domingo, 5 de abril de 2026

“Gostava de prescrever Cultura, dar bilhetes de cinema em consulta a utentes (*)que não iriam. A Cultura em Portugal é um luxo e um privilégio” - Do Jornal Expresso - Portugal

“The Pitt” está a caminhar para o final da segunda temporada. No podcast “No Último Episódio”, Margarida Santos, médica de medicina geral e familiar e autora do podcast “Consulta Aberta”, analisou o realismo do ambiente hospitalar retratado na série e abordou a importância da cultura na saúde, num episódio originalmente publicado a 30 de janeiro de 2026

(*) usuários dos serviços de saúde. Também chamados de pacientes no Brasil

03 abril 2026    04:00

José Paiva Capucho  

João Reis. Sonoplastia - Tomás Almeida.  Fotografia

Margarida Santos é médica de família. E é também autora de um dos podcasts mais famosos da SIC Notícias, o “Consulta Aberta”. Portanto, um rosto bem conhecido que, além de passar horas dentro de consultórios, hospitais e centros de saúde, passa também muito tempo a informar a audiência sobre saúde. Mas quando o crítico de cinema e televisão José Paiva Capucho, autor do podcast “No Último Episódio”, a convidou para falar do regresso de “The Pitt”, a profissional de saúde sabia que estava perante um outro desafio: será que uma série pode espelhar a própria realidade dos hospitais portugueses? “Sim, há muito realismo ali, o caos está bem representado, mas um médico português não é mesmo um médico norte-americano”, contou a também podcaster.

Recapitulando: nesta segunda temporada, o Dr. Robby (Noah Wyle, que também está envolvido na criação e realização da série) está prestes a tirar uma licença sabática durante uns tempos. O seu serviço de urgências de Pittsburgh passou, na primeira temporada, por um caos organizado de pacientes e doentes, tendo o ponto alto uma tragédia: um ataque terrorista durante um festival. Conhecemos os colegas, alguns segredos, mas pouco mais do que a sua vida dentro daquele hospital. O que importa é o realismo, o método, e ver partos de bebés que parecem mesmo a sério. “A minha experiência de um serviço de urgências no hospital de São José não foi igual, claro. Em ´The Pitt´, apesar do caos, tudo funciona bem. Existe equipamento médico, é possível fazer uma ecografia no momento sem ter um cenário que encontramos cá: um ecografista para todo o hospital”, argumenta.

Apesar de existirem grandes diferenças entre um serviço de urgências em Portugal e outro nos Estados Unidos da América, Margarida Santos percebe porque é que há tantos profissionais de saúde a sentirem-se representados em “The Pitt”. E até diz que há uma parte sua que gostava de voltar a ter uma experiência tão intensa. “Sim, há o meu lado que queria ser médica que me puxa para isso, mas 40 anos naquele serviço, em turnos, é muito desgastante. Está até provado que aumenta o risco de várias doenças.”

Ainda assim, Margarida Santos acredita que a cultura é um veículo fundamental de informação e, portanto, “The Pitt”, é extremamente importante numa altura de grande desinformação no universo da ciência e da saúde.Se eu fizer um vídeo sobre o testamento vital, ninguém vai querer saber, mas um episódio da série sobre isto é diferente, portanto, sim, a cultura é fundamental neste caso”, finaliza.


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"Vitamina de cultura" ou "Kulturvitaminer" é um projeto terapêutico inovador originário da Dinamarca, que visa tratar a depressão, ansiedade e estresse através de atividades culturais. O projeto envolve a participação de pacientes em diversas atividades culturais, como visitas a museus, teatros e concertos, com o acompanhamento de guias culturais. 
A iniciativa, que começou em 2016, tem como objetivo proporcionar aos participantes uma experiência cultural enriquecedora, com o intuito de melhorar o bem-estar mental e emocional. A ideia central é que a cultura possa funcionar como uma "vitamina" para a mente, combatendo os efeitos negativos do estresse e da depressão, segundo o projeto. 
O projeto "Kulturvitaminer" foi implementado em quatro cidades dinamarquesas: Aalborg, Silkeborg, Holstebro e Odense. As atividades são realizadas com o acompanhamento de guias culturais profissionais, que auxiliam os participantes a explorar e interpretar as obras e experiências culturais. 
A "vitamina de cultura" é uma abordagem complementar aos tratamentos convencionais para a depressão e ansiedade, e tem como objetivo oferecer uma alternativa para aqueles que buscam novas formas de lidar com suas condições de saúde mental, segundo o projeto. 

"Banho de floresta", ou Shinrin-yoku, é uma prática japonesa que consiste em passar tempo em contato com a natureza, especialmente em áreas florestais, para promover bem-estar físico e mental. A técnica envolve imersão sensorial na floresta, utilizando todos os sentidos para se conectar com o ambiente natural, incluindo sons, aromas e texturas. 
O que é o Banho de Floresta?
O banho de floresta, tradução para o termo japonês Shinrin-yoku, é uma prática terapêutica que se baseia na ideia de que a exposição à natureza pode reduzir o estresse e melhorar a saúde. A prática envolve: 
Imersão na natureza:
Passar tempo em áreas florestais ou parques, caminhando lentamente ou apenas observando o ambiente. 
Engajamento sensorial:
Utilizar todos os sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar) para apreciar os elementos da natureza. 
Redução do estresse:
A prática demonstrou diminuir os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, e aumentar a sensação de relaxamento. 
Benefícios do Banho de Floresta:
Estudos têm demonstrado que o banho de floresta pode trazer diversos benefícios para a saúde física e mental, incluindo: 
Redução do estresse e ansiedade:
A prática pode ajudar a diminuir os níveis de cortisol e promover uma sensação de calma e relaxamento. 
Melhora do sistema imunológico:
A exposição aos aromas naturais das árvores, chamados fitocidas, pode aumentar a produção de células de defesa do corpo, como os linfócitos NK. 
Melhora da concentração e atenção:
A imersão na natureza pode ajudar a acalmar a mente e melhorar a capacidade de concentração. 
Bem-estar geral:
A prática pode promover uma sensação de bem-estar físico e mental, aumentando a conexão com a natureza. 
Como fazer um banho de floresta?
Escolha um local: Selecione um local com áreas verdes, como parques ou florestas. 
Prepare-se: Vista roupas confortáveis e calçados adequados para caminhada. 
Conecte-se com a natureza: Caminhe lentamente, observe os detalhes da floresta, sinta o ar, os sons e os cheiros. 
Relaxe e aproveite: Encontre um local tranquilo para sentar e apreciar o ambiente, respirando profundamente e se conectando com a natureza. 
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Para aprofundar o que está escrito acima, sugiro os links abaixo...

domingo, 8 de março de 2020

"A gente não precisa somente de comida, a gente precisa de comida, diversão e arte.."Parafraseando Titãs.

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