quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Carta do Fórum Brasil Criativo e Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa que aconteceu em Aracaju em abril de 2026

Aracaju recebeu em  7 e 8 de abril, o Fórum Brasil Criativo – Região Nordeste, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), realizado em conjunto com o Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O encontro aconteceu na Universidade Tiradentes, no polo Farolândia, em Aracaju, reunindo gestores públicos, pesquisadores, empreendedores e agentes culturais e criativos em torno do fortalecimento da economia criativa, com foco no audiovisual e seus ecossistemas.

A ação integrou a série de fóruns regionais que percorreram as cinco regiões do país, com o objetivo de ampliar o diálogo entre diferentes atores do setor e contribuir para a elaboração do Plano Nacional de Economia Criativa (Plano Brasil Criativo). Promovido pela Secretaria de Economia Criativa do MinC, o Fórum se consolida como espaço de articulação, escuta qualificada e construção coletiva de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, social, ambiental, cultural e territorial.

A abertura do evento contou com apresentação do grupo “A Chegança Santa Cruz de Itabaiana”, tradição centenária da cultura sergipana que misturou teatro, música e dança, encenando batalhas navais entre mouros e cristãos. Em seguida, o dispositivo de abertura reuniu representantes do Ministério da Cultura, do Governo do Estado de Sergipe, da Prefeitura de Aracaju, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – Sudene, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) – Rede Escult e do Sebrae.

A palestra de abertura abordou o tema central do encontro: “O Audiovisual e o potencial estratégico dos seus Ecossistemas Culturais e Criativos”, e foi ministrada pela professora doutora Mariana Galvão Nascimento, consultora do Sebrae, com mediação da secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão.

Ao longo da programação, o Fórum promoveu mesas temáticas voltadas ao diagnóstico participativo e à escuta dos agentes do setor na Região Nordeste. Entre os temas debatidos estiveram o audiovisual como vetor de desenvolvimento econômico, a articulação dos Ecossistemas Culturais e Criativos, a sustentabilidade dos negócios culturais, a governança e participação social, além dos modelos de financiamento e das leis de incentivo à cultura.

Um dos principais destaques foi a realização da Oficina Brasil Criativo, no segundo dia do evento, etapa fundamental para a construção do Plano Nacional de Economia Criativa. A atividade reuniu participantes em grupos de trabalho organizados em eixos estratégicos como formação, inclusão socioprodutiva, financiamento, marcos legais, inovação, mercados criativos, governança territorial e diversidade cultural, com o objetivo elaborar ações estratégicas que subsidiaram a construção do Plano.

Realizado em cooperação com o Sebrae, por meio dos Seminários da Rede de Cultura e Economia Criativa, o Fórum reforçou a importância da integração entre políticas públicas, empreendedorismo e redes culturais, posicionando a criatividade – especialmente no campo do audiovisual – como eixo estratégico para o desenvolvimento do Brasil.

CARTA DA REGIÃO NORDESTE — ARACAJU/SE

Fórum Brasil Criativo – Região Nordeste (7 e 8 de abril de 2026)


1. IDENTIFICAÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO

  • Quem: Agentes culturais e criativos, representantes do poder público, sociedade civil, universidades, redes, coletivos, empreendedores(as), produtores(as), pesquisadores(as), educadores(as)
  • Onde: Aracaju/SE
  • Quando: 7 e 8 de abril de 2026
  • Tema: "O Audiovisual e o Potencial Estratégico dos seus Ecossistemas Culturais e Criativos"
  • Processo: Escuta, diálogo e construção coletiva

2. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

  • Reconhecimento estratégico: Cultura e Economia Criativa como vetores estratégicos do desenvolvimento econômico, social e territorial do Nordeste
  • Caráter estruturante: Cultura como campo estruturante da vida social, não como dimensão acessória
  • Objetivos centrais:
    • Geração de renda digna e trabalho decente
    • Afirmação de identidades
    • Dinamização econômica dos territórios
    • Construção de futuro justo, diverso e sustentável
    • Visibilidade aos historicamente invisibilizados

3. DESAFIOS HISTÓRICOS IDENTIFICADOS

  • Descontinuidade administrativa e fragmentação institucional
  • Inexistência ou insuficiência de sistemas, planos e fundos de cultura
  • Baixa articulação entre esferas federal, estadual e municipal
  • Excesso de burocracia e complexidade dos instrumentos legais
  • Limitação e baixa diversificação das fontes de financiamento
  • Desarticulação profunda entre Educação e Cultura
  • Precariedade de infraestrutura cultural
  • Dificuldades de acesso às políticas públicas, especialmente no interior, periferias e comunidades tradicionais
  • Concentração de oportunidades nas capitais

4. DESCENTRALIZAÇÃO E TERRITORIALIZAÇÃO

  • Condição indispensável: Descentralização de recursos e investimentos aliada à interiorização e territorialização das políticas públicas
  • Exemplo: Política de Arranjos Regionais do Audiovisual (SAV/MinC)
  • Necessidades:
    • Ampliar presença do Estado nos territórios
    • Apoio técnico continuado
    • Estruturas locais de implementação
    • Instrumentos adequados às realidades diversas

5. POLÍTICAS DE ESTADO E CONTINUIDADE

  • Políticas públicas estruturadas e estáveis para garantir continuidade das ações
  • Redução da vulnerabilidade diante de mudanças de governo
  • Consolidação da Cultura e Economia Criativa como políticas de Estado

6. COMUNICAÇÃO PÚBLICA E ACESSIBILIDADE

  • Comunicação pública como eixo estratégico para democratização do acesso
  • Descomplicar a linguagem e ampliar compreensão dos marcos legais
  • Editais e instrumentos de fomento acessíveis, claros e efetivos
  • Simplificação de processos e ampliação de canais de comunicação

7. MARCOS NORMATIVOS E DESBUROCRATIZAÇÃO

  • Necessidade de aprimorar marcos normativos com instrumentos específicos às realidades locais
  • Fortalecimento da institucionalidade nos níveis regional, estadual e municipal
  • Lei 14.903/2024 (Marco Regulatório de Fomento à Cultura) – necessidade de reverberação em normas e procedimentos de estados e municípios

8. FINANCIAMENTO E FOMENTO

  • Ampliação e diversificação dos mecanismos de fomento
  • Instrumentos mais acessíveis e compatíveis com a realidade dos territórios
  • Fortalecimento de:
    • Fomento direto
    • Crédito orientado
    • Estratégias de participação do investimento privado
  • Chegada efetiva dos recursos a:
    • Pequenos empreendedores
    • Coletivos e iniciativas comunitárias
    • Mestras e mestres, guardiãs e guardiões
    • Comunidades tradicionais e originárias
    • Projetos culturais desenvolvidos nas escolas

9. FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO

  • Formação intersetorial e interdisciplinar para:
    • Gestoras e gestores
    • Agentes culturais e criativos
  • Programas contínuos de capacitação com ênfase em:
    • Elaboração de projetos
    • Acesso a editais
    • Gestão de empreendimentos
    • Compreensão da legislação
  • Enfrentamento dos desafios da formalização (custos e complexidades)
  • Reconhecimento das trabalhadoras e trabalhadores da Cultura como parte integrante dos elos produtivos e ecossistemas de inovação

10. SABERES LOCAIS E TECNOLOGIAS DIGITAIS

  • Valorização dos saberes e fazeres locais, tecnologias sociais e expressões culturais
  • Articulação com incorporação de tecnologias digitais
  • Ampliação de oportunidades em:
    • Audiovisual
    • Games
    • Música
    • Video mapping
    • DJs e outras linguagens contemporâneas
  • Estímulo à inovação, inclusão produtiva e novas formas de circulação

11. INTERSETORIALIDADE E TRANSVERSALIDADE

  • Fortalecimento da intersetorialidade entre políticas públicas federais, estaduais e municipais
  • Conexões efetivas com:
    • Educação
    • Desenvolvimento econômico
    • Turismo
    • Ciência e tecnologia
    • Inclusão social

12. AUDIOVISUAL COMO SETOR ESTRATÉGICO

  • Capacidade de gerar trabalho decente, renda digna, inovação e projeção das identidades nordestinas
  • Políticas contínuas para todos os elos da cadeia produtiva
  • Descentralização de recursos
  • Investimento em:
    • Formação
    • Preservação
    • Infraestrutura
    • Acessibilidade
    • Difusão
    • Valorização da produção local
  • Protagonismo dos agentes dos territórios

13. PROJETOS ESTRUTURANTES E SUSTENTABILIDADE

  • Fomento a projetos estruturantes, integrados e sustentáveis (federal, estadual e municipal)
  • Fortalecimento de elos produtivos e impactos duradouros
  • Geração de valor nos próprios territórios
  • Retorno econômico e social às comunidades
  • Dinâmicas locais autossustentáveis

14. DIVERSIDADE CULTURAL E INTERNACIONALIZAÇÃO

  • Políticas públicas sensíveis às múltiplas realidades do Nordeste (evitar abordagens homogêneas)
  • Fortalecimento de estratégias de circulação e internacionalização da produção cultural e criativa brasileira
  • Ampliação da presença em redes e mercados globais sem perder diversidade e complexidade

15. PARTICIPAÇÃO SOCIAL E GOVERNANÇA

  • Redes, fóruns, conselhos e organizações da sociedade civil como fundamentais para construção e sustentação das políticas públicas
  • Participação social qualificada
  • Cooperação entre territórios
  • Fortalecimento das instâncias de governança (continuidade, efetividade e legitimidade)

16. REIVINDICAÇÕES FINAIS

  • Menos entraves e mais apoio
  • Menos burocracia e mais acesso
  • Menos descontinuidade e mais políticas de Estado
  • Reconhecimento efetivo da Cultura e da Economia Criativa como dimensões centrais do desenvolvimento regional e nacional

17. CHAMADO À AÇÃO

  • Nordeste se soma à construção de agenda nacional que reconhece:
    • Cultura como direito
    • Cultura como trabalho
    • Cultura como inteligência territorial
    • Cultura como força econômica
  • Conversão dos consensos em políticas públicas concretas
  • Presença real, continuidade e impacto nos territórios

Aracaju/SE, 8 de abril de 2026

Fórum Brasil Criativo – Região Nordeste

 TEXTO 2 – CARTA DA REGIÃO NORDESTE (ARACAJU/SE)

 Apresentação e posicionamento geral

Nós, agentes culturais e criativos¹, representantes do poder público, da sociedade civil, de universidades, redes, coletivos, empreendedoras e empreendedores, produtoras e produtores, pesquisadoras e pesquisadores, educadoras e educadores, reunidos nos dias 7 e 8 de abril, em Aracaju/SE, no âmbito do Fórum Brasil Criativo – Região Nordeste, sob o tema “O Audiovisual e o Potencial Estratégico dos seus Ecossistemas Culturais e Criativos”, após um processo amplo de escuta, diálogo e construção coletiva, reafirmamos que a Cultura e a Economia Criativa² devem ser reconhecidas, valorizadas e fortalecidas como vetores estratégicos do desenvolvimento econômico, social e territorial da região Nordeste do país.

 Cultura como campo estruturante

Expressamos nesta carta a compreensão de que não é mais possível que a cultura seja tratada como dimensão acessória, mas sim como campo estruturante da vida social, da geração de renda digna e trabalho decente, da afirmação de identidades, da dinamização econômica dos territórios e da construção de um futuro mais justo, diverso e sustentável — assegurando, também, que as políticas públicas promovam visibilidade aos historicamente invisibilizados, reconhecendo seus saberes, práticas e protagonismos como centrais para o desenvolvimento cultural e social do país.

 Desafios históricos identificados

Em nossos debates, evidenciamos que, apesar da expressiva potência cultural e criativa da nossa Região Nordeste, persistem desafios históricos diretamente relacionados à ausência, fragilidade e descontinuidade de políticas públicas estruturantes nos campos culturais e criativos. Entre esses desafios, destacam-se a descontinuidade administrativa e a fragmentação institucional — muitas vezes associadas à inexistência ou insuficiência de sistemas, planos e fundos de cultura —, a baixa articulação entre as esferas federal, estadual e municipal, o excesso de burocracia e a complexidade dos instrumentos legais, a limitação e baixa diversificação das fontes de financiamento, a desarticulação profunda entre Educação e Cultura, a precariedade de infraestrutura cultural e as dificuldades de acesso às políticas públicas, especialmente nos territórios do interior, nas periferias urbanas e nas comunidades tradicionais.

 Descentralização e políticas de Estado

Apontamos que a descentralização de recursos e investimentos, aliada à interiorização e territorialização das políticas públicas, é condição indispensável para o fortalecimento dos Ecossistemas Culturais e Criativos³. Exemplo disso é a política de Arranjos Regionais do audiovisual, desenvolvida pela Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura, apresentada durante mesa temática do evento. Não é possível consolidar uma política robusta mantendo a concentração de oportunidades nas capitais. É necessário ampliar a presença do Estado nos territórios, com apoio técnico continuado, estruturas locais de implementação e instrumentos adequados às realidades diversas que coexistem na região. Entendemos que políticas públicas mais estruturadas e estáveis são fundamentais para garantir a continuidade das ações e reduzir a vulnerabilidade diante de mudanças de governo, consolidando a Cultura e a Economia Criativa como políticas de Estado.

 Comunicação pública e acessibilidade

Compreendemos a comunicação pública como eixo estratégico para a democratização do acesso. Torna-se fundamental descomplicar a linguagem e ampliar a compreensão dos marcos legais, garantindo que normas, editais e instrumentos de fomento sejam acessíveis, claros e efetivos. A simplificação dos processos e a ampliação dos canais de comunicação são medidas essenciais para reduzir barreiras e ampliar a participação de agentes culturais e criativos.

 Marcos normativos e desburocratização

Nesse sentido, nós destacamos a necessidade de aprimorar os marcos normativos, com instrumentos mais específicos e aderentes às realidades locais, capazes de fortalecer a institucionalidade nos níveis regional, estadual e municipal. Consideramos que os esforços de desburocratização, a exemplo da Lei 14.903/2024, que estabelece o Marco Regulatório de Fomento à Cultura, precisam reverberar concretamente nas normas e nos procedimentos dos estados e municípios.

 Financiamento e fomento

Reconhecemos que o financiamento permanece como um dos principais desafios do campo. Defendemos a ampliação e diversificação dos mecanismos de fomento, com instrumentos mais acessíveis e compatíveis com a realidade dos territórios, bem como o fortalecimento do fomento direto, do crédito orientado e de estratégias que ampliem a participação do investimento privado. Consideramos fundamental que os recursos cheguem de forma efetiva aos agentes culturais e criativos, especialmente aos pequenos empreendedores, coletivos e iniciativas comunitárias, mestras e mestres, guardiãs e guardiões da sociobiodiversidade, de todas as comunidades tradicionais e originárias, bem como aos projetos culturais desenvolvidos nas escolas.

 Formação, qualificação e formalização

Expressamos que a formação e a qualificação intersetorial e interdisciplinar para gestoras e gestores, bem como de agentes culturais e criativos, configuram-se como eixo estratégico. Destacamos a necessidade de programas contínuos de capacitação, com ênfase na elaboração de projetos, no acesso a editais, na gestão de empreendimentos e na compreensão da legislação. Ao mesmo tempo, reconhecemos a necessidade de enfrentar os desafios relacionados à formalização dos agentes e dos empreendimentos, considerando seus custos e complexidades e promovendo o reconhecimento das trabalhadoras e dos trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa como parte integrante dos elos produtivos e dos ecossistemas de inovação.

 Saberes locais e tecnologias digitais

Defendemos que a valorização dos saberes e fazeres locais, das tecnologias sociais e das expressões culturais caminhe articulada à incorporação das tecnologias digitais. O acesso, a apropriação e o uso dessas tecnologias ampliam oportunidades em áreas como o audiovisual, os games, a música, o video mapping e outras linguagens contemporâneas, a exemplo dos DJs, estimulando inovação, inclusão produtiva e novas formas de circulação de bens e serviços culturais e criativos⁴.

 Intersetorialidade e transversalidade

Consideramos fundamental fortalecer a intersetorialidade e a transversalidade das políticas públicas federais, estaduais e municipais, promovendo conexões efetivas com áreas como educação, desenvolvimento econômico, turismo, ciência e tecnologia e inclusão social. Entendemos que essa integração amplia o impacto das políticas e fortalece os Ecossistemas Culturais e Criativos.

 Audiovisual como setor estratégico

Reafirmamos o audiovisual como setor estratégico para o desenvolvimento regional e nacional, com capacidade de gerar trabalho decente, renda digna, inovação e projeção das identidades nordestinas. Seu fortalecimento requer políticas contínuas para todos os elos da cadeia produtiva do audiovisual, descentralização de recursos, investimento em formação, preservação, infraestrutura, acessibilidade, difusão e valorização da produção local, garantindo protagonismo aos agentes dos territórios.

 Projetos estruturantes e geração de valor nos territórios

Destacamos, ainda, a importância de fomentar projetos estruturantes, integrados e sustentáveis, nas esferas federal, estadual e municipal, capazes de fortalecer elos produtivos e gerar impactos duradouros. Defendemos que o desenvolvimento da Economia Criativa contribua para a geração de valor nos próprios territórios, promovendo retorno econômico e social às comunidades e fortalecendo dinâmicas locais mais autossustentáveis.

 Diversidade cultural e internacionalização

Ao reconhecermos que a Região Nordeste é marcada por uma profunda diversidade cultural, defendemos que as políticas públicas partam dessa compreensão, evitando abordagens homogêneas e garantindo respostas diferenciadas, sensíveis às múltiplas realidades que coexistem na região. Nesse contexto, destacamos, também, a importância de fortalecer estratégias de circulação e internacionalização da produção cultural e criativa brasileira, ampliando sua presença em redes e mercados globais, sem perder sua diversidade e complexidade.

 Participação social e governança

Entendemos que as redes, fóruns, conselhos e organizações da sociedade civil são fundamentais para a construção e sustentação das políticas públicas. Apontamos que a participação social qualificada, a cooperação entre territórios e o fortalecimento das instâncias de governança como condições essenciais para garantir a continuidade, a efetividade e a legitimidade das ações.

 Conclusão e chamado à ação

Por fim, reafirmamos a necessidade de menos entraves e mais apoio; menos burocracia e mais acesso; menos descontinuidade e mais políticas de Estado. Reivindicamos o reconhecimento efetivo da Cultura e da Economia Criativa como dimensões centrais do desenvolvimento regional e nacional. A partir de Aracaju (SE), afirmamos que o Nordeste se soma à construção de uma agenda nacional que reconhece a cultura como direito, como trabalho, como inteligência territorial e como força econômica. Apresentamos esta carta como um chamado à ação para que os consensos aqui estabelecidos se convertam em políticas públicas concretas, com presença real, continuidade e impacto nos territórios.


Aracaju/SE, 8 de abril de 2026. Fórum Brasil Criativo – Região Nordeste



Nenhum comentário: