A retomada das políticas culturais a partir de 2023 recolocou a Ação Cultural no caminho dos Pontos de Cultura, depois de um período de interrupções, e fez voltar ao território experiências como audiovisual, teatro popular, cineclube, formação de jovens e a Mostra Arte e Cidadania. A partir dessa trajetória, 13 pontos ajudam a refletir sobre o que mudou, o que foi reconstruído e quais desafios permanecem para a cultura de base comunitária para balizar as escolhas nestas eleições gerais de 2026.
1. Porque o Ponto de Cultura da Ação Cultural voltou
A partir de 2023, com a retomada das políticas culturais no terceiro governo Lula, a Ação Cultural voltou a atuar como Ponto de Cultura dentro de uma política pública estruturada. Depois de um período de interrupção, essa retomada permitiu recuperar uma experiência que fazia parte da própria identidade da organização.
2. Porque sabemos o que significa perder uma política pública
A história da Ação Cultural também é marcada por interrupções. Quando uma política cultural desaparece, não desaparecem apenas recursos: interrompem-se oficinas, processos formativos, articulações, redes e vínculos construídos durante anos. Por isso, a retomada da Cultura Viva tem um significado concreto para quem viveu esse processo.
3. Porque a Cultura Viva dialoga diretamente com a história da Ação Cultural
Criada em 2004, a Ação Cultural construiu sua trajetória trabalhando com crianças, adolescentes e jovens das periferias de Aracaju e Região Metropolitana, articulando dança, audiovisual, teatro, cineclube, hip-hop, formação e participação social. A retomada da Cultura Viva recoloca essa experiência dentro de uma política pública nacional.
4. Porque a retomada chegou ao território
A retomada não ficou apenas nos discursos e nas leis. Em 2026, o Ponto de Cultura Ação Cultural desenvolveu atividades concretas, entre elas oficinas de audiovisual, teatro popular, cineclube e formação. É no território que uma política cultural deixa de ser apenas uma decisão administrativa e passa a produzir experiências.
5. Porque a juventude voltou a ocupar um lugar central
Uma das marcas da Ação Cultural sempre foi o trabalho com juventude. A retomada possibilitou novamente combinar cultura, formação, comunicação, tecnologia e participação cidadã, criando oportunidades para que jovens não sejam apenas consumidores de cultura, mas também produtores e sujeitos das políticas culturais.
6. Porque o audiovisual voltou a ser instrumento de educação popular
A experiência da Ação Cultural com audiovisual vem de longe. Com a retomada do Ponto de Cultura, essa linguagem voltou a ocupar espaço na formação comunitária, inclusive por meio da oficina Cinema na Palma da Mão. O celular passa a ser também ferramenta de criação, registro e construção de narrativas próprias.
7. Porque o teatro popular voltou para o território
Em 2026, o Ponto de Cultura também retomou o trabalho com teatro popular, incluindo oficina realizada no Bairro Industrial. A experiência reafirma uma concepção de cultura que não separa criação artística, formação, convivência comunitária e participação cidadã.
8. Porque o Cineclube Realidade faz parte dessa retomada
O Cineclube Realidade recupera outra dimensão histórica da Ação Cultural: utilizar o cinema como instrumento de encontro, reflexão e formação crítica. A retomada do cineclube recoloca em circulação uma experiência que articula audiovisual, juventude, direitos e educação popular.
9. Porque a Mostra Arte e Cidadania voltou a fazer sentido
A Mostra Arte e Cidadania faz parte da memória da Ação Cultural desde seus primeiros anos. Sua retomada representa também a recuperação de uma concepção de cultura que reúne criação artística, convivência comunitária, formação e exercício da cidadania.
10. Porque a Ação Cultural voltou a participar da rede de Pontos de Cultura
A retomada não transformou a Ação Cultural apenas em beneficiária de uma política pública. Em 2026, Zezito de Oliveira participou da delegação sergipana na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, depois da mobilização da Rede Sergipe de Pontos de Cultura. E antes, em 2025, participou do Encontro Nacional da Rede Sacix , Rede de Cultura Digital e Midia Livre em São Paulo juntamente com Iasmin Feitosa, agente jovem cultura viva. A organização voltou, assim, a participar também dos debates sobre os rumos da Cultura Viva.
11. Porque voltou a existir a possibilidade de continuidade
Uma das grandes fragilidades das políticas culturais brasileiras sempre foi a descontinuidade. A Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, articulada à Cultura Viva, abre a possibilidade de financiamento continuado e de construção de políticas de Estado. Para organizações comunitárias, isso significa poder pensar para além de um projeto ou de um edital isolado.
12. Porque a retomada também mostrou o que ainda falta conquistar
A retomada não significa que todos os problemas foram resolvidos. A própria Rede Sergipe de Pontos de Cultura continua reivindicando formação, financiamento contínuo, fortalecimento institucional, participação nos conselhos e aperfeiçoamento das políticas de Cultura Viva. A experiência da Ação Cultural mostra que reconstruir uma política é apenas uma etapa de uma caminhada muito maior.
13. Porque a questão agora é saber se aquilo que foi reconstruído terá continuidade
A Ação Cultural atravessou mais de duas décadas de mudanças políticas, avanços, derrotas, interrupções e recomeços. A partir de 2023, voltou a ser um Ponto de Cultura apoiado com recursos federais, retomou oficinas, audiovisual, teatro, cineclube, Mostra Arte e Cidadania e voltou a participar da rede nacional de Cultura Viva.
Para quem acompanha essa história, a questão colocada em 2026 é concreta: o que acontecerá com essa política daqui para frente? A experiência acumulada pela Ação Cultural mostra que cultura de base comunitária precisa de continuidade, financiamento, participação social e políticas públicas permanentes para que conquistas como essas não sejam novamente interrompidas.
Em breve, treze vídeos curtos e treze cards com os motivos apresentados acima.
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