A pesquisa da AtlasIntel que gerou grande repercussão por apontar uma desaprovação de 72,7% entre jovens de 16 a 24 anos foi realizada entre os dias 15 e 20 de março de 2026 (e divulgada em 25 de março). O instituto também registrou fenômeno semelhante em outros momentos do ano, como no levantamento de janeiro de 2026, que apontou 75,5% de desaprovação nessa faixa etária, e em um monitoramento mais recente divulgado em 31 de agosto de 2026, que registrou 76,9% de desaprovação entre os jovens, reafirmando a tendência de alta na rejeição ao público jovem.
Diante desse cenário, e com resultado positivo nas eleições para o campo democrático , ou seja com a vitória de Lula e no caso do pior cenário com a derrota, é altamente necessário um estudo em profundidade e em conjunto por parte das fundações de estudos, pesquisa e formação dos partidos — PT (Perseu Abramo), PSOL (Fundação Lauro Campos e Marielle Franco) e PC do B (Fundação Maurício Grabois) —, visando reunir especialistas e lideranças juvenis, assim como adultos que lidam diretamente com jovens. O objetivo seria buscar um entendimento mais sistêmico e complexo sobre a questão, a fim de desenhar saídas de curto, médio e longo prazo para essa situação. Afinal, se não for enfrentada, essa tendência pode levar a esquerda a mais derrotas eleitorais além das que já vem acumulando.
E não será achando que com soluções como o Pé de Meia, Prouni, construção de mais escolas técnicas e universidades isso seja suficiente, mesmo que necessário.
Sobre o primeiro programa, o professor Luiz Felipe Miguel (UNB) escreveu
"Lembram de quando a gente criticava os governos do PT por priorizarem a inclusão social por meio do consumo, em vez da expansão e do aprimoramento dos serviços públicos socializados? Pois o pé-de-meia é a radicalização disto. Não se opera, por exemplo, para melhorar as condições materiais, de trabalho e o prestígio dos profissionais da educação. Em vez disso, se dá um trocado para que o estudante de licenciatura conclua seu curso." Leia o texto completo aqui
Já o professor Fernando Horta (UNB), em artigo de maio de 2023, faz uma avaliação contundente do ministério da educação, classificando-o como um dos piores do governo.
“Por outro lado, o Ministério da Educação – tomado pelos ‘banqueiros pela educação’ – era outro sangramento diário para o governo. Embora a manutenção do famigerado ‘Novo Ensino Médio’ seja, de longe, o para-raios das críticas ao MEC, não são as únicas. A manutenção de dezenas de bolsonaristas em cargos dirigentes e cargos de confiança e a submissão dos profissionais que lá estão aos ditames do neoliberalismo das fundações vinha desgostando numerosos grupos sociais. De alunos a professores (o coração da educação) há consenso que este é o pior ministério do governo. Camilo Santana, contudo, mantinha firme seu propósito de fazer uma educação alijada dos interesses de professores e educadores.” Leia o texto completo aqui

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