Em algum momento histórico, tivemos que criar nossas próprias mídias, ou o que era chamado de “imprensa nanica”. Esse movimento consolidou-se como uma iniciativa diversa de contra-informação nos anos 1990 e 2000, com o fortalecimento da internet.
E agora, com a Politica Nacional de Cultura Aldir Blanc, nós, do movimento social das culturas, temos a oportunidade de criar essa dimensão na lei, em todos os estados e municípios: estabelecer editais para mídia livre comunitária, para fazer o contraponto à mídia oficial, colocar em evidência pessoas, coletivos, pontos de cultura, artistas e trabalhadores locais.
Trata-se de enfrentar nossa invisibilidade, criando condições para sermos vistos, e também colocar nossas voz e vezes na boca do povo, a partir do olhar do próprio território, e fomentar a construção de um movimento local de mídias livres, em todos os seus formatos.
NERI SILVESTRE
Pontos de Mídia Livre: por que resgatá-los?
Um de seus criadores narra como política pública surgiu, em 2008, e criou um efervescente universo de mídias independentes. Mesmo experimental, diz, mostrou a importância da aliança entre Cultura e Comunicação, tão necessária, hoje, em tempos de desinformação
CÉLIO TURINO
Abaixo, contextualização e detalhamento com IA Gemini
|Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), instituída pela Lei nº 13.018/2014, possui um alto potencial para fomentar Pontos e Pontões de Cultura Digital e Mídia Livre, agindo como um catalisador de soberania tecnológica, democratização da comunicação e descentralização do acesso à produção cultural. Ao reconhecer a Cultura Digital como um de seus eixos temáticos fundamentais, a PNCV transforma coletivos comunitários em agentes ativos de produção de conteúdo, utilizando software livre e ferramentas colaborativas para combater a exclusão digital e fortalecer a diversidade cultural.
Principais Potenciais da PNCV no Fomento à Cultura Digital e Mídia Livre:
Infraestrutura e Capacitação (Pontões de Cultura Digital): Os Pontões de Cultura temáticos, como o de Cultura Digital e Mídia Livre, mapeiam e capacitam os Pontos de Cultura em todo o país. Eles entregam ferramentas de gestão, comunicação e produção cultural colaborativa, oferecendo uma alternativa à dependência das Big Techs e fortalecendo a soberania digital do Brasil.
Acesso a Recursos Financeiros (Edital Cultura Viva): A política facilita o repasse de recursos federais, estaduais e municipais para projetos de cultura digital, com alto investimento previsto (ex: R$ 47,25 milhões para Pontões em 2025). Isso viabiliza a compra de equipamentos e a manutenção de estúdios comunitários de mídia livre.
Democratização da Produção (Mídia Livre): A PNCV potencializa "Pontos de Mídia Livre" que atuam como "pontos-cruz" na rede, permitindo que comunidades periféricas e tradicionais produzam sua própria narrativa, fugindo da mídia dominante. Exemplos incluem coletivos que utilizam o "Fediverso" para redes sociais e estúdios livres para produção audiovisual.
Desburocratização (Termos de Compromisso): A Lei Cultura Viva simplifica os processos de prestação de contas, facilitando o acesso de coletivos com pouca estrutura jurídica a recursos públicos, permitindo que Pontos de Cultura foquem na produção de conteúdo e não na burocracia.
Rede e Colaboração: A política incentiva a formação de uma rede colaborativa, onde o conhecimento sobre tecnologias livres e a produção de mídia livre é compartilhado, garantindo a autonomia dos coletivos e a sustentabilidade das práticas culturais.
Em suma, a interseção entre a Cultura Viva e a Cultura Digital fortalece o protagonismo de base comunitária, promovendo a apropriação tecnológica por populações em vulnerabilidade social.
Começa Mapeamento Nacional dos Pontos de Cultura Digital e Mídia Livre
Comitê Gestor do Pontão Cultura Digital, Comunicação e Mídia Livre fortalece a soberania digital dos Pontos de Cultura
PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL ATRAVÉS DA CULTURA DIGITAL DENTRO DA CULTURA VIVA COMUNITÁRIA.
https://www.enecult.ufba.br/modulos/submissao/Upload-699/152464.pdf
Redes das Produtoras Colaborativas inicia Qualificação Digital Nacional dos Pontos e Pontões de Cultura
Qual a importância do trabalho politico pedagógico com cultura digital junto as populações periféricas e marginalizadas do Brasil nesse momento histórico?
Fonte IA ICL - Oráculo
03/03 • 15:40
Essa é uma pergunta extremamente relevante e atual. Vou buscar nas aulas do ICL o que nossos professores abordam sobre cultura digital, educação e populações periféricas.. Que pergunta potente! Vou compartilhar o que nossos professores abordam sobre esse tema crucial. Encontrei conteúdos muito relevantes que conectam educação digital, democratização do acesso e pedagogia crítica:
Educação Digital e Formação Crítica
Fernando Horta, no curso "Soberania Digital: Um Novo Cenário Internacional", enfatiza que a educação digital deve ser prioridade neste momento histórico. Ele destaca três pilares fundamentais: acesso, democratização e formação crítica. Segundo Horta, "devemos investir mais nesse processo de educação digital" - não apenas como alfabetização técnica, mas como ferramenta de emancipação.
Aula 09 – Tecnologia geração de valor e geopolítica - 88:51
Democratização do Acesso à Informação
César Pereira, no curso "Sociedade Digital: tecnologias, informação e desafios", aborda a importância da democratização do acesso, da comunicação e do uso da informação. Ele afirma: "Estamos democratizando o acesso à informação" - mas isso precisa vir acompanhado de formação crítica para que as populações marginalizadas possam não apenas consumir, mas também produzir conhecimento."
Aula 07 – Conhecimento e Inovação - 2:43
Educação Libertadora e Contexto Digital
O curso "Paulo Freire: Educar e Esperançar" traz fundamentos essenciais para pensarmos o trabalho político-pedagógico com cultura digital. A educação libertadora de Freire é crucial neste momento porque:
Propõe uma educação comprometida com a superação da opressão
Valoriza o diálogo e a construção coletiva do conhecimento
Busca a autonomia e conscientização crítica dos educandos
Aula 04 – Pedagogia do oprimido (Parte I) - 47:09
Formação para o Uso Consciente
Nara Helena, no curso "Adolescentes e Crianças on-line", reforça: "É importante falar cada vez mais sobre a educação digital, a formação de fazer um bom uso dos aplicativos" - especialmente para populações que historicamente foram excluídas dos processos educacionais formais.
Aula 09 – Adolescência e saúde mental - 26:14
A importância neste momento histórico está em: garantir que as populações periféricas e marginalizadas não sejam apenas consumidoras passivas da cultura digital, mas protagonistas críticas, capazes de usar a tecnologia como ferramenta de libertação, expressão e transformação social - exatamente como Paulo Freire propunha com a alfabetização.

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