O cinema brasileiro se constitui, no dia de hoje, como um dos instrumentos mais importantes no combate ao obscurantismo, ao preconceito, às campanhas de ódio e de desinformação, ao negacionismo histórico, às notícias falsas e etc.
Se depender de nossos realizadores nessa seara, a produção não faltará e " ondas do medo não vão soar, fúria e amargura não vão se impor e frases de ódio não vão vingar", como na canção "Lua Cheia" da banda 5 a seco.
Mas, para garantir o incentivo para que mais produções sejam realizadas, assistidas e discutidas, precisamos encher as salas de exibição. Nesse sentido, o Blog da Cultura tem dado a sua contribuição, e você que nos lê pode fazer o mesmo. Sabemos que muitos já fazem, mas não custa reforçar a necessidade de compartilharmos as postagens de diversos tipos e de diversas fontes sobre os filmes, frequentar as sessões sempre que possível, convidar outras pessoas e incentivar com carona e/ou presenteando com um ingresso.
Enfim, se "qualquer maneira de amor vale a pena", como canta Milton Nascimento, Gal Costa, Criolo...., e se "na luta de classe vale pedras, noites e poesia", como escreveu Leminski, precisamos nos valer também do cinema para barrar o crescimento da extrema direita e da direita fisiológica. Assim, a bola da vez nessa semana em Aracaju é a estreia de "Nem Tudo é Paz e Amor". E quem não assistiu "Anistia 79" tem mais uma oportunidade.
Em outras cidades, consultem os meios informativos especializados no assunto, além dos canais de divulgação dos cinemas de rua e/ou de arte, quando houver.
No caso de quem mora em cidades onde não há cinema, pode-se recorrer ao streaming ou aos cineclubes, este último precisa receber mais incentivo de parlamentares e governos progressistas. O ICL bem que pode ver como comprar os direitos de exibição para muitos desses filmes. O streaming público Tela Brasil, idem — evidentemente, com a reeleição do presidente Lula. A mostra "Difusão Cinema e Direitos Humanos" poderia, durante os dois primeiros anos do governo Lula 4, realizar uma programação somente com a temática "Brasil e a memória da resistência e das lutas pela democracia".
domingo, 23 de agosto de 2026
Como "Anistia 79" reavivou minhas lembranças da democracia e da esperança. Por Zezito de Oliveira
Ao assistir "Anistia 79", da diretora Anita Leandro, que grande alegria rever nomes conhecidos da luta pela anistia e pelas liberdades democráticas, tanto nas bases da sociedade como nas instâncias do poder.
terça-feira, 21 de julho de 2026
Conheça ‘Nem Tudo é Paz e Amor’, documentário com relatos de filhos da contracultura
Documentário de Betão Aguiar conta com nomes como Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção



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