segunda-feira, 23 de março de 2026

Para quem já descobriu que só há futuro se ouvirmos as vozes ancestrais...Conversando com Kaká Werá

Kaká Werá, escritor e ambientalista / Créditos: divulgação

Quando comecei a namorar Irene, minha companheira de vida, paraense, descendente do povo indigena  Kaiapó que se denominam  Mebêngôkre "povo da nascente da água",  participamos juntos de uma vivência com Kaká Werá na Fazenda Mãe Natureza, em Neópolis, Sergipe. Isso foi no alvorecer do novo século. Uma vivência não apenas teórica, mas de muita profundidade: com caminhada na mata, roda em torno da fogueira, fumo de cachimbo com ervas colhidas na mata e dança circular (toré).


Hoje pela manhã (23/03/2026), ao acordar no pequeno hotel onde estive hospedado em Poço Redondo, depois de um potente festival de teatro enraizado na cultura local, procurava ouvir canções ou alguma conversa que não fosse sobre política nacional ou internacional — essa deixo para mais tarde, porque está pesado — e me deparei com essa conferência do sábio Kaká Werá. Se buscarmos ouvir com bastante atenção a sua fala, encontraremos a confluência da cosmovisão indígena com a de outras culturas, africana, oriental, assim também  com uma parte da cultura ocidental, aquela que gerou um Baruch Spinoza, um Francisco de Assis, um Leonardo Boff, um Marcelo Barros, um Francisco de Roma.

Quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir...

Zezito de Oliveira







Demarcação Já!








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