quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Sucesso de cineclubes prova que público ainda ama a experiência coletiva Em tempos de streaming, espectadores, diretores e críticos se reúnem para conversas que começam quando os créditos sobem

   



O cineclubismo ressurge no Rio de Janeiro como uma alternativa à experiência solitária do streaming, destacando o valor do debate coletivo após as sessões. 

O Manouche, um clube cultural intimista com atmosfera de cabaré localizado no subsolo da Casa Camolese, no Jardim Botânico, consolida-se como um polo dessa resistência cultural. 

Com capacidade para cerca de 90 pessoas, o espaço integra o charme do jazz cigano europeu à sua multiprogramação de shows e teatro, servindo como o cenário ideal para o CineManouche, onde o público se reúne para exibições e conversas com criadores. 

Mais informações estão disponíveis na reportagem da Veja Rio sobre o CineManouche.  AQUI 

E abaixo o texto sobre o CineManouche produzido com IA Gemini

Resistência na Tela: CineManouche Resgata Tradição dos Cineclubes de Rua no Rio
Em meio ao isolamento do streaming, projeto mensal e gratuito no Jardim Botânico reocupa o subsolo da Casa Camolese para devolver ao cinema o seu caráter coletivo, político e debatedor.
Nos últimos anos, a massificação das plataformas de streaming transformou o consumo audiovisual em uma atividade predominantemente doméstica e individual. Indo na contramão desse isolamento tecnológico, o CineManouche surge no cenário cultural carioca como um movimento de resistência. O projeto, que promove sessões mensais e gratuitas no Jardim Botânico, busca devolver ao cinema o seu caráter mais primordial: o de experiência coletiva, social e debatedora.
A iniciativa marca também o retorno de um modelo que foi pilar da formação intelectual da cidade. O Rio de Janeiro possui uma histórica e vigorosa tradição cineclubista que remonta a meados do século XX. Nas décadas de 1950 a 1980, espaços icônicos como o Cineclube do Museu de Arte Moderna (MAM), o Cineclube Glauber Rocha e o do Sindicato dos Jornalistas não eram apenas locais de exibição; funcionavam como verdadeiros centros de resistência política, efervescência cultural e formação de novos realizadores durante períodos de censura.
Ao reocupar a noite carioca com exibições seguidas de debates, iniciativas contemporâneas como o CineManouche bebem dessa mesma fonte histórica, provando que a necessidade de discutir a sociedade através da imagem projetada na parede continua urgente.
"O streaming trouxe um acesso maravilhoso ao cinema, mas nos tirou o ritual. O CineManouche nasce do desejo de recuperar a sala escura como um espaço de encontro real, onde as pessoas se olham, reagem juntas à mesma cena e continuam ali para pensar o filme coletivamente", afirma a atriz e produtora Flora Camolese, idealizadora do projeto. "Historicamente, o Rio de Janeiro sempre pensou a sua realidade através do cinema de rua e dos cineclubes. Queremos que esse subsolo seja um espaço vivo de debate, principalmente para o nosso cinema nacional."
Idealizado por Flora, o evento ocupa o subsolo da Casa Camolese sempre na primeira quinta-feira de cada mês. A dinâmica é rigorosa e bem estruturada para garantir a qualidade da imersão: as portas se abrem às 18h30 para a distribuição de senhas, a projeção começa pontualmente às 19h30 e, logo após os créditos, abre-se um debate de até uma hora mediado pela idealizadora.
Foco no Cinema Nacional Contemporâneo
A linha curatorial do CineManouche assume um compromisso claro com o cinema brasileiro independente, priorizando narrativas contemporâneas e produções assinadas por realizadoras mulheres. A sessão de estreia, realizada em agosto de 2026, exibiu o longa "Sem Coração", trazendo para o debate pós-filme a diretora Nara Normande e a montadora Juliana Munhoz. Para a próxima edição, o cineclube mantém o foco na produção nacional de prestígio com a exibição de "Malu", longa dirigido por Pedro Freire que circulou por grandes festivais internacionais.
O ambiente escolhido para as sessões também ajuda a desmistificar a rigidez das salas comerciais. O subsolo da Casa Camolese — onde opera o Clube Manouche — ostenta uma atmosfera inspirada nos antigos cabarés e clubes de jazz, com iluminação avermelhada acolhedora e excelente isolamento acústico. Como o espaço conta com serviço de bar, o público pode consumir drinques, petiscos e cervejas artesanais produzidas no próprio complexo ao longo de toda a noite.
Sendo um evento gratuito e de forte apelo cultural, a lotação da sala (que possui capacidade limitada) é o principal desafio para os frequentadores. A recomendação dos organizadores é chegar exatamente no horário de abertura da bilheteria para garantir o acesso.
Serviço
  • Local: Rua Jardim Botânico, 983 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro (Subsolo da Casa Camolese).
  • Quando: Primeira quinta-feira de cada mês.
  • Ingressos: Gratuitos, retirados presencialmente a partir das 18h30 no dia do evento.


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