segunda-feira, 20 de abril de 2026

Horror que Trump promove é racional demais para ser tratado como loucura

 Enquanto Donald Trump promove o caos, promovendo guerras inúteis e ameaçando a “morte de uma civilização” no Irã, cresce nos EUA o desespero por contê-lo antes que o dano seja irreversível. Fala-se em incapacidade, invoca-se a 25ª Emenda, colecionam-se indícios de demência. Contudo, reduzir tudo à loucura é ignorar o mais inquietante: há cálculo, há método, há projeto. É tentador demonizar o indivíduo, como se bastasse removê-lo para restaurar a ordem. Hannah Arendt já alertava, ao analisar Adolf Eichmann, que o horror pode não brotar de monstros excepcionais.

Trump não é um acidente isolado, mas sintoma de engrenagens bem ajustadas — interesses, medos e oportunismos que sobrevivem a qualquer líder. Derrubá-lo pode mudar pouco se a estrutura permanecer intacta. A questão real não é só como parar um homem, mas como desmontar o sistema que o sustenta e tenta espalhar um modelo autoritário, violento e de extrema direita. Sem isso, troca-se o nome, mas o roteiro segue, e o mundo continua sendo redesenhado. O horror que promove é bem racional.


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