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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Cultura Viva agora é lei


1.4.2015 - 16:19
Uma das políticas culturais com mais capilaridade e visibilidade do Ministério da Cultura (MinC), os Pontos de Cultura, agora tem legislação própria, a Lei Cultura Viva. São mais de quatro mil Pontos presentes em cerca de mil municípios de 26 estados brasileiros, que reúnem em suas ações cerca de oito milhões de pessoas, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em julho de 2014, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei Cultura Viva, que transformou o então Programa Cultura Viva e sua ação estruturante mais conhecida, os Pontos de Cultura, na Política Nacional de Cultura Viva, simplificando e desburocratizando os processos de prestação de contas e o repasse de recursos para as organizações da sociedade civil.
Entre os principais beneficiários e protagonistas do Cultura Viva estão a juventude e os grupos tradicionais. A política alcança a produção cultural que vem das periferias e do interior do Brasil, passando da cultura digital aos povos indígenas. Os Pontos também se tornaram referência de política cultural fora do Brasil, tendo sido adotados em vários países da América Latina, como Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Costa Rica.
A Lei Cultura Viva foi o resultado de um intenso processo de escuta e participação social, que envolveu os Pontos de Cultura, parlamentares, gestores estaduais e municipais, universidades e órgãos de controle. Foram propostos dois novos instrumentos de gestão da política, uma reivindicação histórica dos Pontos: a autodeclaração, por meio do Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, e o Termo de Compromisso Cultural (TCC).
A autodeclaração dos Pontos de Cultura vai permitir o reconhecimento, o mapeamento e a certificação de entidades e coletivos culturais que queiram se tornar Pontos de Cultura. Já o Termo de Compromisso Cultural (TCC) será um novo instrumento de parceria entre o Estado e os Pontos que receberão recursos, mais simplificado e adequado à realidade dos agentes culturais.

Lançamento da Lei Cultura Viva

O lançamento da Lei Cultura Viva e da regulamentação da Política Nacional de Cultura Viva será realizado no 8 de abril, em Brasília, com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e de gestores estaduais e municipais de cultura, parlamentares, representantes da sociedade civil e representantes das mais diversas expressões artísticas e culturais do Brasil.
De 6 a 8 de abril, serão realizados encontros temáticos, debates, reuniões, oficinas e conferência, envolvendo representantes dos Pontos de Cultura, gestores estaduais e municipais do Cultura Viva, povos indígenas, quilombolas, juventude periférica, comunidades tradicionais de matriz africana, redes, coletivos e movimentos culturais, entre outros.

Leia também: 

Ministro defende o crescimento da “economia da cultura” e outros textos co-relacionados, após a  programação abaixo.

Programação

06/04 - Segunda-feira

10h às 14h30 - Chegada dos participantes. Boas-vindas e informações
Local: Sala das redes e salas de reuniões da SCDC.
10h às 16h - Cosmopolítica: Oficina de Participação Sociocultural dos Povos, Comunidades e Terreiros de Matriz Africana
Local: Unipaz
15h às 18h - Desenrolo: Atendimento dos gestores das Rede Estaduais e Municipais pelas coordenações da SCDC e atendimento aos Pontos de Cultura
Local: Sala do 12º andar do Edifício Parque Cidade e salas de Reuniões da SCDC
13h - Almoço
15h às 18h - Desconferências: Cultura de redes para além das políticas setoriais
Redes de Mídia Livre, Redes de Matriz Africana, Cultura Periférica, Cultura Digital, Ação Griô, Funk e Hip Hop, Política Para as Artes, Cultura Juridica, Cultura LGBT, Economia da Cultura, Cultura e Território, Culturas Populares e Tradicionais, Redes dos Povos de Terreiros, DF em Movimento e Novos Movimentos Urbanos, Universidade das Culturas.
Local: Sala do 12º andar do Edifício Parque Cidade
15 às 18h - Política Indígena. Reunião do GT de Cultura Indígena
Debates e propostas do Colegiado Setorial Indígena sobre os Pontos de Cultura Indígenas, a conectividade nas aldeias e a implementação das antenas GESAC, o Memorial dos Povos Indígenas do DF e o encontro Brasil Indígena.
Local: Memorial dos Povos Indígenas
19h - Percurso Cultural. Ritual com lideranças indígenas e de matriz africana
Local: Memorial dos Povos Indígenas

07/04 - Terça-feira

10h - Apresentação de street dance do grupo Jovens de Expressão
Local: Auditório do 12º andar do Edifício Parque Cidade
10h30 às 13h - A revolução dos gestores
Encontro com os gestores das redes Estaduais e Municipais do Cultura Viva, o novo perfil dos gestores de cultura, desafios de um programa capilarizado e com escala, a Lei Cultura Viva e a nova cultura jurídica. Plataformas e sistemas de gestão da rede de Pontos. Gestores em rede.
Local: Sala de reuniões da SCDC
10 às 13h - Universidade das Culturas
Apresentação de experiências, metodologias de formação, participação, economia solidária, moedas e bancos, redes de mídia livre, arranjos territoriais, cultura digital, culturas populares e tradicionais. Novos arranjos, economias e visões no campo da cultura.
Local: Auditório do 12º andar do Edifício Parque Cidade
10h às 13h - Reunião do GT de Cultura Indígena
Local: Memorial dos Povos Indígenas
10h às 18h - Cosmopolítica: Oficina de Participação Sociocultural dos Povos, Comunidades e Terreiros de Matriz Africana
Local: UniPaz
13h- Almoço
14h às 18h - Por um movimento social das culturas
O Estado-Rede e a Política Nacional de Cultura Viva. Editais, encontros e Teias. Reunião aberta com movimentos, redes, pontos, gestores, participantes do GT Cultura Viva e integrantes da Comissão Nacional de Pontos de Cultura
Local: Auditório do 12º andar do Edifício Parque Cidade
14h às 18h - Desenrolo: Atendimento dos gestores das Redes Estaduais e Municipais pelas Coordenações da SCDC e atendimento aos Pontos de Cultura
Local: Sala do 12º andar e Salas de reuniões da SCDC
19h - Festa: Tambores para a lua
Local: UniPaz

08/04 - Quarta-feira

10h às 13h - Interfaces Cultura Viva 
*nomes a confirmar
A Cultura de Redes - Cultura Viva 2015 (SCDC - Ivana Bentes e Alexandre Santini)
Universidade das Culturas e Formação Livre (SEC - Juana Nunes)
Política de Participação Social e os Pontos de Cultura (SAI - Vinícius Wu)
Pontos de Cultura nas metas do Plano Nacional de Cultura (SPC - Guilherme Varella)
Fomento da Cultura: O Vale Cultura e os Pontos (Sefic - Carlos Paiva)
Redes Para o Audiovisual (SAv - Pola Ribeiro)
Por uma nova Cultura Jurídica (Advogada Erika Gavinho e advogado representante do Conjur/MinC)
Territórios de Vivência dos CEUs e interface com o Cultura Viva (DINC - Isadora Tami Lemos e Germano Ladeira)
Local: Sala Cássia Eller/Funarte
13h - Almoço
14h30 às 15h30 - Parlamentares Amigos da Cultura
Formação de uma rede suprapartidária de parlamentares com atuação no campo cultural. Reunião com parlamentares que atuam no campo da cultura com objetivo de fortalecer as pautas legislativas, formular políticas, acompanhar a tramitação das leis de interesse do segmento cultural e discutir as emendas parlamentares destinadas a atividades e políticas culturais. 
Local: Sala Cássia Eller/Funarte
16h15 às 16h30 - Apresentação cultural: Boi do Seu Teodoro, patrimônio imaterial do Distrito Federal
Local: Sala Cássia Eller/Funarte
16h30 às 17h30 - Lançamento da Lei Cultura Viva com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira
Ministros convidados, secretários, gestores estaduais e municipais de cultura, parlamentares, representantes da sociedade civil e representantes das mais diversas redes sociais e expressões artísticas e culturais do Brasil.
Local: Sala Cássia Eller/Funarte
19h - Percurso Cultural e festa de encerramento
*Toda a programação está sujeita a alterações
**Propostas de atividades autogestionadas podem ser sugeridas durante o credenciamento
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Ministro defende o crescimento da “economia da cultura”

Leia também


Juca Ferreira: ""A economia da cultura passa pela economia dos museus e do patrimônio, associados a um uso contemporâneo". (Foto: Janine Moraes)
1.4.2015 - 17:16
O Brasil tem um potencial grande para desenvolver nos próximos anos o aspecto econômico da Cultura, com a criação de bens, serviços e empregos na área. Ao mesmo tempo, os temas culturais deverão estar cada vez mais presentes nos currículos escolares, principalmente das crianças. Segundo o ministro Juca Ferreira, a "Economia da Cultura" e a Educação são duas missões centrais para o Ministério da Cultura na criação de um novo modelo de desenvolvimento do Brasil.   
"A economia da cultura passa pela economia dos museus e do patrimônio, associados a um uso contemporâneo", disse o ministro. "Investimentos, por exemplo, revitalização do centro de São Luís (Maranhão), mas é necessário um projeto econômico. A gente precisa ter projetos que vão além da preservação e recuperação de um casarão e investir em um projeto aliado a essa preservação."
Juca Ferreira fez essa avaliação nesta quarta-feira (01/04), durante a segunda reunião do Núcleo Estratégico do ministério. Os encontros mensais têm o objetivo de coordenar as ações do Sistema MinC, que é formado pelo ministério e suas entidades vinculadas, como Agência Nacional do Cinema (Ancine), Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Fundação Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Fundação Nacional das Artes (Funarte), Fundação Biblioteca Nacional e Fundação Casa de Rui Barbosa.
O ministro explicou que uma das alternativas para enfrentar a atual crise econômica no mundo (e que resvala no Brasil) é fortalecer a economia da cultura, que tem alto valor agregado e é democratizante. Para ele, as políticas culturais, de todas as áreas, devem incluir três segmentos: o desenvolvimento da linguagem simbólica, a acessibilidade para toda a sociedade brasileira e a economia da cultura.
Desde 2003, segundo Juca, o governo tem valorizado bastante as ações e os programas do Ministério da Cultura. "Nos momentos de crise, surgem estas oportunidades. O núcleo central do governo nos chamou para incluir em suas estratégias a economia da cultura. Há um clima muito favorável", disse.
Um caso de economia da cultura citado pelo ministro foi a música. Segundo ele, o Estado poderá desenvolver um papel de regulador  no ambiente digital e auxiliar na garantia dos direitos autorais de artistas no século 21. 

Na sala de aula

A segunda missão apontada pelo ministro é potencializar e incluir a cultura no lema do governo "Pátria Educadora" e pensar na cultura para qualificar a educação, sobretudo na educação básica. "Temos que interferir no currículo, no conceito de escola. A cultura vai ter de entrar na sala de aula", afirmou Juca Ferreira, lembrando que o ministério já tem programas como o Mais Culturas nas Escolas. "Há enormes áreas de renovação com as quais podemos contribuir."
Segundo o ministro, o governo federal poderia incluir, por exemplo, material audiovisual na lista de material didático do Ministério da Educação. As aquisições de livros são um dos principais mecanismos de estímulo ao mercado editorial no Brasil. Juca Ferreira lembrou que outros países fazem encomendas de filmes documentários que podem ser usados como material didático – o que também beneficiaria a produção audiovisual brasileira.  
O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, já disse publicamente que a Cultura tem um papel central nas políticas públicas, sendo um dos três ministérios mais importantes. Na reunião do Núcleo Estratégico, Juca Ferreira contou que já conversou com Janine Ribeiro para aproximar as duas pastas e desenvolver projetos conjuntamente.

Orçamento

Neste ano, um dos desafios enfrentados em todas as áreas do governo federal é o orçamento apertado. O ministro disse ser solidário a uma redução de despesas do governo, mas defendeu, durante a reunião, "um corte inteligente" que preserve as áreas e programas bem-sucedidos e vitais do ministério.
Bem-humorado, Juca Ferreira fez uma comparação do ministério às pessoas que precisam emagrecer para ilustrar a situação financeira atual no setor público. "Se você cortar 30% de uma pessoa com sobrepeso, provavelmente ela ainda terá que reduzir a alimentação. Mas se você cortar de um magricelo, você acaba com a vida desse cidadão", brincou.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

 Artigo da autoria de Zezito de Oliveira escrito no ano de 2008, corroborando a fala do ministro.

"(...)O ministro explicou que uma das alternativas para enfrentar a atual crise econômica no mundo (e que resvala no Brasil) é fortalecer a economia da cultura, que tem alto valor agregado e é democratizante. Para ele, as políticas culturais, de todas as áreas, devem incluir três segmentos: o desenvolvimento da linguagem simbólica, a acessibilidade para toda a sociedade brasileira e a economia da cultura.
Desde 2003, segundo Juca, o governo tem valorizado bastante as ações e os programas do Ministério da Cultura. "Nos momentos de crise, surgem estas oportunidades. O núcleo central do governo nos chamou para incluir em suas estratégias a economia da cultura. Há um clima muito favorável", disse.
Um caso de economia da cultura citado pelo ministro foi a música. Segundo ele, o Estado poderá desenvolver um papel de regulador  no ambiente digital e auxiliar na garantia dos direitos autorais de artistas no século 21.(...) "

Cultura para quem precisa de cultura.  

Caravana Arciris
Valéria e Micheline(destaque) da Cia de Dança Rick di Karllo São Cristóvão/SE

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE
4/12/2008 
Há dois tipos de cultura que geram tipos de riquezas importantes: a cultura do cultivo da terra, que garante a nossa alimentação; e a cultura do cultivo do espírito, através da arte, que nos humaniza. Esta última também pode, juntamente com a agricultura, principalmente a familiar, se devidamente estimulada nesta perspectiva, ajudar a criar os milhões de empregos de que tanto precisamos.

Alguns exemplos apontam para isso, como o que foi citado pelo produtor cultural “Zé da Flauta”, no Fórum do Forró – edição 2004, em Aracaju. Contou a história de um disco de forró que ele produziu e que passou dez anos encalhado. Levado para os Estados Unidos por um americano que esteve de passagem por Recife, tornou-se um sucesso de vendas, sendo, inclusive, indicado para o Grammy, o “Oscar” da música.

Utilizando a história como um bom exemplo de como nossa cultura pode ser um bom produto para exportação, Zé da Flauta lembrou que, se o Presidente Luís Inácio Lula da Silva e sua equipe econômica estivessem atentos a isso, teriam levado um pacote cheio de discos de diversos estilos para presentear os chineses.

A população da China é de um bilhão e trezentos milhões de habitantes. Imagine se o nosso forró cair no gosto de 10% dos chineses? O quanto não venderemos de discos naquele país?” — perguntou Zé da Flauta para a platéia.

As perspectivas não são apenas boas para o mercado externo, mas dentro de nosso país, como lembrou o ministro Gilberto Gil, durante discurso na Câmara dos Deputados:No Brasil a cultura movimenta muito mais do que 1% do PIB. Apenas na cidade do Rio de Janeiro, para dar um exemplo, as atividades culturais são responsáveis por 7% do PIB, empregam diretamente 600 mil reais e geram nada menos que 2 bilhões de reais apenas em impostos municipais. Um trabalho recente feito pela UFRJ mostra que cada 1 real investido pelo poder público em cinema gera mais três reais para a economia local”.

Aqui em Sergipe, um jornal local publicou em junho de 2004 alguns dados interessantes referentes à quantidade de empregos que são gerados pelos 64 grupos que integram a Liga das Quadrilhas Juninas do Estado de Sergipe. Segundo a reportagem, de março até a primeira semana de julho, são gerados quase mil empregos para músicos, cantores, costureiras, maquiadoras, estilistas e muitos outros profissionais.

No entanto, faltam estudos mais completos que incluam toda a cadeia produtiva do forró. Outras capitais brasileiras já realizaram e/ou estão realizando estudos semelhantes. No caso de Recife, foi realizado estudo sobre a cadeia produtiva da música. O Rio de Janeiro, além da pesquisa citada, realizou uma outra, mais especifíca, sobre o impacto econômico e social do carnaval carioca.

Na mesa temática sobre cultura, no Congresso da Cidade de Aracaju, em 2003, foi apresentada uma sugestão para que a Funcaju, em parceria com o Sebrae e as universidades, fizesse estudos semelhantes, focalizando inicialmente o PRECAJU e o FORROCAJU, para servir de estímulo no aumento dos investimentos destinados para a área cultural por parte dos órgãos públicos, da iniciativa privada e do terceiro setor, mas nada até agora foi realizado neste sentido.

No Fórum do Forró, edição 2004, sugerimos que um dos temas a ser apresentado no ano de 2005 fosse a economia do forró, ou na falta de um estudo mais especifico, uma proposta mais abrangente como a pesquisa do Recife sobre a economia da música.

Mas além destes aspectos econômicos, nunca é demais lembrar que a cultura pode contribuir para a nossa saúde, bem estar e felicidade. O problema é expressar essas contribuições por meios que sejam claros, demonstráveis e que contribuam para fazer o máximo possível de cultura e atividade criativa.

O texto “Democracia e o apoio oficial à cultura”, disponível no site www.culturaemercado.com.br, mostra a preocupação de alguns intelectuais europeus com esta questão. François Matarasso, por exemplo, não procura negar, mas acrescentar outros aspectos para a avaliação de um projeto artístico que vão além do índice no PIB nacional. Saúde, bem-estar, estabilidade, desenvolvimento e felicidade da sociedade britânica são aspectos que, para esse escritor, estariam acima da economia e que a arte poderia influenciar fortemente. Em outras palavras, ao invés do aspecto econômico, o foco é sobre o social.

Em nossa opinião, nenhum aspecto deve deixar de ser levado em conta. Aquilo que for possível quantificar, mensurar, deve ser comprovado. Já as questões subjetivas, que sejam apresentadas através de depoimento pessoal, estudos de caso ou outros meios que as ciências sociais conhecem muito bem.

Quem sabe, com isso consigamos convencer os executivos a ampliar os recursos orçamentários, como também os líderes de movimentos sociais, entidades de representação e ONGs para incluírem em suas pautas de reivindicações, além de um orçamento digno para a cultura, a participação popular e o controle social, através da convocação de uma Conferência de Cultura e da instalação do Conselho de Cultura.

Necessária também é uma descentralização para facilitar a democratização e o acesso aos meios de criação cultural por parte daqueles que moram em locais mais distantes dos equipamentos culturais, que em sua grande maioria, se concentram nas áreas centrais e nas zonas com populações de alto poder aquisitivo.

Eis uma tarefa urgente para os intelectuais ligados às universidades, às ONGs e aos militantes sociais, considerando que temos prefeitos assumindo em 2009 e disputa para os governos estaduais e mandato do Presidente da República em 2010.

P.S.
Caros (as) over_manos e minas,
Os motivos que nos levaram a reeditar o artigo acima, originalmente publicado no jornal cinform, edição 1130 de 06 a 12 de dezembro de 2004, com o titulo “Cultura para quem precisa de emprego, paz, auto-estima, alegria e saúde” são os seguintes:

A crise nas bolsas de valores, tendo como uma de suas conseqüências na economia real, o agravamento dos índices de desemprego. Diante desse fato, como ampliar as possibilidades do mercado cultural, em especial através dos novos modelos de negócios, para criar mais oportunidades de geração de trabalho e renda?

A necessidade de ampliar e divulgar os estudos e pesquisas que comprovam o argumento de que os investimentos em cultura, melhoram e muuuuuito a qualidade do ensino público, da saúde pública, da segurança pública etc...

E por último a feliz iniciativa do Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação, que anunciaram recentemente o edital Pro-Cultura para financiar pesquisas acadêmicas que atende aos reclamos de muitos atores sociais e/ou culturais desde já há algum tempo.



Edital PRÓ-CULTURA Capes/MinC - apoio à pesquisa em cultura
Inscrições até 31 de março de 2009


O Edital nº 7/2008 - Capes/MinC - faz parte do Programa Pró-Cultura e irá conceder 48 bolsas de ensino para estudantes de mestrado (stricto sensu) e para pesquisas na área cultural.

O programa é fruto de um trabalho conjunto entre a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC) e a Capes e visa fomentar a pesquisa universitária, bem como o aperfeiçoamento e a formação de pessoal de nível superior em Cultura. O valor das bolsas a serem concedidas é de R$ 1.200,00, cada uma.

As inscrições estão abertas até 31 de março de 2009 e deverão ser feitas por instituições de ensino superior.

A divulgação dos selecionados será realizada a partir de abril de 2009.

As áreas temáticas da Cultura prioritárias para o desenvolvimento das pesquisas são: Cultura, Arte e Novas Tecnologias; Cultura, Manifestações Artísticas e Conhecimentos Tradicionais; Cultura, Memória e Patrimônio; Cultura Populações e Territórios; Cultura, Cidadania e Inclusão Social; Cultura, Estado, Legislação da área de Cultura e Políticas Públicas; Cultura, Economia e Desenvolvimento; e Cultura, Globalização e Diversidade.

A preferência para a seleção dos bolsistas, conforme o edital, será dada a projetos que promovam o diálogo e a interação das pesquisas com os conhecimentos da cultura tradicional do país; promovam a articulação das universidades com empresas; realizem a apresentação de conteúdos em formatos audiovisual e/ou digital; façam a divulgação dos resultados em seminários, oficinas e eventos culturais, entre outros aspectos.

Conheça o edital:

Edital PRÓ-CULTURA Capes/MinC
Mais informações:

CAPES - Coordenação de Programas de Indução e Inovação - CII
E-mail: cii@capes.gov.br
Telefone: (61) 2104-8944

Secretaria de Políticas Culturais
E-mail: pablo.martins@cultura.gov.br
Telefone: (61) 3316-2358 



Livro relata evolução do coletivo Fora do Eixo, na cultura e na política

Em 'Os Novos Bárbaros – A Aventura Política do Fora do Eixo', Rodrigo Savazoni descreve trajetória da rede de coletivos culturais e de ativismo político-digital que tem se destacado nos últimos anos
por Redação RBA publicado 02/12/2014 09:45
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Reprodução
roda viva
Capilé e Bruno Torturra, do coletivo, em entrevista ao 'Roda Viva' após manifestações de 2013

Poucos dias depois de Pablo Capilé e Bruno Torturra serem entrevistados no programa Roda Viva, da TV Cultura, o jornalista, escritor e pesquisador Rodrigo Savazoni terminava de escrever o livro Os Novos Bárbaros – A Aventura Política do Fora do Eixo (Editora Aeroplano, 264 págs.), sobre a trajetória deste fenômeno político-cultural. Resultado de sua tese de mestrado na Universidade Federal do ABC, o livro será lançado nesta terça-feira (2), às 18h na Praça Rooselvet, em São Paulo, e na quarta-feira (3), na livraria Blooks, no bairro carioca de Botafogo.
Colaborador da Rede Brasil Atual e da Revista do Brasil, Savazoni percorreu o que ele chama de “aventura contemporânea” na tentativa de descrever e compreender o Fora do Eixo (FdE), uma rede de coletivos culturais e de ativismo político-digital que ganhou notoriedade no Brasil nos últimos anos. Ele conta a saga de jovens vindos das periferias e do interior do país que começaram a se organizar em redes e coletivos e acabaram criando novos espaços de participação popular, produção e divulgação de cultura e de informação.
Trata-se de um trabalho de fôlego em que o jornalista resgata desde o ambiente de efervescência no qual se gestou essa espécie de movimento social que tem o “objetivo de organizar jovens ligados aos circuitos culturais”, nas palavras de Pablo Capilé, principal porta-voz do FdE. A política cultural engendrada pelos ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira durante o primeiro e o segundo mandato de Lula é um dos pontos de partida do movimento e, portanto, do livro de Savazoni. Não à toa, o prefácio é de Ferreira, com quem o autor trabalhou na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, “um dos grandes inspiradores desta empreitada”.
“Acredito que o trabalho de Rodrigo expressa uma qualidade que todo trabalho intelectual rigoroso necessita ter: ele não simplifica seu objeto para facilitar sua narrativa. Pelo contrário. A complexidade do Fora do Eixo se apresenta desde o início do texto, e disso o autor nos alerta ao descrever um vídeo em que o próprio coletivo de coletivos afirma ser um vetor de confusão e não de explicação. Rodrigo se dedica a esquadrinhar esse fenômeno, sem se propor a assumir teses prévias sobre ele. Abre assim caminho para que nós mesmos possamos nos arriscar a fazer nossas próprias análises”, resume Juca, no prefácio que intitula "O caminho ao caminhar do Fora do Eixo".
A pesquisadora e curadora do trabalho Heloísa Buarque de Hollanda concorda e assinala que a obra é a primeira pesquisa séria sobre o poder e as contradições do revolucionário horizonte político e cultural que vem sendo gestado na web. “Do circuito da música aos protestos com novas dicções revolucionárias, o autor examina com cuidado e objetividade o passo a passo da formação do FdE, sua expansão e os debates que suscita na academia, no meio artístico e nas tribos jovens. Uma leitura indispensável para pensar o alcance das políticas e estéticas neste início de milênio”, conclui Heloísa.
Novos BárbarosLançamento
Os Novos Bárbaros – A Aventura Política do Fora do EixoEditora Aeroplano
Quando:
- São Paulo
Terça-feira, 2 de dezembro, às 18h
Praça Roosevelt
- Rio de Janeiro
Quarta-feira, 3 de dezembro, às 19h, na livraria Blooks
Praia de Botafogo, 316
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