terça-feira, 25 de agosto de 2026

Quando o sindicato também vira cultura: o que a ação cultural anarquista pode ensinar aos sindicatos de hoje

 

Em meio à queda da sindicalização no Brasil, sindicatos podem encontrar na antiga ação cultural anarquista uma estratégia para reconstruir vínculos com os trabalhadores: recuperar bibliotecas, teatro, formação, memória, comunicação e espaços de convivência para transformar as entidades  em comunidades de participação, cultura e organização coletiva.

 A Plebe, jornal anarquista e sindicalista publicado em São Paulo a partir de 1917, combinava informação, propaganda, educação política e mobilização dos trabalhadores.

Por que recuperar jornais, teatro, bibliotecas, escolas, festas e espaços de convivência do movimento operário pode ser uma estratégia para reconstruir vínculos, formar novas lideranças e ampliar a participação dos trabalhadores.

Durante as primeiras décadas do século XX, o movimento operário brasileiro não construía apenas sindicatos. Construía uma cultura.

Havia jornais, bibliotecas, escolas, grupos de teatro, conferências, festas, bibliotecas, centros de estudos e sociedades de resistência. O sindicato não era somente o lugar onde se discutia salário e jornada. Era também um espaço onde o trabalhador podia ler, aprender, representar uma peça, ouvir uma palestra, escrever, ensinar, fazer política e encontrar seus companheiros.

Essa dimensão cultural foi particularmente desenvolvida pelos anarquistas e anarcossindicalistas.

Mais de um século depois, talvez seja justamente essa parte da experiência que os sindicatos brasileiros precisem redescobrir.

Não para copiar o passado. E muito menos para transformar sindicatos atuais em organizações anarquistas.

Mas para recuperar uma pergunta que continua extremamente atual:

Como fazer com que o trabalhador não veja o sindicato apenas como uma instituição que presta serviços, mas como um espaço coletivo do qual ele próprio é construtor?

Essa pergunta ganha força diante de um dado preocupante. Em 2024, apenas 8,9% das pessoas ocupadas de 14 anos ou mais estavam associadas a sindicatos no Brasil. O número representou uma pequena recuperação em relação aos 8,4% de 2023, mas está muito abaixo dos 16,1% registrados em 2012.

Ao mesmo tempo, o movimento sindical está longe de ter desaparecido. O DIEESE registrou 880 greves em 2024, envolvendo mais de 35 mil horas paradas.

Portanto, o problema não é simplesmente a inexistência de conflitos trabalhistas.

A questão é outra:

Como transformar conflitos em organização permanente?

É aqui que a experiência cultural anarquista pode oferecer algumas pistas.

O sindicato como comunidade, não apenas como serviço

Para o trabalhador das primeiras décadas republicanas, participar de uma organização operária significava entrar em uma rede muito maior.

O sindicato podia estar ligado a uma biblioteca.

A biblioteca, a um jornal.

O jornal, a um grupo de estudos.

O grupo de estudos, a um teatro.

O teatro, a uma festa.

E todos esses espaços alimentavam a organização coletiva.

Essa estrutura produzia algo que hoje é extremamente valioso: pertencimento.

O trabalhador não era apenas associado a uma entidade.

Ele fazia parte de uma comunidade.

Essa diferença é fundamental.

Um sindicato que aparece para o trabalhador somente quando há uma negociação salarial, uma ação judicial ou um problema trabalhista corre o risco de ser percebido como uma espécie de prestador de serviços.

Um sindicato que oferece também conhecimento, cultura, convivência, memória e participação pode construir uma relação muito mais profunda:

“Este é o meu espaço e estas são as pessoas com quem construo alguma coisa.”

O que os anarquistas entenderam muito cedo

Caricatura de Edgard Leuenroth por Falcão (1917). O desenho ilustra o jornalista projetando a luz de seu jornal satírico A Lanterna, simbolizando o papel da imprensa anarquista no esclarecimento e na emancipação da classe operária brasileira frente às opressões da época.  Fonte: Acervo Edgard Leuenroth (AEL/Unicamp).

A grande inovação cultural do movimento libertário foi compreender que organizar trabalhadores não significava apenas convencê-los a aderir a uma greve.

Era necessário formar sujeitos capazes de:

ler;

escrever;

argumentar;

falar em público;

organizar reuniões;

produzir jornais;

ensinar;

representar;

criar;

pensar criticamente.

Em outras palavras:

a emancipação começava também pela cultura.

O trabalhador não deveria ser apenas alguém em nome de quem uma liderança falava.

Deveria ser alguém capaz de falar por si próprio.

Essa talvez seja uma das ideias mais férteis para os sindicatos contemporâneos.

A cultura como estratégia de sindicalização

Quando se fala em aumentar a sindicalização, normalmente pensamos em campanhas de filiação:

“Associe-se ao sindicato.”

Mas a experiência histórica sugere uma pergunta anterior:

Por que um trabalhador gostaria de pertencer a esse sindicato?

Uma resposta possível é:

porque o sindicato melhora sua vida coletiva, e não apenas porque pode resolver um problema jurídico.

Imagine uma entidade que ofereça:

Biblioteca do Trabalhador

Livros sobre história, política, literatura, direitos e mundo do trabalho.

Cineclube

Filmes seguidos de debates sobre trabalho, desigualdade, tecnologia e sociedade.

Teatro dos Trabalhadores

Peças produzidas por integrantes da própria categoria.

Escola Sindical Permanente

Cursos de formação política, econômica, histórica e cultural.

Arquivo da Memória Operária

Fotografias, jornais, documentos e depoimentos de antigos trabalhadores.

Podcast da Categoria

Trabalhadores contando suas experiências e discutindo os problemas do setor.

Feira Cultural

Livros, música, artesanato, alimentação e produção dos próprios trabalhadores.

Espaço para crianças e famílias

Porque participação sindical também depende de criar condições para que a vida familiar faça parte da sociabilidade da organização.

Isso não seria um “extra”.

Seria política sindical.

A antiga biblioteca operária pode virar uma plataforma de conhecimento

No início do século XX, uma biblioteca sindical tinha uma função estratégica.

Ela permitia que trabalhadores lessem aquilo que normalmente não estava disponível para eles.

Manifestação operária durante encenação da peça teatral Primo Maggio, de Pietro Gori, em São Paulo. Fonte: Acervo Edgard Leuenroth (AEL/Unicamp).

Hoje temos uma situação paradoxal.

Temos acesso potencialmente ilimitado à informação, mas isso não significa necessariamente acesso ao conhecimento.

O sindicato poderia transformar sua antiga função de biblioteca em algo contemporâneo:

biblioteca física + biblioteca digital + arquivo histórico + cursos + grupos de leitura + produção audiovisual.

Um trabalhador poderia entrar no sindicato para resolver um problema trabalhista e descobrir:

“Aqui também posso aprender sobre economia, história do trabalho, inteligência artificial, direitos sociais ou literatura.”

É uma maneira de transformar o sindicato em infraestrutura intelectual da categoria.


Capa de "O Semeador" (Avelino Fóscolo, 1921) – Um marco da dramaturgia de cunho libertário e social no Brasil do início do século XX.

O teatro pode voltar — mas falando do trabalho de hoje

As peças anarquistas que estudamos são particularmente interessantes porque não tratavam a arte como simples ilustração de uma tese política.

Elas criavam personagens, conflitos, humor, sofrimento e identificação.

O trabalhador via sua própria realidade representada.

Por que não fazer isso hoje?

Uma companhia de trabalhadores poderia montar peças sobre:

Trabalho por aplicativo

Um entregador descobre que é “empreendedor”, mas não controla preço, algoritmo nem jornada.

Terceirização

Trabalhadores que fazem o mesmo serviço descobrem que possuem contratos e direitos diferentes.

Inteligência artificial

Uma empresa anuncia aumento de produtividade enquanto prepara a substituição de parte da equipe.

Endividamento

O salário desaparece antes do fim do mês e a dívida passa a controlar a vida do trabalhador.

Trabalho doméstico

Uma peça acompanha a dupla jornada e a divisão desigual do trabalho dentro de uma família.

Aposentadoria

Um trabalhador aposentado conta como sua categoria conquistou direitos que os jovens consideram naturais.

O objetivo não seria produzir propaganda sindical.

Seria produzir reconhecimento.

O espectador precisa poder pensar:

“Essa história é a minha.”

A memória pode ser uma ferramenta de recrutamento

Outro recurso praticamente inesgotável é a história da própria categoria.

Imagine um sindicato que descubra que, há cinquenta anos, trabalhadores daquela mesma profissão fizeram uma greve histórica.

Ou que mulheres da categoria organizaram uma campanha por igualdade salarial.

Ou que trabalhadores enfrentaram uma demissão coletiva.

Ou que houve uma greve que durou semanas.

Em vez de deixar essa história esquecida em uma ata, o sindicato poderia transformá-la em:

exposição;

documentário;

podcast;

livro;

peça teatral;

página na internet;

série de vídeos;

material para escolas.

Isso cria uma percepção fundamental:

“Eu faço parte de uma história que começou antes de mim.”

A memória deixa de ser apenas patrimônio histórico.

Torna-se instrumento de identidade coletiva.

Do trabalhador espectador ao trabalhador produtor

Talvez essa seja a principal contribuição do legado anarquista.

Um sindicato pode produzir um jornal para os trabalhadores.

Ou pode ensinar os trabalhadores a produzir o jornal.

Pode organizar uma palestra para a categoria.

Ou pode formar trabalhadores para que eles próprios pesquisem e apresentem os temas.

Pode contratar atores para representar uma peça.

Ou criar uma oficina para que trabalhadores escrevam e encenem suas próprias histórias.

A segunda alternativa é mais difícil.

Mas produz algo muito mais poderoso:

capacidade coletiva.

A cultura deixa de ser consumida.

Passa a ser produzida.

A experiência atual do Centro de Cultura Social mostra que isso não é apenas história

Há um exemplo brasileiro particularmente significativo.

O Centro de Cultura Social de São Paulo, fundado em 1933 e ligado à tradição libertária, continua ativo.

Cartaz/Programa do Centro de Cultura Social, São Paulo, abril de 1952. Divulgação de festival artístico focado na disseminação da cultura e instrução intelectual nos meios populares. Acervo histórico da memória anarquista e do teatro operário no Brasil.

Sua programação de 2026 reúne lançamento de livros, feiras, grupos de estudos, debates sobre trabalho, pedagogia libertária, atividades anticlericais, festas e projetos de produção gráfica. Entre eles está a “Gráfica Anarquista”, que recupera técnicas tipográficas utilizadas em periódicos libertários do início do século XX.

Isso mostra que a fórmula:

cultura+ formação + sociabilidade + organização

não pertence necessariamente ao passado.

Ela continua sendo praticada.

O sindicato pode criar sua própria “casa da cultura do trabalhador”

Não precisa ser um grande prédio.

Pode começar com uma sala.

Um projeto poderia ser chamado, por exemplo:

Casa da Cultura do Trabalhador

E funcionar assim:

Toda terça-feira: biblioteca e grupo de leitura.

Toda quarta: formação sindical.

Toda quinta: cineclube.

Toda sexta: música, poesia ou teatro.

Um sábado por mês: feira cultural.

Uma vez por mês: entrevista com um trabalhador aposentado.

Uma vez por trimestre: grande debate sobre o futuro do trabalho.

A tecnologia poderia ampliar tudo isso:

presencial + YouTube + podcast + WhatsApp + arquivo digital.

A antiga cultura operária utilizava a tipografia porque era a tecnologia disponível.

O sindicato contemporâneo deve utilizar as tecnologias disponíveis hoje.

Não basta falar de direitos: é preciso falar de futuro

Existe ainda outra contribuição fundamental.

A cultura anarcossindicalista não se limitava à pergunta:

“Como melhorar esta condição de trabalho?”

Ela perguntava:

“Como poderia ser uma sociedade diferente?”

Essa capacidade de imaginar é fundamental.

Um sindicato pode lutar por reajuste salarial — e deve.

Mas também pode perguntar:

Como deveria ser a jornada de trabalho?

Quem deveria controlar a tecnologia?

Como será o trabalho com inteligência artificial?

Como combater a precarização?

Como conciliar trabalho e vida?

Como organizar trabalhadores de plataformas?

Como democratizar as empresas?

Como construir uma economia que coloque as pessoas acima do lucro?

Sem uma visão de futuro, a ação sindical corre o risco de ficar restrita à administração permanente dos problemas existentes.

A cultura ajuda a recuperar a imaginação social.

A autogestão como exercício democrático

Outra ideia importante do legado libertário é a autogestão.

Não significa que todo sindicato precise adotar uma estrutura anarquista.

Significa perguntar:

Quanto da organização realmente é construído pela base?

Quem decide a programação cultural?

Quem escolhe os temas da formação?

Quem produz a comunicação?

Quem pode propor projetos?

Os jovens participam?

As mulheres participam?

Os trabalhadores terceirizados são ouvidos?

Os aposentados?

Os trabalhadores precarizados?

Uma política cultural sindical pode ser também uma política de democratização interna.

A cultura pode aproximar quem normalmente não chega ao sindicato

Esse é um ponto estratégico.

O trabalhador jovem pode não se interessar imediatamente por uma reunião sindical.

Mas pode interessar-se por:

música;

cinema;

podcast;

tecnologia;

literatura;

fotografia;

teatro;

história.

A pessoa entra por uma porta cultural.

Conhece outras pessoas.

Descobre os problemas da categoria.

Participa de uma atividade.

Começa a conversar.

Depois participa de uma assembleia.

Depois de uma comissão.

Depois pode tornar-se dirigente.

Isso cria uma espécie de porta de entrada cultural para a organização sindical.

Não significa manipular as pessoas para filiá-las.

Significa criar condições para que a participação aconteça naturalmente.

E os sindicatos têm uma matéria-prima extraordinária

São os próprios trabalhadores.

Cada categoria possui milhares de histórias.

O motorista conhece a cidade.

A enfermeira conhece o hospital.

O professor conhece a escola.

O metalúrgico conhece a fábrica.

O comerciário conhece o comércio.

O trabalhador de aplicativo conhece a cidade que aparece no mapa do aplicativo.

O aposentado conhece décadas de transformações.

Esse conhecimento precisa ser valorizado.

Uma das maiores lições da tradição libertária é:

o trabalhador não é apenas objeto de estudo; é produtor de conhecimento.

Um programa de 12 meses para recuperar essa tradição

Um sindicato interessado poderia experimentar algo bastante concreto.

Mês 1 — Memória

Exposição sobre a história da categoria.

Mês 2 — Arquivo

Digitalização de documentos e entrevistas com aposentados.

Mês 3 — Biblioteca

Criação ou reorganização da biblioteca sindical.

Mês 4 — Cinema

Primeiro ciclo do cineclube dos trabalhadores.

Mês 5 — Teatro

Oficina de teatro sobre experiências de trabalho.

Mês 6 — Comunicação

Criação  de podcast produzido pelos trabalhadores.

Mês 7 — Juventude

Festival cultural organizado por jovens da categoria.

Mês 8 — Mulheres

História e experiências das trabalhadoras da categoria.

Mês 9 — Formação

Curso sobre história do movimento operário.

Mês 10 — Futuro

Debate sobre IA, automação e novas formas de trabalho.

Mês 11 — Solidariedade

Projeto de apoio entre trabalhadores e comunidade.

Mês 12 — Festival

Uma grande jornada cultural da categoria.

E, ao final:

uma assembleia para avaliar não apenas quantas pessoas foram filiadas, mas quantas passaram a participar.

Porque esse é o ponto.

Mais filiados ou mais participantes?

A recuperação do legado cultural anarquista sugere que talvez seja necessário inverter a lógica.

Não pensar:

“Como fazer o trabalhador pagar a contribuição?”

Mas:

“Como construir uma organização da qual o trabalhador queira fazer parte?”

A filiação pode ser consequência.

O pertencimento vem antes.

A participação vem antes.

A confiança vem antes.

A identidade coletiva vem antes.

O momento é particularmente oportuno

Os números mostram duas coisas aparentemente contraditórias.

De um lado, a sindicalização permanece historicamente baixa: 8,9% em 2024, contra 16,1% em 2012.

De outro, os trabalhadores continuam entrando em conflito e se mobilizando: 880 greves foram registradas em 2024, e 80,2% delas apresentaram reivindicações defensivas relacionadas à manutenção de condições de trabalho ou ao cumprimento de direitos.

Isso sugere que a disposição para lutar não desapareceu.

O desafio é construir organizações capazes de transformar essa disposição episódica em vínculos duradouros.

É exatamente aí que a cultura pode entrar.

O verdadeiro legado não é o anarquismo como identidade. É a cultura como organização

Talvez seja esse o principal aprendizado.

O movimento anarquista brasileiro não deixou apenas ideias políticas.

Deixou uma experiência sobre como construir coletividade.

Ele mostrou que:

um jornal pode organizar;

uma biblioteca pode organizar;

uma peça de teatro pode organizar;

uma escola pode organizar;

uma festa pode organizar;

uma memória pode organizar;

uma conversa pode organizar.

Porque todas essas coisas podem fazer uma pessoa perceber:

“Eu não estou sozinho.”

E essa talvez seja a matéria-prima fundamental de qualquer sindicato.

Em vez de voltar a 1910, precisamos avançar a partir de 1910

O desafio não é recriar o sindicato anarcossindicalista de cem anos atrás.

É pegar seus princípios e perguntar como eles funcionariam na sociedade do trabalho de 2026.

O jornal vira podcast.

A tipografia vira mídia digital.

A biblioteca vira biblioteca física e virtual.

A conferência vira formação presencial e transmissão online.

O teatro operário fala de aplicativos e inteligência artificial.

A festa operária vira festival cultural.

O arquivo de papel vira memória digital.

E o centro de cultura pode continuar sendo aquilo que sempre foi em sua melhor tradição:

um lugar onde trabalhadores deixam de ser apenas trabalhadores e passam a se reconhecer como sujeitos capazes de produzir conhecimento, cultura, solidariedade e transformação social.

A experiência do Centro de Cultura Social — que continua realizando em 2026 debates, feiras, grupos de estudo, atividades de pedagogia libertária, teatro, festas e projetos gráficos — demonstra que essa combinação entre cultura e organização não é uma fantasia histórica.

A pergunta que fica para os sindicatos contemporâneos é, portanto, menos “como conseguir mais associados?” e mais:

“Que tipo de sindicato precisamos construir para que os trabalhadores tenham vontade de pertencer a ele?”

Talvez a resposta esteja, em parte, escondida nos jornais, bibliotecas, escolas, teatros e centros de cultura que o movimento operário brasileiro construiu há mais de cem anos.

Resgatar essa memória não significa olhar para trás. Significa recuperar ferramentas para construir o futuro do trabalho.

Bibliografia

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FÓSCOLO, Avelino. O Semeador. In: VARGAS, Maria Thereza (org.). Antologia do Teatro Anarquista. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

HIPÓLIDE, Eduardo Gramani. O teatro anarquista como prática social do movimento libertário (São Paulo e Rio de Janeiro – de 1901 a 1922). 2012. Dissertação (Mestrado em História) — Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012.

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SPAGNOLO, Marino. A Bandeira Proletária. In: VARGAS, Maria Thereza (org.). Antologia do Teatro Anarquista. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

VARGAS, Maria Thereza (org.). Antologia do Teatro Anarquista. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

A LANTERNA. São Paulo. Periódico anticlerical e anarquista.

A PLEBE. São Paulo. Periódico anarquista e operário.

A TERRA LIVRE. Rio de Janeiro/São Paulo. Periódico anarquista e operário.


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