidade Cultural, que foi formado como uma das atividades do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, antes do golpe de 2016 que fechou o Ministério da Cultura e descontinuou o Programa Cultura Viva. O projeto não prosperou, mas teve início com a minha participação e a dos companheiros em uma oficina de DJ promovida pelo SESC-SE.

O que parecia apenas uma lembrança de uma ideia interrompida, no entanto, encontra respaldo em experiências reais e consolidadas pelo Brasil. A articulação entre formação técnica, cultura de periferia, ocupação do espaço urbano e resistência política é uma trilha que já vem sendo pavimentada – e merece ser retomada com força.




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