Madri, Encontro com os Membros do Parlamento Espanhol, 8 de junho de 2026 – Papa Leão XIV
O Papa: uma sociedade justa defende toda vida humana, os pobres, a paz e a liberdade
Leão XIV é o primeiro Papa a visitar o Congresso dos Deputados, sede da vida institucional, jurídica e democrática da Espanha. Ele exortou à paz através da coragem da negociação, denunciando o rearmamento na Europa e no mundo: "A verdadeira segurança vem do respeito pelo direito internacional". Ele fez um apelo em prol da defesa da vida e da família, bem como da proteção da liberdade religiosa. Pediu respostas concretas para a crise migratória a fim de garantir acolhimento e integração.
Fonte: Vatican Media
Salvatore Cernuzio – Correspondente em Madri
Temas políticos: paz, negociações, rearmamento, migração, leis, polarização; temas éticos: a família e a proteção da vida em todas as suas fases. Em seguida, o apelo à liberdade de consciência e de religião (incluindo o sigilo da confissão), o cuidado dos pobres e, por fim, uma mensagem para a Espanha, a Europa e o mundo: "Toda sociedade verdadeiramente justa se funda no reconhecimento da dignidade inviolável da pessoa humana."
Leão XIV discursou no coração do templo da vida institucional, jurídica e democrática espanhola: o Palácio das Cortes, sede do Congresso dos Deputados. Ele é o primeiro Papa a discursar nesta câmara onde a convivência social toma forma jurídica. Quinhentos parlamentares e senadores estiveram presentes e acompanham com um longo aplauso a entrada de Leão XIV, que chegou por volta das 10h30 ao pátio da Carrera de San Jerónimo, recebido pelos presidentes do Congresso e do Senado, Francina Armengol e Pedro Rollán. Estava presente o presidente do governo, Pedro Sánchez, que já tinha sido recebido pela manhã na Nunciatura Apostólica. Leão XIV agradeceu, cumprimentou e apertou a mão dos diversos representantes das instituições, além de assinar o Livro de Honra. No discurso em espanhol, ele esclareceu imediatamente que se apresenta ao Congresso “como Bispo de Roma e Pastor da Igreja Católica” para dar “um gesto de proximidade para com a Espanha, no âmbito da cooperação recíproca, e uma palavra oferecida a serviço da pessoa humana”. Sempre, ressaltou, “no respeito à missão própria das instituições e da legítima responsabilidade daqueles que receberam o mandato de legislar”.
O legado da Espanha na consciência internacional
É justamente a atividade legislativa, observou o Papa, para além de todas as diferenças, que se deparar com uma pergunta decisiva: “Que concepção da pessoa humana inspira as leis e que tipo de sociedade essas leis constroem?” A essa questão segue-se um longo e rico excurso sobre a história e o patrimônio de Espanha, uma terra onde a fé se entrelaçou com a razão, a arte com o direito, a tradição com o pensamento: "Um legado que moldou uma forma singular de viver a liberdade, praticar a justiça e ordenar a vida comum". As palavras de Leão XIV alternam, assim, entre Dom Quixote e Santa Teresa de Ávila, a tradição jurídica e a metafísica de Unamuno. Depois, a Escola de Salamanca, 500 anos atrás, que "contribuiu para a formação de uma consciência jurídica e moral" capaz de recordar que "todo o ser humano deve ser reconhecido como sujeito de direitos e deveres". Um anseio que ainda hoje ressoa:
“Que a dignidade, a justiça e o bem comum sejam a medida das relações sociais, tanto no âmbito nacional quanto internacional.”
Esta é uma das grandes heranças do país, que entrou na consciência da comunidade internacional, onde, como afirma Leone, continua a ser colocada a questão de "como construir a paz com base no reconhecimento da pessoa e não na imposição da força".
Paz, um imperativo moral. Guerra, uma derrota dolorosa
E à paz, não apenas uma "aspiração política", mas um "verdadeiro imperativo moral" numa era de violência e polarização, Leão XIV dedicou a maior parte do seu discurso. A paz, disse ele aos políticos espanhóis, exige "instituições a serviço do encontro", "verdade e reconciliação", "amizade civil" e "respeito mútuo mesmo em meio a divergências". No âmbito internacional, "a paz exige coragem diplomática, responsabilidade ética e uma visão de futuro baseada no respeito pela identidade de cada povo e na obrigação dos Estados de resolverem suas controvérsias através de meios pacíficos oferecidos pelo direito internacional".
“Toda guerra é uma dolorosa derrota para a capacidade de negociação e também para aquela consciência humana comum que reconhece os laços de justiça entre as nações. As armas podem impor um silêncio temporário, mas jamais poderão construir uma paz autêntica e duradoura.”
O desenvolvimento de tecnologias e IA
De acordo com o Papa, é "preocupante" que, em várias partes do mundo e na Europa, o rearmamento esteja ressurgindo como uma "resposta quase inevitável" diante da fragilidade do cenário internacional: "A verdadeira segurança, ao contrário, provém da justiça, do diálogo paciente, do respeito ao direito internacional e de uma política capaz de colocar a vida dos povos acima dos interesses que lucram com a guerra." E "o desenvolvimento de novas tecnologias e da Inteligência Artificial na esfera militar também exige uma vigilância ética rigorosa, para que as decisões sobre a vida e a morte nunca sejam delegadas a automatismos nem subtraídas à responsabilidade moral da pessoa humana”.
“A Comunidade internacional é chamada a redescobrir o valor indispensável do diálogo como um caminho paciente rumo a acordos justos e duradouros, baseados no respeito dos tratados, na transparência da ação diplomática e na sincera vontade de antepor a paz ao uso da força. Daí nascem a confiança e a esperança.”
A defesa da vida humana, objetivo da civilização
O Papa, portanto, apelou a uma “cultura da reciprocidade”, recordando que “o pluralismo político não deve degenerar em descrédito permanente do adversário” e que “na convivência madura, até mesmo o conflito pode se tornar um passo rumo à paz”. O perigo, continuou o Pontífice, reside em outro tipo de cultura: a “cultura do descarte”, termo cunhado por Francisco para indicar a principal ameaça à convivência social. Leão XIV a invocou para dirigir “uma palavra serena e decisiva” aos responsáveis pela regulamentação jurídica dessa convivência social. Ele introduz o tema da vida, um “valor fundamental” para o futuro das sociedades.
“Uma comunidade pode ser considerada plenamente justa se deixar à margem a criança ainda por nascer, o idoso, o doente, aquele que sofre em silêncio ou quem depende inteiramente dos cuidados dos outros? A defesa da vida humana não é uma questão de interesse particular ou confessional: é um objetivo da civilização.”
"Toda vida humana deve ser reconhecida e protegida desde a concepção até o seu fim natural, em todas as circunstâncias de sua existência”, afirmou o Papa. “Quando essa certeza se ofusca, os mais vulneráveis são as primeiras vítimas e a lei perde seu significado mais profundo: servir e proteger cada pessoa”.
“A grandeza moral de uma nação manifesta-se, sobretudo, na sua capacidade de acompanhar, proteger e amar aquelas vidas marcadas por maior fragilidade.”
O valor da família
Neste contexto específico, a família tem uma importância crucial, "o alicerce natural da comunidade" e "a escola da humanidade", onde se aprende "a gramática elementar da convivência". Quando a família é apoiada, "a estabilidade espiritual e social das nações também se fortalece", assegurou o Papa, pedindo uma colaboração com as instituições educacionais, que são chamadas a "respeitar o direito primordial e inalienável dos pais de escolher o tipo de educação e formação que darão aos seus filhos, em consonância com as suas próprias convicções morais, culturais e religiosas".
Respostas concretas ao drama da migração
Na perspectiva da dignidade humana, o Papa Leão abordou a questão da migração, drama que "hoje desafia a consciência das nações e o fundamento ético da ordem internacional". "Muitos homens, mulheres e crianças são forçados, frequentemente devido a circunstâncias dramáticas, a deixar suas comunidades e abandonar entes queridos, histórias e laços", observou o Pontífice. "Essa realidade vai além de qualquer interpretação puramente demográfica ou econômica: é uma questão eminentemente moral e jurídica."
“Quando uma pessoa é discriminada com base em sua origem nacional, étnica, religiosa ou linguística, ou em sua condição econômica ou social, o princípio universal da igual dignidade de todos os seres humanos é gravemente violado.”
Proteção, acolhimento e integração
A situação dos migrantes e refugiados exige, portanto, uma resposta que aborde as causas que os obrigam a partir e que vá além da simples gestão dos fluxos migratórios. Isso significa garantir "vias seguras e legais, condições de acolhimento dignas e percursos concretos de integração. Por outro lado, promover igualmente o direito de permanecer em paz e segurança na própria terra, enfrentando as causas profundas que forçam à migração, incluindo as relacionadas com as injustiças econômicas e a crise climática".
Leão XIV não deixou de apontar o dedo para "as rotas cada vez mais perigosas" com pessoas "vítimas de traficantes e contrabandistas que exploram seu desespero". "É necessário fortalecer a prevenção, o resgate e a assistência às vítimas especialmente no âmbito da cooperação regional e multilateral", insistiu. Mas "nenhuma nação pode enfrentar sozinha um desafio dessa magnitude". É necessária "uma resposta coordenada, solidária e eficaz, capaz de garantir proteção, acolhimento e oportunidades reais de integração aa quem emigra".
“Quando a resposta institucional é imediata, equitativa e coordenada, as fronteiras deixam de ser lugares de abandono e podem se tornar espaços para a proteção responsável da dignidade humana.”
"Desarmar a linguagem"
"Reconciliação" é a outra direção indicada pelo Bispo de Roma aos deputados espanhóis. A reconciliação combate o "rancor", a "indiferença" e o "ódio"; ela também se estabelece por meio da linguagem: "As palavras podem abrir caminhos ou fechá-los; podem iluminar a realidade ou distorcê-la a ponto de tornar o encontro impossível", comentou Leão XIV, recordando a obrigação especial de "desarmar a linguagem": "A firmeza não exige desprezo; a discordância não implica humilhação."
Proteção jurídica da liberdade de consciência e religião
Desse mesmo respeito surge também o dever de garantir "a liberdade de pensamento, consciência e religião, um direito fundamental que protege a esfera mais íntima das pessoas". O Papa Leão XIV pediu que a dimensão religiosa seja respeitada e protegida juridicamente, e recordou que "toda sociedade verdadeiramente livre requer também uma delimitação justa do poder público, para que a liberdade dos indivíduos, das comunidades e das associações não seja indevidamente limitada".
“A fé não pretende impor-se por meio de privilégios ou coerção; contudo, não pode ser relegada ao silêncio como se fosse irrelevante para a vida pública.”
Nesse contexto, “o sigilo sacramental da Confissão tem especial importância para a Igreja Católica”, explicou o Pontífice. Protegê-lo legalmente significa “preservar um espaço sagrado de liberdade interior, onde o fiel pode abrir sua alma a Deus sem temor de pressão externa, como também reconhecem as normas internacionais”.
Cuidando dos pobres
Por fim, elevando o olhar para as pinturas que adornam a Sala das Sessões, algumas das quais evocam o Evangelho, o Sucessor de Pedro reiterou que "os pobres pertencem plenamente à comunidade", "o estrangeiro deve ser acolhido segundo a sua dignidade" e "a vida humana nunca pode ser tratada como uma mercadoria".
“Uma lei não atinge sua verdadeira grandeza simplesmente por ser formalmente aprovada; ela a atinge quando, além de ser válida na forma, consegue se apresentar diante da dignidade da pessoa e vencer esse teste sem se envergonhar.”
Memória das raízes, coragem para o futuro
Daí o convite a "alzar la mirada", lema da viagem apostólica: "Ergue o olhar, não para se distanciar da realidade, mas para lembrar que toda decisão das autoridades públicas diz respeito a pessoas reais, especialmente aquelas que menos podem se fazer ouvir". Por fim, desejou que "esta nobre nação" jamais perca "a memória" de suas raízes nem "a coragem" de olhar para o futuro.
“Que a Espanha continue sendo uma terra de encontro, cultura, solidariedade e esperança.”
Ao término de seu discurso, os deputados, todos de pé, aplaudiram o Papa por quase 10 minutos, com alguns gritos de "Viva o Papa!", que continuaram por alguns instantes após o Pontífice deixar o Palácio das Cortes.
Antonio Banderas ao Papa: "Estou aqui hoje confessando ter sido vítima do feitiço de Deus"
"A arte tem sido (...) o espelho que reflete vidas que passam despercebidas por nossos semelhantes feridos. É também uma denúncia de credos vazios que se esqueceram do amor. É um alerta para sociedades que se acostumaram à injustiça."
Antonio Banderas foi um dos convidados para saudar o Papa Leão XIV na sua visita a Madri.
José Antonio Domínguez Bandera (Málaga, 10 de agosto de 1960) é um ator, produtor, cantor e diretor de cinema espanhol. É amigo íntimo do Pedro Almodóvar e esteve em vários filmes do diretor, como Matador, Ata-me!, Mujeres al borde de un ataque de nervios e La ley del deseo, entre outros. Só depois de atuar em vários filmes europeus é que o ator estreou em filmes comerciais dos Estados Unidos, como A Máscara do Zorro e outros filmes de ação, se tornando o ator espanhol mais famoso do cinema mundial. Estreou na direção com Loucos do Alabama, em 1999 e em 2020 foi indicado ao Oscar por sua atuação em Dor e Glória.
O discurso é publicado por Religión Digital, 07-06-2026.
Eis a íntegra do discurso.
Santo Padre.
Autoridades.
Caros amigos.
Existem encontros que não são medidos apenas pelo tempo, mas também pelo seu significado.
Sua presença em Madri hoje, Santo Padre, não é apenas uma visita. É um gesto. Um gesto de escuta, de proximidade, de diálogo com a sociedade civil, e a sociedade civil, sem dúvida, lhe é grata.
Esse diálogo, por vezes, precisa ser reforçado através do uso de uma linguagem comum.
Essa linguagem é, e tem sido em muitas ocasiões ao longo da história, arte. A relação entre a Igreja Católica e a arte não só tem sido frutífera: tem sido decisiva. Não temos receio de errar ao afirmar que a Igreja foi a maior produtora de arte na história da humanidade.
No cerne desse impulso criativo está aquele que transcende séculos, estilos e culturas, e que sem dúvida tem sido a figura mais representada na história da arte: Jesus Cristo. O grande protagonista da história da vida. Em todas as artes, Cristo é uma presença constante. Não como uma imagem repetida, mas como um ícone de paz, amor e sacrifício, envolto em um mistério inexaurível.
Eu poderia reduzir minha intervenção simplesmente a listar os grandes artistas que, com suas obras, amplificaram a mensagem da palavra de Jesus.
Eu poderia simplesmente apresentar uma série de fatos que ilustram o caminho percorrido entre a Igreja, os artistas, os intelectuais, os filósofos… mas hoje, Santo Padre, sinto uma certa obrigação de oferecer uma breve reflexão em voz alta sobre a minha própria experiência.
Para isso, preciso voltar no tempo às celebrações da Semana Santa na minha amada Málaga, na década de 1960.
Essas manifestações populares tomam as ruas, desdobrando um majestoso ritual de arte e fé, de raízes e devoção. Um poliedro multicolorido de elegante beleza, uma liturgia teatral que a cada ano transforma a cidade em um espaço onde o artístico e o espiritual se fundem.
A arte não é apenas beleza. A arte é questionamento. É reflexão. É contraste. É revolução.
E foi ali, Santo Padre, dentro desse contexto de arte popular anônima, quando eu tinha apenas 4 ou 5 anos, nasceu em mim uma pergunta que continha apenas uma palavra: Deus?
Aos poucos, encontrei respostas, algumas tão simples quanto aquela que reconheci nos olhos da minha mãe enquanto ela fixava o olhar e o coração devoto na Virgem da Esperança, que passava em seu trono naqueles anos distantes. Ou através das vozes que cortavam o ar límpido da primavera, cantadas pelos grupos de saeta(1). Ou entre as pessoas humildes e boas da minha cidade que todos os anos saíam, e ainda saem, às ruas com o seu bairro nos ombros, carregando as imagens que as ajudam a encontrar a si mesmas enquanto buscam a Deus. E fazem isso deixando para trás o "eu", para se apegarem ao "nós"... do "nós" passam para o "eles", do "eles" para o "todos", do "todos" para o mundo, do mundo para o universo, do universo para Deus, para então retornarem à terra, sentindo que Deus pode estar em cada partícula, em cada molécula de cada gota d'água, de cada mar, de cada pétala de rosa, de cada batida de coração, de cada suspiro.
Mas a arte não é apenas beleza. A arte é uma pergunta.
É reflexão.
É o contraste.
É uma revolução.
É uma tensão entre o que sabemos e o que intuímos.
A arte tem sido — e deve continuar a ser — o espelho que reflete vidas que passam despercebidas por nossos semelhantes feridos. É também uma denúncia de credos vazios que se esqueceram do amor. É um alerta para sociedades que se acostumaram à injustiça.
A arte deve ser uma alternativa à violência. A todas as formas de violência.
Assim como o próprio Cristo, o artista deve agir com coragem e não deixar de ser um agente crítico da sociedade, da própria arte e da própria religião.
Santo Padre… temos uma obrigação comum. Somos obrigados a olhar, a ver, a tentar compreender as complexidades da alma humana.
Todos os seres humanos enfrentam as grandes questões da nossa existência: Quem somos nós?
Qual é o sentido da vida e da dor?
O que significa amar verdadeiramente o seu próximo como a si mesmo?
O que existe além?
E nessa busca, todos nós nos aproximamos, talvez sem saber, do transcendente.
Santo Padre.
Num mundo acelerado, fragmentado e, por vezes, excessivamente simplificado, a arte ajuda-nos a recuperar a profundidade e a alma que nos são roubadas pelas inteligências artificiais, que deveriam estar ao serviço dos seres humanos e não o contrário.
Uma alma que nos sussurra que existe algo mais.
O sussurro constante da esperança por algo mais.
Este encontro entre a Igreja e a sociedade civil não é apenas oportuno: é necessário. Precisamos continuar criando e compartilhando. Precisamos continuar fazendo perguntas.
Continue buscando a beleza, sim… mas também a verdade.
Porque onde quer que ousemos perguntar em profundidade, sempre surge um caminho, um caminho que pode nos conduzir ao espiritual, que nada mais é do que a fraternidade que pulsa no coração de cada ser humano e no misterioso coração de Deus.
“Você diz que os tempos estão difíceis. Seja melhor e os tempos melhorarão. Você é os tempos.”
Santo Agostinho disse.
Santo Padre, estou aqui por causa de Godspell. Godspell é uma peça de teatro musical criada em seu país de origem. A tradução de Godspell para o espanhol é "El Hechizo de Dios" (O Feitiço de Deus). Estou aqui hoje confessando ter sido vítima do feitiço de Deus.
Muito obrigado.
Nota do IHU
1.- Tradicional música religiosa espanhola.
Leia mais
- O Papa Leão XIV e a arte: "A beleza nos ajuda a encontrar Deus"
- A relação entre a Igreja Católica e a arte. Artigo de Moisés Sbardelott
- La bailaora Sara Baras interpreta 'Vuela' ante el Papa, un homenaje a Paco de Lucía
Nenhum comentário:
Postar um comentário