sábado, 27 de dezembro de 2014

Uma play list para os morenos..






Play list revisitando o Brasil profundo




Estrada de Ferro Central do Brasil, 1924 Óleo s/ tela, 142 x 100,2 cm - Tarsila do Amaral 


Embrião da Rádio Web da Ação Cultural



Marim dos Caetés - Alceu Valença


Arrumação - Mônica Albuquerque e Saulo Laranjeira


Estória de Cantador - Djavan


Dançapé - Mário Gil


Recipiente - Mauricio Pereira.. Para saber mais .. AQUI

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Cirandeiro - Simone Guimarães




Papo de Passarim (2010) - Zé Renato e Renato Braz


CLÁUDIO NUCCI - CD AO MESTRE COM CARINHO - INTERPRETA CAYMMI (POTPOURRI)
 

Renato Braz canta "Angola"

Ah! Se Eu Vou - Roberta Sá

Giramundo - Fernanda Porto



Noites do Sertão - Milton Nascimento



SOCORRO LIRA - SENHORA SANTANA


Presente de Iemanjá- Alexandra Nicolas


Vilarejo - Marisa Monte



Dois Córregos - Ivan Lins e Caetano Veloso


Casa de Morar - Renato Braz




Dançapé - Amaranto


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Longa-metragem resgata a arte e a loucura de Arthur Bispo do Rosário

'O Senhor do Labirinto' conta a história do artista negro, pobre e nordestino que viveu durante 50 anos em uma colônia psiquiátrica e cuja obra é amplamente conhecida no Brasil e no mundo
por Xandra Stefanel, especial para RBA publicado 10/12/2014 10:20
Divulgação
Labirintos de Bispo
Bispo do Rosário negava ser artista. Depois de sua morte, suas obras foram reconhecidas no Brasil e no mundo

São Paulo – Nascido em 1909 na cidade Japaratuba, em Sergipe, Arthur Bispo do Rosário se mudou em 1926 para o Rio de Janeiro, onde se alistou na Escola de Aprendizes da Marinha. Além de marinheiro, era pugilista e acabou sendo contratado pela Light para ser lavador de bonde e borracheiro. Depois de sofrer um acidente de trabalho, processou a empresa e foi defendido pelo advogado Humberto Magalhães Leoni, na casa de quem passou a trabalhar fazendo todo tipo de afazeres domésticos. Até que na noite de 22 de dezembro de 1938, Bispo passou a ser assombrado por misticismos e alucinações.
É esta a história real que conta o filme O Senhor dos Labirintos, dirigido pelo pernambucano Geraldo Motta, que estreia nesta quinta-feira (11) em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e em Aracaju. Baseado no livro Arthur Bispo do Rosário - O Senhor do Labirinto (Ed. Rocco, 192 págs.), de Luciana Hidalgo, o longa-metragem apresenta o universo paralelo criado por Bispo durante os 50 anos em que ficou confinado na colônia psiquiátrica Juliano Moreira, no Rio de Janeiro.
A interpretação do ator Flávio Bauraqui no papel principal é minuciosa e emocionante. Diagnosticado como esquizofrênico-paranoico, Bispo tinha certeza de que era a nova representação de Jesus Cristo na Terra e sua arte compunha o cenário do "castelo" que construiu em seu quarto no hospício, onde só entrava quem fosse capaz de ver sua aura. Com a simpatia de funcionários da instituição, especialmente de Wanderley (Irandhir Santos), o artista tinha acesso a agulhas, tesouras, ferramentas e tudo o que precisasse para fazer seus mantos, bordados e assemblages.
A trama toda se desenrola em torno de sua obsessão religiosa, de sua produção artística e da amizade com o guarda Wanderley e com a psicóloga estagiária (Maria Flor). O filme resgata a importância do artista pobre, negro, nordestino e com problemas mentais cujos trabalhos foram exibidos ao público pela primeira vez em 1989, em uma exposição coletiva realizada no Parque Lage.
Depois de sua morte, ocorrida no mesmo ano, toda a obra de Arthur Bispo do Rosário foi tombada e transformada em patrimônio histórico pelo Instituto Estadual de Patrimônio Artístico e Cultural do Rio de Janeiro. Depois, muitas de suas peças foram expostas em museus brasileiros e estrangeiros, como o Jeu de Paume, em Paris, e o Victoria and Albert Museum, Londres, além de representarem o Brasil na Bienal de Veneza e na 30ª Bienal de Arte de São Paulo.
O filme vale o ingresso só pela interpretação dos atores principais, pelo cenário absolutamente convincente e, claro, pela história de Bispo. Os problemas evidentes com a maquiagem fazem com que os telespectadores não se convençam da idade avançada de Bispo e Wanderley ao final do longa. Mas nem isso tira o brilho do filme, que mostra a íntima relação entre a arte e a loucura de um personagem fundamental para a cultura brasileira.


Natal com este tipo de arte é tudo que eu quero

Um presentaço de natal. Assistir o filme "O Senhor dos Labirintos" no Cine Vitória na companhia do filho. Três magias. O personagem, as fontes biblicas em que o personagem se apóia e a magia do diretor e de toda equipe.
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A etimologia da palavra Magia, provém da Língua Persa, magus ou magi, que significa sábio. Da palavra "magi" também surgiram outras tais como "magister", "magista", "magistério", "magistral", "magno", etc. Também pode significar algo que exerce fascínio, num sentido moderno, como por exemplo quando se fala da magia do cinema.
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Assistindo o filme e não esquecendo um dos magos da politica sergipana e brasileira que nos deixou cedo, Marcelo Déda, responsável pela liberação do dinheiro público no âmbito do Estado de Sergipe, resultando na realização do filme que conta com a participação de talentos artisticos sergipanos e de outros estados nordestinos.
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Sem esquecer a presença de um de meus magos preferidos na área da música, Egberto Gismonti, autor da trilha sonora.
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"(....)Quem disse que não somos nada, que não temos nada para oferecer...(....)"
(Zezito de Oliveira)

Se liga aí!! Para quem sabe ou quer saber o quanto existe de música boa nessa terra Brasilis..A fonte que nunca seca...

 Panorama da produção musical e vencedores do Troféu Cata-Vento 2014

Em entrevista ao Galeria, Solano Ribeiro, produtor musical e apresentador da Rádio Cultura Brasil, faz um balanço do ano na MP do B – a música popular do Brasil

 Clique Aqui

Troféu Cata-Vento 2014

Conheça os vencedores do Troféu Cata-Vento 2014, que Solano Ribeiro entrega aos melhores da produção independente

Eduardo Weber 08/12/14 14:45 - Atualizado em 15/12/14 11:19

Solano Ribeiro e o Troféu Cata-Vento 2014 (Divulgação/Rádio Cultura Brasil)
O Troféu Cata-Vento é o prêmio do programa Solano Ribeiro e a nova música do Brasil aos melhores da produção independente. Foi idealizado por Solano Ribeiro e instituído em 2007. Neste ano, como nos anteriores, Solano se encarregou da escolha de todos vencedores, com toda liberdade, autonomia e isenção que a Rádio Cultura Brasil lhe proporciona.

Para se chegar ao resultado ele ouviu centenas de músicas transmitidas pelo programa em 2014. Treze foram os premiados. Para todos, Solano Ribeiro deixa o seguinte recado: “Quatrocentas e trinta e duas semanas. Mais de oito anos no ar na tentativa de abrir espaços. Muitos começavam quando começamos. Alguns se tornaram astros ou estrelas e seus talentos brilham. Outros esperam por sua hora de ocupar o lugar que merecem. E também aqueles que estão por começar. Assim é a vida. Feita de começos e recomeços. O que era a Nova Música se transformou na Música Popular do Brasil, a MP do B que continua sem saber por onde ir, sem saber para onde ir. Só sabe que sua missão é ir por aí, ao sabor dos ventos. Ventos que movem Cata-Ventos”.

Confira todos os vencedores:

Revelação feminina: (Melina Mulazani) - Curitiba (PR)
Revelação masculina: Almério - Altino (PE)
Infantil: Badi Assad - São Paulo (SP)
Conjunto: Crispim Soares - Blumenau (SC)
Samba: Tia Cida - São Paulo (SP)
Destaque do ano: Germano Mathias - São Paulo (SP)
Música raiz: Grupo Conversa Ribeira - Campinas (SP)
Instrumental: Ronen Altman - São Paulo (SP)
Pop: Supercombo - Vitória (ES)
Rock: Aletrix - São Paulo (SP)
CD: Vás, de Marina Wisnik - São Paulo (SP)
Cantora: Jennifer Souza - Belo Horizonte (MG)
Cantor: Marcelo Pretto - São Paulo (SP)
Música: “A melhor hora da praia”, de Nação Zumbi - Recife (PE)


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Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil
Troféu Cata-Vento 2014

Exibido na Rádio Cultura Brasil em 14 de dezembro de 2014
Apresentação: Solano Ribeiro
Direção: Eduardo Weber
Clique para ouvir todas as música acima AQUI 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

“Sobre cultura, mudanças e desafios” – artigo de Eloísa Galdino


A edição do jornal Cinform que circular na segunda-feira, 1º de dezembro, trouxe  artigo assinado pela secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, sobre política cultural. Confira a íntegra abaixo:

Sobre cultura, mudanças e desafios

Já faz algum tempo que a Cultura passou a ter um tratamento diferenciado no âmbito das políticas públicas. Tempo também faz que gestores, agentes e sociedade discutem, elaboram e lutam pela criação de ferramentas de gestão e modernização capazes de fornecer à Cultura a primazia que ela já tem naturalmente em nosso processo de inserção no ambiente social. Deste conjunto de ferramentas fazem parte o Sistema Nacional de Cultura, o Plano Nacional de Cultura e a criação do Conselho Nacional de Políticas de Cultura. Pra cada uma delas, uma versão estadual.

Na essência, todas as transformações possuem relação direta com a forma do brasileiro se enxergar, democratizando o acesso aos bens culturais, revirando a estrutura, trabalhando com a ideia de sistema, e criando a concepção de que as políticas para a área precisariam ser trabalhadas em três dimensões: a simbólica, a econômica e a cidadã. Uma mudança grande, estrutural. Implementar o que chamamos  de “Marco Regulatório da Cultura” virou algo perseguido por estados e municípios Brasil afora.

Defender o marco é fazer gestão associada a uma militância cotidiana, compartilhada com os agentes da cultura e com tudo decorre disso: debate de idéias, conflitos e consensos. Essa postura tem relação com uma quebra de paradigma, afinal, significa o convite pra sair do “preciso de apoio para o meu projeto” e trabalhar intentos maiores e coletivos, inclusive tendo como foco a inserção da Cultura como uma área fundamental para o desenvolvimento da sociedade. Neste ponto, assim como em muitos outros, ainda temos uma longa caminhada pela frente.

Porque a riqueza que a Cultura representa do ponto vista simbólico para a nossa formação ainda não conseguiu fazê-la protagonizar este papel nos orçamentos públicos, e esta é uma questão emblemática.  Ela tem relação com a demanda da sociedade, que muitas vezes precisa de serviços públicos tão básicos que vai ser difícil aparecer o pleito por um teatro, biblioteca ou museu. Mas seguimos acreditando que isso é uma construção social, quanto mais a vida melhora,  mais ampliamos o repertório de necessidades. É isso que faz a Cultura sair do cenário onde sempre esteve, de subfinanciamento.

O trabalho da Secretaria de Cultura de Sergipe nos últimos anos percorreu este caminho. A elaboração do nosso planejamento e a execução da nossa política buscou avançar e incluir Sergipe nas discussões e decisões contemporâneas capitaneadas pelo Ministério da Cultura. O nosso objetivo sempre foi promover uma maior articulação entre os agentes culturais e a Secult. Para isso, passamos a atuar em consonância com a política nacional de cultura, tentando avançar na validação de novos mecanismos de gestão, na legislação sobre cultura, ampliando a intersetorialidade e a transversalidade.

Além disso, as ações empreendidas dialogaram com o fortalecimento da nossa identidade, a valorização do nosso patrimônio material e imaterial e elevação da nossa autoestima. Podemos dizer, sem medo de errar ou exagerar, que o nosso governo foi o que mais investiu na recuperação e na preservação no nosso patrimônio histórico, tendo como maiores exemplares disso o Palácio Museu Olímpio Campos, o Museu da Gente Sergipana, O Campus da Cultura, em Laranjeiras, e a Praça São Francisco, em São Cristóvão.

Os projetos das mais diferentes linguagens tiveram relação direta com o tripé que alicerça as políticas de Cultura na atualidade, as dimensões simbólica, econômica e cidadã. Assim, todas as ações tiveram e tem relação com capacitação, democratização do acesso e formação de plateia. Traços que, em se tratando de Sergipe, dialogam com a necessidade de permitir que os agentes culturais sejam protagonistas dos projetos da área.

Hoje já percebemos uma maior relação entre a produção cultural sergipana e a população. Editais de produção e circulação, festivais de teatro e semanas de dança contribuem para essa mudança. O sergipano está aprendendo a olhar e admirar o que produzimos aqui. É autoestima, sergipanidade em alta. Uma vitória, portanto.

Sim, ainda há muito por fazer. O processo de institucionalização das práticas de gestão na área da Cultura ainda caminha em quase todas as unidades federativas do Brasil. Mas já avançamos muito. As ações culturais chegaram ao interior através dos editais, pontos de cultura foram instalados em todos os territórios, novos grupos de teatro, dança, música e de outras linguagens surgiram, demandando mais editais, mais capacitação, mais fomento. É uma mudança também na forma de se enxergar como agente cultural.

Encerraremos este ano com apresentações da Orquestra Jovem de Sergipe. Crianças e jovens da comunidade do Santa Maria que passaram o ano estudando música clássica, num projeto que permite a interação entre cultura e inclusão social, o simbólico da linguagem da música a serviço da cidadania. Mudança, a palavra da vez.

Espero que os sorrisos dos meninos do Santa Maria se multipliquem e  consigam chegar em outro plano, como uma homenagem ao homem que começou todo esse movimento de mudança, Marcelo Déda, o governador que ficou conhecido como “O Semeador de Sorrisos” e que nesta terça-feira, 2, completa um ano de ausência física entre nós.
Eloisa Galdino
Secretária de Estado da Cultura desde 2009

Pontos de Cultura de Sergipe participam da capacitação





A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) promoveu no mês de setembro uma oficina de capacitação para os gestores dos quase 30 Pontos de Cultura espalhados por Sergipe. Representantes do Ministério da Cultua (Minc) também participaram do evento que contou com palestra sobre as experiências adotadas na Bahia (cuja gestão dos pontos é considerada modelo no país) e com orientações e esclarecimentos a cerca da prestação de contas relacionadas às atividades dos Pontos de Cultura.


De acordo com a coordenadora de eventos da Secult, Tiara Camera, a capacitação tem dois aspectos principais. “As oficinas envolvem o aspecto do encatamento, que é articulação e a gestão dos Pontos de Cultura, tomando exemplo da gestão que é realizada na Bahia, assim como, envolvem a gestão técnica dos pontos de cultura, prestação de contas, acompanhamento financeiro e a resolução de dúvidas”, revela.


Tiara explica que a orientação quanto à prestação de contas é uma deliberação dos Pontos de Cultura exposta durante a articulação nacional entre os gestores. “Os representantes dos Pontos de Cultura estiveram reunidos em Natal (RN) para um momento de articulação nacional e voltaram com a deliberação de que fosse oferecida esse tipo de capacitação. A Secult está cumprindo essa demanda”, destaca.


O assunto foi abordado pelo coordenador geral de acompanhamento, fiscalização e prestação de contas da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, Marcello Nóbrega, que conversou com os gestores dos pontos sobre os modelos e procedimentos de prestação de contas, de acompanhamento e monitoramento dos convênios. “A intenção é fazer com que eles tenham maior conhecimento de como o Estado os ver, incidindo, dessa forma, em menos erro na formatação final, que é a apresentação. Nacionalmente, os gestores dos pontos têm dificuldade na prestação de contas, por conta das caraterísticas peculiares da ferramenta que eles assinam com a secretaria, que é o convênio”, explica.


Durante a palestra, coordenadores dos Pontos de Cultura também tiveram oportunidade de expor seus pontos de vista e contribuir com sugestões. Foi o caso de José Oliveira Santos, "Zezito"  coordenador pedagógico  do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, que atua em Aracaju e Nossa Senhora do Socorro.


“A nossa dificuldade é o modelo de gestão, pois diante da realidade dos Pontos de Cultura, ele é um instrumento exigente, cheio de detalhes e de natureza complexa. Com as novas mudanças e orientações, o ideal é que os esclarecimentos não sejam utilizados somente através dos meios presenciais, mas também com os meios digitais. Isso porque com os recursos digitais, podemos fazer uma prestação de contas imediata, receber orientações e também obter material que nos oriente sobre os demais procedimentos. Estamos discutindo aqui temas que vieram da Teia Cultural e a ideia é que a Cultura incorpore essas novas soluções”, conta.


Pontos de Cultura

Os Pontos de Cultura fazem parte de uma ação prioritária do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura (MinC), adotado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) - que articula várias ações deste programa, através de iniciativas desenvolvidas pela sociedade civil. A iniciativa firma convênios, por meio da seleção por editais públicos, onde os Pontos são responsáveis por articular e impulsionar as ações que já existem nas suas comunidades.


A rede de Pontos de Cultura de Sergipe tem 30 pontos. Todas as oito regiões do Estado têm pelo um Ponto, que estão localizados desde a zona sul da capital à comunidade rural do Baixo São Francisco. Todas as atividades promovem desenvolvimento social e econômico, pois estimulam a economia criativa nas comunidades onde atuam.