segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A Realidade em tela de cinema - Edição Férias de Verão 2016



 

Textos- Zezito de Oliveira  Fotos - Zezito de Oliveira, Maíra Ramos e Raoni Smith. Publicado  anteriormente no Facebook
 
A 3º edição do Cine Realidade – Férias de Verão,  aconteceu com um detalhe muito legal, aumentou o número de presentes, chegando quase ao mínimo das edições quinzenais de 2015, que variou entre 8 e 18 pessoas. A primeira edição férias de verão,  contou com 2 pessoas presentes. A segunda edição contou com 5/6 pessoas presentes e esta terceira edição teve a participação de 7 adolescentes e jovens.


Os filmes da vez foram dois episódios da minissérie “Cidade dos Homens” apresentada pela rede globo de televisão no período compreendido entre  2002 e 2005. Como foi informado antes da exibição,  a proposta desta obra audiovisual foi ampliar o alcance e o sucesso de Cidade de Deus, como disse Zezito de Oliveira, mediador das rodas de conversa do Cine Realidade, é o equivalente ao que o cinema americano faz com a série de edições seguintes, quando um filme de Hollywood é bem sucedido. 


A série foi realizada com diversos episódios com histórias diferentes, guardando  como pontos de ligação entre elas, os personagens Acerola e Laranjinha e o cenário e personagens de uma favela carioca.


Os episódios apresentados nesta edição do Cine  Realidade foram os primeiros ·  1 - A Coroa do Imperador - Roteiro: Cesar Ch,Fernando Meirelles e Jorge Furtado. Direção: Cesar Charlone.

·  2 - O Cunhado do Cara - Roteiro: Katia Lund e Paulo Lins. Direção: Katia Lund e Paulo Lins. Argumento: Fernando Meirelles e Jorge Furtado.


A Coroa do Imperador  faz a ligação de um assunto abordado por uma professora em uma sala de aula cheia de adolescentes bem dispersos e barulhentos. 

O tema da aula  trata da questão do conflito europeu que opôs Napoleão Bonaparte e a Inglaterra, chamado de bloqueio continental, o qual  provocou  a vinda da família real para o Brasil. No decorrer do episódio fica claro a semelhança dos conflito acima e àquele envolvendo quadrilhas de traficantes rivais, inclusive  para garantir comércio e territórios.



Já o segundo episódio trata da atitude de Acerola que ficou cheio da bola , passando a querer dar uma de bom e de gostoso, após a irmã dele passar a namorar o chefe de uma das facções do tráfico. Quando o chefe cai, a bola de Acerola murcha e quem forçou a barra para ser  exaltado passa a ser humilhado.


A recepção foi positiva, além do conteúdo, discutimos também aspectos de linguagem,  por conta de no primeiro episódio ter apresentação de  imagens metafóricas ou com efeitos de analogia, mesmo poucas, mas que chamaram a atenção.

Tratou-se da imagem que coloca lado a lado,  o diálogo tenso de Laranjinha em uma boca de fumo com gerentes e soldados do tráfico e imagens de  ratos em meio ao lixo, misturado com esgoto.  

O Cine-Realidade prossegue na próxima sexta, 12/01, das 15 às 17h  no refeitório/auditório da Escola Júlia Teles. Na sexta seguinte, 19/01, acontecerá uma programação diferente, desta vez teatro na rua, quando o Cine-Realidade será suspenso para quem quiser assistir a um espetáculo que trata da cultura, das histórias e da luta da população de Poço Redondo, espetáculo realizado por adolescentes  e jovens do sertão e que tem na equipe técnica o educador e oficineiro Eduardo Freitas, ligado às oficinas culturais da Ação Cultural/ Ponto de Cultura  Juventude e Cidadania, parceira do Cine Realidade.

A programação de férias será encerrada no dia 26 de Fevereiro com um programação especial. Em março o Cine Realidade retorna a programação quinzenal, aos sábados.


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2ª edição do Cine Realidade. Especial Férias de Verão
 
Amanhã, sexta-feira (05/02) estaremos realizando mais uma edição semanal do Cine-Realidade. Das 15 às 17h. Na semana passada foi escolhido o filme “Capitães de Areia” baseado no romance homônimo de Jorge Amado. A escolha foi realizada dentre uma série de filmes apresentados para escolha, quem fez a opção já tinha assistido na escola anteriormente. Foi feito uma votação e mais uma vez, ao final no debate, os presentes ficaram satisfeitos com o que assistiram.

Umas das questões mais destacadas no debate, foi o fato do problema das crianças que moram na rua e que se organizam em grupo para sobreviver e praticar furtos é um fenômeno também dos anos de 1930. 

No geral, para quem vive no mundo atual, acredita-se que seja uma questão mais ligada a nossa época. Outra questão apontada é o universo do sincretismo religioso e cultural que aparece nas obras de Jorge Amado, principalmente naquelas que tem como tema e cenário a cidade e os moradores de Salvador.

Um ponto importante destacado pelo professor Zezito de Oliveira, mediador dos debates, foi sobre a importância de ler Jorge Amado, um dos escritores brasileiros mais conhecidos e aclamado dentro e fora do Brasil, foi dito que Jorge Amada é autor de uma literatura bastante inspirada na cultura e nas lutas sociais do povo baiano. 

Tendo em sua obra, romances com tendência mais forte para um ou para outro caso. Capitães de Areia, por exemplo, é o tipo de romance do autor, com uma pegada mais social. Após a explanação e debate, um dos jovens presentes solicitou o empréstimo de livros de Jorge Amado para ler, no que será atendido na tarde de amanhã. Foi lembrado também que Jorge Amado morou durante alguns anos da adolescência na cidade de Estância (SE).

A lista de filmes para serem escolhidos segue abaixo. Lembramos da importância de frequentar e convidar os colegas para o Cine-Realidade. É bom para vida, bom para se divertir, bom para a escola e bom para o ENEM. Quem for deve levar sucos, refrigerantes, frutas, salgados ou doces.
 
LISTA DE FILMES PARA ESCOLHA
“Pro Dia Nascer Feliz” apresentando a realidade de estudantes das escolas públicas de diversas regiões do país, com histórias de dificuldades, desafios e sucessos. O filme também apresenta história de estudantes de escolas particulares de elite, com seus dramas existenciais e perspectivas de vida.
Vocacional – Uma aventura humana – Descreve as alegria e as dores de um grupo de estudantes e professores que criaram uma das experiências mais importantes de ensino público, democrático e com sentido, durante a época do regime militar. O filme mostra o nascimento, o auge e o fim da experiência em razão da perseguição da ditadura. A realização do filme é de Toni Venturi, cineasta e ex-aluno da rede Vocacional.
5 X Favela – Agora por nós mesmos - Um retrato de momentos tensos e alegres da juventude que reside em favelas cariocas. Um projeto realizado por estudantes e profissionais ligados ao campo do audiovisual e residentes nas favelas. A produção conta com a supervisão do premiado cineasta Cacá Diegues.
Série completa de episódios das minisséries: Cidade dos Homens, Suburbia e Antônia. Exibidos pela Rede Globo de Televisão desde meados de 2004 até 2013.
Cidade de Deus – Filme premiado e já exibido na televisão. Um dos filmes que inicia o boom de produções da conhecida “estética da periferia”.
Ônibus 174 - Ônibus 174 é um filme documentário brasileiro de 2002, dirigido por José Padilha. Lançado em 22 de outubro de 2002, o documentário é sobre o sequestro do ônibus 174, que aconteceu em 12 de junho de 2000, por Sandro Barbosa do Nascimento, em plena zona sul do Rio de Janeiro.
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Nessa sexta-feira, 29/01,das 15 às 17h30, no refeitório/auditório da Escola Júlia Teles, teremos a segunda sessão do Cine Realidade de 2016. A primeira realizada na semana passada apresentou o filme “Sonhos Roubados” , que abordou a questão da prostituição juvenil e a pedofilia , no contexto de uma favela carioca.

As sessões de férias acontecerão sempre às sextas-feiras, até o final de fevereiro e os filmes serão escolhidos por quem chegar nos primeiros quinze minutos. Os títulos disponíveis são os seguintes:

“Pro Dia Nascer Feliz” apresentando a realidade de estudantes das escolas públicas de diversas regiões do país, com histórias de dificuldades, desafios e sucessos. O filme também apresenta história de estudantes de escolas particulares de elite, com seus dramas existenciais e perspectivas de vida.

Vocacional – Uma aventura humana – Descreve as alegria e as dores de um grupo de estudantes e professores que criaram uma das experiências mais importantes de ensino público, democrático e com sentido, durante a época do regime militar. O filme mostra o nascimento, o auge e o fim da experiência em razão da perseguição da ditadura. A realização do filme é de Toni Venturi, cineasta e ex-aluno da rede Vocacional.

5 X Favela – Agora por nós mesmos - Um retrato de momentos tensos e alegres da juventude que reside em favelas cariocas. Um projeto realizado por estudantes e profissionais ligados ao campo do audiovisual e residentes nas favelas. A produção conta com a supervisão do premiado cineasta Cacá Diegues.

Série completa de episódios das minisséries: Cidade dos Homens, Suburbia e Antônia. Exibidos pela Rede Globo de Televisão desde meados de 2004 até 2013.

Cidade de Deus – Filme premiado e já exibido na televisão. Um dos filmes que inicia o boom de produções da conhecida “estética da periferia”.

Capitães de Areia- Filme baseado em conhecido romance de um dos mais importantes escritores brasileiros, Jorge Amado. Capitães da Areia é um drama de autoria do escritor brasileiro Jorge Amado, selecionado em 1937. O livro retrata a vida de um grupo de menores abandonados, chamados de "Capitães da Areia", ambientado na cidade de Salvador dos anos 1930.

Ônibus 174 - Ônibus 174 é um filme documentário brasileiro de 2002, dirigido por José Padilha. Lançado em 22 de outubro de 2002, o documentário é sobre o sequestro do ônibus 174, que aconteceu em 12 de junho de 2000, por Sandro Barbosa do Nascimento, em plena zona sul do Rio de Janeiro.

Conforme Maíra Ramos, jovem secretária da Ação Cultural e integrante da equipe de produção do Cineclube, "os filmes apresentados tem como contexto, a realidade que os jovens de periferia vivem no dia a dia, incluindo aspectos culturais ligados a dança, ao rap, as rádios comunitárias, ao teatro, entre outros elementos que podem mudar a vida da juventude. 

O Cine-Realidade não vem apenas para mostrar uma coisa óbvia, ele vem pra gerar um dialogo entre os jovens sobre o valor de um trabalho educativo e cultural dentro dessas periferias, incluindo o Conj. Jardim."

A primeira sessão do Cine Realidade teve inicio em 15 de agosto de 2015, com a exibição do filme "Uma onda no ar" seguido de um debate sobre a democratização dos meios de comunicação, o qual contou com a mediação do radialista Renato Nogueira. Após esta sessão, até dezembro seguiram-se mais outras seis, com média de participação que variou entre 8 e 18 participantes.

O Cine Realidade é uma ação de extensão do Projeto Rap Identidade Cultural, resultado da parceria do Coletivo de Artes-Educadores Ação Cultural, Grupo de Rap Filosofia de Loucos e Escola Estadual Júlia Teles. Foto: Raoni Smith Correa Santos


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ESCOLHA O SEU FILME PREFERIDO PARA SER EXIBIDO NA PRIMEIRA SESSÃO 2016 DO CINE REALIDADE. PARTICIPE E CONVIDE SEUS COLEGAS.
Neste mês de janeiro e fevereiro, até o inicio das aulas, o Cine-Realidade terá edição semanal. Sempre as sextas-feiras, das 15 às 17h. Nessa sexta-feira, 22/01,teremos a primeira sessão. Você pode escolher o filme a ser exibido. São eles:

PRO DIA NASCER FELIZ
O documentário dirigido por João Jardim “Pro dia nascer Feliz”, aborda o sistema educacional brasileiro, descrevendo realidades escolares de diferentes contextos sociais, econômicos e culturais a partir de diversos olhares sobre as realidades que constituem a estrutura educacional seja do ponto de vista da instituição, do aluno, do professor e da família.
A proposta do documentário é demonstrar o abismo existente entre as classes sociais que frequentam escolas públicas e algumas escolas privadas da elite e a relação do adolescente com a escola focando a desigualdade social e a banalização da violência. Filmado em três estados brasileiros, abordando classes sociais distintas, o filme trata é a relação professor/aluno que em algumas partes pode aparecer de maneira amena, outras desconfortável.
http://www.copacabanafilmes.com.br/…/…/pro-dia-nascer-feliz/

CIDADE DOS HOMENS é o título de uma série de teledramaturgia exibida pela Rede Globo durante quatro temporadas, entre 15 de outubro de 2002 e 16 de dezembro de 2005. A série ambientava-se nas favelas do Rio de Janeiro. Na trama, os dois protagonistas, Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha), vivenciam dilemas próprios da adolescência, tanto os universais quanto aqueles relativos aos problemas específicos nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. São temas recorrentes o contraste entre ricos e pobres, a problemática do poder paralelo estabelecido pelo tráfico de drogas, a violência urbana, dificuldades financeiras e a cultura das favelas. http://cidadedoshomens.globo.com/
 

SONHOS ROUBADOS
Sonhos Roubados é um filme brasileiro que conta com a estreia do rapper MV Bill como ator, dirigido por Sandra Werneck e que retrata a vida nas favelas brasileiras sob o ponto de vista feminino.
Baseado no livro "As meninas da esquina - diários dos sonhos, dores e aventuras de seis adolescentes do Brasil", da jornalista Eliane Trindade,[1]
Sobre sua personagem, que finge ser mulher de um presidiário (vivido por MV Bill) e lhe faz visitas íntimas na prisão para complementar sua renda, Nanda Costa declarou:
Quis contar da forma mais verdadeira possível, sem julgar o comportamento dela.

— Nanda Costa[2]
http://www.cineluz.com.br/sonhosroubados/

Como o Brasil pode dar certo? Oportunizando voz e vez as meninas junto com os meninos e empoderando-os artisticamente e com conhecimentos para a transformação.

CINE REALIDADE NA INTERNET. 1ª Sessão

Filme acompanha os desafios de nove meninas de cinco regiões do país

Curta-documentário 'Essa é a Minha Vez!', feito pela ONG Plan International Brasil, discute o empoderamento de jovens, além de questões de violência, desigualdade, preconceito e exclusão
por Xandra Stefanel, especial para RBA publicado 07/02/2016 20:14
Reprodução Plan Brasil
Meninas
Filme apresenta nove meninas diferentes, com sonhos, planos, perspectivas e um desejo de mudança que as une

Por trás dos sorrisos reluzentes de nove garotas vindas das cinco regiões do país, há muitas preocupações com o futuro, com suas famílias e comunidades. O mini-documentário Essa é a Minha Vez! reuniu nove meninas que relatam suas experiências e os vários desafios que passaram e ainda passam em suas vidas: questões de violência, racismo, preconceito, desigualdade de gênero e pobreza.
Além de suas dificuldades, elas também contam como estão se tornando protagonistas de suas próprias histórias e como influenciam suas comunidades com ações que combatem o preconceito, seja ele de gênero, cor ou de situação social. “Falar, contar, dividir é tomar as rédeas da história. Quem não tem voz acaba por não existir. São nove meninas. Nove meninas com sonhos, planos, perspectivas. Nove meninas de diferentes lugares do Brasil. Nove meninas diferentes, mas com um desejo de mudança que as une. Nove meninas com voz”, narra o documentário.
O filme é resultado das ações do projeto This Is My Moment (Essa é a minha vez), da ONG Plan International Brasil. A iniciativa, que teve início em 2015, visa ao envolvimento e à visibilidade do papel das meninas no contexto dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, firmados na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no final do ano. Além do Brasil, participaram do projeto outros três países: Paquistão, Quênia e Filipinas.
Aqui, foram promovidos encontros locais entre vinte meninas de 14 a 19 anos nas cinco regiões do país, nos estados do Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará e Brasília. Desses eventos, foram escolhidas duas jovens de cada região que participaram de um encontro na capital, onde foram escolhidas duas participantes para representar o país na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Luiza e Irlane, ambas de 17 anos, se encontraram com outras garotas do mundo todo para pedir que os líderes mundiais coloquem os direitos das meninas na agenda de desenvolvimento pós-2015.
Com entrevistas das jovens e dos organizadores do projeto, o filme compõe um emocionante retrato que prova que existem muitas meninas em todos os cantos do país pensando e agindo para o crescimento do empoderamento das mulheres desde cedo. “Eu acho que a gente tem de conversar bastante sobre o tema, explicar sobre a igualdade de gênero, que a gente pode ter os direitos iguais, os mesmos que eles, e eles têm de fazer as mesmas coisas que a gente. Eu acho que é uma questão de bastante diálogo e tentar que aquilo entre na cabeça das pessoas (…). Eu sou a protagonista da minha história, com as minhas escolhas. (…) Eu quero ter e voz. E quero poder falar e ser ouvida. Então é o meu momento agora”, afirma Irlane, do município maranhense de Codó.





Observatório lança documentário para dizer não à redução da maioridade penal

O filme “É disso que eu tô falando” retrata alternativas construídas por organizações da sociedade civil para lidar com a questão da criminalidade na adolescência
Do Observatório
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O debate aconteceu no Fórum Social Temático, em Porto Alegre (Foto: Cristiana Engelmann)
Potencial: essa foi a palavra chave do debate de lançamento do documentário “É disso que eu tô falando”, novo projeto especial do Observatório da Sociedade Civil. Buscando argumentar contra a proposta de redução da maioridade penal, o filme traz as alternativas práticas construídas por Organizações da Sociedade Civil (OSCs) para lidar com a questão da criminalidade na adolescência. O ponto em comum entre todas é o reconhecimento e o fomento às potencialidades de cada jovem, por meio de ações culturais e educacionais.
O lançamento aconteceu na quinta-feira, dia 21/01, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e fez parte da programação do Fórum Social Temático 2016: FSM 15 Anos Porto Alegre. Compuseram a mesa de debate Nicolau Soares, coordenador do Observatório da Sociedade Civil; Edgar Bueno e Sócrates Magno Torres, diretor e roteirista do documentário, respectivamente; e Doroty Martos, membro do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 e representante do Cineclube Socioambiental.
“Quando começamos a pensar esse projeto, percebemos que existia bastante gente com materiais e vídeos denunciando os problemas da redução da maioridade penal. Então, decidimos mostrar o outro lado disso. Além de repudiar a redução, mostrar o que a gente queria que acontecesse. Estamos falando de coisas que funcionam, práticas que não têm a ver com punição, mas com uma forma mais humana de tratar a questão”, contou Nicolau Soares, coordenador do Observatório.
“Queríamos mostrar que, se o ECA for cumprido, não precisamos falar em redução. Esse recorte, essas instituições, são a ponta do iceberg. Existem muitas outras entidades que fazem trabalhos maravilhosos e que poderiam entrar nesse documentário”, concorda Edgar Bueno.
“Nós queríamos algo que fosse propositivo. Além disso, não queríamos fazer a mesma coisa que outros coletivos já fizeram contra a redução, e também fazer algo que não converse só com a gente. A gente queria um documentário que sensibilizasse as pessoas a quem falta informação”, avaliou Sócrates Magno Torres, que também é educador e tem grande experiência no trabalho com meninos/as em conflito com a lei.
“O fio condutor desse documentário veio de leituras de Paulo Freire e Ortega y Gasset, que é a questão de diferir as pessoas socialmente através de sua possibilidade ou não de lançar-se num projeto de vida. Olhando os projetos e a realidade das periferias, perguntamos se o que está faltando é legislação ou estas oportunidades efetivas”, completou o roteirista.
Mostrar o potencial
O lançamento teve um momento emocionante com o depoimento de Doroty Martos. Convidada para dar sua visão sobre o documentário, a ativista contou que viveu em Sapopemba e participou de projetos e militância junto ao CEDECA, uma das OSCs retratadas no documentário.
“Aquilo é tão real que nessa sala tem alguém real que poderia ter sido vítima da redução, porque também me vi em momentos no fio da navalha. Mas estou aqui hoje por pertencer a um lugar que tem uma produção cultural brilhante, com instituições fortes”, contou. “Hoje de manhã estava na mesma mesa que o Boaventura [de Souza Santos, sociológo português]. Tem noção do que é isso para uma menina que poderia estar ali, nesses projetos?”, emocionou-se.
Para ela, o trabalho das organizações e o discurso positivo são caminhos para desconstruir os argumentos favoráveis à redução da maioridade penal. “Nosso discurso deve seguir esse lado, de não mostrar a dor – porque eu também vivi muita dor, perdi muito amigo -, mas mostrar o potencial, o lado forte. É isso que nos dará argumento convincente para dizer não à redução, porque esses lugares têm uma riqueza brutal, uma produção de conhecimento, de troca de saber, de arte e cultura pulsante, vigorosa, que não pode ser encarcerada.”
É disso que eu tô falando
O documentário reúne depoimentos de membros de seis OSCs que atuam com jovens em conflito com a lei e discutem a respeito da redução da maioridade penal. As organizações Casa do Zezinho, Coletivo Pombas Urbanas, Instituto Daniel Comboni, Projeto Memórias Construídas e Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) de Sapopemba e Anistia Internacional mostram projetos que já estão em prática, com resultados positivos, e que poderiam ser reproduzidos em escala pelo Poder Público.
As falas demonstram como a proposta de encaminhar adolescentes de 16 e 17 anos para o sistema penitenciário não ataca os reais problemas da violência brasileira, além de aumentar a criminalização dos/as jovens, em especial negros/as, pobres e moradores/as de periferias. O documentário tem apoio do Instituto C&A e estará disponível em breve nos canais do Observatório na internet.



Vídeos Popular – 30 anos depois: ABCD Jovens 1/2 

 

 Gravada na região do ABC, esta série traz elementos e questões que afetam jovens de inúmeras regiões urbanas: diferentes identidades, linguagens e culturas, a inserção no mundo do trabalho e a discussão de temas que consideram importantes. Composta por 03 programas, esta série contou com a participação direta dos jovens na definição da forma de se apresentar, na documentação os aspectos que quiseram destacar, além de contar suas ideias, pontos de vista e historia de vida.
Depoimentos da Nanci Barbosa e Leonardo Duarte.


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O roteiro nasceu da necessidade de se criar uma voz que se rebatesse as vozes  massacrantes e da  impiedosa mídia policial que tanto estigmatiza o bairro,  a comunidade em que a escola está inserida. Foi muito importante para os alunos encontrar uma voz surgida das suas vozes, criando assim uma polifonia onde cada um se reafirma como protagonista dessa estória, uma nova estória agora contada por eles. O espírito de colaboração e acordo de idéias foi essencial nesse processo.

Para assistir/ouvir depois de ler os posts acima.




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Por que o Brasil não pode dar certo? Como o Brasil pode dar certo?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016