Lula entre Chico Buarque e Paulinho da Viola CRÉDITO: RICARDO STUCKERT
FOI UMA AULA INESPERADA: ANIMAR O PÚBLICO COM ‘BANHO’ DE REALIDADE... | Cortes 247
Cultura com Lula
"Para que a gente transforme a Cultura totalmente perene, é preciso que a gente coloque na Constituição aquilo que a gente quer de cultura (...), para que se transforme ela numa política de Estado, ou seja, não pode mexer, não pode mudar a cada governo" - Lula
Declaração foi feita em encontro com personalidades como Chico Buarque, Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho na Fundição Progresso. Presidente busca ampliar mobilização em torno da candidatura à reeleição.
Por Raoni Alves, g1 Rio - 23/09/2026 20h16 Atualizado há 10 horas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, na noite desta quarta-feira (23), de um ato com artistas e representantes do setor cultural na Fundição Progresso, na Lapa, no Centro do Rio. O evento, parte da campanha à reeleição, ocorre a 11 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. No encontro, ele defendeu uma emenda constitucional para instituir a cultura como política de governo.
Foram ao evento lideranças políticas e personalidades da cultura como Chico Buarque, Marieta Severo, Paulinho da Viola, Lenine, Chico César, Mestre Ciça, Malu Mader, Tony Belotto, Cissa Guimarães, Leandro Vieira, Daniela Mercury e Fernanda Abreu.
Também participaram do ato a primeira-dama Janja; a ministra da Cultura, Margareth Menezes; a deputada federal Benedita da Silva (PT); a vereadora Mônica Benício (PSOL) e o prefeito Eduardo Cavaliere.
Por volta das 20h15, o candidato foi anunciado no palco. Em sua fala, ele defendeu a criação de uma emenda à Constituição para transformar a política cultural em uma política de Estado, e não de governo. Segundo Lula, a medida teria o objetivo de impedir que as políticas para o setor sejam alteradas ou descontinuadas a cada troca de presidente.
Lula afirmou que já havia tentado, ao final de seu segundo mandato, consolidar as políticas culturais implementadas durante os oito anos de governo. Segundo ele, a ideia era criar uma espécie de "CLT da Cultura", reunindo e dando continuidade às ações desenvolvidas naquele período.
"Para que a gente transforme a Cultura totalmente perene, é preciso que a gente coloque na Constituição aquilo que a gente quer de cultura", afirmou.
O presidente disse que uma mudança constitucional seria, na avaliação dele, a forma mais segura de garantir a continuidade das políticas culturais.
"A gente tem que saber como é que pode fazer uma emenda constitucional para que a gente pegue a centralidade da Cultura e transforme ela numa política de Estado, ou seja, não pode mexer, não pode mudar a cada governo", disse Lula.
Ele também pediu que deputados e senadores presentes ao evento discutam a possibilidade de apresentar uma proposta nesse sentido.
Atualmente, a Constituição já estabelece que o Estado deve garantir o exercício dos direitos culturais e apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais. O texto constitucional também prevê o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, e o Sistema Nacional de Cultura.
Na avaliação de Lula, porém, as estruturas existentes não seriam suficientes para impedir mudanças provocadas pela troca de governo. Ao falar sobre sua experiência na Presidência, ele criticou alterações feitas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
"O Bolsonaro destruiu o ministério não apenas da Cultura; ele destruiu o Ministério do Trabalho, ele destruiu o Ministério da Indústria e Comércio", afirmou.
Lula também defendeu a existência de ministérios voltados a diferentes segmentos sociais. Segundo o presidente, essas estruturas permitem a participação da sociedade na elaboração das políticas públicas.
"Os ministérios que a gente coloca como representação dos segmentos sociais é a coisa mais barata, é o que gasta menos e é o que dá mais lucro do ponto de vista político, porque é o que permite a participação da sociedade na elaboração das decisões políticas do governo."
A agenda desta quarta faz parte da estratégia da campanha de Lula de ampliar a mobilização em torno da candidatura à reeleição. O encontro ocorre um dia após a participação de Lula na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Na sexta-feira (25), Lula tem um encontro em São Paulo voltado à mobilização de outro setor, o de negócios. São esperados mais de 200 convidados entre banqueiros, empresários da indústria, do agronegócio e donos de grandes companhias do país.
"Nós vamos acabar com as 'Bets"
Lula também afirmou durante o ato que pretende "acabar com as bets", como são conhecidas as casas de apostas esportivas. Lula criticou o modelo de negócios e disse que as empresas usam dinheiro de apostadores, principalmente pessoas pobres, para financiar clubes de futebol.
O presidente também voltou a defender a regulamentação das plataformas digitais e afirmou que, se eleito, pretende impedir que crianças e adolescentes sejam vítimas de violência nesses ambientes.
Ao falar sobre as casas de apostas, Lula citou clubes brasileiros que conquistaram títulos mundiais antes da existência das bets.
"Eu vi um documento entregue pelos clubes de futebol que eu ainda não recebi, dizendo que se acabar com as BETs eu vou acabar com o futebol", afirmou, provocando risos na plateia.
Na sequência, Lula citou Santos, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Internacional e Grêmio e lembrou títulos mundiais conquistados por clubes brasileiros antes da expansão das apostas esportivas.
"Em 58 nós fomos campeões do mundo, em 62 nós fomos campeões do mundo, em 70 nós fomos tricampeões, em 94 nós fomos tetra e em 2002 fomos penta sem BETs!", disse, sob aplausos do público.
Lula também criticou o argumento de que as casas de apostas são importantes para financiar o futebol. Segundo ele, o dinheiro utilizado pelas empresas vem principalmente dos próprios torcedores.
"O torcedor pobre vai ao campo. Ele compra a camisa do time e paga pela propaganda que está lá. E ele compra a camisa para ele, para a mulher dele, para o filho dele. Ele está ajudando o clube", afirmou.
Em seguida, criticou diretamente o modelo das apostas esportivas.
"Agora chegam as 'bets', que não oferecem nenhum entretenimento para ninguém! Sabe, e ficam financiando os clubes com o quê? Com o dinheiro do pobre! É o pobre que joga, é o pobre que fica doente, é o pobre que se mata", disse.
Durante o evento Lula comparou seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no mesmo evento, na terça-feira (22).
"O importante do meu discurso na ONU não foi só o meu discurso, foi comparar o meu discurso com o discurso do Trump, é importante. Comparar o discurso de um presidente de um país em desenvolvimento e comparar com discurso presidente que começa dizendo eu tenho o maior exército do mundo, eu tenho maior Marinha do mundo, eu tenho maior bomba do mundo, eu sou o país mais forte do mundo", disse Lula.
Lula propõe inscrever política cultural na Constituição para tornar o financiamento permanente
Ato 'Cultura com Lula' reuniu lideranças políticas e personalidades de prestígio da cultura brasileira
23.set.2026 - 21:50 - Rio de Janeiro (RJ)
Juliana Passos
“Não tem nada melhor para abrir a cabeça do ser humano do que a cultura”, disse o presidente. Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) extinguiu o Ministério da Cultura, impactando a execução de políticas e fazedores culturais em todo o país.
O ato “Cultura com Lula” reuniu lideranças políticas e personalidades de prestígio da cultura brasileira, como Chico Buarque, Daniela Mercury e Zeca Pagodinho, e uma plateia lotada de militantes e apoiadores na Fundição Progresso, no centro do Rio.
Lula também destacou a construção de bibliotecas nos conjuntos do Minha Casa, Minha Vida como parte da estratégia de descentralização dos equipamentos culturais. A proposta busca levar esses espaços para mais perto das comunidades, especialmente para regiões afastadas dos centros das cidades, ampliando o acesso da população à leitura e às atividades culturais.
“Normalmente a biblioteca fica no centro de todas as cidades. Então, essas bibliotecas precisam estar onde o povo mora, nos bairros, para que todos tenham acesso.” Ele também destacou que os Pontos de Cultura passaram de 7 mil para 17 mil neste terceiro mandato. O presidente também prometeu ouvir a juventude para pensar a política de cultura.
A importância da valorização da cultura apareceu no discurso de Lula já na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22). Na ocasião, ao tratar da soberania e dos direitos digitais, em um mundo cada vez mais impactado por tecnologias de Inteligência Artificial, o presidente enfatizou que o país não tolerará modelos predatórios e ressaltou categoricamente a meta de “assegurar a justa remuneração de artistas, músicos e criadores de conteúdo audiovisual”.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou os principais avanços do Ministério da Cultura na descentralização dos recursos destinados ao setor. Com o repasse fundo a fundo, 99% dos municípios brasileiros passaram a receber recursos do Ministério da Cultura (MinC) para a realização de editais e ações na área da cultura.
“Chegamos a quase totalidade das cidades e 100% dos estados. Estamos acreditando aqui que a Política Nacional Aldir Blanc cumpriu também a sua função”, disse a ministra.
Menezes também destacou a ampliação da Lei Rouanet, de três mil para seis mil empresas cadastradas e sua expansão para além do Sudeste.
Desafios da pasta
O presidente Lula já possui uma lista de propostas para colocar em prática, em um quarto mandato, a partir das diretrizes aprovadas na 4ª Conferência Nacional de Cultura (CNC), realizada em Brasília em março de 2024.
Entre os principais encaminhamentos estão a necessidade de criação de um Sistema de Proteção Social para os Trabalhadores da Cultura, assegurando a atualização de cadastros profissionais (CNAE e CBO), aposentadoria especial e garantias contra a intermitência do setor.
Outra pauta colocada, e que teve avanços importantes desde a Conferência, foi a consolidação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), que passou a ser regulamentado e teve uma comissão de trabalho instituída.
Outra definição importante da Conferência foi a prioridade dada à reparação histórica e ações afirmativas com cotas para populações negras, indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, periferias e pessoas LGBT+.
Destacam-se ainda a ampliação da representatividade no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a aplicação do “Fator Amazônico”, para compensar especificidades logísticas e garantir equidade nos repasses para a região Norte e territórios de fronteira.
Além disso, o conjunto de resoluções propõe a atualização dos direitos autorais no ambiente virtual, com a regulação ética da Inteligência Artificial e a tributação de grandes plataformas digitais, garantindo a remuneração justa aos criadores e a proteção da propriedade intelectual humana.
LULA SE ENCONTROU COM ARTISTAS, QUE O APOIAM, E PROPÕE REVOLUÇÃO NAS PERIFERIAS
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o apoio de dezenas de artistas em um grande ato realizado na noite desta quarta-feira (23), na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, e apresentou como uma das prioridades de um eventual quarto mandato uma ampla transformação cultural das periferias brasileiras. O encontro, batizado de “Cultura com Lula”, reuniu cerca de cem representantes do setor cultural e ocorreu a 11 dias do primeiro turno das eleições presidenciais.
Entre os participantes estavam nomes de diferentes gerações e expressões da cultura brasileira, como Chico Buarque, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Daniela Mercury, Zélia Duncan, Lenine, Chico César, Fernanda Abreu, Malu Mader e Marieta Severo. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a primeira-dama Janja também participaram do encontro.
Cultura como política de Estado
Um dos principais compromissos apresentados por Lula foi a defesa de uma emenda constitucional para consolidar a cultura como política de Estado. A proposta busca assegurar a continuidade dos investimentos e programas culturais independentemente das mudanças de governo, reduzindo a vulnerabilidade do setor às oscilações políticas.
A ideia está associada à avaliação de Lula sobre o que ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro, período em que o Ministério da Cultura foi extinto e incorporado inicialmente ao Ministério da Cidadania. Para o presidente, a experiência demonstrou a necessidade de criar mecanismos permanentes de proteção às políticas culturais.
Lula também defendeu a descentralização dos investimentos. Em sua visão, teatros, cinemas, bibliotecas, centros culturais e oportunidades para criação artística não podem permanecer concentrados nas áreas mais ricas e centrais das grandes cidades.
A proposta é fazer da cultura um instrumento de transformação das periferias, permitindo que crianças e jovens tenham contato com diferentes formas de expressão artística e, ao mesmo tempo, criando condições para que talentos surgidos nas próprias comunidades possam produzir e circular.
Uma revolução cultural nas periferias
A concepção apresentada pelo presidente parte da ideia de que cultura não deve ser tratada como privilégio, mas como direito. Nesse sentido, ampliar o acesso à produção cultural significaria também fortalecer cidadania, pertencimento e reconhecimento social.
O projeto defendido no encontro busca inverter a lógica tradicional de concentração dos equipamentos culturais. Em vez de esperar que moradores das periferias se desloquem até os grandes centros para consumir cultura, o objetivo seria aproximar os investimentos públicos das comunidades e estimular a produção artística local.
A estratégia também procura ampliar a diversidade das manifestações culturais contempladas pelas políticas públicas, incorporando expressões produzidas nas periferias, no interior e em diferentes regiões do país.
Artistas entram na reta final da campanha
O encontro no Rio acontece em um momento de mobilização crescente do setor cultural em favor da reeleição de Lula. Nos últimos dias, artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Malu Mader, Sophie Charlotte, Xamã e Zélia Duncan participaram de manifestações públicas de apoio à candidatura do presidente.
Durante o ato na Fundição Progresso, Lula também relacionou cultura e democracia e convocou os artistas a participarem do debate público nesta reta final da eleição.
O presidente afirmou que o setor cultural desempenha papel relevante na defesa das liberdades democráticas e na resistência a projetos autoritários. Para Lula, artistas têm capacidade de dialogar com parcelas amplas da sociedade e contribuir para debates que ultrapassam a própria produção cultural.
Além das propostas estruturais para o setor, o encontro abordou outros temas da agenda nacional. Daniela Mercury, por exemplo, defendeu o fim das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets, proposta que também foi reiterada por Lula durante o evento.
Ao colocar a cultura no centro de sua agenda para um eventual novo mandato, Lula procura associar a reconstrução das políticas públicas do setor a uma ambição mais ampla: fazer da presença do Estado nas periferias não apenas uma resposta às carências sociais, mas também um caminho para ampliar oportunidades, criatividade, identidade e participação na vida cultural brasileira.
Tocar
Tocar, sempre é bom tocar
Transformar tudo em som
Tocar, sempre é bom tocar
Transformar tudo em som
Sou mensageiro
Sou do saco da farinha
Sou do largo da lapinha
Sou também do gantois
Toco pandeiro
Diplomado em agogô
Sou sino badalador
Meu negócio é tocar
Tocar, sempre é bom tocar
Transformar tudo em som
Tocar, sempre é bom tocar
Transformar tudo em som
Sou mensageiro
Sou do saco da farinha
Sou do largo da lapinha
Sou também do gantois
Toco pandeiro
Diplomado em agogô
Sou sino badalador
Meu negócio é tocar
Toco tambor
Toco pandeiro
Toco agogô
Pro mundo inteiro ouvir
Sou tocador
Toco, só toco amor
Sou sino badalador
Meu negócio é tocar [2x]
Tocar, sempre é bom tocar
Transformar tudo em som
Tocar, sempre é bom tocar
Transformar tudo em som
Sou mensageiro
Sou do saco da farinha
Sou do largo da lapinha
Sou também do gantois
Toco pandeiro
Diplomado em agogô
Sou sino badalador
Meu negócio é tocar
Toco tambor
Toco pandeiro
Toco agogô
Pro mundo inteiro ouvir
Sou tocador
Toco, só toco amor
Sou sino badalador
Meu negócio é tocar [4x]
Tocar, sempre é bom tocar
Transformar tudo em som
Tocar, sempre é bom tocar
Transformar tudo em som
compositores da letra "Tocar": CARLINHOS BROWN, ARY DIAS
Força da Imaginação
Dona Ivone Lara
Força da imaginação, vai lá
Além dos pés e do chão, chega lá,
O que a mão ainda não toca
Coração um dia alcança
Força da imaginação, vai lá
Força da imaginação, vai lá
Além dos pés e do chão, chega lá,
Coração um dia alcança
Força da Imaginação
Vai lá
Força da Imaginação
Vai lá
Quando um poeta compõe mais um samba
Ele funda outra cidade
Lamentando a sua dor ele faz felicidade
Força da imaginação
Na forma da melodia
Não escurece a razão
Ilumina o dia-a-dia
Força da imaginação, vai lá
além dos pés e do chão, chega lá,
o que a mão ainda não toca
Coração um dia alcança
Força da Imaginação
Vai lá
Força da Imaginação
Vai lá
Quando uma escola traz de lá do morro
O que no asfalto nem é sonho
Atravessa o coração um entusiasmo medonho
Força da imaginação
Se espalhando na avenida
Não pra animar a fraqueza
Mas pra dar mais vida à vida
(3x)
Força da imaginação, além dos pés e do chão
Chega lá, o que a mão ainda não toca
Coração um dia alcança
Força da Imaginação
Vai lá
Força da Imaginação
Vai lá
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Ponto de Cultura
Leci Brandão
Você se apropriou
Da nossa identidade
Você nos expulsou
Do centro da cidade
Você não publicou
Aquela entrevista
Você não revelou que sou protagonista
Só porque você tem poder
Acha que vai nos convencer
Estamos prontos pra valer
A nossa força é o saber
Só porque você tem poder
Acha que vai nos convencer
Estamos prontos pra valer
A nossa força é o saber
Tem hip-hop na comunidade
Tem grafiteiro com dignidade
O teatro é realidade
Também tem literatura
Dançadeira a sua vaidade
Capoeira toda liberdade
A bandeira da sinceridade
Salve o ponto de cultura
Tem hip-hop na comunidade
Tem grafiteiro com dignidade
O teatro é realidade
Também tem literatura
Dançadeira a sua vaidade
Capoeira toda liberdade
A bandeira da sinceridade
Salve o ponto de cultura
Só porque você tem poder
Acha que vai nos convencer
Estamos prontos pra valer
A nossa força é o saber
Só porque você tem poder
Acha que vai nos convencer
Estamos prontos pra valer
A nossa força é o saber
Todo Mundo Nasce Artista
Aíla
Todo mundo nasce artista
Depois vem a repressão
Não faz arte - diz a tia
Vê se deixa de invenção!
Todo mundo nasce artista
Depois vem a castração
E o artista que há em nós
Vai do quarto pro porão
Todo mundo nasce artista
Depois vem a podação
E a vida fica triste
Sem arte, sem emoção
Todo mundo nasce artista
Depois vem a piração
Alcoolismo, suicídio
Doença mental, depressão
E essa doença tem cura
Existe uma salvação
Faça arte! Faça arte!
Mesmo que sua mãe diga que não
Mas vamos falar de Luís Gonzaga
Vamos cantar Mestre Baracho
Lia de lá, Lia de cá
Vamos botar os pés na água
Beyoncé é maravilhosa!
Mas vamos cantar o que é de casa
Vamos saudar as caboclas
Cantar raiz dá liberdade
De entender o seu país
Deixar fluir distintos arrebóis
Mas volta à casa e então tu ouvirás
O som da tua terra consegue te fazer vibrar
E celebrar Gilberto Gil
Sim, respeitar o que é de longe
Mas colher o que plantar aqui
E saravá nosso tambor
Ouvir os sons que vêm da mata
chorus
verse
chorus
A gente anda inseguro
Construindo muros no chão
Arquitetando no escuro nossa direção
Viver de esperança cansa, eu sei
A nossa crença se abalou
Mas frases de ódio não vão vingar
Chega pra cá pra falar de amor
A gente tá no dia a dia
E às vezes a alegria não tá
Vivendo sem ter companhia ninguém vai chegar
O mundo anda reclamando demais
A fé na vida não firmou
Mas ondas do medo não vão soar
Fúria e amargura não vão se impor
Deixa a tristeza pra lá
Vem cá, a lua tá cheia
Vamos contar histórias
Falar de coisa boa
Vem cá, olhar para as estrelas
Vamos criar memórias
Elogiar pessoas
A gente anda inseguro
Construindo muros no chão
Arquitetando no escuro nossa direção
Viver de esperança cansa, eu sei
A nossa crença se abalou
Mas frases de ódio não vão vingar
Chega pra cá pra falar de amor
A gente tá no dia a dia
E às vezes a alegria não tá
Vivendo sem ter companhia ninguém vai chegar
O mundo anda reclamando demais
A fé na vida não firmou
Mas ondas do medo não vão soar
Fúria e amargura não vão se impor
Deixa a tristeza pra lá
Vem cá, a lua tá cheia
Vamos contar histórias
Falar de coisa boa
Vem cá, olhar para as estrelas
Vamos criar memórias
Elogiar pessoas
Vem cá, a lua tá cheia
Vamos contar histórias
Falar de coisa boa
Vem cá, olhar para as estrelas
Vamos criar memórias
Elogiar pessoas
Preciso ler mais livros
Assistir a novos filmes
E as peças em cartaz
Sair um pouco mais
Preciso ouvir mais discos
Ver shows de outros artistas
Voltar a ir ao circo
Torcer pro trapezista
Visitar as galerias
Frequentar mais os museus
Cair na boemia
Chegar perto de Deus
Orquestras, balés e corais
Mostras e exposicões, festivais
2x Ouvir, olhar, sentir, bater palmas
E alimentar de luz minha alma
http://acaoculturalse.blogspot.com/2018/07/arte-contra-barbarie-no-festiva.html
Força da Imaginação - Arranco de Varsóvia
'
1. Cultura e Periferia: O Combate ao Crime Organizado
- A lógica social: Para Lula, a expansão de cinemas, teatros, bibliotecas e equipamentos de formação artística nas quebradas atua diretamente no enfrentamento à criminalidade. [1]
- O discurso: "Nós temos que fazer a cultura chegar no chão do bairro, no chão da periferia. Aonde as pessoas têm medo de ir e os bandidos do crime organizado mandam na vila", afirmou o presidente, reforçando que a arte deve disputar o espaço público diretamente com o crime. [1]
2. Cultura e Minha Casa Minha Vida: Espaços LiteráriosEm uma das grandes novidades práticas do programa de governo para o setor apresentado no evento, Lula propôs integrar o acesso à leitura diretamente à política de habitação popular. [1]
- A meta habitacional: O plano estabelece que novos condomínios residenciais financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida deverão conter bibliotecas comunitárias em suas estruturas físicas. O objetivo é suprir o deficit cultural do país, assegurando paralelamente que cada município brasileiro passe a contar com ao menos uma biblioteca pública ativa. [1]
3. Cultura e Juventude: A Disputa contra os AlgoritmosO presidente demonstrou forte preocupação com o isolamento digital e o endividamento dos jovens pelas plataformas de apostas online (bets), sinalizando que a juventude precisa ser resgatada para os espaços físicos de convivência. [1]
- Ameaça tecnológica: Lula abriu suas críticas afirmando que as Big Techs estão aprisionando o futuro das novas gerações. "Precisamos motivar nossa juventude, que já foi mobilizada por muitas coisas boas. Minha preocupação é que parte dela esteja cada vez mais atrelada aos algoritmos. Se não fizermos essa luta, os algoritmos vão ganhar", alertou. [1]
- Escuta ativa e Espaços CRIA: Para atrair essa parcela, Lula se comprometeu a realizar rodadas de escuta direta com movimentos juvenis e anunciou a expansão dos Centros de Referência da Infância e Adolescência (CRIAs) — galpões de fomento destinados à produção, geração de renda e formação técnica voltados a jovens artistas urbanos. [1, 2]

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