quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Cineclube Realidade exibe "Como Ela Faz?" na Casa da Doméstica em sessão do Setembro Amarelo neste sábado, 12/09/2026

O Cineclube Realidade, em parceria com o Sindomestico-SE, realiza neste sábado, 12 de setembro de 2026, uma sessão especial do documentário "Como Ela Faz? – Episódio 1: O Trabalho", dirigido por Tatiana Villela. A exibição acontece na Casa da Doméstica, em Aracaju, e integra a programação de formação do Setembro Amarelo, campanha de valorização da vida e prevenção ao suicídio.


O documentário acompanha um dia na vida de 13 mulheres – entre astrônomas, jogadoras de futebol, filósofas, enfermeiras, professoras, diaristas e executivas – para mostrar o significado amplo e complexo da palavra trabalho. A produção revela como a dupla ou tripla jornada, a carga mental e a desigualdade de gênero atravessam o cotidiano feminino, especialmente o das trabalhadoras domésticas.



ilustrado a partir de imagens e testemunhos pessoais do cotidiano de 13 mulheres muito especiais, que revelam as adversidades vividas por elas em suas jornadas diárias em busca de maiores oportunidades no mundo do trabalho. Cida, Adriana, Cris, Maitê, Kamila, Djamila, Duilia, Tábata, Gabriela, Carla, Jéssica, Gina, Nina. Histórias de mulheres que lidam, cotidianamente, com a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Sejam elas astrônomas, jogadoras profissionais de futebol, filósofas, enfermeiras, professoras, diaristas empreendedoras ou executivas os desafios são constantes. O fosso que separa homens e mulheres e também mulheres brancas e mulheres negras em termos de acesso à educação, salário, cuidados com a casa e os filhos, ascensão na carreira, entre outros, são gigantes.

O documentário acompanha um dia na vida de mulheres incríveis para mostrar o significado amplo e complexo da palavra trabalho na vida delas. Trabalho esse que vai muito além do profissional, abarcando a mãe, a esposa, a cuidadora, a provedora, a sonhadora. Um dia tem apenas 24 horas.”

Documentário Como Ela Faz? – O Trabalho abre reflexão sobre sobrecarga, saúde mental e valorização das trabalhadoras domésticas no Setembro Amarelo

Falar de saúde mental é também falar de trabalho, direitos, relações sociais e condições de vida. Para muitas mulheres, especialmente as trabalhadoras domésticas, o dia começa cedo e parece não terminar nunca.

É nesse contexto que o Cineclube Realidade em parceria com Sindomestica -SE propõe, durante uma  programação de formação integrada ao  Setembro Amarelo, a exibição do primeiro episódio do documentário Como Ela Faz?, “O Trabalho”, dirigido por Tatiana Villela.

A produção apresenta histórias de mulheres e especialistas e coloca em discussão uma realidade ainda muito presente: mesmo quando termina a jornada profissional, muitas mulheres continuam trabalhando em casa, cuidando dos filhos, dos familiares e das tarefas domésticas.

É a chamada dupla ou tripla jornada — trabalho remunerado, trabalho doméstico e trabalho de cuidado.

O trabalho que não termina

O documentário ajuda a perceber que nem todo trabalho aparece na carteira de trabalho ou no contracheque. Existe também o trabalho de cuidar, organizar, planejar e manter a vida cotidiana funcionando.

Para as trabalhadoras domésticas, essa questão ganha uma dimensão especial. Elas cuidam das casas e das famílias de outras pessoas e, muitas vezes, precisam assumir novamente essas responsabilidades quando chegam às suas próprias casas.

Essa rotina pode gerar cansaço físico e emocional, principalmente quando não há tempo suficiente para descanso, lazer, convivência e cuidado consigo mesma.

Durante muito tempo, a sociedade ensinou às mulheres que ser forte era “dar conta de tudo”. Mas ninguém deveria precisar chegar ao limite para provar sua força.

Carga mental também é trabalho

Há ainda uma parte da sobrecarga que não é visível: a necessidade de lembrar, planejar, organizar e antecipar as necessidades da família.

Quem vai buscar a criança? O que falta em casa? Quando é preciso pagar uma conta? Quem precisa de atendimento médico? O que será feito para o almoço?

Essa responsabilidade permanente é conhecida como carga mental e também pode provocar desgaste.

Reconhecer essa sobrecarga é importante porque permite perceber que determinados sentimentos — como irritação constante, insônia, tristeza, ansiedade, falta de energia ou sensação de não conseguir mais dar conta — não devem ser simplesmente ignorados.

Setembro Amarelo: falar também é prevenir

A proposta do Setembro Amarelo é fortalecer a valorização da vida e a prevenção do suicídio. Uma das formas de prevenção é criar espaços onde as pessoas possam falar sobre seus sentimentos, reconhecer seus limites e procurar ajuda.

Nesse sentido, a escolha de Como Ela Faz? – O Trabalho é especialmente significativa.

O episódio não parte de situações extremas. Ele olha para o cotidiano e para os fatores que podem produzir sofrimento ao longo do tempo. Ao mostrar mulheres reais enfrentando as pressões da vida e do trabalho, o documentário ajuda a quebrar a ideia de que o sofrimento é sinal de fraqueza.

Cansaço não é fracasso. Pedir ajuda não é fraqueza.

Buscar apoio de pessoas de confiança, dos serviços de saúde, de profissionais especializados e das redes comunitárias pode fazer diferença. Ninguém precisa enfrentar uma situação de sofrimento sozinha.

Cuidar de quem cuida

A formação promovida pelo Sindomestica parte de uma pergunta simples, mas profunda:

Quem cuida de quem cuida?

Valorizar as trabalhadoras domésticas significa reconhecer a importância do seu trabalho e também defender condições dignas, direitos, respeito, remuneração justa, descanso e saúde.

Cuidar da saúde mental não pode ser visto apenas como uma responsabilidade individual. Também precisamos olhar para as condições sociais e de trabalho que produzem sobrecarga e sofrimento.

Por isso, uma atividade de formação como esta é mais do que uma exibição de filme. É uma oportunidade para conversar, ouvir, compartilhar experiências, conhecer direitos e fortalecer a organização coletiva.

Porque cuidar de si também é um direito.

E nenhuma mulher precisa carregar o mundo inteiro sozinha.


Assista o trailler AQUI

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