quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Entre promessas e políticas de Estado: o que o programa de Fábio Mitidieri responde — e o que ainda falta responder na cultura de Sergipe

 Por Zezito de Oliveira

Análise compara propostas de Fábio Mitidieri para a cultura com diagnósticos publicados pelo Blog da Cultura

As propostas do governador e candidato à reeleição Fábio Mitidieri para a área da cultura apresentam convergências com demandas que vêm sendo apontadas pelo setor cultural sergipano, como interiorização, financiamento, preservação do patrimônio e valorização dos equipamentos culturais. Ao confrontar o programa do candidato com análises publicadas pelo Blog da Cultura antes e durante sua gestão, a pesquisa identifica avanços e pontos de aproximação, mas também desafios ainda sem resposta clara, especialmente nas áreas de participação social, transparência, fortalecimento dos Pontos de Cultura e construção de mecanismos permanentes de financiamento e governança cultural. 

  

Minha resposta foi elaborada a partir da análise do Programa de Governo de Sergipe 2027-2030, especificamente do eixo "Cultura e Sergipanidade". O programa de cultura do candidato Fábio Mitidieri apresenta uma abordagem abrangente, com foco em democratização do acesso, valorização das tradições e fortalecimento da economia criativa. Abaixo, detalho os principais compromissos e ações previstos:

1. Cultura Viva

Fortalecimento da política estadual de cultura: Ampliação dos mecanismos de financiamento e fomento, com destaque para a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, assegurando recursos permanentes para o setor.

Interiorização das ações culturais: Garantia de acesso equitativo às políticas públicas em todas as regiões do estado.

Valorização do patrimônio cultural material e imaterial: Foco nas culturas populares, afro-brasileiras, tradicionais e na produção audiovisual.

Criação do Centro Estadual de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural.

Gestão dos equipamentos culturais: Parcerias privadas e/ou com organizações da sociedade civil, simplificação do acesso aos editais e investimento na formação de gestores e agentes culturais.

Educação patrimonial: Consolidação da cultura como instrumento de inclusão social, preservação da identidade sergipana e fortalecimento da economia criativa.

2. Eventos que Movem Sergipe

Implantação do Circuito de Eventos Regionais: Rede permanente de eventos culturais, turísticos e de entretenimento nas 8 regiões do Estado, com calendário integrado entre Estado e municípios.

Descentralização e interiorização dos investimentos em cultura e turismo: Fortalecimento da identidade sergipana e ampliação do fluxo turístico.

Fortalecimento de eventos âncora: Como Arraiá do Povo, Verão Sergipe e vilas temáticas (Páscoa, Crianças, Natal), já consolidados como marcas institucionais.

Integração entre cultura, turismo, esporte, lazer e economia criativa: Redução das desigualdades regionais e consolidação de Sergipe como referência nacional em gestão de eventos públicos e valorização cultural.

3. Patrimônio que Inspira

Programa Viva-SE: Fortalecimento e ampliação da infraestrutura cultural, incluindo museus, teatros, bibliotecas e memoriais regionais.

Projetos de destaque: Museu e Largo da Gente Sergipana, Mirante Santo Antônio, Pinacoteca de Sergipe, Museu Histórico em São Cristóvão, Palácio Museu Olímpio Campos, Biblioteca Pública Epiphânio Dória, Museu do Forró, Memorial dos Náufragos, modernização dos teatros Tobias Barreto, Atheneu e Lourival Baptista, entre outros.

Exemplo de implementação:

Um artista do interior poderá acessar editais simplificados para financiamento de projetos culturais, participar de eventos regionais integrados ao calendário estadual e contar com espaços culturais modernizados para exposições e apresentações.

Resumo: O programa de cultura do candidato propõe democratizar o acesso, valorizar a identidade sergipana, investir em infraestrutura e eventos, fortalecer o patrimônio e fomentar a economia criativa, tornando a cultura um vetor de inclusão social e desenvolvimento econômico em Sergipe.


Há bastante convergência no diagnóstico e nas palavras-chave — interiorização, patrimônio, financiamento, economia criativa, integração com turismo e equipamentos culturais —, mas existe uma diferença importante entre a cultura apresentada como programa eleitoral e a cultura defendida pelo blog como política pública de Estado, sobretudo em participação social, institucionalização, transparência e mecanismos permanentes de financiamento.

Fiz a comparação considerando não apenas o texto de 2022 sobre as propostas de Mitidieri, mas também as avaliações posteriores do próprio blog sobre a gestão iniciada em 2023.

1. Fortalecimento da política estadual de cultura

Proposta:
O programa promete ampliar financiamento e fomento, criar/fortalecer mecanismos permanentes e dar destaque à Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

O que o blog já apontava:
Em 2022, ao analisar as propostas dos candidatos, o blog reconhecia que Mitidieri falava em fortalecimento do financiamento cultural, utilização de recursos estaduais, Funcart, Loteria, Lei Aldir Blanc 2, retorno da Secretaria de Cultura e fortalecimento da Fundação Aperipê.

Posteriormente, o blog reconheceu avanços institucionais da gestão, especialmente a criação da Secretaria Especial de Cultura, a Lei dos Mestres – Patrimônio Vivo e a aproximação com o Sistema Nacional de Cultura. Também considerou a PNAB um instrumento importante por criar uma fonte de recursos federais continuados.

Mas há uma diferença crucial: o blog insiste que financiamento não é apenas disponibilizar dinheiro para editais. É necessário construir política de Estado, com planejamento, orçamento, participação e continuidade.

Nesse aspecto, a proposta de Mitidieri ainda parece mais genérica do que a agenda defendida pelo blog.


2. Interiorização

Aqui há forte convergência.

O programa fala em:

“Garantia de acesso equitativo às políticas públicas em todas as regiões do estado.”

E também propõe o Circuito de Eventos Regionais.

Isso dialoga diretamente com uma preocupação antiga do blog: a necessidade de superar a concentração da política cultural em Aracaju e levar recursos, formação, equipamentos e oportunidades ao interior.

Em 2023, inclusive, a então presidente da FUNCAP, Antônia Amorosa, afirmou que o interior deveria ser tratado como um grande espaço de possibilidades e como um “tesouro cultural” a ser descoberto, investido e valorizado. A gestão relatava a realização de oitivas e capacitações regionais para execução da Lei Paulo Gustavo.

A diferença está no conceito de interiorização.

Para o programa eleitoral, ela aparece principalmente como:

eventos + editais + turismo + circulação.

Para as análises do blog, deveria envolver também:

formação + participação social + Pontos de Cultura + equipamentos + agentes culturais locais + autonomia dos municípios + acesso permanente aos recursos.

Essa distinção é importante.


3. Cultura Viva e Pontos de Cultura

Aqui aparece uma das maiores lacunas da proposta apresentada.

O próprio título “Cultura Viva” sugere uma aproximação com a política nacional dos Pontos de Cultura. Entretanto, no texto do programa, não aparece claramente uma política estruturada para a Rede de Pontos de Cultura de Sergipe.

E isso é especialmente significativo porque o blog publicou, em 2025, uma análise bastante crítica sobre a situação dessa rede. Segundo o texto, Sergipe passou anos com uma presença limitada dos Pontos de Cultura e chegou a 2025 com grande déficit institucional no campo das políticas culturais. O artigo registra, inclusive, dificuldades na retomada da Rede Sergipe de Pontos de Cultura.

Portanto:

TemaPrograma de MitidieriCrítica/agenda do blog
Cultura Vivaaparece como eixodeveria significar política de base comunitária
Pontos de Culturapouco explícitosquestão estratégica
Interiorizaçãoforteforte
Participação comunitáriapouco detalhadacentral
Redes culturaispouco detalhadasimportantes
Continuidadeprometida genericamenteinstitucionalização é fundamental

Esse seria um ponto que mereceria ser cobrado do candidato: o que exatamente significa “Cultura Viva” no programa? Quantos Pontos de Cultura? Qual orçamento? Qual política de reconhecimento e fomento? Qual participação da sociedade?


4. Patrimônio cultural

Aqui a convergência é muito grande.

O programa promete:

  • valorização do patrimônio material e imaterial;
  • culturas populares;
  • culturas afro-brasileiras;
  • culturas tradicionais;
  • audiovisual;
  • Centro Estadual de Conservação e Restauro;
  • educação patrimonial.

O blog também trata patrimônio, memória e identidade sergipana como componentes fundamentais da política cultural.

Em 2023, por exemplo, a gestão da FUNCAP relatava levantamento dos bens tombados, inventário patrimonial e preocupação com planejamento estratégico de preservação. Também havia previsão de ações específicas para museus.

Além disso, a análise mais recente do blog sobre a “Cultura de Mitidieri” reconhece justamente a Lei dos Mestres – Patrimônio Vivo da Nossa Cultura como uma mudança importante.

Aqui o programa parece ter incorporado uma demanda que já estava presente no debate cultural sergipano.


5. Equipamentos culturais

O eixo “Patrimônio que Inspira” é talvez o que mais se aproxima das preocupações práticas levantadas pelo blog.

O programa enumera:

  • museus;
  • teatros;
  • bibliotecas;
  • memoriais;
  • Pinacoteca;
  • Museu Histórico de São Cristóvão;
  • Biblioteca Epiphânio Dória;
  • Teatro Tobias Barreto;
  • Atheneu;
  • Lourival Baptista etc.

Em 2023, a própria gestão reconhecia que havia equipamentos que precisavam de manutenção, modernização, inventário e melhor utilização. A entrevista publicada pelo blog registra a preocupação com os teatros, museus, patrimônio e com a conclusão da recuperação do Lourival Batista.

Portanto, existe uma relação bastante direta entre problemas identificados pelo blog/gestores e soluções agora apresentadas no programa.

Mas novamente aparece uma pergunta:

modernizar o equipamento é suficiente?

O blog tende a trabalhar com uma concepção mais ampla: equipamento cultural não é apenas prédio reformado; é espaço público ocupado pela produção cultural sergipana.

Essa questão aparece claramente na entrevista de 2023, quando se defendia que os equipamentos deveriam ser mais ocupados pelos artistas sergipanos.


6. Eventos: aqui está provavelmente a maior diferença de ênfase

O programa dedica bastante espaço a:

  • Arraiá do Povo;
  • Verão Sergipe;
  • Páscoa;
  • Crianças;
  • Natal;
  • Circuito de Eventos Regionais;
  • integração cultura/turismo/esporte/lazer.

Isso está absolutamente alinhado com uma característica da gestão Mitidieri que o próprio blog registrou desde 2023: a forte aposta na política de grandes eventos.

A então presidente da FUNCAP defendia explicitamente a articulação entre cultura, turismo e entretenimento e apresentava o São João como instrumento de valorização da identidade e da economia criativa.

Porém, o blog também publicou críticas à dimensão dessa política.

Em 2026, por exemplo, questionou a fragmentação dos festejos juninos entre governo estadual e Prefeitura de Aracaju e argumentou que a disputa entre grandes eventos poderia diminuir a visibilidade nacional do São João sergipano.

E já em 2023 o blog registrava críticas sobre diferenças no apoio estadual a eventos municipais, relacionando o patrocínio a questões políticas e à relação entre governo e prefeituras.

Assim, há uma diferença conceitual:

Programa:

eventos culturais = turismo + economia + identidade + desenvolvimento regional.

Crítica do blog:

eventos são importantes, mas não podem ocupar o lugar de uma política cultural permanente.

Essa talvez seja a principal questão de fundo.


7. Participação social: a principal ausência

Este é, na minha leitura, o ponto mais importante da comparação.

O programa fala em:

  • simplificação dos editais;
  • formação de gestores;
  • parcerias com organizações da sociedade civil.

Mas fala pouco — ou nada — sobre:

  • democratização dos conselhos;
  • eleições diretas dos representantes da sociedade civil;
  • conferências de cultura;
  • participação dos segmentos artísticos na formulação das políticas;
  • controle social;
  • transparência na definição das prioridades.

E isso contrasta fortemente com a tradição de análise do Blog da Cultura.

Em texto recente, publicado em 25 de agosto de 2026, o blog questionou diretamente a estrutura do Conselho Estadual de Cultura e perguntou se Mitidieri pretende revisar a Lei nº 8.775/2020 para democratizar a escolha dos representantes da sociedade civil, mediante eleições por segmentos e territórios.

Esse ponto é fundamental porque mostra que a agenda crítica atual do blog vai além de dinheiro, eventos e equipamentos.

Ela questiona quem decide a política cultural.


8. Transparência e execução dos recursos

Também existe uma diferença significativa entre prometer financiamento e garantir uma boa execução.

Em 2024, o blog publicou denúncias e manifestações de trabalhadores da cultura sobre problemas na execução dos editais da Lei Paulo Gustavo pela FUNCAP, mencionando reclamações de falta de transparência, morosidade e alterações de cronograma.

Isso é particularmente relevante para a promessa atual de:

“simplificação do acesso aos editais”.

Simplificar o edital é apenas uma parte da solução.

O problema apontado pelo setor envolve todo o ciclo:

edital → inscrição → avaliação → resultado → recurso → pagamento → execução → prestação de contas.

Portanto, uma análise crítica da proposta deveria perguntar:

  • Quanto tempo levará entre inscrição e pagamento?
  • Como serão escolhidas as comissões?
  • Haverá critérios públicos?
  • Como será feito o acompanhamento?
  • Os resultados serão publicados em formato acessível?
  • Haverá calendário anual de editais?
  • Como evitar concentração dos recursos nos mesmos grupos?

9. Conselho Estadual de Cultura e democracia cultural

Esse ponto merece uma seção própria porque não aparece adequadamente no programa que você trouxe.

O blog tem desenvolvido uma crítica bastante específica sobre o funcionamento dos conselhos de cultura em Sergipe. Em janeiro de 2026, publicou um diagnóstico sobre avanços, limites e gargalos dos conselhos estadual e municipais.

E, mais recentemente, voltou ao tema para questionar diretamente os candidatos à reeleição.

Ou seja, existe uma espécie de “agenda invisível” do debate cultural sergipano:

Não basta o governo fazer cultura; é necessário construir institucionalmente uma política cultural democrática.

Essa dimensão está muito menos presente no programa apresentado.


10. Uma síntese comparativa

Eu resumiria assim:

DimensãoProposta MitidieriBlog da CulturaGrau de convergência
Financiamento culturalForteForte🟢 Alto
InteriorizaçãoForteForte🟢 Alto
PatrimônioForteForte🟢 Alto
Equipamentos culturaisForteForte🟢 Alto
Cultura popularForteForte🟢 Alto
Economia criativaFortePresente🟢 Alto
Cultura + turismoMuito fortePresente, mas com ressalvas🟡 Médio/alto
Grandes eventosMuito forteReconhece importância, mas critica excessos🟡 Médio
Pontos de Cultura/Cultura VivaGenéricoQuestão estratégica🔴 Baixo
Conselhos de CulturaQuase ausenteQuestão central🔴 Baixo
Participação socialPouco detalhadaFundamental🔴 Baixo
TransparênciaPouco detalhadaReivindicação recorrente🔴 Baixo
Plano/planejamento de longo prazoGenéricoFundamental🟡 Médio
Democratização dos editaisPrometidaProblema recorrente apontado🟡 Médio
Controle socialNão detalhadoFundamental🔴 Baixo

A questão central

A proposta de Mitidieri parece ter absorvido várias reivindicações históricas do campo cultural sergipano, especialmente:

interiorização + patrimônio + equipamentos + financiamento + economia criativa + turismo + valorização das manifestações populares.

Isso não é pouca coisa.

Inclusive, o próprio Blog da Cultura, em sua avaliação de 2025, reconheceu mudanças positivas na institucionalidade cultural durante a gestão Mitidieri, citando a Secretaria Especial de Cultura, a Lei dos Mestres e a integração com o Turismo e a Economia Criativa.

Mas as análises do blog também permitem fazer uma crítica mais profunda ao programa:

Ele parece ser mais forte naquilo que o Estado pretende fazer pela cultura do que na definição de como a sociedade cultural participará das decisões sobre o que o Estado deve fazer.

Essa é uma diferença importante.

O programa apresenta uma política de oferta:

mais eventos + mais equipamentos + mais editais + mais patrimônio + mais turismo.

O Blog da Cultura reivindica também uma política de participação e governança:

conselhos democráticos + participação social + transparência + planejamento + Pontos de Cultura + descentralização dos recursos + controle social.

E essa segunda dimensão praticamente não aparece no texto que você trouxe.

Portanto, a pergunta mais forte a ser feita ao programa não seria simplesmente “quanto será investido em cultura?”

Seria:

“Quem vai decidir onde e como esses recursos serão aplicados?”

E, a partir daí, outras perguntas ficam inevitáveis:

  1. Haverá eleições diretas para representantes da sociedade civil no Conselho Estadual de Cultura?
  2. O governo pretende revisar a legislação do Conselho?
  3. Qual será a política estadual para os Pontos de Cultura?
  4. Haverá um calendário permanente de editais?
  5. Qual será o orçamento estadual próprio para cultura, além da PNAB e de outras transferências federais?
  6. A Lei Estadual de Incentivo à Cultura será efetivamente criada/regulamentada e com quais fontes de recursos?
  7. Como serão democratizados os equipamentos culturais?
  8. Qual será a política para artistas e produtores do interior, além da realização de grandes eventos?
  9. Como serão garantidas transparência e rapidez nos editais?
  10. Qual será o papel das conferências, fóruns, conselhos e organizações da sociedade civil na formulação da política?

Em outras palavras: o programa é bastante convergente com o diagnóstico do Blog da Cultura no “o quê”, mas ainda é muito menos claro no “como”, no “quanto”, no “quem decide” e no “como a sociedade fiscaliza”.

E essa diferença é justamente onde uma análise crítica das propostas de Mitidieri pode ficar mais interessante e menos partidária: reconhecer que várias demandas históricas foram incorporadas ao discurso governamental, mas verificar se elas estão acompanhadas de mecanismos institucionais capazes de transformá-las em políticas culturais permanentes.

 

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Para a análise comparativa que fiz do programa de Fábio Mitidieri, utilizei principalmente estes textos do Blog da Cultura. Alguns serviram para comparar as propostas originais de 2022; outros, para confrontar as promessas com questões que surgiram durante a gestão.

1. Propostas dos candidatos ao Governo de Sergipe — 2022

É a referência principal para comparar o programa eleitoral de Mitidieri com aquilo que ele propunha originalmente para a cultura.

O texto registra que Mitidieri defendia economia criativa, fortalecimento do financiamento cultural, utilização de recursos estaduais como Loteria e Funcart, alinhamento com a Lei Aldir Blanc 2, retorno da Secretaria de Cultura, fortalecimento da Fundação Aperipê e integração entre cultura e turismo.

“A cultura não tem o lugar que merece nas propostas dos candidatos ao Governo de Sergipe” — Blog da Cultura


2. “A Cultura de Mitidieri” — 2026

Este foi provavelmente o texto mais importante para a comparação, porque faz uma avaliação da política cultural da gestão Mitidieri depois de alguns anos de governo.

O artigo aborda a criação da Secretaria Especial de Cultura, a Lei dos Mestres – Patrimônio Vivo da Nossa Cultura, o alinhamento ao Sistema Nacional de Cultura e a execução da PNAB. Ao mesmo tempo, levanta questões sobre o Plano Estadual de Cultura, legislação patrimonial, Fundo Estadual de Fomento à Cultura, Conselho Estadual de Cultura, participação social e necessidade de uma política cultural de longo prazo.

“A Cultura de Mitidieri. Por Pascoal Maynard” — Blog da Cultura


3. Entrevista com Antônia Amorosa sobre a gestão cultural — 2023

Usei esse material para verificar como algumas das propostas do programa de Mitidieri estavam sendo traduzidas em ações no início do governo.

A entrevista trata de interiorização, equipamentos culturais, Lei Paulo Gustavo, calendário de eventos, relação entre cultura e turismo, São João, ocupação dos equipamentos pelos artistas sergipanos e orçamento da Funcap.

“Antônia Amorosa: O País do Forró precisa ocupar seu lugar de direito” — Blog da Cultura


4. Problemas na gestão dos editais da Lei Paulo Gustavo — 2024

Este texto foi utilizado para fazer a distinção entre a promessa de financiamento e democratização dos editais e os problemas concretos de execução apontados pelo setor cultural.

O artigo registra questionamentos dos coletivos sobre resultados preliminares, erros nas planilhas de avaliação, informações sobre a empresa contratada e transparência do processo.

“Por que tantos problemas com a gestão dos editais Lei Paulo Gustavo em Sergipe?” — Blog da Cultura


5. Cobrança por transparência nos editais da LPG — 2024

Complementa o texto anterior. Os coletivos cobravam informações sobre cronogramas e resultados dos editais da Lei Paulo Gustavo administrados pela Funcap. Foi importante para a análise do ponto “simplificação dos editais + transparência + capacidade de execução”.

“Pela transparência na divulgação dos editais LPG geridos pela FUNCAP” — Blog da Cultura


6. “A corrida de obstáculos dos fazedores de cultura...” — 2024

Utilizei este texto para reforçar a questão da capacidade institucional dos órgãos culturais para executar políticas de financiamento.

O artigo relata dificuldades enfrentadas por produtores culturais no acesso aos recursos e chama atenção para a necessidade de qualificação e estrutura dos órgãos públicos.

“A corrida de obstáculos dos fazedores de cultura para acessar os recursos da Lei Paulo Gustavo” — Blog da Cultura


7. Formação e qualificação de agentes culturais — 2024

Esse texto foi útil para a questão da formação dos agentes culturais, especialmente porque o programa de Mitidieri fala em capacitação de gestores e agentes.

O Blog registra uma experiência de formação voltada a agentes culturais de comunidades periféricas, com conteúdos sobre associações, MROSC, Lei Rouanet, Paulo Gustavo, Aldir Blanc e elaboração de projetos.

“Centro Dom José Brandão de Castro realiza oficina de formação e qualificação cultural...” — Blog da Cultura


8. Audiovisual e interiorização — 2024

Também considerei este texto para relacionar as propostas de valorização do audiovisual e das culturas afro-brasileiras e tradicionais com experiências concretas apoiadas por recursos públicos.

O artigo mostra uma experiência de mostra audiovisual realizada em Aracaju e Laranjeiras, articulando cinema, educação, antirracismo, memória e interiorização.

“Alguns frutos da Lei Paulo Gustavo em Sergipe” — Blog da Cultura


9. Participação social e conselhos de cultura — 2024

Embora não seja exclusivamente sobre Mitidieri, esse texto foi importante para a análise da democracia cultural, especialmente a questão de como a sociedade civil participa das decisões sobre política cultural.

O artigo questiona a nomeação de conselheiros sem eleição ou consulta pública e defende uma composição democrática e participativa dos conselhos de cultura.

“Nota de Esclarecimento sobre o descumprimento do Marco Regulatório Nacional da Cultura...” — Blog da Cultura


Em resumo

Os dois textos fundamentais para a comparação com o programa de Mitidieri são:

  1. “A cultura não tem o lugar que merece nas propostas dos candidatos ao Governo de Sergipe” (2022)
  2. “A Cultura de Mitidieri” (2026)

O primeiro permite fazer a comparação “o que Mitidieri prometeu”; o segundo permite fazer a comparação “o que foi realizado, quais avanços ocorreram e quais problemas estruturais continuam”. Os demais textos ajudam a aprofundar temas específicos — interiorização, eventos, financiamento, editais, audiovisual, formação, transparência e participação social.

Leia também:

Eleições 2026: veja propostas de Fábio para o governo de Sergipe

Com 34 páginas, o documento oficial lista os objetivos que o candidato pretende alcançar caso seja eleito governador.

https://g1.globo.com/se/sergipe/eleicoes/2026/noticia/2026/08/25/eleicoes-2026-veja-propostas-de-fabio-para-o-governo-de-sergipe.ghtml

Clique em propostas nesse link e baixe o programa completo.

https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/NORDESTE/SE/20322002026/260002542491/2026/SE


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