ALIMENTAR O EGO E CULTIVAR A INVEJA
Tarefas autoimpostas que levam os indivíduos à ilusão de que a felicidade é ter e não ser, é ser invejado e não admirado.
A entrevista concedida por Adam Phillips à Veja, em 2003, permanece extraordinariamente atual.
Um dos mais influentes psicanalistas britânicos, editor da nova tradução das obras de Freud e autor de diversos livros, Phillips parece menos um cientista da mente e mais um profeta que anteviu a lógica emocional e cultural do século XXI.
Suas observações, feitas há mais de vinte anos, descrevem com precisão desconcertante um mal-estar que se intensificou: vivemos em uma sociedade que teme a própria condição humana. A morte, o envelhecimento, a doença e o acaso, antes compreendidos como inevitáveis, são hoje encarados como inimigos pessoais. A fantasia coletiva de controle absoluto — do corpo, da saúde, do destino — substituiu a aceitação madura de nossas fragilidades, transformando o medo em atmosfera permanente.
Nesse deslocamento, a antiga busca por uma vida boa foi engolida pela necessidade de uma vida invejável. Não desejamos tanto viver bem, mas sermos vistos como alguém que vive bem. A lógica do espetáculo colonizou o intimamente humano. Até o sexo, que poderia ser uma experiência complexa, singular e inesgotável, foi reduzido a um discurso estereotipado. Fala-se muito, mas diz-se pouco.
Exagera-se cedo: crianças reproduzem coreografias sensuais ou entram prematuramente no universo adulto. O resultado não é libertação, mas um deserto de insatisfação. Como afirma Phillips, estamos cada vez mais desesperados com o estilo de vida que nós mesmos construímos.
Essa redução também atinge o sofrimento. Nos consultórios, qualquer tristeza vira depressão. O mal-estar comum, parte constitutiva do viver, transforma-se rapidamente em patologia, como se a vida emocional só pudesse existir nas extremidades.
Paralelamente, as crianças são empurradas para a corrida pelo sucesso tão cedo que deixam de ter tempo para sonhar — justamente aquilo que alimenta a subjetividade e a imaginação. Enquanto isso, o ideal de salvação que movia o homem medieval foi trocado por uma promessa muito mais rasa: riqueza e fama. Phillips observa que esse culto ao reconhecimento público impede que as pessoas percebam o que realmente desejam. Vivemos perseguindo o aplauso que imaginamos que os outros darão.
A contradição se agrava quando se analisam as relações entre cultura, mídia e educação. Pais tentam impor limites — alimentação, comportamento, responsabilidade — mas esses limites não encontram amparo na cultura.
Enquanto a família tenta ensinar equilíbrio, a publicidade grita o contrário. Enquanto pais pedem prudência, a mídia legitima o excesso. Não se trata, portanto, de vigiar crianças, mas de ensiná-las a ler criticamente a cultura, a saber que propaganda não é ordem, que desejo não é destino. Sem essa mediação, as crianças se veem simultaneamente poderosas e perdidas, entregues a uma liberdade que não sabem manejar. Daí a sensação — tão frequente — de pais com medo dos próprios filhos.
Por fim, Phillips critica a mercantilização da psicanálise. Para ele, ninguém deveria escolher essa profissão para enriquecer. A terapia não pode seguir a lógica consumista do “quanto mais caro, melhor”. O espaço analítico — esse lugar de fala, de silêncio e de elaboração — deveria ser acessível, porque a reflexão sobre a própria vida é uma necessidade humana, não um artigo de luxo.
O diagnóstico de Phillips permanece contundente: somos uma sociedade que produz excesso, pressa e ansiedade, mas que não ensina a interpretar o mundo que fabrica.
Entre a cultura que estimula sem freios e as subjetividades que tentam sobreviver a esse turbilhão, sua crítica ressoa como convite e advertência: não basta viver, é preciso compreender os códigos que moldam nosso desejo, nossos medos e nossos sonhos.
Quem é Thayane Smith, jovem de Manaus ligada ao desaparecimento no Pico Paraná
Natural de Manaus, Thayane Smith foi a última pessoa a ter contato com o jovem desaparecido no Pico Paraná e teve registros da viagem divulgados nas redes sociais.
Por EM TEMPO
Publicado em 05 de janeiro de 2026
Thayane Smith tem 19 anos, é natural de Manaus e aparece como peça-chave nas investigações sobre o desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, também de 19 anos, no Pico Paraná. Isso porque ela foi a última pessoa a ter contato com o jovem antes do sumiço.
O desaparecimento ocorreu na manhã de quinta-feira (1º), durante a descida da montanha. Antes disso, os dois haviam passado o réveillon no local. Além disso, eles se conheceram recentemente em Curitiba.
Perfil nas redes sociais
Nas redes sociais, Thayane se apresenta como “aventureira, amante da natureza e adrenalina”. Por esse motivo, ela costuma publicar registros de atividades ao ar livre e esportes radicais.
Entre os conteúdos, aparecem vídeos de voo de balão, salto de paraquedas, trilhas e escaladas. Assim, o perfil chama atenção pelo foco em experiências ligadas à aventura e ao turismo de natureza.
Registros da viagem ao Pico Paraná
A última publicação feita por Thayane mostra o trajeto percorrido por ela e Roberto durante a virada do ano no Pico Paraná, ponto mais alto da região Sul do Brasil.
Na legenda, a jovem afirma que registrou toda a experiência. Segundo ela, a intenção é contar a história completa posteriormente. Ao mesmo tempo, Thayane descreve a trilha, destaca as paisagens e ressalta o nascer do sol visto do topo da montanha.
Repercussão após o desaparecimento
Desde a divulgação dos vídeos, o caso ganhou grande repercussão nas redes sociais. Em poucos dias, a postagem ultrapassou 8 mil comentários.
Entre as mensagens, muitos internautas fazem perguntas sobre o desaparecimento. Por outro lado, há comentários com especulações baseadas nas imagens publicadas antes do sumiço de Roberto.
Investigação segue em andamento
Enquanto isso, Roberto Farias Thomaz segue desaparecido. A Polícia Civil do Paraná conduz as investigações para esclarecer as circunstâncias do caso.
Até o momento, as autoridades não divulgaram novos detalhes sobre o paradeiro do jovem. Por fim, as buscas continuam, e o caso segue sob apuração.
https://emtempo.com.br/443051/pais-e-mundo/quem-e-thayane-smith-jovem-de-manaus-ligada-ao-desaparecimento-no-pico-parana/
Após afirmar que deixou Roberto Farias Tomaz, jovem de 19 anos que está desaparecido no Pico Paraná, para trás por conta de seu “estilo de vida”, Thayana republicou um vídeo no Instagram, rebatendo as críticas. A amazonense está sendo criticada por deixar o amigo sozinho na trilha enquanto passava mal.
No vídeo compartilhado por Thayana, uma mulher, vestindo biquíni em uma piscina, mostra o lugar onde está. Além disso, ela escreve que as únicas pessoas que podem odiá-la são pessoas magras.
“Pra me odiar tem que ser no mínimo magra, não vem jogar gracinha com essa pança de 5 x-tudão, não”, escreveu.
Acrescentando o vídeo original, Thayana publicou um texto para aqueles que a estão julgando por suas decisões. De acordo com ela, aqueles que não tem o mesmo estilo de vida com ela não devem se pronunciar.
“Só aceito julgamento dos magros. Quem não tem a coragem e disposição que eu tenho, os gordos, sedentários, preguiçosos, medroso, calem a boca”, publicou.
Ao ser questionada sobre como se sente sobre o desaparecimento de Roberto, Thayana afirmou que o que resta fazer é esperar. Entretanto, ela não acredita que ele seja encontrado em bom estado de saúde. A entrevista foi dada com exclusividade à Ric RECORD.
“Não podemos fazer nada, né? É manter o equilíbrio e esperar os profissionais, os bombeiros, darem o resultado final e fazerem o trabalho deles”, afirmou. “A minha intuição é que podem encontrar ele, mas muito, muito, muito fraco. Muito fragilizado.”
Por fim, a jovem foi perguntada sobre a possibilidade de Roberto não ser localizado com vida. Em resposta, ela afirmou acreditar na decisão divina.
“Foi Deus que permitiu”, disse.
Fonte: RIC
'Se eu pudesse voltar no tempo, eu não tinha deixado ele', diz amiga que estava com jovem que ficou 5 dias desaparecido no Pico Paraná
Amazonense Thayane Smith, de 19 anos, acompanhava o jovem Roberto Farias Tomaz. Ele foi encontrado vivo na manhã desta segunda-feira (5), em Antonina.
Por Lucian Pichetti, Manuella Mariani, g1 PR e RPC — Curitiba
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"AMIGA" DE JOVEM QUE DESAPARECEU NO PICO PARANÁ DIZ SÓ ACEITAR JULGAMENTO DE MAGROS | PLANTÃO



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