"Em depoimento, o músico Roberto Malvezzi (Gogó) denuncia a inteligência artificial como a "mais poderosa pirataria de saberes e talentos" já criada, ecoando fala do neurocientista Miguel Nicolelis. Ele alerta que, enquanto 90 mil canções geradas por algoritmos inundam o streaming diariamente, a arte humana corre o risco de ser engolida por máquinas que recriam talentos existentes sem criar nada original."
A primeira vez que gravei um disco (Cristificação do Universo – Hosana Hey) era um estúdio analógico. Entrava uma banda no estúdio e fazia a base. Depois alguns instrumentos. Depois os vocais. Finalmente a voz principal. Tudo era gravado num gravador de rolo, canal por canal. O produto era um LP e o som era muito bom.
BOX | ROBERTO MALVEZZI: QUEM É GOGÓ?Roberto Malvezzi, conhecido como Gogó, é uma das vozes que ajudaram a aproximar a defesa do meio ambiente, a realidade do semiárido, a espiritualidade e a cultura popular no Brasil.Nascido em Machado, Minas Gerais, em 1953, Malvezzi construiu grande parte de sua trajetória no sertão nordestino, onde passou a atuar junto às comunidades populares e aos movimentos sociais. Sua experiência está particularmente relacionada à Convivência com o Semiárido, à defesa do direito à água e às lutas das populações do campo.Durante muitos anos, esteve ligado à Comissão Pastoral da Terra (CPT), desenvolvendo trabalhos de educação popular, formação e mobilização social. Sua atuação também esteve relacionada às discussões sobre a questão hídrica, os impactos dos grandes projetos de desenvolvimento e a defesa dos direitos das comunidades atingidas por conflitos socioambientais.Mas Gogó não se tornou conhecido apenas pelo trabalho pastoral e político.Músico, compositor, poeta e escritor, utiliza a arte como uma das formas de interpretar e comunicar a realidade brasileira. Suas canções dialogam com a cultura sertaneja, a religiosidade popular, a defesa da natureza e as lutas sociais.Essa combinação entre militância social, espiritualidade, educação popular e expressão artística ajuda a compreender por que sua participação nas Jornadas Ecologia e Espiritualidade encontrou tanta sintonia com a proposta da Ação Cultural.Para Malvezzi, falar de ecologia significa falar também de justiça, território, água, alimentação, dignidade e direitos humanos. A defesa da natureza não pode ser dissociada da defesa das pessoas que vivem nos territórios ameaçados.É essa visão de ecologia integral, construída a partir da experiência concreta das comunidades, que marcou sua contribuição às Jornadas realizadas pela Ação Cultural.Gogó e a Ação CulturalA aproximação entre Roberto Malvezzi e a Ação Cultural ganhou expressão pública especialmente em 2011, quando ele participou como assessor da I Jornada Ecologia e Espiritualidade, em Aracaju.Anos depois, em 2017, voltou a Sergipe para atuar como assessor e animador da III Jornada Ecologia e Espiritualidade.Sua contribuição permanece, entretanto, como parte importante da memória das Jornadas e da trajetória da Ação Cultural na construção de ações que aproximam cultura, espiritualidade, educação popular, meio ambiente e transformação social.
Saiba mais sobre a Jornada Ecologia e Espiritualidade. AQUI

Nenhum comentário:
Postar um comentário