sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Fontes de internet para pesquisa sobre História, Geografia, Economia e Cultura de Sergipe

 

Formar grupo de 5 alunos para pesquisar os temas abaixo e apresentar com slides contendo texto e fotos

Nome da Equipe – Cultura Sergipana

1 - Cultura Popular 2-  Literatura 3 -  Artes Plásticas (pintura, escultura e etc..) 4- Teatro – 5- Dança.

Nome da Equipe – Geografia de Sergipe

1-Relevo 2- Clima 3- Bacia hidrográfica 4 – Vegetação – 5 – Fauna

Nome da Equipe – Economia Sergipana1 – Periodo colonial – Império – República (Velha, Era Vargas


 empresarial-militar)


Nome da equipe Politica Sergipana

República Velha – Era Vargas – Redemocratização 1945 a 1964 – Ditadura empresarial-militar (1964 a 1985) e Redemocratização (1985 a 1994).

1 - Cultura

Lu Spinelli - Operária da dança

https://siae.seduc.se.gov.br/siae.servicefile/api/File/Downloads/108fb6e6-17a6-4fd5-8fa1-b1472a0d90a5

2 - Fotografia e memória

blog SERGIPE EM FOTOS

https://sergipeemfotos.blogspot.com/

3 - Literatura Sergipana

https://literaturasergipana.blogspot.com/

4 - O teatro sergipano apresenta sua história

https://empautaufs.wordpress.com/2010/05/08/o-teatro-sergipano-apresenta-sua-historia/

5 - Mário Britto: “Sergipe não deixa a dever ao Brasil em artes visuais”

https://jlpolitica.com.br/entrevista/mario-britto-sergipe-nao-deixa-a-dever-ao-brasil-em-artes-visuais

6 - Fotos de Sergipe

https://cidades.ibge.gov.br/brasil/se/historico

Geografia de Sergipe

https://www.youtube.com/watch?v=s8bwh2-daQE

Geografia de Sergipe

https://www.infoescola.com/geografia/geografia-de-sergipe/

Economia de Sergipe

História econômica de Sergipe no Império na República Velha

https://www.abphe.org.br/uploads/Banco%20de%20Teses/historia-economica-de-sergipe-1850-1930.pdf

A indústria de Sergipe em 1970 (ditadura militar)


A economia de Sergipe em 1970, 2ª parte (ditadura militar)

https://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/2013/05/a-economia-de-sergipe-em-1970-2-parte.html

A agricultura sergipana em 1970



ECONOMIA NOS PERÍODOS COLONIAL E IMPERIAL (RESUMIDO)

https://www.lacconcursos.com.br/content_aovivo.php?title2=aulao_sergipe.pdf

Indústria e Desenvolvimento em Sergipe  https://www.bnb.gov.br/revista/ren/article/download/355/304/689

Politica em Sergipe

Sergipe no período do império

https://www.bnb.gov.br/revista/ren/article/download/355/304/689

Sergipe no período da redemocratização (1945 a 1964)

Governo de Sergipe é denunciado por censurar e torturar jornalistas, operários e estudantes. Relatório revela histórias quase invisíveis dos anos 50

Sergipe no período da ditadura empresarial-militar (1945 a 1964)

https://manguejornalismo.org/governo-de-sergipe-e-denunciado-por-censurar-e-torturar-jornalistas-operarios-e-estudantes-relatorio-revela-historias-quase-invisiveis-dos-anos-50/

Os primeiros dias do golpe e da ditadura de 1964 em Sergipe. 

https://manguejornalismo.org/golpe-de-64-perseguiu-bispos-em-sergipe-acusados-de-serem-comunistas-ja-dom-luciano-de-aracaju-foi-apontado-como-simpatizante-e-colaborador-da-ditadura/







quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Para o PT, além de organizações e movimentos sociais não ficarem novamente com a calça nas mãos. Peguem a visão de Gilberto Carvalho, Frei Betto, Romero Venâncio, Edu Moreira, J.P. Stédile, Zezito de Oliveira e etc...

 “SE PUDEREM, VÃO NOS DERRUBAR”


“Só tem um jeito de dar governabilidade — investir na conscientização e na participação popular”."

https://congressoemfoco.uol.com.br/area/congresso-nacional/gilberto-carvalho-se-puderem-vao-nos-derrubar/

Próximo de Lula, de quem foi chefe de gabinete durante os seus dois primeiros mandatos presidenciais (2003 a 2010), o atual secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho, está preocupado com os rumos do governo, da esquerda e da Igreja Católica, da qual é membro. No seu entender, tanto a igreja a que pertence quanto as forças de esquerda se distanciaram da população mais carente, deixando o caminho aberto para os evangélicos e para uma direita com “uma militância ferrenha que se expressa de maneira absurda nas redes sociais e que faz a cabeça dos pobres”.

Em debate promovido em Brasília pela Comissão Justiça e Paz, da Igreja Católica, na noite da última segunda-feira (5), ele procurou mostrar que a governabilidade não pode se apoiar apenas na composição com a maioria conservadora do Congresso Nacional. Fazer concessões, argumentou, é insuficiente porque “eles não nos aceitam”. “No primeiro momento que eles puderem, eles vão nos derrubar, porque a nossa lógica vai contra a lógica deles”, acrescentou. E concluiu: “Só tem um jeito de dar governabilidade — investir na conscientização e na participação popular”.

Veja o vídeo, com legenda:

https://www.youtube.com/watch?v=cRItmnFBhHI&t=1s


Esta edição do Diálogos de Justiça e Paz tem como tema "Os pobres e o futuro da humanidade: o pedido de reconexão do Papa Francisco". Para fomentar essa conversa, o DJP recebe o Padre Júlio Lancellotti, pároco da Paróquia de São Miguel na Mooca (SP), Gilberto Carvalho, Secretário Nacional de Economia Popular e Solidária e o Padre Miguel Martins, responsável pelo Centro Cultural Brasília. Ana Paula Inglez Barbalho, membra da Comissão de Justiça e Paz de Brasília, é a responsável por mediar esse diálogo.

Um dos fundadores do PT, Gilberto Carvalho, 72 anos, é formado em Filosofia, estudou Teologia e chegou a ser seminarista. Mesmo sem nunca ter exercido mandato político, sempre foi um formulador muito ouvido dentro do seu partido e é um dos principais interlocutores petistas com a Igreja Católica. 

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (2011 a 2014), também dirigiu a Escola Nacional de Formação do PT. No ano passado, foi um dos articuladores da carta divulgada pelo então candidato Lula à comunidade evangélica, comprometendo-se a não apoiar o aborto e a respeitar a liberdade religiosa. 

Hoje à frente de uma secretaria vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, Gilberto Carvalho enfatizou, no encontro de segunda-feira:  “A esquerda tem de mudar o seu jeito de fazer. A igreja tem de mudar o jeito de lidar, nós temos que conviver com os pobres. Nós temos que estar perto”. Fazer um bom governo, no seu entender, jamais será o bastante.

“Não adianta nada” — continuou — “fazer tudo isso e depois vem um golpe e derruba tudo. E o povo volta a viver uma experiência pior do que a que vivia. Então, amar o pobre, não desviar do pobre, também é investir, insistir na educação popular, na conscientização. Fazer de cada ato, de cada conquista dessa, um momento de educação, de autoconsciência.”

Ainda em sua exposição, Gilberto Carvalho contou que expressou suas percepções a Lula em uma conversa que tiveram recentemente. Relatou que disse ao presidente não ter dúvida de que o atual governo vai dar certo, que a economia vai crescer e que a fome será reduzida, ainda que em escala menor que a registrada nas duas gestões passadas do petista, em razão das circunstâncias internacionais menos favoráveis. Mas fez um alerta:

“O que eu falei para ele foi o seguinte: esse dar certo já deu uma vez, mas deu errado, porque durou pouco. Isso é uma irresponsabilidade nossa com os pobres. Nós temos que construir projetos duráveis, projetos sustentáveis, e não tem outra sustentação que o poder popular.”

Crítico do papa João Paulo II, a quem responsabiliza pelo afastamento dos católicos da população mais pobre, e admirador do Papa Francisco, Gilberto Carvalho defendeu mudanças profundas na igreja a que pertence, incluindo o fim do celibato (possibilitando que membros do clero sejam autorizados a se casarem) e a permissão para que mulheres sejam ordenadas (conquistando o direito de celebrar missas e outros atos religiosos).“Senão, nós vamos ter muita dificuldade de chegar no povão. E isso está muito claro, a realidade está mostrando.”

Também participarem do debate de segunda-feira, no Centro Cultural de Brasília, instituição ligada à Igreja Católica, os padres Júlio Lancellotti e Miguel Martins e a mediadora Ana Paula Inblez Barbalho, mediadora do debate e integrante da Comissão Justiça e Paz.

Sylvio Costa

SYLVIO COSTA Fundador do Congresso em Foco. Mestre em Comunicações pela Universidade de Westminster, na Inglaterra. Trabalhou como jornalista em veículos como Folha, IstoÉ, Correio Braziliense, Zero Hora e Gazeta Mercantil, entre outros, exercendo as funções de repórter, editor e chefe de reportagem. Ganhou, individual e coletivamente, mais de 20 prêmios de jornalismo e comunicação. É servidor concursado do Senado Federal, onde está lotado na TV Senado.

sylvio@congressoemfoco.com.br

DEBATE AO VIVO COM TRECHOS DO NOVO DOCUMENTÁRIO

De quanta TERRA precisa O HOMEM?

AQUI

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Como Santo André referência do modo petista de governar se transformou em um antro da direita?

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

O campo de batalha em Gaza e nas redes de comunicação

 O ciclo de morte não abre e fecha no campo de batalha tão somente. Ele é antecedido e prossegue nas redações, nos púlpitos, nas salas de aula, nos teatros, no cinema, na literatura e demais linguagens artisticas, na televisão, nas redes virtuais.... A reportagem abaixo da autoria do jornalista Mauro Lopes mostra o quanto é séria essa questão da guerra cultural, antes chamada de guerra ideológica..

E para o campo progressista, qual é a necessidade para melhor entender e agir com mais sucesso nesta seara? A leitura e discussão de Gramsci, Adorno e Paulo Freire prioritariamente. Quando atacam estes três a extrema-direita sabe o que faz. E a pergunta para concluir essa "notinha de nada", como afirma o professor Romero Venâncio (UFS), grande pesquisador dos três nomes citados acima e afins. O quanto nós do campo progressista , e da esquerda mais especificamente, conhecemos suficientemente Gramsci, Adorno e Paulo Freire? A resposta pode ser observada no sucesso ou fracasso das nossas mobilizações de rua e dos nossos candidatos ao parlamento e ao executivo.


COBERTURA DO GENOCÍDIO

As “leis” Pontual-Lo Prete: e se trocarmos “Palestina” por “Favela”? - por Mauro Lopes

A jornalista Renata Lo Prete disse que morrem muitas crianças em Gaza porque as mulheres têm muitos filhos. Sua tese foi defendida por jornalistas liberais e outros. E se ela dissesse que são muitas crianças mortas pela PM nas favelas do Rio porque as mulheres têm muitos filhos, seria aceitável?




domingo, 5 de novembro de 2023

REVOLUÇÃO CULTURAL NAS MENTES, NOS CORAÇÕES E NOS CÉUS DO BRASIL. 05 DE NOVEMBRO DIA NACIONAL DA CULTURA

 Daqui a um ano com o começo ou intensificação das entregas dos produtos culturais apoiados pelos editais das Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2,  o Brasil passará a sofrer uma explosão criativa e de alegria de norte a sul, de leste a oeste. Quem viver verá..

 Porque arte é vida. E vida em abundância e qualidade somente com arte, incluindo o campo econômico, com a geração de mais empregos e remuneração melhor, considerando o valor agregado da força de trabalho no  campo das linguagens artisticas e das humanidades, conforme demonstrado por pesquisas acadêmicas, as quais precisam também serem mais incentivadas e divulgadas. 

A despeito dessa questão no campo da economia, nunca é demais lembrar a importância das artes para a auto-estima, para o sentido de pertencimento e coesão da nossa gente. 

Bem a ver com o que propõe Papa Francisco na Enciclica Fratelli Tutti e no Programa Escola de Encontros (Scholas Ocurrentes)


segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Falece Enrique Dussel em 05/11/2023, um dos maiores pensadores latino-americano de toda a história do continente.

 Faleceu no dia 05 de novembro o grande Enrique Dussel. Filósofo argentino radicado desde 1975 no México. Dussel foi o mentor da Filosofia da Libertação e um dos maiores pensadores latino-americano de toda a história do continente. Foi autor de uma grande quantidade de obras, e seu pensamento discorre sobre temas como filosofia, política, ética, história e teologia. Luto!!!

(Romero Venâncio - UFS)

LIVE - HOMENAGEM  ENRIQUE DUSSEL. VIDA & OBRA

Com Romero Venâncio (UFS)

Segunda. 06/11 as 19h.

no Instagram romerojunior4503

Obra extraordinária de Enrique Dussel. Voltaremos a ela em suas teses principais numa live em homenagem ao pensador latino americano falecido na madrugada do dia 05 deste novembro... As 19h no Instagram romerojunior4503


Uma das últimas entrevistas com Enrique Dussel. Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=s6tO37A2oao


domingo, 5 de novembro de 2023

Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil ” Tema da redação da prova do ENEM 2023

 


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou agora a pouco o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para este ano, a temática escolhida foi a economia do cuidado, mais especificamente, “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.

Apesar de pouco conhecido, também chamado de “Economia do Cuidado”, o tema trata do conjunto de ações relacionadas aos cuidados para a manutenção da vida de outras pessoas, podendo ser remunerado ou não.

Um exemplo no âmbito doméstico, que geralmente não possui remuneração, está no trabalho com os afazeres da casa e cuidados com os filhos e familiares.

Para se ter ideia da importância desse tema, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNADC, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2019, 54,1 milhões de pessoas declararam realizar atividades de cuidado com moradores de seu domicílio ou parentes.

Porém, trata-se de um tema bem mais amplo e que, de fato, merece uma discussão mais aprofundada, inclusive de ser tema de uma prova tão importante como o Enem.

https://www.youtube.com/watch?v=SiJNj1gv1BM



"Mais de 60% dos participantes do ENEM são mulheres" No programa web Fórum Café nesta manhã de 06/11/2023

Por mais mulheres humanistas no poder contra a barbárie neoliberal e neofascista.  Para ajudar a realizar o sonho da canção "Coração Civil".  https://www.youtube.com/watch?v=eOgu-TNB89A


Artigo | Coração Civil, Sr. Milton, conjuntura, coragem: 7 de setembro sonho de amor Brasil

Enem traz ditadura brasileira de volta após tema sumir da prova sob Bolsonaro - https://www.diariodocentrodomundo.com.br/enem-traz-ditadura-brasileira-de-volta-apos-tema-sumir-da-prova-sob-bolsonaro/

https://www.youtube.com/watch?v=t7mvXBdlyro








REVOLUÇÃO CULTURAL NAS MENTES, NOS CORAÇÕES E NOS CÉUS DO BRASIL. 05 DE NOVEMBRO DIA NACIONAL DA CULTURA

 Daqui a um ano com o começo ou intensificação das entregas dos produtos culturais apoiados pelos editais das Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2,  o Brasil passará a sofrer uma explosão criativa e de alegria de norte a sul, de leste a oeste. Quem viver verá..

 Porque arte é vida. E vida em abundância e qualidade somente com arte, incluindo o campo econômico, com a geração de mais empregos e remuneração melhor, considerando o valor agregado da força de trabalho no  campo das linguagens artisticas e das humanidades, conforme demonstrado por pesquisas acadêmicas, as quais precisam também serem mais incentivadas e divulgadas. 

A despeito dessa questão no campo da economia, nunca é demais lembrar a importância das artes para a auto-estima, para o sentido de pertencimento e coesão da nossa gente. 

Bem a ver com o que propõe Papa Francisco na Enciclica Fratelli Tutti e no Programa Escola de Encontros (Scholas Ocurrentes)

Zezito de Oliveira



Hoje é dia de celebrar toda a riqueza da cultura brasileira. A partir da contribuição de diversos povos, o Brasil produziu ao longo de sua história uma enorme diversidade de manifestações culturais. De norte a sul, de leste a oeste, as músicas, a culinária, a literatura, o folclore, o artesanato etc. expressam toda a multiplicidade cultural do nosso país. O dia 5 de novembro foi escolhido como o Dia Nacional da Cultura em homenagem a Rui Barbosa, jurista, jornalista, político, diplomata, ensaísta e orador. Nascido em Salvador, Bahia, em 5 de novembro de 1849, Rui Barbosa desempenhou importante papel político e cultural no Brasil. Foi autor de várias obras literárias e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. O acervo do Arquivo Nacional contém documentos que registram toda a riqueza e diversidade cultural brasileira. Para celebrar a data, apresentamos uma pequena seleção de imagens que mostram algumas manifestações culturais existentes em nosso país. As fotos fazem parte dos fundos Correio da Manhã (PH) e Agência Nacional (EH).




quarta-feira, 1 de novembro de 2023

O estudioso bíblico Maggi aos ultras católicos: “O Halloween não é o triunfo do mal”

Alberto Maggi

  “Todos os anos, à medida que se aproxima o Halloween, a cruzada dos ultras católicos que vêem neste evento o triunfo do mal recomeça com força…”. No ilLibraio.it o comentário do estudioso bíblico Irmão Alberto Maggi: “Por que os supercatólicos têm medo de arroz?”


O MEDO DO SORRISO

Todos os anos, à medida que se aproxima o Halloween , recomeça com força a cruzada dos ultras católicos que vêem neste evento o triunfo do mal , uma espécie de sabá satânico, povoado por bruxas, diabos, demônios e todas as outras criaturas infernais. Esses zelosos cruzados estão sempre em guerra , têm que lutar constantemente contra alguém e, se não encontram o inimigo, inventam-no. Para eles a festa de Halloween é uma atração irresistível, não se seguram e trazem à tona toda a maldade reprimida e a violência verbal contra quem sorri nesta festa.

LEIA TAMBÉM – Falsos cristos e falsos profetas que enganam o povo em tempos de crise – por Alberto Maggi 

De onde vem todo esse ódio? Por que os supercatólicos têm medo de arroz? Para essas pessoas, que sem dúvida vivem a sua própria espiritualidade, isso é entendido como algo oposto ao corpo, à carnalidade, à matéria, algo que entra em conflito com a felicidade humana, quase como se para ser espiritual fosse necessário negar um importante e parte essencial da própria vida, a dos sentidos e do prazer. Para eles, a espiritualidade parece relegada ao mundo do espírito e não da matéria , do divino e não do humano, do religioso e não do profano, do eterno e não do temporal.

LEIA TAMBÉM – Fazer o mal em nome de Deus, distorcendo sua Palavra 

LEIA TAMBÉM – Pelourinhos nas redes sociais e ódio online: o comentário do estudioso bíblico Maggi 

Tudo isto surge do facto de que no catolicismo somos herdeiros de uma espiritualidade que, desligando-se dos Evangelhos, devastou por vezes irremediavelmente a vida dos crentes . Um dos grandes perpetradores desta devastação foi um Papa da Idade Média, Inocêncio III . Quando ainda era cardeal, escreveu Desprezo pelo Mundo , livro que foi best-seller durante cerca de seis séculos e que moldou, ou melhor, deformou, a espiritualidade cristã.

Lotário , confundindo o seu pessimismo sombrio com inspirações sagradas, escreveu: “O homem é concebido do sangue putrefato pelo ardor da luxúria, e pode-se dizer que os vermes mortais já estão junto ao seu cadáver. Enquanto vivo gerou minhocas e piolhos, quando morto gerou vermes e moscas; quando vivo criou esterco e vômito, quando morto produzirá putrefação e mau cheiro; enquanto vivo só um homem engordou, quando morto engordará numerosos vermes... Felizes os que morrem antes de nascer e que antes de conhecerem a vida já experimentaram a morte... enquanto vivermos continuamente morremos e deixaremos de estar mortos quando terminamos de viver, porque a vida mortal nada mais é do que uma morte em vida...” (De cont. mundi 3,4).

Os danos causados ​​por esta literatura sombria (basta mencionar a Imitação de Cristo ) foram devastadores. A teologia ao longo dos séculos lidou mais com o sofrimento do que com a alegria , com a mortificação em vez do prazer, com lágrimas em vez de riso ( "Jesus nunca ria" era o imperativo dos pregadores incapazes de sorrir no século XVIII), e o vestido de luto tornou-se o uniforme de padres e freiras.

Os teólogos têm estado mais interessados ​​na morte do que na vida . A única vida que lhes interessava era a eterna, a vida após a morte. A vida terrena nada mais era do que um imenso vale de lágrimas em que as almas piedosas e devotas se afundavam enquanto esperavam a morte: “De manhã, não esperem que a noite chegue: e quando a noite chegar, não ousem esperar pelo amanhã. " . Portanto, estejam sempre prontos...” (Imitação de Cristo, XXIII, 1).

Uma espiritualidade que divinizava o sofrimento e a morte não tinha outro remédio senão ensinar os crentes a colocar a sua única esperança na vida após a morte , a única digna de ser chamada assim. A felicidade dos homens nesta existência não foi contemplada.

Por espiritualidade cristã e evangélica entendemos uma vida guiada, capacitada, enriquecida pelo Espírito de Jesus, o Espírito Santo, a força vital que vem de Deus e é a própria vida de Deus que se comunica. Esta espiritualidade não entra em conflito com a vida, mas realça-a, não é rival da felicidade , mas permite-a, não diminui a pessoa, mas enriquece-a, não tira o sorriso, mas ilumina-a.

LEIA TAMBÉM – “A Igreja, sem hesitar, escolheu o interesse…”. O Papa, os Bispos e as riquezas do clero 

O AUTOR – Alberto Maggi, frade da Ordem dos Servos de Maria, estudou nas Pontifícias Faculdades Teológicas Marianum e Gregoriana de Roma e na École Biblique et Archéologique française de Jerusalém. Fundador do Centro de Estudos Bíblicos «G. Vannucci» (www.studibiblici.it) em Montefano (Macerata), cuida da divulgação dos escritos sagrados, interpretando-os sempre a serviço da justiça, nunca do poder. Publicou, entre outros: Roba da preti ; Nossa Senhora dos Hereges ; Como ler o Evangelho (e não perder a fé) ; Parábolas como pedras ; A Loucura de Deus e Versos Perigosos . Está na livraria com Garzanti  Quem não morre se vê de novo - Minha jornada de fé e alegria entre a dor e a vida.

Halloween: a curiosa origem do Dia das Bruxas https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-41778799

HALLOWEEN É O CACETE:

HOJE É O DIA DO SACI!

Chico Alencar
Que os bruxos imperialistas da guerra e da morte - esses que dizem que "cessar fogo é rendição" - sejam espantados pelos sacis, moleques travessos que nos habitam, driblam as opressões e nos chegam num redemoinho de alegrias!
Celebremos a nossa rica cultura!
Saci Pererê, na arte imortal de Ziraldo



Qual a saída para esta invasão cultural desmedida?

Lembrando que isso não seria problema em se tratando de escolas de inglês, como foi há anos atrás, porque o Halloween é um componente importante da cultura popular norte-americana.

O problema em atualmente ocupar um espaço demasiado em nossas escolas, é porque nos distancia ainda mais de nossos símbolos de identidade cultural, formados no entrelaçamento das culturas dos povos originários, dos povos africanos e da peninsula ibérica, com o predomínio dos dois primeiros no campo do patrimônio cultural imaterial.

Ademais, muito destes nossos símbolos culturais como curupira e caipora, podem nos ajudar na formação de uma cultura de cuidado com o meio ambiente junto a crianças e adolescentes, entre outras possibilidades que outros personagens miticos oferecem..

Quanto ao debate com os cristãos conservadores precisa ser feito como fez Alberto Maggi, no texto acima

Como saída objetiva
Trabalho de base com ação cultural  parceiros, e isso como redução de danos, porque o estrago já está feito...