quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Bad Bunny libera música para campanha de Lula sobre soberania nacional

 



A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma nova peça eleitoral com uma versão adaptada da música Lo Que Le Pasó a Hawaii, de Bad Bunny, do álbum Débi Tirar Más Fotos, vencedor do Grammy. Segundo a campanha, a equipe do artista porto-riquenho confirmou a autorização para o uso da música.

O vídeo reforça o discurso de soberania nacional adotado por Lula e serve como forma de contrapor as tentativas de interferência do governo de Donald Trump no Brasil, assim como seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro.

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A propaganda começa com uma narração do ator Wagner Moura sobre a origem do sobrenome Silva. “Quando os portugueses chegaram, em 1500, encontraram a selva. Selva em latim é Silva”, afirma. Antes da música iniciar, ele continua: “Quem nascia aqui, para eles, era ‘da selva’. O povo brasileiro sempre foi ‘da Silva'”.

“Querem tomar o rio, e também a praia, querem as terras raras, querem que a gente saia. Não largue a bandeira, não esqueça o que vivi, não quero que façam contigo, o que fazem por aí”, diz outro trecho da campanha.

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A peça eleitoral também mostra imagens de bolsonaristas carregando bandeiras dos Estados Unidos, além de referências a medidas e declarações relacionadas ao governo Trump.

A música Lo Que Le Pasó a Hawaii compara a história do Havaí e os processos que afetaram Porto Rico, e alerta para a possibilidade de perda de identidade e de transformação da ilha diante da influência norte-americana.

O vídeo termina com uma declaração de Lula: “O Brasil tem um único dono: o povo brasileiro”.

Bad Bunny, latinidade e trumpismo

O álbum Débi Tirar Más Fotos, do rapper porto-riquenho Bad Bunny, reivindicou a luta pela independência de Porto Rico, movimento que causou insatisfação por parte do governo dos Estados Unidos. Além disso, também utilizou sua obra para denunciar e conscientizar sobre assuntos culturais, políticos e sociais, e trouxe visibilidade para a ilha.

O cantor usou seu espaço midiático para denunciar as políticas trumpistas em relação à imigração. Nas últimas eleições presidenciais, em 2024, o rapper decidiu expressar seu apoio à candidatura de Kamala Harris como forma de repúdio a Donald Trump, que exibiu em um de seus comícios de campanha uma declaração do comediante Tony Hinchcliffe na qual este se refere a Porto Rico como “uma ilha de lixo flutuante”.

Já na sua última turnê, o cantor escolheu não realizar seus shows em solo norte-americano e disse que é “desnecessário”, sobretudo justificou preocupação pelas prisões que estão sendo realizadas pelo Serviço de Imigração Americano (ICE). Isso porque a maioria dos seus fãs são imigrantes que residem nos Estados Unidos.

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