terça-feira, 19 de abril de 2022

RenovaBR: os 147 jovens eleitos a serviço das elites em 2020

Grupo defende a “renovação política”. Na prática, só garante que os interesses dos seus financiadores sejam atendidos.

João Filho

22 de Novembro de 2020, 4h26

renovaFoto: Divulgação/RenovaBR

O RENOVABR FOI criado há três anos por milionários interessados em renovar e melhorar os quadros políticos do país. O grupo é novo, mas já tem grande poder de influência sobre a política brasileira. Em 2018, o Renova formou 133 estudantes e conseguiu eleger 17 políticos. Apesar dos seus criadores se dizerem apartidários e considerarem ultrapassado o conceito de direita e esquerda na política, mais da metade dos eleitos era do Novo, um partido de direita. Dos oito deputados federais eleitos pela sigla, quatro foram formados na escolinha do Renova. Neste ano, o grupo teve um crescimento gigantesco, chegando a eleger 147 alunos em 21 estados. Do total, 10 se elegeram como prefeitos. A lista de alunos eleitos não foi divulgada, mas ninguém tem dúvidas de que, como em 2018, a grande maioria foi eleita por siglas de direita.

Eduardo Mufarej, idealizador do grupo, era sócio de uma grande gestora de investimentos, a Tarpon, que já chegou a administrar cerca de 10 bilhões de reais. A especialidade dessa gestora é comprar ações de outras empresas e assumir a gestão delas. Mufarej tinha interesse também na área da educação. A Tarpon comprou o braço de educação do grupo Abril, a Abril Educação, por 1,7 bilhão de reais. A empresa virou a Somos Educação e se tornou a maior do país na área do ensino básico. Mufarej se tornou seu diretor-presidente.

Usando a mesma estratégia, a gestora de Mufarej assumiu o controle da BRF, que era a maior empresa de alimentos do país. Tudo ia bem quando a Tarpon levou um baque. Dois sócios de Mufarej foram indiciados por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica e crime contra a saúde pública no âmbito da Operação Carne Fraca, que investigava venda de carne adulterada, falta de fiscalização e fraudes contábeis. A empresa sofreu busca e apreensão, e um dos sócios chegou a ficar alguns dias na cadeia.

Mufarej saiu ileso, mas sua empresa perdeu muito dinheiro e ele resolveu dar um tempo. Foi nesse período que o milionário teve um insight que daria um novo propósito para a sua vida: “Eu já sabia que a gente estava caminhando para a venda da companhia, então comecei a pensar: o que vou fazer agora? Onde é que vai estar o meu próximo sentido? E a minha conclusão foi: eu preciso fazer alguma coisa que esteja afinada com o Zeitgeist, com a necessidade do país neste momento”, contou para a revista Piauí. Foi então que nasceu a ideia de criar o Renova.

Mas essa não foi a primeira investida do empresário na política. Há 10 anos, Mufarej apoiou financeiramente a candidatura do então candidato a deputado estadual Ricardo Salles, do DEM. A doação foi pequena, apenas 5 mil reais, mas nos oferece um indicativo de como pensa politicamente o investidor. Naquela época, o atual ministro do Meio Ambiente era líder do Movimento Endireita Brasil, um grupo que pregava a renovação da direita. Mas era uma renovação para pior, já que se tratava de um movimento reacionário, alinhado aos ideais do que hoje chamamos de bolsonarismo. Era esse tipo de político que fazia a cabeça de Mufarej.

Para criar o Renova, o investidor contou com a ajuda de outros milionários também preocupados com os rumos da política brasileira. Empresários como Luciano Huck, Wolff Klabin, Abílio Diniz, o publicitário Nizan Guanaes e o economista Armínio Fraga abraçaram o sonho de Mufarej. Com a ajuda desses empresários, o Renova conseguiu arrecadar mais de 18 milhões de reais em doações em 2018.

huck Paulo Hartung, Eduardo Mufarej, Tayana Dantas e Luciano Huck tiram selfie em evento do Renova. Foto: Divulgação/RenovaBR

Segundo a revista Piauí, a grade curricular do curso do Renova foi elaborada com a ajuda de três políticos escolhidos a dedo: ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (sem partido), a ex-senadora Ana Amélia, do Progressistas, e o ex-ministro Alexandre Baldy, também do PP — esses dois últimos apoiaram Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições. Baldy era secretário de Transportes de Doria em São Paulo, mas teve que se afastar depois que se viu investigado por envolvimento em esquema de propinas, chegando a ser preso pela Polícia Federal. Ele voltou ao cargo em outubro. Gilmar Mendes suspendeu a ação penal da Lava Jato contra Baldy até que se decida se a competência para julgamento é da Justiça de Goiás ou do Rio de Janeiro.

Além de oferecer curso de formação política, que eles garantem ser despidos de ideologia, o grupo financia seus candidatos para que eles possam se dedicar integralmente às campanhas políticas. O Renova garante não querer nada em troca, mas não é bem assim que as coisas funcionam na prática. Apoiar a reforma da previdência de Bolsonaro parece ser ponto pacífico para quem fez as aulas do Renova. Oito dos nove deputados federais formados pelo RenovaBR votaram a favor do projeto. A exceção foi Joênia Wapichana (Rede), a única parlamentar indígena do Congresso, que admitiu a necessidade de uma reforma, mas entende que ela deva “ser sustentável, justa e inclusiva”.

Ficou conhecido o caso em que a pedetista Tabata Amaral, uma rara aluna do Renova eleita que se apresenta como progressista, contrariou o PDT e votou a favor da reforma da previdência de Bolsonaro. Tabata desrespeitou uma decisão da convenção nacional do partido, na qual ela esteve presente e não se pronunciou. Dois deputados formados pelo Renova filiados ao partido Novo chegaram até mesmo a visitar o presidente fascistoide para oferecer total apoio na aprovação da reforma, o que chegou a ser comemorado por Mufarej. O partido Novo, o queridinho do Renova, é um dos mais fiéis ao bolsonarismo nas votações da Câmara, tendo aderido ao governo em 93% das vezes.

‘Movimentos como esse nada mais são do que uma forma de garantir que os interesses dos seus financiadores sejam atendidos’.

Há outros grupos nos mesmos moldes do Renova como Agora e o Acredito, que também são apoiados por Huck e Mufarej. Eles foram criados na esteira da onda de negação da política e da crise de representatividade partidária. Ciro Gomes os chama de “partidos clandestinos”, criados para “burlar a proibição de financiamento empresarial”.

De fato, ser aluno do Renova abre portas para arrecadação eleitoral. Seus integrantes passam a ter maior facilidade de acesso a esse círculo de milionários dispostos a investir em campanhas políticas. Tabata Amaral, por exemplo, admite que ser do Renova “é um selo de qualidade”. Cerca de 20% do total arrecadado por sua campanha em 2018 foram doados por empresários em jantares. Boa parte desses jantares foi promovida por apoiadores do grupo.

Para ser aprovado pelo Renova, o aluno deve passar no “teste de democracia”, criado para identificar tendências autoritárias e barrar extremistas, sejam de esquerda ou direita. Na prática, a teoria é outra. O grupo aprovou, em 2018 e 2019, a participação de filiados do PSL — o partido que abraçou o bolsonarismo e ajudou a colocar no poder um projeto declarado de degradação da democracia. Quando Bolsonaro foi eleito, Mufarej foi cotado para ser ministro da Educação. Era o nome preferido de Paulo Guedes, com quem já teve negócios.

Em 2019, durante a formatura, um grupo de alunos resolveu exercitar essa suposta liberdade política. Tiraram fotos com máscara de Lula e gritaram “Lula Livre” e “quem matou Marielle?”. Mufarej não gostou e escreveu uma coluna na Folha de S. Paulo chamando o ato de “equívoco”. O faria limer reclamou também da “falta de consideração” de “alguns poucos alunos durante a formatura deste ano”.

Esses grupos de renovação na política, todos financiados pelo alto empresariado, tem ideologia clara apesar de negar. Seguem o liberalismo de Paulo Guedes, aquele que não vê tanto problema em dar suporte a governos de extrema direita. Mesmo os poucos alunos eleitos com tendências mais progressistas acabam se alinhando aos interesses econômicos do grupo na hora das votações.

A tão sonhada chapa Moro e Huck seria a grande representante do tipo de renovação que grupos como o Renova querem para a política. Uma renovação pela direita, mas que se finge de centro e flerta com a extrema direita quando é interessante para o mercado. Aliás, se Luciano Huck for eleito presidente, certamente contará com a simpatia dos alunos eleitos que ajudou a formar colocando dinheiro do próprio bolso. Ele entraria no governo já com uma bancada de apoio invejável, sem necessidade de negociar com partidos políticos. É um investimento que pode valer a pena, não é mesmo?

Os partidos políticos têm muitos problemas, mas são a base da democracia. Mas os movimentos como esse nada mais são do que uma forma de garantir que os interesses dos seus financiadores sejam atendidos. Os partidos políticos são encarados por eles como meros trampolins para a defesa dos interesses das elites. Essa é a democracia que o dinheiro pode comprar.

Correção, 22 de novembro de 2020, 16h45

Diferentemente do que constava em uma primeira versão deste texto, a deputada Tabata Amaral não arrecadou verba em jantares organizados diretamente pelo Renova. Esses eventos foram promovidos em boa parte por apoiadores do Renova.

Atualização, 24 de novembro, 9h40

O secretário dos Transportes do governo de São Paulo, Alexandre Baldy, voltou ao cargo em outubro, após Gilmar Mendes suspender a ação penal da Lava Jato contra ele até que se decida se a competência para julgamento é da Justiça de Goiás ou do Rio. O texto foi atualizado.

Think Tanks: Conceito, História e Exemplos

https://www.youtube.com/watch?v=so-myrwx3rw


https://www.youtube.com/watch?v=tNzuMjmA_SE

O BANQUEIRO QUE TEM UMA BANCADA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS


https://www.youtube.com/watch?v=tNzuMjmA_SE

acrescido em 30/04/2022


sexta-feira, 15 de abril de 2022

13 de abril, mais um lançamento do livro AMABA: O esquecido círculo de cultura da Aracaju dos anos de 1980

 


Foto: Raoni Smith 
O dia 13 de abril de 2022, foi mais um dia  especial para o livro AMABA: Circulo de Cultura, estiveram presentes o autor do livro, o  que escreve estas nem tão mal traçadas linhas, assim como os parceiros da vida e da produção cidadã cultural, Antônio Luiz, José Cosme e Raoni Smith.

O primeiro foi secretário executivo da AMABA durante vários anos, o segundo foi educando e educador do Projeto Reculturarte e Raoni Smith,  conhece a AMABA pelo pai e por outros que falam da mesma, em especial através do livro.

Foi o teceiro lançamento do livro,  o primeiro foi realizado de forma virtual no dia 15 de outubro de 2021. O segundo foi realizado na roda de capoeira do grupo Mokambo realizado no Bairro América no dia  29 de janeiro de 2022.

O local foi a sede da Secretaria de Estado da Cultura, agora Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe - Funcap, e que já foi Fundação Estadual de Cultura (FUNDESC). 

Capitulo introdutório do livro AMABA

https://www.youtube.com/watch?v=6_amGGINTXI 


Produção do áudio: Produtora Audiolibre

Em função do horário, 10 da manhã de um dia comum,  e da localização, um pouco distante do centro da cidade, o evento por natureza fica restrito a poucas pessoas, e por outro lado o espaço não é muito grande, logo,  a quantidade de pessoas presentes foi a contento,  o necessário para não criar desconforto, entre trinta e quarenta pessoas.

Isso tornou-se possível por ser  o lançamento da exposição coletiva de cerca de uma dezena de artistas plásticos, dois livros e um curta documentário, além da apresentação de dois repentistas.

(1)
Agradecemos a Professora Conceição Vieira presidente da FUNCAP, a toda a equipe envolvida, assim como aos artistas , intelectuais e público presente. Um ato cultural simples, mas necessário por proporcionar visibilidade aos artistas e intelectuais quase  invisíveis, aqui lembrando o necessário livro, "Quem somos nós na fila do pão"  do importante jornalista, professor e pesquisador Cristian Goes, o qual também nasceu e cresceu pelas bandas  do bairro América ou sua extensão , conhecida como bairro Novo Paraíso.

Fico a imaginar o que mais pode ser feito para mais gente  se surpreender ou se  espantar com a capacidade de criação e recriação estética  e cultural de gentes que não fazem parte do high society intelectual e cultural da city ou de Sergipe Del Rey, 

Um programa na rádio e TV Aperipé, é possível? Ou pauta ou convite para apresentação dos trabalhos apoiados pela Lei Aldir Blanc nos programas destinados a divulgação cultural e que fazem parte da grade de programação da rádio e TV pública estadual. Fico a pensar também nos canais de televisão da câmara municipal e assembléia legislativa. Bom para todos, porque os canais de rádio e televisão citados ganhariam com a divulgação realizada pelos criadores das obras destacadas. Uma via de mão dupla.

E ainda tem os programas dos sindicatos, a rádio UFS, a rádio Senado, as rádios comunitárias, a radio Cultura da Arquidiocese de Aracaju... É só me chamar que eu vou, aqui lembrando uma bela canção da década de 1980.. 

Ao ser convidado para falar, comecei fazendo menção a frase escrita na minha camisa, aqui lembrando a canção Baby, “Você precisa. Não sei, leia na minha camisa.” Na minha camisa:  “Temos a arte porque a vida não basta”. (2)

A esse respeito lembrei da pandemia do coronavirus,  o que seria de nós  se não fosse com mediação da tecnologia digital e/ou  da internet, a  programação músical, o audiovisual, os espetáculos de dança, teatro, exposição de artes plásticas e artes visuais?

Seria bem mais difícil atravessar esse período de confinamento absoluto ou de forma mais ou menos parcial, a depender das condições econômicas de cada pessoa.

Isso posto, fiz uma segunda menção a oportunidade inesperada e imprevisível apresentada pela Lei Aldir Blanc, resultado  de uma campanha de mobilização realizada em meio a pandemia e em meio ao governo da história republicana mais avesso a arte, aos intelectuais e aos artistas. 

Uma campanha com forte engajamento nas redes virtuais capitaneada por jovens ativistas digitais e agentes culturais, respaldados pela articulação politica representada nas redes de  gestores culturais e parlamentares, notadamente os de esquerda. 

O mais curioso como destaquei na fala foi o fato do grupo de pessoas que fundaram e levaram a  AMABA adiante  terem tido nos anos de 1980  um grande “tesão” por participação politica cidadã  e por produção artístico-cultural de base comunitária, o que também moveu e move todos àqueles que de forma articulada e competente, conseguiram arrancar do governo Bolsonaro os bilhões de reais que deveriam ser destinados a cultura mas que estavam parados, retidos nos cofres do tesouro nacional, enquanto artistas, agentes e produtores sofriam o pior baque que a cultura já sofreu em anos recentes, isso por causa da pandemia do coronavirus,  somada a guerra cultural declarada pelo atual governo federal contra artistas, agentes e produtores culturais e intelectuais. 

No caso da pandemia ainda tivemos o confinamento das pessoas dentro de casa, necessário, mas sabotado por governos pressionados por empresários ..  E ai já sabemos, como produzir e fazer circular  serviços e bens culturais com as pessoas confinadas e isoladas dentro de casa, apartamentos, bem como em sitios ou fazendas?

2º áudio do livro AMABA Maria do Campo do Vidro





Neste sentido,  na produção e circulação do livro AMABA: Círculo de Cultura, passado, presente e futuro se encontram..

Da parte da FUNCAP, parabenizei a presidente Conceição Vieira e toda a equipe pelo forma desburocratizada e eficiente como coordenou e operou a aplicação da Lei Aldir Blanc em Sergipe. Mas ressaltei que era uma impressão pessoal,  e que carece de mais dados e informações sobre como isso se deu com relação a FUNCAP e  aos outros orgãos municipais que receberam a mesma incumbência.

Diante desse aspecto enfatizado acima, sugeri  e aqui retomo em forma de apelo, para que seja destinado recursos para a realização de uma pesquisa sobre a forma como a lei Aldir Blanc foi aplicada pelo órgão estadual e pelos órgãos municipais de cultura, assim como seus impactos sociais, econômicos e culturais. A Universidade Federal de Sergipe pode apresentar proposta neste sentido? Os parlamentares  podem propor emendas neste sentido? Tanto no campo municipal, como estadual e federal.

Dentre os aspectos que facilita sobremaneira a aplicação ou operação da lei, destaco a plataforma online “Mapa Cultural de Sergipe”, esta proposta é muito cara a mim, porque quando fiz parte do colegiado da Comissão Estadual dos Pontos de Cultura de Sergipe e da Comissão Nacional,  sempre fui um defensor entusiasmado desse modelo, a ser utilizado durante todo o ciclo de desenvolvimento de um projeto cultural, o qual tem inicio na apresentação da proposta, na aprovação ou rejeição, sendo continuado caso aprovado, com a realização, culminância (s) e prestação de contas.  Tudo isso podendo ser acompanhado em quase tempo real,  pelos técnicos, gestores, orgãos de controle interno e externos...

Em que pese, ainda haver pessoas e grupos culturais que não tem familiaridade com os meios digitais, notadamente àqueles mais idosos e/ou com poucos recursos econômicos e conhecimentos da cultura digital, além dos  que moram em locais com dificuldades de conexão com a internet. Devendo isso ser considerado afim de possibilitar a criação de medidas e oferecidos meios que possam colocá-los em condições de participar das seleções públicas com melhores condições de igualdade..

Disse que a necessidade da pesquisa para avaliar a aplicação da lei Aldir Blanc em Sergipe, bem como seus impactos positivos, se faz necessária, porque logo devemos ter em ação  a Lei Paulo Gustavo, outra lei de emergência cultural, nos moldes da Lei Aldir Blanc e a Lei Aldir Blanc 2 que pretende consolidar uma vitoriosa politica  pública nacional descentralizada e menos burocratizada para atender aos milhares de agentes e produtores culturas, assim como artistas e intelectuais que podem melhorar bastante o nosso bem estar e qualidade de vida geral da nação, mas que não recebem o necessário, às vezes nem é muito dinheiro, para desenvolverem suas iniciativas culturais, em muitos casos socioculturais. 

No caso da AMABA isso só foi possível graças a cooperação internacional, a qual declinou porque o Brasil não tem problema de falta de grana, o que falta mesmo é uma reforma tributária justa (3)  e aplicação dos recursos públicas com regras claras de participação para escolha de prioridades, e utilização de meios tecnológicos que favoreçam a transparência e o controle social...

E o mundo viu, o mundo está vendo.. Dinheiro público sendo utilizado por militares para a compra de comprimidos para disfunção erétil, prótese peniana e gel lubrificante... Fora outros tipos de obscenidades éticas e politicas...Inclusive realizada por "caçadores de corruptos." Igualzinho ao que outrora fez um certo "caçador de marajás".  Esse irá aparecer no segundo volume do Livro AMABA: Círculo de Cultura.

 (1) - "A fonte amarela na foto não deixa a gente ver o informação toda."  Comentário postado no Instagram no perfil açãoculturalse. A responsabilidade pela produção da arte é da FUNCAP.

(2) A frase é da autoria do poeta Ferreira Gullar e a arte e estampa foi produzido pela empresa Chico Rei de Minas Gerais.

(3)13 de ago. de 2021 — Lula: “Temos de incluir o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda”. 

Arte: Maxivel Ferreira



Como adquirir o livro:

O livro custa R$35.00 um único exemplar. Quem comprar dois, no caso para dar um de presente, pagará R$60.00, ou três por R$90.00 portanto terá um desconto de R$5.00 por cada livro. A partir de 4 livros, o preço unitário fica em R$25.00.
Para quem mora em Aracaju estaremos fazendo a entrega imediata, via motoboy ou correios, para quem mora em outros municípios ou estados. Nesse caso, será preciso acrescentar mais R$10.00 reais para as despesas postais.
O custo para a entrega via motoboy é R$10.00
A chave do meu pix é o email zezitodeoliveira@gmail.com
Para entrega via correio - R$45.00 - Via motoboy - R$45.00

Sobre o conteúdo do livro

É um livro de memória histórica coletiva construído com base em entrevistas, documentos do acervo da AMABA, leituras de livros e trabalhos de pesquisa da Universidade Federal de Sergipe e outras universidades.

Abrange a década de 1980, e trabalha uma visão da politica, da sociedade e da cultura no nível local, bairro américa e Aracaju, mas também Sergipe e Brasil.

Os destaques da história local, são a luta contra a poluição da fábrica de cimento, as campanhas em favor da pavimentação de ruas, saneamento básico, melhoria do transporte coletivo, atendimento na área da saúde, construção de moradia, entre outros.

O livro traz também uma detalhada descrição e análise do trabalho com ação cultural desenvolvido na década de 1980 encerrando com a descrição sobre como surgiu o Projeto Reculturarte – uma proposta que uniu educação popular, ação cultural, esporte e comunicação alternativa, e que será destaque no segundo volume que abordará a maior parte da década de 1990.


quinta-feira, 14 de abril de 2022

“Seminário Internacional – 100 anos de Darcy Ribeiro: intelectualidade e pensamento crítico latino-americano”

 Em 2022, completam-se 100 anos do nascimento de um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX, Darcy Ribeiro. O “Seminário Internacional – 100 anos de Darcy Ribeiro: intelectualidade e pensamento crítico latino-americano” propõe uma reflexão sobre a trajetória de Darcy Ribeiro e suas contribuições para a Antropologia, a História, a Sociologia e a Educação com o objetivo de promover um debate necessário para pensar o passado e o presente da América Latina.

DATA: 25/04/22 a 29/04/22
Local: Plataforma StremYard com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube História Intelectual UFMG
Realização: Grupo de Pesquisa História Intelectual: narrativas, práticas e circulação de ideias (UFMG/CNPq)
Confira a programação:



USP lembra os 100 anos do antropólogo Darcy Ribeiro - REVISITAR DARCY É REVISITAR UM PASSADO EM QUE O BRASIL TINHA FUTURO...

Evento acontece no dia 7, segunda-feira, a partir das 9 horas, com transmissão ao vivo pela plataforma Youtube

 https://jornal.usp.br/?p=495269

  03/03/2022 - Publicado há 1 mês



O antropólogo Darcy Ribeiro – Foto: Wikipédia

A obra, as ideias e o legado do antropólogo e educador Darcy Ribeiro serão analisados por especialistas durante o evento 100 Anos de Darcy Ribeiro, que a Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica da USP promove no próximo dia 7, segunda-feira, a partir das 9 horas, com transmissão ao vivo através do canal da cátedra na plataforma Youtube. O encontro inaugura as atividades da Cátedra Alfredo Bosi em 2022 e integra as comemorações pelo centenário de Darcy Ribeiro, que nasceu em Montes Claros (MG) em 26 de outubro de 1922 e morreu em Brasília (DF) em 17 de fevereiro de 1997.

O evento será dividido em duas partes. Na primeira, depois da abertura oficial, que ocorre às 9 horas, a professora Helena Bomeny, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), fará a conferência Darcy Ribeiro, um Intelectual Público na Educação: Quando Ciência e Política se Encontram. Helena é autora do livro Darcy Ribeiro – Sociologia de um Indisciplinado, publicado em 2001 pela Editora da Universidade Federal de Minas Gerais (Edufmg). A conferência terá como comentadores os professores Carlos Jamil Cury, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Maria Beatriz Luce, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e será seguida de debates, sob moderação do professor Luís Carlos de Menezes, coordenador acadêmico da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica.

A segunda parte, com início às 14 horas, terá a presença dos professores Celio da Cunha, da Universidade de Brasília (UnB), Lia Faria, da Uerj, e Bernardete Gatti, do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, que participarão do painel Darcy Ribeiro e a Educação Brasileira. Cunha falará sobre “a indissociabilidade entre educação e cultura” na obra do antropólogo, Lia discutirá o tema “Darcy Ribeiro e a utopia da educação” e Bernardete abordará a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), um legado de Ribeiro. O painel também será seguido de debates, coordenados pelo Professor Emérito da UnB Isaac Roitman.

A Universidade de Brasília (UnB), uma das instituições de ensino superior criadas por Darcy Ribeiro – Foto: Luis Gustavo Prado/UnB

Às 17 horas, está prevista uma Homenagem às Universidades Darcynianas, com a presença da reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho, da reitora da UnB, Márcia Abrahão Moura, e do reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Raul Ernesto Lopez Palacio.

A UnB e a Uenf são duas das instituições de ensino superior que tiveram Darcy Ribeiro entre seus principais idealizadores. O antropólogo participou da criação ou reforma de universidades também na Costa Rica, Argélia, Uruguai, Venezuela e Peru, depois que teve os direitos políticos cassados pela ditadura militar (1964-1985) e foi exilado. Antes, tinha sido ministro da Educação e chefe da Casa Civil no governo do presidente João Goulart, deposto pelos militares em 1964. Na volta ao Brasil, foi vice-governador do Rio de Janeiro, na administração do governador Leonel Brizola. Nessa função, concebeu e dirigiu a implantação dos Centros Integrados de Ensino Público (Cieps), projeto de educação em período integral, que incluía atividades culturais e recreativas. Era senador da República quando morreu, em 1997, vítima de câncer.

O evento 100 Anos de Darcy Ribeiro, promovido pela Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica da USP, com apoio da Fundação Darcy Ribeiro, será realizado no dia 7 de março, segunda-feira, das 9 às 17h45. O encontro será transmitido ao vivo através do canal da cátedra na plataforma Youtube. Grátis. Não é necessário fazer inscrição. A programação completa do evento e mais informações estão disponíveis no site da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica.

https://www.youtube.com/watch?v=iahTNMSZ7So


https://www.youtube.com/watch?v=ASGI6W5iuSU





terça-feira, 12 de abril de 2022

A educação de Aracaju que a propaganda da TV não mostra.

 Comunicado aos pais, estudantes e toda comunidade escolar!

Quarta-feira, dia 13, as professoras e professores da rede municipal de Aracaju estarão realizando um dia inteiro de paralisação nas escolas da rede. 

Pedimos a compreensão de todas e todos, pois as condições de trabalho e as estruturas das escolas precisam de melhorias. Faltam professores e funcionários, e os nossos salários estão congelados desde 2016. Há seis anos, o prefeito Edvaldo Nogueira vem rasgando a Lei do Piso, não garantindo a nossa  atualização salarial anual.

Por isso, quarta-feira, dia 13, no dia em que a prefeitura marcou uma reunião com os representantes dos professores, paralisaremos  as atividades, durante todo o dia, em protesto e reivindicando uma educação pública de qualidade. 

Sindipema – Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju

 Por um Sindipema forte e comprometido com a Luta Coletiva!

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Tenho denunciado, desde o início do mandato, a situação das escolas municipais de Aracaju. Durante o ano de 2021, eu e minha assessoria fizemos visitas a algumas escolas e, a partir de diálogos com professoras/es, estudantes e funcionários, apresentei algumas proposituras para mudar essa situação.

Na semana passada, o Sindipema também fez visitas a escolas e a constatação é de que pouco foi feito até aqui pela Prefeitura de Aracaju.

Confira alguns problemas estruturais nas escolas e conheça algumas das proposituras que apresentei.

Professora e Vereadora Ângela Melo

De um Brasil impotente...O que é que há meu país, o que é que há?


 Diz muito com uma palavra e um simbolo que ja foi mais potente.

Essa história de gasto de dinheiro público com Viagra para os militares de pijma me faz lembrar "vivemos em um país sedento, um momento de embriaguês." , ou pior, porque nunca imaginei me deparar com esse tipo de noticia...
Detalhe: Já fiz essa ligação de um outro trecho da canção "somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter" com uma nota relacionada a um outro assunto politico, o qual sob um ponto de vista pode ser até uma noticia virtuosa....
Engenheiros do Hawaii: análise da música "Somos quem podemos ser"
Leia mais AQUI.

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Quantas pessoas e organizações irão se reunir para produzir a ENCICLOPÉDIA DA VERGONHA NACIONAL? Uma publicação virtual e impressa reunindo o pior que os governos Temer e Bolsonaro fizeram com este país e sua gente..
Para ninguém esquecer, para nunca mais se repetir..
Um material reunindo os melhores textos, os melhores memes e os melhores vídeos e podcasts sobre o trabalho de destruição e desmonte realizado desde o golpe de 2016.
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O VIAGRA DAS FORÇAS ARMADAS




Marchinha do Viagra









https://www.youtube.com/watch?v=xwiogpoPE8o

Caraca véio...... Estamos no reinado de Nelson Rodrigues, os personagens ganharam ainda mais vida, porque sempre tiveram, mas era mais escondida....








Acrescido em 17/04/2022

segunda-feira, 11 de abril de 2022

ONLINE. PENSADORES DAS POLÍTICAS CULTURAIS NO BRASIL

 


Programa

Nesse curso online iremos refletir sobre as propostas dos educadores Anísio Teixeira, Paulo Freire e Darcy Ribeiro para o campo da cultura: suas contribuições para a implantação de políticas culturais, as influências na vida dos muitos educadores e gestores culturais e o legado desses pensadores nos governos por onde passaram.

Programa
11/4 - Abertura 

O Diretor Regional do Sesc no Estado de São Paulo, sociólogo, Danilo Santos de Miranda saúda os convidados desse curso contextualizando a importância do tema.

Com Danilo Santos de Miranda.
Mediação: Antônio Albino Canelas Rubim.

12/4 - Tema proposto: Anísio Teixeira, cultura e políticas culturais
Com Diana Gonçalves Vidal.
Mediação: Antonio Albino Canelas Rubim.

13/4 - Paulo Freire, cultura e políticas culturais
Com Venício Artur de Lima.
Mediação: Luana Vilutis.

14/4 - Darcy Ribeiro, cultura e políticas culturais
Com Helena Maria Bomeny e Fabrício Pereira da Silva.

Obs: O participante precisa ter celular e computador e conhecer os princípios básicos para uso desses equipamentos. Após a conclusão da sua inscrição on-line na atividade e/ ou curso, você receberá por e-mail um link de acesso à Plataforma Zoom, onde será realizada a atividade e/ou curso, com até 1 (um) dia de antecedência da data de início. O acesso também poderá ser realizado através do web navegador de sua preferência.

Os encontros em ambiente on-line não são gravados, não sendo disponibilizados seus registros para posterior visualização.

As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 28/3, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

*Este curso será 100% Online. A declaração será enviada automaticamente em até 10 dias após a finalização da atividade e caso isso não ocorra, você poderá solicitar pelo e-mail: declaracao.cpf@sescsp.org.br

**Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, faça a solicitação pelo e-mail centrodepesquisa.cpf@sescsp.org.br, justamente após a conclusão e efetivação do pagamento de sua inscrição, e com pelo menos 48 horas de antecedência do início da atividade.

(Arte: Walter Cruz)

Palestrantes

Luana Vilutis

Luana Vilutis

Socióloga, doutora em cultura e sociedade pela UFBA. Mestre em Educação pela USP. Trabalha com formação e pesquisa nas áreas de cultura, educação e economia solidária. Entre 2005 e 2010 coordenou projetos no Instituto Paulo Freire. Atualmente é pesquisadora e professora do Observatório da Diversidade Cultural (ODC), do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT/UFBA) e da Faculdade Latino-Americana em Ciências Sociais (FLACSO Brasil).
(Foto: Guilherme Olavo Marques)

Antônio Albino Canelas Rubim

Antônio Albino Canelas Rubim

Pesquisador do CNPq e do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT). Professor do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ex-Presidente do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Ex-Secretário de Cultura da Bahia. 
(Foto: Coletivo Garapa)

Danilo Santos de Miranda

Danilo Santos de Miranda

Filósofo, cientista social e especialista em Ação Cultural, tendo realizado estudos complementares em gestão empresarial no International Institute for Management Development – IMD, na Suíça. É diretor do Sesc - Serviço Social do Comércio no Estado de São Paulo.
(Foto: Jean Paz)

Diana Gonçalves Vidal

Diana Gonçalves Vidal

Professora titular em história da educação na Faculdade de Educação/USP e atualmente diretora do Instituto de Estudos Brasileiros/USP. Editora da coleção Global histories of educação, da ISCHE/Palgrave Macmillan e da seção de história da educação da Oxford Research Encyclopedia of Education. Líder do Projeto Temático: Saberes e prática em fronteiras.
(Foto: Marcos Santos)

Fabrício Pereira da Silva

Fabrício Pereira da Silva

Professor da graduação em Ciência Política e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Líder do Grupo de Pesquisa Caipora e Coordenador da Graduação em Ciência Política da UNIRIO. Professor da Maestría en Estudios Contemporáneos de América Latina da Universidad de la República (UdelaR). Doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), Pós-Doutor pelo Instituto de Estudios Avanzados da Universidad de Santiago de Chile (IDEA/USACH).
(Foto: Angely Raana)

Helena Maria Bomeny

Helena Maria Bomeny

Professora titular de sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Autora dos livros: Guardiães da Razão: Modernistas Mineiros; Intelectuais da Educação e Darcy Ribeiro. Sociologia de um indisciplinado. Professora e pesquisadora aposentada do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro.
(Foto: Arquivo Pessoal)

Venício Artur de Lima

Venício Artur de Lima

Professor titular de ciência política e comunicação e professor Emérito da Universidade de Brasília. Autor, dentre outros livros, de Comunicação e Cultura: as ideias de Paulo Freire, e de Paulo Freire: a prática da liberdade para além da alfabetização.
(Foto: Acervo Pessoal)

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