terça-feira, 22 de setembro de 2026

Pedrada (Chico César) & O Vento da Democracia ( Letra: Carlos Rennó. Música: Ivan Lins e Edu Krieger). 13 canções para tocar mentes e corações a favor da melhor decisão em 04 de Outubro, incluindo câmara e senado.

 Pedrada (Chico César)

Cães danados do fascismo

Babam e arreganham os dentes

Sai do ovo a serpente

Fruto podre do cinismo

Para oprimir as gentes

Nos manter no escravismo

Pra nos empurrar no abismo

E nos triturar com os dentes

Ê república de parentes pode crer

Na nova Babilônia eu e você

Somos só carne humana pra moer

E o amor não é pra nós

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah

Ê república de parentes pode crer

Na nova Babilônia eu e você

Somos só carne humana pra moer

E o amor não é pra nós

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah

Cães danados do fascismo

Babam e arreganham os dentes

Sai do ovo a serpente

Fruto podre do cinismo

Para oprimir as gentes

Nos manter no escravismo

Pra nos empurrar no abismo

E nos triturar com os dentes

Ê república de parentes pode crer

Na nova Babilônia eu e você

Somos só carne humana pra moer

E o amor não é pra nós

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah

Ê república de parentes pode crer

Na nova Babilônia eu e você

Somos só carne humana pra moer

E o amor não é pra nós

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah, queima, queima (fogo, fogo)

Uh uh uh (fogo, fogo)

Queima, queima

Todo homem que oprimi o outro homem

Por ganância, por dinheiro

Faz da nossa revolta teu incêndio

Cada um de nós com uma fagulha senhor

E queima a Babilônia

Fogo, Jah, fogo, Jah

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah


LIVRO DE DANIEL: PEDRADA ANTICAPITALISTA – do CEBI-MG, set./2026

Ê, República de parentes pode crer
na nova Babiblônia eu e você
Somos só carne humana para moer…
E o amor não é para nós!
Mas, nós temos a pedrada para jogar,
a bola incendiária está no ar:
fogo nos racistas!
Chico César, Pedrada

E fogo em toda estrutura e sistema de opressão que geram silenciamentos, apagamentos, deslocamentos forçados, feminícidos, violência… morte (aquela imediata e a dada lentamente, com a fome ou a escala 6×1). É a partir desta realidade que, no ano de 2026, somos chamados, convocadas a ler, estudar, aprofundar o livro de Daniel para o mês da Bíblia.
Nós que somos do CEBI-MG, da caminhada do movimento bíblico libertador, que tentamos, com nosso esforço militante e comprometido a responder aos desafios e urgências da nossa história, sabemos que ler a Bíblia nunca será um exercício neutro.
Contra toda pretensa nossa opção ética-hermenêutica é a de lutar com a Palavra, desconfiar, suspeitar, dos usos (e abusos) do texto biblíco para fazer descobrir o conflito, os de ontem e os de hoje.
Se o fundamentalismo paralisa a crítica e encobre, subsumindo num caldo neutro e requentado pela rotina de uma pastoral biblíca genérica e covarde, a gente tenta promover um encontro fecundo entre a trama que compõe o texto da Bíblia e o tecido que faz nosso corpo (pessoal, social, do mundo).
Para isso, a educação popular: quando na nossa conversa bíblica não faltam as perguntas e questões que tocam no modo de produzir e reproduzir a Vida. Esta tarefa biopedagógica-teológica não é fácil nem cômoda: habitamos o aperto, a perversidade da luta de classes, o lugar sufocado da fronteira, o entremeio, experimentando e compartilhando com as maiorias pobres e trabalhadoras aquele desespero de não saber como irá sobreviver à semana.
Deste (não)lugar, a gente precisa (de precisão), alguns mundos. A gente fala e a pronúncia da nossa vez vem do chão em que a gente pisa. Onde pisam os pés, a cabeça pensa e sente o coração: está. Cada ser- da-cultura é um mundo peculiar, próprio. A cultura existe como acontecimento, imaginário, afeto, visão de vida, das relações, das identidades.
Nossa Educação (e nossa leitura bíblica) é Popular não somente porque lançamos mão de métodos e metodologias que facilitam a participação; nem porque é uma tendência da moda, «trend», nem muito menos uma roupagem acadêmica neutra e despolitizada, mas porque conhecemos e reconhecemos que nosso horizonte hermenêutico se dá a partir de “pessoas postas à margem: os muito pobres, os servos, os excluídos, os migrantes ‘sem eira nem beira’, os aquietados, mas sempre à beira da revolta” (Brandão).
Contra as cômodas e adequadas generalidades, está nossa posição carregada da mais radical intencionalidade. Radical não no sentido de ser extremista, mas no sentido etimológico de superar as injustiças pela raiz. Quando indicamos «educação», pensamos em «popular». Quando falamos em teologias, queremos sublinhar «libertadoras». Quando dizemos Leitura Popular da Bíblia, sublinhamos «revolução».
Quando dizemos “livro de Daniel”, supomos a apocalíptica, a linguagem dos vencidos, que tiveram de inventar sua esperança num momento de esgotamento das possibilidades, de aplastamento, esmagamento de qualquer alternativa.
Quando falamos da pedrinha miúda, dizemos da organização dos sem-poder que, desde a marginalidade, encontram formas de vencer o gigante que pisa forte e cruel.
Quando falamos de novela bíblica, com as apocalípticas (que sempre foram profecias), queremos indicar a necessidade de
se criar imaginários que engendrem novos mundos, com arte, poesia e beleza.
Quando sublinhamos resistência, lembramos dos corpos que valem nada, dos que estão na mira lógica da calculadora depredadora e depravada do capitalismo-patriarcado e das companheiras mulheres que resistem com Susana.

Quando dizemos “mês da Bíblia” não queremos só falar de uma agenda da Igreja Católica, mas da oportunidade de encontro, conversa, discussão, estudo e mutirão… no meio do Povo. Quando falamos Povo, dizemos daqueles que sabem de antecipar bravamente um futuro outro… os palestinos, quem em intifada, com as pedras na mão, nos ensinam sobre coragem e história.
Intifada, com a pedra nas mãos, derrotar os gigantes, em sonho novo, sangue Povo, cantar o amanhã que virá… não porque promessa,
mas porque outros mundos já existem entre nós!

Denis e Thalita,
pela Equipe de Publicações do CEBI-MG

Obs.: Segue, abaixo, em pdf, a íntegra do LIVRO DE DANIEL: PEDRADA ANTICAPITALISTA, do CEBI-MG, Set./2026.

Pode baixar gratuitamente, ler e compartilhar. Oxalá a leitura atenta nos inspire nas lutas necessárias pelo que é justo, bom e belo.

Livro de Daniel em PDF Pedrada anticapitalista Texto-base do CEBI-MG 2026

https://cebimg.org.br/2026/09/21/livro-de-daniel-pedrada-anticapitalista-do-cebi-mg-set-2026/


O Vento da Democracia (Vento Bom) conta com a participação de 37 artistas, como Zeca Pagodinho, Seu Jorge, Daniela Mercury, Chico César, Maria Gadú, Zélia Duncan, Simone e muitos outros. Clipe da canção conta com imagens de Bob Wolfenson e produção do Coletivo Bijari

Por SOM.VC - 16 de setembro de 2026 11:23

S.O.M - Sistema Operacional da Música – acelera oportunidades na cena independente.

Desde os tempos antigos até os dias de hoje, a busca por liberdade e justiça tem sido marcada por grandes desafios. A luta pela democracia ressoa profundamente ao redor do mundo. A música popular brasileira segue pródiga em canções que falam das demandas e inconformidades da sociedade brasileira.

No dia 18 de setembro (sexta-feira), Carlos Rennó, Ivan Lins e Eduardo Krieger foi lançada  a canção inédita “O Vento da Democracia (Vento Bom)”, um projeto que visa a ser uma contribuição artística da música brasileira para a democracia. De autoria de Rennó (letra, projeto e direção artística), Ivan e Krieger (música), com produção musical de Domenico Lancellotti, direção de produção de César Lacerda e produção executiva da Circus Produções, o single é uma carta aberta à igualdade.

A música conta com a participação de 37 artistas, entre eles Zeca Pagodinho, Seu Jorge, Daniela Mercury, Chico César, Maria Gadú, Zélia Duncan, Simone, Monica Salmaso, Delacruz, Duda Beat, Flor Gil e Moreno Veloso.

Além do single, o clipe “O Vento da Democracia (Vento Bom)”, com produção do premiado e engajado Coletivo Bijari, ganha vida com imagens de Bob Wolfenson. Ao longo do videoclipe, o público entra em contato com imagens produzidas por Wolfenson em diversos momentos da história do país, trazendo a essência da busca pela democracia ao longo do tempo e elementos da cultura do Brasil.

“Fui instado a escrever essa letra diante da onda antidemocrática que assola não só o nosso, mas muitos países no tempo presente. E para responder à questão: democracia para quê e para quem, em primeiro lugar? Espero que tenha sucedido bem na missão que me impus. Penso também que o elenco, quantitativamente admirável, que conseguimos reunir corresponde ao que pretendi no plano temático: uma grande diversidade de artistas – admiráveis também em termos qualitativos – em matéria de estilos, gêneros e gerações”, diz Carlos Rennó.


Fascismo: afinal, do que estamos falando?

A palavra fascismo voltou a aparecer com muita frequência no debate político brasileiro. Mas o que ela significa? De onde veio? Quais são suas principais características? E quando chamar alguém ou algum movimento de fascista deixa de ser uma análise histórica e passa a ser apenas um xingamento político?

Para ajudar a responder essas perguntas, reunimos abaixo alguns conteúdos curtos, didáticos e criativos. A proposta é simples: informar para compreender melhor, e compreender para participar do debate público com mais consciência.

🎥 Para começar: o fascismo explicado de maneira simples

Canal Nostalgia — O que é Fascismo? Entenda de um jeito SIMPLES

Assistir ao vídeo no YouTube

Com animações e linguagem acessível, o vídeo apresenta a origem do fascismo e algumas de suas características: nacionalismo, culto ao líder, construção do inimigo, rejeição do pluralismo, elitismo e valorização da violência política.

🎥 Em cerca de 12 minutos

BBC News Brasil — Glossário político: O que é ser fascista?

Assistir ao vídeo no YouTube

Um bom material para entender por que a palavra “fascista” é tão utilizada atualmente e quais são seus significados históricos e políticos.

🎧 Em apenas 2 minutos e 40 segundos

CBN — De novo no debate político, termo “fascismo” encontra definição na história

Ouvir na CBN

Uma introdução muito rápida ao tema, útil para quem quer começar sem entrar imediatamente em uma discussão mais longa.

📖 Para quem prefere ler

BBC News Brasil — O que é fascismo?

Leia o texto da BBC

O texto apresenta diferentes interpretações históricas e ajuda a compreender por que o conceito não deve ser utilizado de maneira indiscriminada.

🎧 Para aprofundar

Lincoln Secco — Fascismos ontem e hoje

Ouvir no Le Monde Diplomatique Brasil

Uma conversa mais longa com o historiador Lincoln Secco sobre as origens históricas do fascismo, suas bases sociais e suas manifestações contemporâneas.


Uma pergunta para começar a conversa

Talvez uma boa maneira de terminar — ou começar — uma roda de conversa seja perguntar:

Quando tudo aquilo de que discordamos passa a ser chamado de fascismo, não corremos o risco de banalizar o próprio conceito?

Compreender o fascismo não significa concordar ou discordar de uma posição política específica. Significa conhecer a história, reconhecer suas características e utilizar os conceitos políticos com responsabilidade.

Informação também é uma forma de participação cidadã.

FASCISMO EM 5 IDEIAS-CHAVE

Ultranacionalismo — a nação é colocada acima dos direitos e diferenças individuais.

Autoritarismo — concentração de poder e redução dos espaços de oposição e participação política.

Culto ao líder — a figura do líder é apresentada como expressão da própria nação e como solução para seus problemas.

Construção do inimigo — grupos políticos, sociais, étnicos ou culturais são apresentados como ameaça à comunidade nacional.

Violência política — a violência contra adversários pode ser legitimada ou glorificada como instrumento de transformação política.

Importante: essas características ajudam a identificar o fenômeno, mas nenhuma delas, isoladamente, é suficiente para definir um movimento como fascista.

Leia também: 

13 canções para tocar mentes e corações a favor da melhor decisão em 04 de Outubro, incluindo càmara e senado..Reis do Agronegócio (Chico César)


domingo, 20 de setembro de 2026

2. Porque sabemos o que significa perder uma política pública

A história da Ação Cultural também é marcada por interrupções. Quando uma política cultural desaparece, não desaparecem apenas recursos: interrompem-se oficinas, processos formativos, articulações, redes e vínculos construídos durante anos. Por isso, a retomada da Cultura Viva tem um significado concreto para quem viveu esse processo.



Nenhum comentário: