Nutro a ideia de que algo precisa ser feito, dentro do possível, do mínimo, do impossível.
Não existe flexibilização na luta de classes. Em muitos casos, a condição financeira é um entrave, na maioria das vezes também; não é uma mera alusão, nem uma metáfora desconexa ou difusa.
É o meu entendimento: quando olho para as camadas de baixo, vejo que o assunto não são as políticas culturais.
Então escrevo, luto para aprender e pensar outras saídas. Já ouvi isso, saca? Vou rir. Uma visão barata e míope de que nós, vindos das camadas de baixo, somos só intuição.Pelo contrário, passamos por aprendizados diários.
Andando na viela da minha rua, vi um cachorro chamado Felipe foi assim que o cara o chamou. Parei. Era louco. O cara falava um monte com o Fifi, e ele só latia. Surreal.
As drogas são poderosas.
Eu quero atravessar as tempestades com boas ideias. Quero entender o que são as políticas culturais, para a minha formação e para a revolução interna. Mas também quero construir outro pensando, a partir do Sul da cosmos visão dos de baixo, enquanto for possível, como muitas pessoas têm feito, mesmo que, às vezes, sejam ideias feias, que te enganam pelo encantamento, enquanto o universo sopra em mim.
Então mostro para o Felipe que fazer gestão cultural é como administrar sua casa: a mãe é prefeita, a tia mais velha é a cultura, que gesta a vida com cuidado, as filhas são as vereadoras e as crianças, a população que clamam por brincadeiras.
E tudo tem seu tempo. A cultura é o que impede a gente de perder a nossa humanidade.
Por isso, justifico que as políticas culturais são tão importantes para mim.
Por favor: um café com leite e pão na chapa.
Neri Silva Silvestre: Produtor cultural, articulador e gestor cultural, idealizador do Sarau na Quebrada, poeta e agitador cultural. Sempre foi um sujeito inquieto. Quando jovem lança com o grêmio escolar, o Jornal Macunaíma, daí não parou mais. Esteve à frente como coordenador do 1° Ponto de Cultura de Santo André (SP) de 2010/2013. Produziu inúmeros eventos que vão da música à literatura.Outros textos de Neri Silvestre AQUI no blog


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