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quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Dicas do blog da cultura para este sábado e domingo em Aracaju, 19 e 20 de Setembro, Feira de Agroecologia e o doc. Gonzaguinha no Cinema do Centro
A Feira Agroecológica tem um lugar especial nos nossos corações. Ela é a vitrine de tudo de lindo que somos capazes de produzir juntes. Ela estará durante todo o dia 19 no Festival da Agroecologia Sergipana (FAS), com a diversidade, a beleza e os sabores do nosso estado. 💚
Serão mais de 30 bancas recheadas de alimentos in natura (frutas, hortaliças e raízes, grãos), alimentos beneficiados (farinha, tapioca, beiju, cuscuz crioulo, geleias, conservas, bolos, pães), bebidas, artesanatos, costura criativa e insumos agroecológicos vindas dos territórios de Sergipe.
A Feira Agroecológica do FAS será o espaço para a gente conhecer e dialogar com quem produz, provar novos sabores, descobrir produtos que talvez ainda não conhecemos, trocar experiências e nos encantar com a riqueza da Agroecologia Sergipana. 🌱✨
Consumir o alimento agroecológico é valorizar guardiãs e guardiões da terra, das águas, das sementes, da biodiversidade e da vida. É reconhecer e incentivar quem carrega nossa história e nossa cultura nas mãos.🥰
Então já chama quem gosta de comida de verdade, quem quer conhecer os sabores dos territórios sergipanos, quem valoriza a agricultura familiar e quem quer fortalecer a Agroecologia.
📅 19 de setembro
⏰ Das 10h às 21h
📍 Comunidade Bom Pastor, Rua Efrem Fernandes Fontes, 65 — Bairro Dom Luciano, Aracaju/SE
🌱 Vem viver a feira agroecológica do FAS e se encantar com a força da nossa gente! 💚✊🏽
"É só se juntar pro mundo nos escutar e a gente reverberar a voz da Agroecologia" ✊🏽🌱
Mais um filme premiado sobre a história recente do nosso país chega às telas de cinema. "Gonzaguinha: Da Maior Liberdade", que ganhou o Kikito de Melhor Longa-Metragem Documentário no 54º Festival de Gramado, em premiação realizada na noite deste sábado, 22 de agosto, estreia nacionalmente em 3 de setembro .
E quem não foi assistir a "Anistia 79" no Cinema do Centro, ou nos cinemas de rua e de arte que exibem filmes do circuito independente, não deixe de ir e convidar mais um — o filme de Anita Leandro, que resgata imagens inéditas da Conferência Internacional pela Anistia no Brasil, em Roma, 1979, já venceu os prêmios do Júri Oficial e do Júri Popular na Mostra de Tiradentes deste ano .
Afinal, a resposta à nossa crônica falta de memória como nação pode ser o grande número de obras cinematográficas abordando personagens e fatos recentes da nossa história — o que pode resultar em um antídoto contra o retrocesso político e cultural que estamos atravessando desde junho de 2013.
Gonzaguinha é enfocado como um ser político e libertário em documentário conduzido pela ideologia do artista
Atração do 54º Festival de Gramado, filme de Susanna Lira estreia nos cinemas em 3 de setembro.
♬ Quando, ao som do samba “É” (1988), rolam os créditos finais de “Gonzaguinha – Da maior liberdade”, documentário de Susanna Lira apresentado na 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado na noite de ontem, 20 de agosto, é difícil conter a emoção e a admiração por Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior (22 de setembro de 1945 – 29 de abril de 1991), cidadão brasileiro, um carioca nascido e criado no Morro do São Carlos, no Estácio, celeiro de bambas.
Ali, naquele momento final, o filme deixa evidente que o moleque que “vivia correndo da polícia com a bola debaixo do braço”, como ele mesmo se perfila em fala inserida no início do roteiro, se tornou um homem coerente com os princípios que defendeu na música e na vida.
Previsto para ter debutado no festival In-Edit Brasil, mas efetivamente apresentado no Festival Gramado, duas semanas antes da estreia nos cinemas em 3 de setembro, “Gonzaguinha – Da maior liberdade” é documentário que se nutre da ideologia do cantor, compositor e músico que levantou a voz contra a ditadura.
No filme, a diretora Susanna Lira dá voz quase que somente a Gonzaguinha, abrindo exceções para a mãe de criação do artista, Leopoldina de Castro Xavier, a Dona Dina, e para Luiz Gonzaga (1912 – 1989), o pai biológico, com quem Gonzaguinha bateu de frente ao longo da vida, mas com quem se afinou, respeitando as diferenças ideológicas entre pai e filho, no fim dessa vida encerrada abruptamente há 35 anos em um acidente de carro em estrada do Paraná.
Sem a preocupação de salpicar informações biográficas e dados da trajetória artística de Gonzaguinha, Lira segue um roteiro – assinado por Rodrigo Alzuguir – em que o pensamento do artista é a matéria-prima, o fio condutor, o combustível que transporta o espectador para um tempo de luta.
Entre reproduções de músicas, imagens e falas do cantor, a cineasta encena entrevista concedida por Gonzaguinha ao jornal “O pasquim” em maio de 1981, no auge da popularidade, época em era gravado cotidianamente pelas maiores cantoras do Brasil.
Na encenação da entrevista, Gonzaguinha é personificado de forma convincente pelo ator André Dale. Contudo, o recurso soa até dispensável porque as falas mais densas são ouvidas no filme na voz do próprio Gonzaguinha.
O take em que fala com emoção (in)contida sobre mãe biológica – Odaléa Guedes dos Santos (29 de maio de 1927 – 17 de junho de 1950), falecida aos 23 anos, vítima de tuberculose (doença também enfrentada duas vezes por Gonzaguinha) – diz muito sobre o turbilhão que agitava a alma de um artista indomado, inquieto e por vezes agressivo na defesa das ideias. Sim, a vida de Gonzaguinha foi cheia de som e fúria.
A edição de Ítalo Rocha contribui para dar densidade ao filme. “Gonzaguinha – Da maior liberdade” capta a tensão da época repressiva em que Gonzaguinha nasceu e cresceu como artista. “Se me der um grito, não calo / Se me mandar calar, mais eu falo”, alertou o cantor por meio dos versos de “Recado” (1978), música presente no roteiro através da reprodução de número de show feito por Gonzaguinha em 1979.
A propósito, o documentário “Gonzaguinha – Da maior liberdade” se justifica e se sustenta porque as falas de Gonzaguinha são corroboradas pelas letras de músicas como “Pequena memória para um tempo sem memória” (1980), espécie de réquiem de Gonzaguinha para a legião dos esquecidos na luta contra a ditadura de 1964.
Enfim, o cidadão Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior foi coerente com a ideologia libertária da música do cantor Gonzaguinha. É por isso que o filme “Gonzaguinha – Da maior liberdade” se engrandece quando rolam os créditos ao som do samba “É”. O documentário de Susanna Lira é, também ele, uma pequena memória para um tempo sem memória.
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