segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Assistindo o clássico do cinema francês "E Deus criou a mulher" e lembrando acerca da retomada do Cine Realidade & Circular.

 O QUE ISSO ABAIXO TEM A VER COM A PROPOSTA DE RETOMADA DO CINE REALIDADE & CIRCULAR ? 

No inicio da tarde deste 15 de novembro de 2023, estive no Cine Vitória assistindo um filme da cinematográfica clássica francesa.. “E Deus criou a mulher” 



O filme é um clássico, mas não do tipo difícil, pelo contrário. Tenho procurado mesclar uns e outros, somente filmes “difíceis” é demais para quem está muito em contato com a realidade distópica destes tempos que rugem...

Quando o camarada Ras de Sá falou sobre o filme, não tinha lembrança de tê-lo assistido, mas quando cheguei ao Cine Vitória  com algum tempo o filme foi me parecendo familiar e então me lembrei onde tinha assistido. Foi em casa no período em que estava me recuperando da COVID durante o tratamento domiciliar. É um dos filmes da coleção que adquiri quando retornei para casa vindo do hospital.  COLEÇÂO FOLHA _ GRANDES ASTROS DO CINEMA - https://promoastros.folha.com.br/colecao.html

Abaixo as informações que constam no site onde está disponível informações importantes sobre o filme.

Sobre a pergunta, respondo na segunda parte deste comunicado..

Com: Brigitte Bardot, Curd Jürgens , Jean-Louis Trintignant , Donovan Leitch Jr.

Direção: Roger Vadim

Sinopse: Na pequena comuna de Saint-Tropez, a sedutora órfã Juliette é o objeto de desejo de todos os homens. Ela provoca o milionário Eric e se sente atraída por Antoine. Para fugir do orfanato, ela aceita se casar com Michel, o irmão mais jovem de Antoine.

 “Em “E Deus… criou a mulher”, Brigitte vira Bardot “ – Le Monde

 “ A intérprete de E Deus Criou a Mulher quebrou, através do seu mito provocativo, as barreiras que impediam a sexualidade feminina. “ – Le Monde

 Direção de Roger Vadim

E Deus Criou a Mulher é a estreia do diretor Roger Vadim, na época casado com a estrela do filme, Brigitte Bardot, que iniciava então sua carreira emblemática. O longa tem esse nome apropriado pois leva o público a testemunhar o nascimento de uma mulher empoderada, que exala sensualidade e, embora os homens daquela época achassem difícil de entender, as mulheres dos anos 50 cobiçavam tal independência e liberdade. A famosa cena pouco antes do início dos créditos, em que Brigitte dança em cima da mesa usando seu corpo para conquistar e afirmar sua liberdade, é a grande síntese desse movimento comportamental que daria início à Nouvelle Vague.

Brigitte Bardot torna-se, com este filme, ao mesmo tempo um mito e um símbolo sexual global da década de 1960; uma estrela mediática, um emblema da emancipação das mulheres. Uma jovem que é ao mesmo tempo modelo e demônio, uma ingênua livre e provocadora, um símbolo de feminilidade e da liberdade sexual.

Quando o filme foi realizado, na metade dos anos 1950, começava a crescer a onda de rebeldia juvenil na França e em outros países. O cinema procurava fugir do padrão clássico, esquecer o cinema para “copiar a vida”, a verdadeira intimidade dos personagens. Se o filme foi bem recebido pelos jovens realizadores da Nouvelle Vague – Claude Chabrol, François Truffaut, Jean-Luc Godard – foi rejeitado pelo público durante o seu primeiro lançamento no canal de televisão France 3. Os novos diretores consideravam Bardot em E Deus Criou a Mulher um importante sinal de renovação, indicando um novo caminho a seguir: filmar os jovens como eles são, sem maquiagem ou amarras de roteiro. Porém, a atriz é violentamente criticada pela imprensa em nome de uma moralidade que ela põe em perigo.

Sucesso de público, o filme foi essencial no nascimento da nova onda, uma nova consciência no cinema francês, e ainda garantiu o estrelato de seu elenco principal.

Mais informações no site https://variluxcinefrances.com/2023/filmes/e-deus-criou-a-mulher/





DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. A quem compete ter essa consciência?

 ✍🏼 MV Bassa 



Assim, que o Dia da Consciência Negra não seja para você apenas uma data comemorativa, mas sim, um momento de profunda reflexão sobre o que temos feito e o que ainda podemos fazer por nossos irmãos de cor. Para representar o nosso povo, você  pode se utilizar da música, da literatura, da ciência, da medicina, da política, da arte e da cultura ou, de qualquer outra área do seu interesse. 

Desde cedo, aprendemos nas escolas sobre escravidão e racismo no Brasil e no mundo. A história nos traz relatos chocantes que mesmo tendo se passado há  muitos anos, ainda nos deixam indignados. Mas, até que ponto essa indignação nos motiva a fazer algo pela liberdade e respeito à nossa raça?

Essa luta é de todos os cidadãos que como seres humanos buscam a paz, a igualdade e as garantias contidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Entretanto, para muitas pessoas, os 100 anos de escravidão e todo o sofrimento dos negros são apenas histórias. Para essas pessoas, não há mais nada a ser feito, ou, simplesmente dizem que o combate à todo forma de discriminação racial não lhes pertencem.

Aí é que entra a necessidade de se ter a consciência negra. É saber que se hoje os negros têm algumas conquistas, elas se devem as muitas lutas de sangue, suor, lágrimas e resistência. No Brasil, essa luta pela liberdade nos remete a Zumbi do Palmares e muitos outros que vieram após ele. Mas temos também  Martin Luther King, Nelson Mandela e muitos outros que lutaram pelo sonho da liberdade em todos os sentidos. 

A partir dessa consciência, é que se entende que a bandeira de luta nunca deve ser baixada, pois ainda há muito a conquistar e muitos são os que precisam encontrar o caminho dessa tal liberdade. Devemos lutar até mesmo para não perder o que já conquistamos. Toda vez que um negro ocupar um lugar de destaque por mérito da sua determinação; seja em qualquer área; ele estará abrindo caminhos para outros negros que serão encorajados pelo seu exemplo. 

Assim, que o Dia da Consciência Negra não seja para você apenas uma data comemorativa, mas sim, um momento de profunda reflexão sobre o que temos feito e o que ainda podemos fazer por nossos irmãos de cor. Para representar o nosso povo, você  pode se utilizar da música, da literatura, da ciência, da medicina, da política, da arte e da cultura ou, de qualquer outra área do seu interesse. 

O importante é ter a consciência negra de que essa luta é, antes de qualquer outra raça, dos negros. E isso faz uma grande diferença na motivação pela qual você utiliza o legado deixado por nossos antepassados. 💪🏽

https://www.youtube.com/watch?v=8Lu3CW_8XrA&t=3s


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019








O Pré-Caju é sinônimo de barulho e incômodo ou de felicidade? A Marcha da Consciência Negra é barulho ou diálogo? O clamor do culto evangélico e o tambor do candomblé são percebidos da mesma forma? O burburinho de churrasco na cobertura da 13 de Julho ou no quintal da casa por reformar na Olaria é barulho? 

A jornalista Aline Braga coloca essas e outras questões no texto de Perspectiva de hoje da Mangue Jornalismo. Para ela, a cor da pele é uma marca importante para entender Aracaju, mas também os sons e os silêncios. Na sonoridade do espaço urbano, ela identifica os pedágios no percurso e as possibilidades de pontes.

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O escritor Monteiro Lobato é considerado o “pai da literatura infantil”, mas ele tem uma série de controvérsias por ser racista e isso aparece em suas obras. O cantor Luiz Caldas tem entre seus maiores sucessos a música Fricote, a “nega do cabelo duro”. O artista quer o esquecimento da música pelo racismo contido nela. 

No texto da Mangue Jornalismo de hoje, o repórter Gustavo Costa pergunta: o que fazer hoje com músicas, livros e produções artísticas que trazem expressões racistas?

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https://www.youtube.com/watch?v=6HRLsZ2triM




Morre a cantora portuguesa-caboverdiana Sara Tavares

Foi-se a cantar nas estrelas a bela e talentosa Sara Tavares (Cabo Verde).
"Põe um pé à frente de outro pé, o caminho é feito caminhando /
Cá estamos nós de novo, caindo, virando e levantando, fé sem medida / Tu mesmo és o criador da dança da tua vida." (Sara Tavares, CD XINTI, 2009)
 Com a colaboração de Alvaro Pantoja Leite

Sara Alexandra Lima Tavares (Lisboa, 1 de Fevereiro de 1978 – Lisboa, 19 de Novembro de 2023[1][2]) foi uma cantora e compositora portuguesa de ascendência cabo-verdiana. A música que interpretou é definida como world music.

Biografia

Sara Tavares, de ascendência cabo-verdiana, nasceu em 1978 na cidade de Lisboa. [3] Sara ganhou a final da 1ª edição (1993/1994) do concurso Chuva de Estrelas da SIC onde interpretou um tema de Whitney Houston. [4][5]

Foi convidada por Rosa Lobato de Faria para participar no Festival RTP da Canção de 1994 com a canção "Chamar a Música". A canção recebeu o máximo de pontuação de todos os jurados, ganhando assim um lugar no Festival Eurovisão da Canção de 1994, onde alcançou a 8ª posição. [4][3]

Em 1996 editou o seu primeiro disco que contou com a colaboração do coro Shout. Dá a voz à música "Longe do Mundo" (uma adaptação de "God Help The Outcasts), para o filme da Disney, O Corcunda de Notre-Dame, que viria a merecer uma menção honrosa da Disney como a melhor versão internacional.

Na Expo'98, Sara Tavares participou no espectáculo de tributo a Gershwin, ao lado da Rias Big Band Berlin. Colaborou entretanto no grande sucesso da banda Ala dos Namorados, "Solta-se o Beijo" .

Em 1999 editou o álbum "Mi Ma Bô", um disco mais maduro e com mais ligação às suas raízes.

Gravou "Saiu Para A Rua" para o disco de tributo a Rui Veloso, editado em 2000. No ano seguinte colaborou com Nuno Rodrigues no disco "Canções de Embalar". Colaborou com Joy Denalane ca canção "Vier Frauen" de 2002.

Em 2003 colaborou com Júlio Pereira no disco "Faz de Conta". Gravou uma nova versão de "Nova Feira da Ladra" de Carlos do Carmo. Em 2005 colaborou com a Filarmónica Gil.

O álbum "Balancê", editado pela World Connection, em Novembro de 2005, foi considerado um dos melhores álbuns do ano por parte da critica, tendo alcançado o disco de ouro. Com a canção "Bom Feeling" dá a cara pelo Millenium BCP. Através da campanha, num investimento de 3 milhões de euros, 40 mil CDs da cantora foram distribuídos aos clientes do banco.[6]

Retomou a colaboração com Júlio Pereira em 2007. Colaborou também com Tiago Bettencourt e Uxia. Em 2008 lançou o DVD "Alive in Lisboa". No ano de 2009 regressou aos originais com o álbum "Xinti".

Gravou "The Most Beautiful Thing" com Nelly Furtado. [7] Colaborou em discos de Buraka Som Sistema, Luiz Caracol, Carlão, António Chainho e Richie Campbell.

Em 2016 mostrou "Coisas Bunitas", que antecedeu o seguinte disco de originais da cantora.

A 19 de novembro de 2023, a cantora morreu no Hospital da Luz, em Lisboa, vítima de um tumor cerebral, diagnosticado dez anos antes da sua morte.

Leia mais

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sara_Tavares

Dez músicas para recordar Sara Tavares

De Chamar a Música, o primeiro de todos os trabalhos conhecidos da cantora, a Kurtidu, lançada em Setembro.  AQUI


https://www.youtube.com/watch?v=5M8CG-7jSOM





domingo, 19 de novembro de 2023

Padre que roubou R$ 140 milhões de hospital público que atendia pessoas carentes é preso na PB

 Padre comprou 29 imóveis de alto padrão e torrava o dinheiro com vinhos que custavam milhares de Reais a garrafa, além de decorações e obras de arte. Toda a vida de luxo era bancada com dinheiro destinado a hospital que atendia pessoas pobres pelo SUS. De acordo com as investigações, pessoas necessitadas tiveram seus tratamentos e atendimentos gravemente comprometidos por conta dos roubos do religioso

O padre Egídio de Carvalho Neto, 56, suspeito de desviar recursos de entidades filantrópicas, se entregou à polícia em João Pessoa na manhã desta sexta (17). Mais cedo, o Tribunal de Justiça da Paraíba havia expedido mandado de prisão contra ele.

Segundo as investigações, o padre teria sido responsável por apropriação de dinheiro do hospital e do Instituto São José, que atende pessoas pobres pelo SUS, e da Ação Social Arquidiocesana. Com o dinheiro, diz a apuração, usufruiu e adquiriu diversos bens de luxo, entre eles 29 imóveis de alto padrão em três estados. As investigações, porém, ainda estão em curso.

Em nota, a promotoria afirmou que “as investigações revelam um esquema de desvios de recursos públicos estimados em cerca de R$ 140 milhões. Esses desvios (…) ocorreram entre 2013 e setembro deste ano. As operações ilícitas afetaram gravemente o Hospital Padre Zé, comprometendo o atendimento a populações carentes e necessitadas.”

A ordem de prisão foi dada nesta sexta-feira (17) pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, que atendeu pedido do MP (Ministério Público) da Paraíba.

“Presentes a prova da materialidade delitiva e indícios de autoria, aliados à necessidade da custódia para garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal, resta autorizada a imposição da segregação cautelar [prisão].”

Segundo a investigação, o padre Egídio recebia salário pela gestão do hospital em torno de R$ 15 mil. Entretanto, entre janeiro de 2021 e setembro de 2023, passaram pela conta dele de R$ 4,5 milhões, o que dá uma média de R$ 140,9 mil por mês. A quantia desviada pode ser muito maior, como estipula a nota da promotoria.

Além da grande quantia, o padre adquiriu bens de alto padrão incompatíveis com sua renda formal. “Ao agir por aproximadamente uma década, Egídio enriqueceu-se ilicitamente às custas dos cofres públicos e, em última análise, da própria sociedade hipervulnerável desta localidade. Foram 29 imóveis ao total — até o momento — nos Estados da Paraíba, Pernambuco e São Paulo, TODOS de elevadíssimo padrão de construção e perdulário, orquestração de pisos, iluminação e decoração”, diz a ordem de prisão.

Além disso, diz a apuração, há registro de compra dois carros de luxo e inúmeros vinhos, “que superam a média de mil reais por garrafa.”

A investigação ainda apontou, segundo os depoimentos colhidos de pessoas da administração do hospital, que documentos já chegavam “montados e prontos, havendo constante pressão para que os servidores assinassem e carimbassem sem a análise do objetivo.”

O pároco era diretor-presidente do hospital e foi afastado do cargo em agosto, assim como das suas funções eclesiais. Ele responde a processo canônico, que pode resultar em sua expulsão da Igreja Católica. As duas mulheres atuaram com ele na administração e são suspeitas de ajudar no desvio de recursos.

Além de Egídio, foram expedidos mandado de prisão contra Jannyne Dantas Miranda e Silva, tesoureira do Instituto São José e do próprio Hospital Padre Zé; e Amanda Duarte Silva Dantas, que atuava na contabilidade.

O hospital Padre Zé é uma referência em serviço de saúde gratuito em João Pessoa e atende cerca de 18 mil pessoas por ano em diversas áreas. A nova direção do hospital, que assumiu no dia 25 de setembro, é presidida pelo padre George Batista.

O padre Batista afirma que se deparou com dois empréstimos feitos pela gestão anterior em um total de R$ 13 milhões. Elas geram hoje parcelas mensais pagas em torno de R$ 250 mil, que comprometem os serviços ofertados na unidade.

https://www.pragmatismopolitico.com.br/2023/11/padre-que-roubou-r-140-milhoes-de-hospital-publico-que-atendia-pessoas-carentes-e-preso-na-pb.html

Fantástico

Veja os bens do padre preso por desvios milionários na Paraíba - ontem, 19/11/2023

https://globoplay.globo.com/v/12127337/

IMPORTANTE:

Mais um fruto do pontificado de JP II e Bento XVI. Lembrando que tudo isso começou para combater a Teologia da Libertação, a partir da nomeação de um bispo, Aldo Pagotto,  que também foi afastado por motivo de escândalo pesados... 

ZdO

"NÃO FOI ISTO QUE O Pe. JOSÉ COMBLIN NOS ENSINOU"

Tenho um colega que foi seminarista junto comigo nos anos 80 no antigo ITER (Instituto de Teologia do Recife) e que largou a vida religiosa e hoje trabalha na policia civil da paraíba no GOE (Operações especiais) e que me enviou mensagem estupefato com o apartamento do pe. Egídio (ex-colega nosso de seminário do Recife e envolvido num desfalque de um hospital filatrópico de João Pessoa) e todo o luxo. Um flat no Cabo Branco (metro quadrado mais caro de João Pessoa) todo mobiliado com requinte e ostentação. Meu colega não acredita mais na vida religiosa, mas mesmo assim ficou chocado ao imaginar de onde vem todo esse dinheiro para esta vida nababesca do padre... e terminou a mensagem afirmando: "NÃO FOI ISTO QUE O Pe. JOSÉ COMBLIN NOS ENSINOU". Fomos todos alunos no passado do Pe. Comblin e admiradores do antigo Arcebispo da paraíba Dom José Maria Pires... Sem mais.

Romero Venâncio


Chore por mim Argentina

 

https://www.youtube.com/watch?v=JwVRfQ6pgxk&t=4s


ATENTEMOS - O fascismo avança na América latina... A extrema direita no continente sabe o que quer e não dará trégua. A Argentina é começo...

Elegeram Milei com diferença de 11 pontos. Não foi "apertado" não. Ou significa: chegaram ao povo na Argentina. 

... as eleições na Argentina deste domingo e este livro poderia fazer bem ao companheiro Fernando Haddad. Ou não?  Avisemos lá... Ou...

Romero Venâncio (UFS)

Clara Mattei, autora do livro acima, foi  convidada no BdF Entrevista  aqui

Quem é Javier Milei? 

Vamos contar um pouco da biografia do deputado neofascista explicar suas principais propostas para a Argentina. 

Javier Milei é um deputado federal argentino e pré-candidato à presidência argentina pelo bloco político A Liberdade Avança. Defensor de uma agenda ultraliberal e conservadora nos costumes, Milei ficou famoso após fazer falas polêmicas na televisão contra a classe política argentina.

Nascido em Buenos Aires no ano de 1970, Milei é economista, professor e escritor, e defende radicalmente o fim dos serviços públicos. Ele já chegou a defender ideias anarcocapitalistas.

Milei se define como um “minarquista”, isto é, um sujeito que defende um estado realmente mínimo, onde nenhum tipo de assistência social é garantida para os cidadãos. Ele é um defensor das teorias da escola austríaca,coisa que compartilha com Paulo Guedes, ex-ministro da Economia do Brasil.

Javier Milei trabalhou para empresas de previdência privada e assessoria financeira, além de entidades como HSBC e outros bancos, sendo estritamente ligado ao setor bancário. Ele também foi assessor econômico do gabinete do deputado Antonio Domingo Bussi, general argentino condenado por crimes contra a humanidade durante a ditadura militar que ocorreu no país.

Desde 2020, ingressou para a política institucional com um discurso fortemente anti-kirchnerista, mas também já fez críticas ferozes aos governos de Maurício Macri, se colocando como uma alternativa política a ambos.

Contudo, Milei também já elogiou fortemente o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e o ex-presidente estadunidense Donald Trump, se demonstrando também um entusiasta do movimento neofascista ou pós-fascista de extrema-direita nacionalista que ascende ao redor do mundo.

Javier Milei é deputado federal desde 2021, e, desde então, tem trabalhado para tensionar à direita a oposição ao governo de Alberto Fernández. 

Javier Milei - polêmicas

Como um candidato de extrema-direita neofascista, o candidato argentino Javier Milei tem diversas opiniões controversas e polêmicas ao longo de sua carreira.

Contra o aborto

Ele é notoriamente contra o aborto de gestação em qualquer caso, incluindo em que mulheres foram abusadas sexualmente, mesmo sendo crianças, chamando o procedimento de assassinato. Vale ressaltar que, recentemente, o aborto foi legalizado na Argentina em uma conquista histórica das mulheres hermanas.

Marxismo cultural

Além disso, ele afirma que encerrará o ministério das mulheres, além de defender a teoria da conspiração do marxismo cultural, a quem atribui o feminismo, os ativismos pró-ecologia, e o movimento LGBT, afirmando que todas essas organizações são fruto do marxismo, reforçando seu viés neofascista.

Violência contra adversários

Milei já afirmou que iria agredir uma jornalista argentina, a chamando de burra. Também foi acusado de ter vínculos com o narcotraficante Fred Machado, por associações financeiras na campanha presidencial de José Luís Espert. Também foi acusado notórias vezes de plágio por suas colunas de opinião nos sites Infobae e El Cronista. 

Defesa de venda de órgãos

Além disso, ele defendeu a venda "livre, legal e desregulada" de órgãos humanos na Argentina, assim como também defende a venda de filhos. Ele também apoiou as criptomoedas de uma empresa chamada CoinX, acusada de ser um esquema de pirâmide. 

Javier Milei também nega que 30 mil pessoas tenham sido mortas e desaparecidas durante a ditadura militar argentina.

Em fevereiro deste ano, Mila Zurbriggen, da juventude libertária, afirmou que a coalizão de Milei envolve esquemas sexuais bizarros. Zurbriggen afirmou que a coalizão "coloca pessoas em posições de poder em troca de favores sexuais" e que Milei usou o "partido em seu próprio interesse". A militante de direita não denunciou o político formalmente.

https://revistaforum.com.br/global/2023/11/19/javier-milei-vence-eleio-novo-presidente-da-argentina-massa-reconhece-derrota-147998.html

REDE GLOBO AO VIVO - 19/11/2023 - FANTÁSTICO... Quase a mesma avaliação que fez (a globo e a mídia da casa grande de plantão) após a vitória de bolsonaro em 2018. Impressionante... e nem tanto. Que triste... Sinto no ar global: a Argentina será o Brasil de amanhã... Eles não brincam em serviço.

Romero Venâncio



E no entanto, é preciso continuar resistindo e lutando, tanto na Argentina como aqui.





Atualização da postagem no dia 20 de novembro de 2023









Sim, Argentina  querida, o Anjo Ancestral, anuncia, desde as entranhas de nossas memórias e das buscasdesta hora, um outro ciclo de tua História, em todos os aspectos - econômico, político,  social, ético, moral,  artístico-cultural e  religioso.  Que a energia da dignidade, de todos os lutadores e lutadores, libertadores, da dignidade e do diálogo, Democrático e Pacífico, esteja com seu Povo. Vai ser necessário. E muito.  Daqui deste teu Brasil irmão,  estaremos solidários e vigilantes, contigo. 
Zé Vicente
O que é que o campo progressista na Argentina fará agora, depois que o sol da maioria da população não brilhou para o campo do peronismo?
Que essa resposta possa ajudar a uma mudança de rota mais profunda, e uma mudança que precisa começar na maneira de pensar e organizar as bases, as organizações populares. Do contrário, não haverá como um governo progressista avançar em matéria de mudanças no campo da democracia e do humanismo integral.





Essa vitória expressiva da extrema-direita na Argentina nos mostra o quanto o investimento em cultura e educação sob uma perspectiva de ação cultural de base comunitária e educação popular se faz necessário.
Porque a extrema direita vem pra cima,  considerando nesta quadra histórica contar com maior enraizamento popular, ao contrário da esquerda que hoje conta com maior presença numérica em territórios de classe média e no ambiente acadêmico.
Logo,  o desafio da territorialidade do campo progressista é o axial. Mesmo no meio digital, quando a linguagem e o formato da mensagem precisam considerar a necessidade de se atingir o público fora da bolha da classe média progressista.
Há muito o que aprender com o passado e com o presente, e há muita coisa legal sendo feita neste sentido. 
A questão é ser feito sem muita estrutura e sem o reconhecimento das principais lideranças do campo progressista, inclusive em forma de financiamento.
 
Zezito de Oliveira
 

CHORO POR TI, ARGENTINA...
A situação do país é crítica: desemprego alto, 40% da população na pobreza extrema, e inflação galopante. Seria quase um milagre que um candidato da situação, e ainda por cima ministro da Economia, vencesse esse 2o turno.
O problema é que o extremista histriônico que venceu - Javier Milei - tem propostas tresloucadas de dolarização da economia, extinção do Banco Central, fim de programas sociais, privatização de tudo (até das baleias - !?!). A figura faz "consultoria" com seu falecido cachorro, define agenda jogando tarô, ouve vozes do além e outras bizarrices. 
O presidente eleito da Argentina minimiza a ditadura, prometeu se afastar da China e do Brasil "comunistas", e do Mercosul. Considerou o papa Francisco "maligno", embora tenha pedido desculpas nessa reta final. 
Há quem diga que, chegando ao poder, Milei vai moderar seu discurso e adaptar-se rapidinho ao "sistema" que dizia combater. A ver...
O desalento e o desencanto com a política são campo fértil para o povo apostar em "soluções" falsas, em "salvadores da Pátria" sem história. E a direita tradicional sempre corre para os braços da extrema direita, quando há polarização.
A esquerda - em suas várias vertentes - precisa tirar lições dessa derrota. Precisamos também entender o profundo desapreço dos jovens (ricos e pobres, na sua maioria eleitores de Milei) pelos valores democráticos - lá (restaurados há 40 anos) e cá. 
A pior das derrotas é aquela das quais nada se aprende. Na Argentina, o campo progressista perdeu a disputa de ideias e de votos por margem incontestável (cerca de 12%).
Lula felicitou o povo argentino pelas eleições, reconheceu o resultado e disse que quer continuar tendo boas relações com o país vizinho. 
E la nave va. Rumo ao abismo, talvez...

Chico Alencar 





A vitória de Milei e o desafio de decifrá-la

O desencanto com a democracia e o crescimento dos valores individualistas estão na base do desastre argentino. Mas atenção: novo presidente já aprofunda acordos com a “casta” que jurou combater – o que abre enorme brecha para desmascará-lo

https://outraspalavras.net/direita-assanhada/a-vitoria-de-milei-e-o-desafio-de-decifra-la/?fbclid=IwAR1mFNBueaADL5bCLfQSp5i8hXb-WBmeqT3za4qr4QALJKcwN0B-LhUPo0s






SEMINÁRIO CENTENÁRIO DA POESIA MODERNISTA EM SERGIPE - DE 21 A 24 DE NOVEMBRO - NA BIBLIOTECA EPIPHANIO DÓRIA

 








OS SEUS DONS FRUTIFICAM OU ESTÃO ENTERRADOS E MORTOS? Chico Alencar, Marcelo Barros e Chico César.

 (breve reflexão para crentes ou não)

Neste domingo, em milhares de comunidades de fé espalhadas pelo mundo, é lida a "Parábola dos Talentos" (Mateus 25, 14-30).

À primeira vista, em percepção rasa (ou 'fundamentalista', ao pé da letra), pode parecer historinha de um Jesus "empreendedor", ensinando como entesourar e lucrar.

Não é nada disso. Ele utiliza valores materiais da época ("talento" era a moeda de então e já vigorava a ideia de lucro, de ganho) para falar dos nossos valores espirituais, de partilha. Jesus, pedagógico, partia do imanente, do concreto, para chegar ao transcendente, que não enferruja nem apodrece.

Nessa parábola, o Mestre lembra nossa condição no mundo. Criados por Deus (nosso Deus é sempre um "Deus escondido", como Alguém que nos deu o sopro da vida e viajou para bem distante), recebemos dons que devemos fazer frutificar.

Todos, sem exceção, nascemos com um potencial para o bem, para a generosidade, para a fraternura. PARA A INTEGRAÇÃO COM A NATUREZA, PARA O CUIDADO COM A TERRA, NOSSA CASA COMUM. Como fecundamos isso? Quem esquece esses dons, e "enterra seus talentos", abre espaço para o ódio, o rancor, a amargura. Para os extremos climáticos que devastam as gentes.

Na sociedade da competição, da exclusão e do mercado total, muitos não têm oportunidade para desenvolver seus talentos.  Nós também vamos nos acomodando à (des)ordem individualista vigente, e ficamos opacos, omissos, embotados, cinzentos...

Somos, por natureza, gregários. A vidinha do "cada um por si", dos talentos enterrados, é uma negação da nossa vocação e traz infelicidade. Pablo Neruda (1904-1973) dizia: "continuo acreditando na possibilidade do amor. Tenho certeza do entendimento entre os seres humanos, logrado sobre o sofrimento, sobre o sangue e sobre os cristais quebrados". Neruda queria ser "um poeta de utilidade pública".

Em sua linda "Oração ao Tempo", #caetanoveloso pede "o prazer legítimo/ e o movimento preciso (...) de modo que o meu espírito/ ganhe um brilho definido/ e eu ESPALHE BENEFÍCIOS".

Como estamos cultivando nossos dons? Qual tem sido nossa "utilidade pública"? Que benefícios temos espalhado? 

Nelson Mandela (1918-2013), enfrentando o racismo e a prisão, desenvolveu muito bem seus talentos (que nos inspire nessa véspera do Dia Nacional da Consciência Negra)

Chico Alencar


XXXIII Domingo Comum: Mt 25, 14- 30.
(Dia Mundial dos Pobres) 

Quando vida e parábola se misturam, o evangelho é o avesso

              Neste XXXIII domingo do ano, o evangelho de Mateus 25, 14- 30 nos traz a chamada “parábola dos talentos”. Uma parábola estranha que entendida ao pé da letra pode ser compreendida como legitimação do Capitalismo: é importante fazer render os talentos, ou seja, o dinheiro recebido, de modo que se restitua ao rico o dobro do que ele investiu. Infelizmente, é provável que, hoje, na maioria dos púlpitos católicos e protestantes, esse seja o tipo de discurso mais ouvido e aplaudido. 
             Ao contrário, neste domingo, celebramos o Dia Mundial dos Pobres, proposto pelo papa Francisco. O evangelho proclamado na celebração desse dia deve nos ajudar a fortalecer a comunhão com os pobres. No entanto, compreendido ao pé da letra, esse evangelho parece contrário a tudo o que o próprio Jesus disse no mesmo evangelho de Mateus. 

             Como outras parábolas, essa também compara Deus ou o próprio Jesus com um homem muito rico. Os estudiosos dizem que na época de Jesus, cada talento  valia 6 mil denários e o salário diário de um trabalhador era um denário (Warren Carter, p. 606). Então, se o tal rico tinha oito talentos, era como se tivesse a soma equivalente ao salário de quase 20 anos de trabalho de um lavrador. Pior ainda, a parábola diz que o tal rico é “um homem duro, severo, que quer colher onde não plantou e ajuntar onde não semeou’(v. 24). É a experiência que o mundo sempre teve com o modelo de economia, baseado no lucro e na exploração do trabalho do outro. É uma sociedade sem solidariedade e sem compaixão. Além disso, conforme o texto do evangelho, o tal homem, além de rico e mau, é fingido. Finge ser honesto. 
             Na cultura da época, cobrar juros era desonesto. Na sociedade judaica, quem cobrava juro era publicano e amigo de romanos. Um homem honrado não podia deixar que descobrissem que ele cobrava juros de empréstimos. Como o sistema sempre encontra escapatória para o poder, os senhores não se envolviam em cobrança de juros para não serem considerados desonestos. Faziam isso através de escravos. Afinal, um escravo não tinha mesmo nenhuma honra a preservar. Os ricos confiavam o dinheiro a escravos de confiança e eram esses que cobravam juros para os seus proprietários (Bruce Malina e Richard Rohrbaugh, Evangelhos Sinóticos, Paulus, p. 143). Hoje, no Brasil e em outros países, muitos ricos recorrem a “laranjas” e outros expedientes para continuar a ser vistos como homens honrados. 

              O evangelho de Mateus, escrito pelos anos 80 do primeiro século da nossa era, reflete a crise das comunidades cristãs que esperavam a parusia (a prometida manifestação de Jesus e a vinda do reino) e essa parecia nunca chegar. Era isso que a comunidade de Mateus queria destacar com essa parábola do evangelho: como reagir ao fato de que o reino de Deus prometido está demorando tanto e o mundo parece cada dia pior. Não podemos fazer leituras fundamentalistas da parábola. É bem o que essa parábola descreve bem: “O senhor viajou para muito distante e demorou a voltar”(v. 19).  
              De acordo com o evangelho, como sempre fazia, Jesus aproveitou um fato ocorrido na época para tirar dele alguma lição para a comunidade cristã dos anos 80. Infelizmente, a interpretação da parábola para justificar a ética da burguesia é tão comum que a própria palavra “talento” tornou-se em nossas línguas sinônimo de “dom natural”. Comumente as pessoas dizem que você tem ou não tem talento para tal coisa. Existe até o adjetivo “talentoso”. Ser talentoso é questão de dom natural. 
               No contexto do evangelho, a parábola nada tem a ver com dons naturais. Se entendêssemos assim, os ricos de hoje seriam como o servo que ganhou cinco talentos e foi capaz de fazê-lo render outros cinco. E os pobres teriam sido retratados no servo que ganhou menos e acabou enterrando mesmo o pouco que recebeu. Assim, o evangelho se torna sacralização do capitalismo. Embora a tradução da CNBB comece a parábola no verso 14 com as palavras: “O reino dos céus é também como um homem....”, essa expressão “reino dos céus” não aparece na maioria das versões, embora possa se supor. A tradução do padre Alonso Schokel diz simplesmente: “é como um homem” e outras traduções: “será como....”. Certamente, Jesus nunca compararia Deus com o tipo de senhor ou patrão narrado nessa história. 

              Se olhamos o sistema econômico na linha da Economia de Francisco e Clara não podemos defender o patrão ambicioso. Temos de nos identificar, não com os dois escravos que serviram à ganância do senhor e sim com o servo que não aceitou entrar naquele jogo e simplesmente enterrou o dinheiro. O único modo de não nos identificarmos com o servo criticado como mau e preguiçoso pelo próprio evangelho é fazer uma leitura diferente. Se o tal servo criticado na parábola fosse da comunidade de Mateus, ao agir do jeito que agiu, teria simplesmente cumprido o que Jesus tinha ensinado. Afinal no discurso da montanha, Jesus disse: “Não acumulem riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam” (Mt 6, 19). Ao rapaz rico, Jesus disse: “Se queres ser completo, vai, vende tudo o que tem, dá aos pobres e terás um tesouro no céu”. E quando, por apego à riqueza, o rapaz desiste de seguir Jesus, este diz aos discípulos: Em verdade vos digo: dificilmente, um rico entrará no Reino dos Céus. É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus” (Mt 19, 21- 24). 

Nas comunidades antigas falar de “servos” era referir-se aos ministros cristãos. Na história das dez moças, que Mateus conta antes dessa parábola, o evangelho insiste no dever de esperar vigilantes. Agora, nessa parábola, o evangelho propõe um passo a mais. Não basta só vigiar com o óleo nas lâmpadas. Além disso, é preciso trabalhar para fazer render a riqueza que Deus nos confiou. Se o reino não vem logo é para dar tempo a que façamos os valores do reino de Deus se multiplicarem.  
A parábola é sobre o rendimento do empenho dos servos aos quais o Senhor confiou a boa notícia do reino. A história não se detém sobre o valor ou significado dos talentos. O talento que Deus nos confiou foi o seu Evangelho, a fé e o testemunho do seu amor que devemos comunicar a toda humanidade. O contexto é como a parábola diz: “Após um longo tempo…”
Neste Dia mundial dos Pobres, o talento que Deus nos confia para cuidar são exatamente as próprias pessoas dos mais pobres. Quem faz os talentos renderem são os cristãos e cristãs inseridos nos movimentos sociais, nas comunidades pobres. O julgamento de Deus sobre quantos talentos cada servo vai devolver se concretiza no esforço que fazemos para que o mundo seja mais igualitário e as Igrejas colaborem para o reconhecimento da dignidade de todos os cidadãos  e cidadãs do nosso país e da Terra.

Marcelo Barros