quarta-feira, 6 de março de 2024

Por que descriminalizar o pequeno porte da maconha para o uso pessoal? Se quiser, além de ler/assistir o que consta abaixo, apresente razões a favor ou contrárias nos comentários, mas ofereça argumentos lógicos e racionais.

 10 razões para legalizar as drogas

Por Juan Carlos Hidalgo [1]

1. A legalização colocaria fim a parte exageradamente lucrativa do negócio do narcotráfico, ao trazer para a superfície o mercado negro existente.

2. A legalização reduziria dramaticamente o preço das drogas, ao acabar com os altíssimos custos de produção e intermediação que a proibição implica. Isto significa que muita gente que é viciada nestas substâncias não teria que roubar ou prostituir-se com o fim de custear o atual preço inflacionado destas substâncias.

3. Legalizar as drogas faria com que a fabricação dessas substâncias se encontre dentro do alcance das regulações próprias do mercado legal. Abaixo da proibição, não existem controles de qualidade ou vendas de doses padronizadas.

4. O narcotráfico tem estendido seus tentáculos ao cenário político dos países. A legalização acabaria com esta nefasta aliança do narcotráfico e o poder político.

5. Legalizar as drogas acabaria com um fonte importante de corrupção, a qual aumenta em todos os níveis do governo devido ao fato de uma substancial parte de toda a classe de autoridades tem sido compradas, subornadas e extorquidas por narcotraficantes, criando um grande ambiente de desconfiança por parte da população quanto ao setor público de forma geral.

6. Os governos deixariam de desperdiçar bilhões de dólares no combate as drogas, recursos que seriam destinados a combater os verdadeiros criminosos: os que violam os direitos dos demais (homicidas, fraudadores, estupradores, ladrões etc).

7. Com a legalização se acaba com o pretexto do Estado de violar nossas liberdades civis com o fim de levar a cabo esta guerra contra as drogas. Grampos telefônicos, buscas, registros legais, censura e controle de armas são atos que atentam contra nossa liberdade e autonomia como indivíduos.

8. Legalizar as drogas desativará a bomba-relógio em que se converteu a América Latina, especialmente os países andinos, América Central e México. Isto tem levado a uma intervenção crescente por parte dos EUA, país que desde quase mais de uma década vem fortalecendo sua presença militar na região de uma maneira nunca vista desde o fim da Guerra Fria.

9. Em uma sociedade onde as drogas são legais, o número de vítimas inocentes produzidas pelo consumo e venda de entorpecentes seria reduzido substancialmente. Grande quantidade de pessoas que nunca consumiram essas substâncias ou que não estão relacionadas com essa atividade se veem prejudicadas ou perdem a vida devido as “externalidades” da guerra contra as drogas: violência urbana, abusos policiais, confiscos de propriedades, revistas e buscas equivocadas, entre muitos outros casos.

10. A legalização conduzirá a sociedade a aprender a conviver com as drogas, tal e como tem feito com outras substâncias como o álcool e o cigarro. O processo de aprendizagem social é extremamente valioso para poder diminuir e internalizar os efeitos negativos que derivam do consumo e abuso de certas substâncias.

[1] Juan Carlos Hidalgo é o analista político para a América Latina do Center for Global Liberty and Prosperity. Escreve frequentemente para os jornais americanos International New York Times, Miami Herald, Forbes, Huffington Post, New York Post, El País (Espanha), La Nación (Argentina), El Tiempo (Colômbia), El Universal (México), El Comercio (Perú), e El Mercurio (Chile). Atua como comentarista recorrente nos canais BBC News, CNN en Español, Univisión, Telemundo, Voice of America, Al Jazeera e Bloomberg TV.

Publicado originalmente no Portal Libertarianismo

Oras, oras, Barroso é um homem conservador e quem diria. Sim, o ministro Barroso diz “Não vamos liberar a maconha”, ao Congresso em um momento que o STF volta a debater a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal.



Por que legalizar as drogas é questão de saúde pública

Médico conhecido por explorar potencial terapêutico da maconha sustenta: “guerra às drogas” mata muito mais do que as substâncias psicoativas. Mudança também combateria outras chagas sociais, como o encarceramento em massa

https://outraspalavras.net/outrasaude/por-que-legalizar-as-drogas-e-questao-de-saude-publica/

10 números que mostram o que mudou no Uruguai 10 anos após legalização da maconha

Gerardo Lissardy - Role,BBC News Mundo - 15 dezembro 2023

Nos parques, nas arquibancadas dos estádios e nas praias do Uruguai, a fumaça gerada pela maconha passou a ter odores variados desde que o país se tornou a primeira nação do mundo a legalizar o uso recreativo da cannabis.

Antes da legalização, a erva prensada e importada ilegalmente era a única opção disponível. Mas uma variedade de flores de maconha vendidas em farmácias ou cultivadas nas casas e em clubes de produtores diversificou o mercado.

Dez anos depois que o Parlamento uruguaio aprovou a norma que regulamentou a produção, venda e consumo de cannabis, no dia 10 de dezembro de 2013, o país vem observando diversas consequências da mudança que chamou a atenção internacional.

A regulamentação foi imlementada em etapas.

Leia mais:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg6wq3l7x1lo

Entenda em 5 pontos a discussão sobre a legalização da maconha no Brasil

Legislação brasileira é atrasada em relação a países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Chile. Mas há alguns avanços; entenda quais são

Por Andréa Martinelli (@deamartinelli) - 14/01/2022 05h51  Atualizado há 2 anos

No Brasil, desde 2006, a Lei de Drogas proíbe em todo o território nacional o plantio, a cultura, a colheita e a exploração da cannabis sativa, planta mais conhecida como maconha. O debate sobre a descriminalização é longo e conta com médicos, juristas e representantes de organizações com opiniões contra e a favor das mudanças na legislação, algo que esbarra em questões de raça e classe também.

O tamanho do tabu em torno do tema foi retratado em uma pesquisa realizada pelo Ibope/Estado/TV Globo. Em 2014, o estudo revelou que 79% dos eleitores brasileiros são contra a descriminalização da maconha, e apenas 17% a favor. Em 2021, este tema voltou à pauta do Congresso Nacional, em meio a polêmicas. Mas o que realmente está em jogo? A Glamour te explica em 5 pontos essa discussão.

Leia mais:

https://glamour.globo.com/lifestyle/politica-direitos/noticia/2022/01/entenda-em-5-pontos-a-discussao-sobre-a-legalizacao-da-maconha-no-brasil.ghtml





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