informações sobre ações culturais de base comunitária, cultura periférica, contracultura, educação pública, educação popular, comunicação alternativa, teologia da libertação, memória histórica e economia solidária, assim como noticias e estudos referentes a análise de politica e gestão cultural, conjuntura, indústria cultural, direitos humanos, ecologia integral e etc., visando ao aumento de atividades que produzam geração de riqueza simbólica, afetiva e material = felicidade"
A oficina de dança urbana acontece às terça e quintas, das 9 às 11h A oficina de audiovisual acontece às terças e sextas, das17h às 18h30 A oficina de Rap acontece todos os sábados, das 15h às 17h A oficina de teatro popular infanto-juvenil acontece todos os sábados, das 9h às 11h As oficinas de dança moderna, grafite e DJ terão inicio nos próximos meses. --------------------------------- A PRÉ-INSCRIÇÃO PARA AS OFICINAS DO PONTO DE CULTURA JUVENTUDE E CIDADANIA, PODE SER REALIZADA ATRAVÉS DO ENVIO DE MENSAGEM NA PÁGINA COLETIVO RAP JARDIM (FACEBOOK). OU PELO EMAIL zezitodeoliveira@gmail.com Os interessados deverão responder as seguintes perguntas, via inbox. Oficina preferida. Pode se inscrever em duas.
Qual o seu nome? Qual o seu endereço e telefone: Qual a sua idade, a série e a escola onde você estuda? Qual o nome do seu perfil no facebok ou como você se apresenta no face
É este o tema do 2º Sarau Multicultural no Edélzio, o qual estará
sendo realizado nessa quarta-feira, 22 de junho, a partir das 14 horas,
no Colégio Dr. Edélzio Vieira de Melo, localizado no município de Santa
Rosa de Lima.
A programação consta de apresentações de
música, teatro, dança, poesia, exposição de painéis, desenhos e pintura,
slides e audiovisual, a serem realizadas pelos alunos, inspirados na vida e na obra de Luiz Gonzaga.
Essa iniciativa se reveste de grande
importância, por ser o nordeste a região do Brasil, onde
pratica-se com mais vigor as comemorações ligadas aos festejos do
ciclo junino, apesar das cidades da região estarem
sofrendo uma “devastadora” pressão da indústria cultural, associada as
oligarquias locais, que alteraram o padrão de riqueza simbólica e
afetiva dos festejos, substituindo-os por uma programação empobrecida
sob o ponto de vista identitário e social, um tipo de festa mais
comercial, voltada tão somente para a preocupação com o lucro e com o
marketing politico, apoiados em uma potente utilização do rádio e da
televisão comercial.
Mas, em meio a isso, pesquisadores e
educadores, tem descoberto na obra de Luiz Gonzaga e de outros ícones
da arte musical da região, uma grande e fundamental contribuição para a
resistência cultural , isso por causa do tipo de crônica musical
produzida por artistas como Luiz Gonzaga, que deixaram
registrados em suas canções uma série de informações fundamentais,
para a manutenção ou retomada de valores importantes da cultura
nordestina e brasileira.
São valores transmitidos através de mitos, personagens e histórias
que fazem-nos pensar e sermos do jeito que somos, além de informações
relativas a economia, a geografia, ao clima, as relações sociais,
assim como a transmissão de virtudes como respeito, trabalho, união,
lealdade, fé, esperança e etc., os quais tem sido abandonados pelas
canções mais tocadas atualmente na maioria das emissoras de rádio,
canções cujas letras em sua maioria, fazem apologia a utilização de bebidas alcoólicas e de práticas ligadas a cultura do estupro, a prostituição e
etc.., invertendo assim, a contribuição da arte e da cultura para o desenvolvimento humano e cultural, além de
agregarem pouco ou nenhum valor educativo ou estético-cultural a
formação das novas gerações.
Para considerar a obra de Luiz Gonzaga
como parceira no processo ensino-aprendizagem também colabora, a grande
produção iconográfica e textual acerca da obra de Gonzagão, tanto a que
foi produzida nas décadas de 1940/1950, quando Gonzaga inicia a sua
trajetória de artista de massa, a exemplo de fotografias,
entrevistas, propagandas, noticias de jornal e revistas, assim como em
tempos mais recentes, com a grande produção no campo dos estudos
acadêmicos e produção de centenas de títulos de livros e de documentários
audiovisuais, culminando com o filme lançado em 2012, ano do centenário
de nascimento de Luiz Gonzaga, “Gonzagão – De Pai para Filho”.
Há
que se considerar também, muitas iniciativas culturais e educativas de
base comunitária, que são ou foram realizadas no nordeste e pelo país afora, notadamente ligadas as comemorações do centenário do rei do baião no ano de 2012.
Aqui em Sergipe, destaca-se a Caravana Luiz Gonzaga Vai a Escola,
patrocinada pelo Ministério da Cultura, lançada no
dia 31 de agosto de 2012, no Museu da Gente Sergipana e, cuja
experiência está sendo aproveitada para a realização dessa segunda
edição do Sarau Multicultural no Edélzio.
Conforme o folder
entregue no lançamento da Caravana Luiz Gonzaga, que circulou no museu
da Gente Sergipana, em 10 escolas públicas sergipanas e parcialmente na
Igreja São Pio X em Aracaju. “Abram os portões da escola e deixem
entrar um sanfoneiro cheio de histórias! Luiz Gonzaga com seus 100 anos
vai contar a história de um pássaro chamado Asa Branca, explicar como a
natureza mostra seus sinais para o homem do campo, contar como é que no
sertão se aprende o ABC.” Para conhecer mais sobre a Caravana Luiz Gonzaga.
Baseado
em um livro polêmico que conta que a partir dos anos 40, a música
brasileira começou a impressionar o mundo pelo seu potencial. Os
sucessos de Ari Barroso, Carmem Miranda e Tom Jobim deixaram as
corporações artísticas espantadas e com medo do Brasil dominar o mundo. A
partir daí, foi criada uma corporação secreta com um único objetivo:
destruir a música brasileira.
Diretor: André Moraes
Roteiro: André Moraes, Luciano Santanna
Produção: André Moraes
Argumento: André Moraes e Rafael Greyck
Com:
Iggor Cavalera, Jair Oliveira, Wilson Simoninha, Afonso Nigro, Beto
Jamaica, Sergio Mallandro, Reinaldo, Adriano Nascimento, Ivan Busic.
Narrado por Caco Ciocler.
A letra da música 9) No meu pé-de-serra é a síntese fenomenológica da obra
literária de Luiz Gonzaga, pois, como em tantas outras, apresenta a figura do retirante que um dia volta à sua terra natal. Para a pesquisadora Cordeiro (2008, p. 68):
Um nordestino trabalhador que possuía um rancho no seu “pé de serra” que trabalhava todo dia e lá possuía tudo que queria [...] um sertão nordestino perfeito, com muita chuva a fartura. O
próprio fiado nos dá esse acesso, poisfala de um lugar que desperta saudades. Logo, o mundo ético do sertão nessa canção é um lugar prazeroso. Além de muito alegre, cheio de música e dança[...]
Percebe-se a existência de um ethos que configura o sertão como um lugar
perfeito, prazeroso, alegre, de muitas festas e muito trabalho, e que deixa saudades. Uma alusão à sua cidade natal, Exu, pois estaencontra-se no pé de
uma serra (Serra do Araripe), constituída por uma sertanejo-nordestino-emigrante que sente saudades de um lugar ideal, sua terra. (CORDEIRO, 2008.