Mais de 35 pessoas prestigiaram a sessão especial com documentários sergipanos e rodas de conversa que emocionaram público interno e externo
Por Equipe Cine Realidade
Na última segunda-feira, 01 de junho de 2026, o SAME – Lar de Idosos foi palco de mais uma sessão de sucesso do Cine Realidade. A partir das 15h, no espaço de eventos da instituição, mais de 35 pessoas — entre residentes, familiares, amigos, parceiros da Ação Cultural e comunidade externa — vivenciaram uma tarde de cinema, memória e afeto.
A organização e a receptividade da instituição foram impecáveis, assim como a participação calorosa do público interno e externo. O evento reafirmou o compromisso do cineclube em levar arte e cultura a espaços de acolhimento, promovendo o cinema como ferramenta de cuidado, cura e salvação — palavras que ecoaram na fala de Zezito de Oliveira, curador do Cine Realidade e do querido Antônio Vieira, personagem do filme "Brasinha: o som que não envelhece."
Abertura com afeto e história
A sessão foi aberta por Antônio Vieira (o Brasinha) e pela jovem aprendiz de audiovisual Iasmin Feitosa, que realizaram uma breve entrevista ao vivo sobre o processo de construção do minidocumentário Brasinha – O som que não envelhece. Eles introduziram os trabalhos que seriam exibidos, explicando a importância da Oficina de Audiovisual e as experiências e impressões de Iasmin ao entrevistar Antônio, além do direcionamento sensível dado por Marcel Magalhães durante todo o processo.
1ª Exibição – "Han"
O curta-metragem Han, direção de Janaina Aurem e André Aragão, abriu a programação com uma narrativa silenciosa e visual sobre três gerações no interior nordestino.
Durante a exibição, o público demonstrou total atenção à tela. Foram observadas risadas leves durante cenas naturalmente humorísticas e expressões reflexivas na cena final, que retratou de forma poética e contundente a dura realidade de muitas famílias brasileiras.
Ao final, o filme foi recebido com muitos aplausos.
2ª Exibição – "A Menina Que Tocou o Arco-Íris"
O episódio especial sobre a trajetória de Maria Feliciana – sergipana conhecida como a mulher mais alta do Brasil – contou com a presença ilustre de dois filhos da homenageada: Shirlei (Chirles) e Cleverton.
Ambos se emocionaram profundamente ao rever a resiliente trajetória da mãe. Muitos presentes que ainda não conheciam Maria Feliciana passaram a conhecê-la por meio do filme, criando uma ponte afetiva entre passado e presente.
✨ "Ganhou o mundo, carregou o mundo, abraçou. E deu continuidade até seu último momento. Ela sempre teve orgulho de ser sergipana..."
— Chirles, filha de Maria Feliciana
A exibição foi finalizada com muitos aplausos e forte emoção em todo o ambiente.
3ª Exibição – "Brasinha: O som que não envelhece"
Antes da última exibição, foi feito um discurso inicial reforçando a importância da Oficina de Audiovisual e o valor de registrar histórias de vida como a do senhor Antônio Vieira.
Durante o filme, observaram-se:
muitos sorrisos
comentários discretos e afetuosos
expressões positivas e olhares reflexivos
momentos de comoção ao final
Alguns convidados demonstraram concordância e identificação com falas do entrevistado, reconhecendo suas próprias histórias nas palavras do músico sergipano.
Roda de conversa: emoção em cada palavra
Após as exibições, o espaço se transformou em um círculo de memórias e afetos.
Chirles, filha de Maria Feliciana, tomou a palavra e emocionou os presentes. Ela compartilhou que sua mãe, em vida, chegou a expressar mais de uma vez o desejo de morar no SAME. Ao concluir, afirmou ter orgulho de dar continuidade à família e agradeceu emocionada a Marcel Magalhães por acolher a história de Maria Feliciana com tanto carinho.
Antônio Vieira (Brasinha) falou em seguida. Ele explicou que o apelido "Brasinha" surgiu por conta de sua paixão por cantar muitas músicas de Roberto Carlos, tendo sido batizado assim por Luiz Trindade.
Agradeceu a todos os presentes — incluindo amigas e amigos — e à OSC Ação Cultural, finalizando com uma declaração que ficará guardada na memória de quem estava ali:
🎵 "A arte é fonte de redenção."
— Antônio Vieira (Brasinha)
Um cineclube de impacto social que segue investindo na arte
O evento foi marcado por grande envolvimento emocional do público, com destaque para as homenagens às trajetórias de vida de Maria Feliciana e Antônio Vieira — dois símbolos vivos da cultura sergipana. O Cine Realidade segue firme em sua missão de exibir filmes de impacto social, promover a valorização do público 60+ e fortalecer a identidade cultural sergipana por meio do cinema.
📸 Galeria
]Registros da sessão especial no SAME – Lar de Idosos, com a participação emocionada de familiares, residentes e equipe organizadora.
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